quarta-feira, 12 de julho de 2006

RIO DE TODAS AS TRIBOS

Sérgio Souto

Das meninas e seus belos pára-choques
Dos dragões e dos tiranossauros rex
Dos que preferem phebo do que Lux
Dos amores remendados com durex.

Do Sandoval soprando um doce sax
Do tambaqui servido num pirex
Do troca-troca dos gibis e almanaques
Dos sem teto, dos que moram num duplex.

Dos beijinhos enviados pelo fax
Das unhas bem pintadas com cutex
Das madames esculpidas com botox
Dos meninos sem juizo e sem jontex.

Dos vandamens, bruce lees e asterix
Da halitose mascarada com mentex
Da porrada dada sem luva de box
Da pereba que só sara com tetrex.

Da sensualidade tanta da Minéia
Da hiléia que habita o olhar de Lídia
Da exótica beleza que tem Danah
Todas brancas, todas pardas, todas líndias

Sérgio Souto, poeta e compositor acreano, envia o poema quando estou de partida para Manaus, onde será o realizado o Simpósio no Rio Amazonas. Serei o único blogueiro no ambiente e mandarei notícias de lá. Inté breve.

5 comentários:

Anônimo disse...

esse é muito chato. porque não faz sucesso pelo rio de onde não sai?

Anônimo disse...

Sergio,você está souto ou solto ? Vai
que a bola é tua ! Tudo é permitido !
Nada a poesia condena !

Um xêrão meu.

Anônimo disse...

Precisamos puxar a cadeira. Beber "umas
e outras" ou quem sabe,todas.Depois sair por ai na madrugada,chutando latas,cuspindo letras,esperando o dia nascer.
Que seja breve.

Anônimo disse...

Só quem tem sensibilidade, consegue ver o invisível, sentir a poesia na sua totalidade, perceber um quintal e terreiro. "VC é assim". Te admiro muito! Cheiros!!!!!

Anônimo disse...

Como sempre, o grande Sérgio Souto nos fazendo rir, pensar e viajar com seus poemas inteligentes.
Parabéns e sucesso!!
Abraço grande,