quarta-feira, 16 de março de 2011

PCdoB X PCdoB

Eduardo Farias e Perpétua Almeida divergem sobre vestibular



O deputado estadual Eduardo Farias (PCdoB) critica a decisão da Universidade Federal do Acre (Ufac) de não realizar novo exame para 207 vestibulandos que foram impedidos de concorrerem no ano passado porque portavam documento de identidade com data vencida.

A Ufac havia se comprometido com o Ministério Público Federal a realizar um vestibular para os que foram prejudicados com reconhecimento da Justiça.

- A atitude da Ufac é de descomprometimento que vem para a raia da molecagem. Essa não é uma atitude séria, que se espera de uma academia - afirmou Farias.

Por sua vez, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) tascou no Twitter:

- E q o MPF se resolva c a UFAC e não venha + atrapalhar a vida de quem ta estudando e q passou por mérito. Busque justiça sem cometer outra.

Quero ver como ficará esse debate quando o governador Tião Viana (PT) cumprir a promessa de criar o "Prouni Estadual" para financiar com dinheiro público os alunos das faculdades particulares, especialmente da Uninorte.

Versão da deputada Perpétua Almeida (atualiazação às 16 horas):

"Altino, meu companheiro, rsrs, não foi desta vez rsrs

Veja, Eduardo e eu, com certeza, iremos divergir em muitos momentos, isso é natural entre seres humanos.

Agora, neste caso específico, pensamos exatamente iguais:

Defendemos o direito dos alunos que passaram no vestibular a estudar, porque passaram por mérito. Defendemos, nas varias reuniões que eu e o Deputado Eduardo Farias - o nosso querido Dudu, participamos que fosse dado uma segunda chance aos alunos que foram retirados de sala, impedidos de fazer a prova,  porque tinham a RG com data de validade vencida. Neste caso, Eduardo e eu entendemos que nãoo faz sentido a exigência da UFAC.

Lamentei no twitter, em notas anteriores aquela que você postou, que a UFAC não tenha cumprido o compromisso assumido no MPF, perante alunos, deputados e o Procurador. Alias, o compromisso deles, de garantir uma segunda chance para os alunos, foi gravado pelas Tvs e jornais que lá estavam. Fui mais longe, disse q a UFAC perdeu uma grande oportunidade de ouvir os reclames da sociedade, o que é uma pena quando quem procura produzir ciência não houve a comunidade.

Eu continuo afirmando que espero a solução da situação dos prejudicados sem cometer uma nova injustiça com quem passou no vestibular.

No final, afirmei exatamente como você escreve: que  MPF não venha mais prejudicar quem está estudando, que se entenda com a UFAC, fazendo justiça com os 307, sem prejudicar os outros.

Percebe que neste caso pensamos iguais? rsrs

Bjs procê e continue ligado, rsrs"

18 comentários:

BárbaraCameli disse...

bem, a universidade não se comprometeu em fazer nada de vestibular, a nossa imprensa, digna do jeito que é, fez questão de AFIRMAR que o acordo já estava feito, no entanto faltaram falar que a universidade tem um conselho, onde tudo que acontece passa por ele, a qual faço parte. A decisão tomada agora cabe ao MPF e aos 207 interessados recorrerem.

kemmil disse...

Eu teria vergonha de informar em que faço parte de um conselho que nada resolve, onde tudo que acontece (deveria ser o que acontecerá) passa por ele, pois, moro em Rio Branco há 15 anos e todos os anos é essa novela com o vestibular da UFAC.
Quando o conselho vai tomar uma atitude preventiva ?

I D A I L D O disse...

A UFAC tem dessas: Compromete-se e depois pergunta aonde assinou.

Ainda restam faixas da última greve em que os funcionários pediam a saída da DD. Reitora.

O TCU tá quase locando uma sala na UFAC de tanto trabalho.

Está passando da hora da UFAC assumir o erro. Como já comentado, não é o primeiro vestibular que apresenta falhas absurdas, e, diga-se de passagem, nessa gestão virou rotina.

Vamos aguardar o posicionamento do MPF sobre o assunto, pois, tá virando bagunça (desrespeito à comunidade).

Carioca disse...

Senhora Barbara Cameli, com todo o respeito, tanto a instituição como o MPF chegaram ao consenso pra não prejudicar ambas as partes, depois que se alivia a barra de um condena a outra.

Um abraço bem grande ao cubo ao inferno, a hipocrisia, a mentira e aos interesses individuais.

Maria disse...

Menos, gente, menos. A Bárbara apenas informa um fato: a Ufac tem uma administração colegiada e, como tal, as decisões são tomadas pelo Conselho Universitário (CONSU). Na reunião com o MPF, os representantes da Ufac concordaram com a sugestão do 'vestibulinho', mas disseram que a decisão seria do CONSU. No Conselho, a posição da reitoria não é determinante e nem sempre vence. É assim que funciona. No caso do vestibulinho, convenhamos, de todas as possibilidades de reparação, essa era a mais estranha. Com as 2.030 vagas preenchidas pelo vestibular que foi mantido, a que vagas esses candidatos estariam concorrendo?

Carioca disse...

Maria, vc tem total razão sobre o CONSU... vc viu a entrevista da Drª Olinda, pois é.

Bom, mas... eu já sabia q a negociação era pra manter o vestibular, afinal gastos... 2,000 alunos eh bem maior do q 200 e pouco, verdade?

BárbaraCameli disse...

Obrigada Maria, pois eu não disse que fulano ou sicrano está correto, no entanto as ideias propostas para o acordo foi uma e quando chegou ao conselho foram outras, reealmente nisso estou mto decepcionada com os procuradores. A questão é que a UFAC deveria ter anulado o vest igual ao ano que eu fiz, ela não anulou pq a justiça demorou pra dá uma resposta. É o típico 'antes tarde do que nunca'. Qualquer uma das decisões tomada pela ufac iriam ter mtos problemas. Como já disse, os argumentos defendidos pelos procuradores foram diferentes da sugestão de acordo. E NÃO tenho vergonha de dizer que sou desse conselho, é o meu 1º ano, a nossa vida estudantil não é fácil, prefiro falar com quem é responsável do que permanecer para sempre nos corredores, sendo omissa.

Diógenes disse...

rsrsrs

Maria disse...

É isso, Bárbara, você está fazendo o que muitos de nós deveríamos fazer. Ao invés de criticar de longe, de forma cômoda e quase sempre vazia, você está aproveitando a oportunidade de participar, de ouvir e de se posicionar. Claro que, numa instância que se pretende democrática, como o Conselho Universitário, nem sempre sua posição será acatada e nem sempre a melhor posição será a escolhida pela maioria. Cada membro ali se posiciona com base nos motivos que que lhe movem. Motivos esses nem sempre republicanos. Mas, é assim que se caminha na democracia, ou não?

Maria disse...

É muito fácil defender a manutenção do vestibular e, ao mesmo tempo, a realização de um novo certame para que os "207" não fiquem prejudicados. Na prática, como isso funcionaria mesmo? Quantos desses concorrem para Medicina, por exemplo? Em sendo aprovados, como ficaria a situação? Seriam novas vagas ou eles ocupariam as vagas dos já matriculados que tivessem obtido menor pontuação? Etc. etc.

Marcel Marques disse...

Ainda acho que os prejudicados deveriam procurar a justiça para serem indenizados, pedindo um valor alto, para impedir que a UFAC volte a cometer esses erros.

E 'Maria', como você colocou, o CONSU pode não acatar uma posição, mas, cada cidadão tem direito a voz no mesmo, e terá no mínimo suas palavras registradas na ata, com sorte pode até achar alguém que lhe der apoio, porque você não dá uma passadinha lá?

Fátima Almeida disse...

Sou da opinião que os 207 deveriam ingressar nos cursos para os quais fizeram inscrição sem fazer vestibular porque foram atingidos em seu direito. Um erro foi cometido, um erro precisa ser reparado. Isso é justiça. Quem cometeu o erro deve pagar, no caso a Universidade na condição de ré perante o julgamento da sociedade representada pelo Ministério Público. O Conselho é uma instância da Universidade que delibera em assuntos internos. A Universidade em seu conjunto e complexidade, é ré. O Conselho por isso também é réu, não pode julgar a si mesmo, nem se furtar a uma resposta que deve ser dada sociedade. Isso é engodo. O direito dos 207 deve ser assegurado por cima de pau e pedra. Contemplar o direito dos 207 não tem nada a ver com o direito daqueles que foram aprovados e garantiram suas vagas. Isso é feio, é sujeira, colocar uns contra os outros.

Maria disse...

Quem fez o acordo foi a "atrapalhada" administração da UFAC, nõ seu órgão superior máxiomo o CONSU. Que toma decisões pautadas em sua composição "democrática", e com amplo debate ao público em geral, e não em gabinetes como alguns deputados, e a administração estão acostumados.Pena que as decisões deste órgão só são obdecidas quando convém, lembrem do caso das questões que foram plágiadas!!! O CONSU tomou uma decisão e a reitoria JOGOU EMBAIXO DO TAPETE.

DaviAcre disse...

O que vejo aqui é pouca gente comentar sobre os estudantes "prejudicados" que NÃO LERAM o edital, que dizia que não se poderia apresentar documentos vencidos no dia da prova. Tudo bem, a data de validade para um RG posteriormente foi comprovada que é ilegal, mas isso também não exime a culpa dos estudantes em não terem procurado atualizar suas identidades já que naquela época não havia essa discussão da legalidade do vencimento. Um candidato que não fica atento a um edital de vestibular tem competência para passar num vestibular? Fica a pergunta.

Carioca disse...

Maria, defender um e critica o outro, igualzinho as respostas do ilustrissimo Paulo Maluf...

Querida Maria, só você pode criticar msm não estando sentindo na pela determinado tema, desculpeme sobre a opoinião.

Fátima Almeira brilhante "é sujeira colocar ins contra os outros" esse sim um ótimo parabéns.

Um abraço bem grande ao inferno a hipocrisia, a mentira e aos interesses individuais.

Maria disse...

Bom, tem mais "Marias" assinando comentários. Mas, basta razoável capacidade de leitura para perceber que a Maria do comentário das 7:19 não é a mesma dos comentários anteriores.

Carlos disse...

Acredito que o ponto de vista do David também é muito plausível, uma vez que da publicação do edital até a data da prova, transcorreram muitos dias, sendo possível, antes da realização da prova, "regularizarem" suas situações ou até mesmo, exigir a correção do Edital. Discordo completamente em "ceder" vagas a estes candidatos prejudicados, pois nunca vi isso acontecer em outros concursos bem como, abre precedente para em outros vestibulares os candidatos detectarem um "erro" no edital, mas ficarem "calados" aguardando a realização das provas para posteriormente alegarem que foram "prejudicados" e requisitar que sejam "aprovados" sem passar pela avaliação que os demais candidatos passaram. Cabe aqui ressaltar que a UFAC errou, mas o Instituto de Identificação também errou, uma vez que emitia sim identidades com prazo de validade o que acabou provocando o erro por parte da UFAC.

Maria disse...

A maria da 07:19 é simplesmente mariad, assim se já não dava pra confundir, que fique evidente que ética, coerência, e NÃO AO TOMA LÁ DÁ CÁ, são princípios!!!