terça-feira, 8 de abril de 2014

Isolado do país, Acre decreta estado de calamidade pública

O governador Tião Viana (PT) decretou estado de calamidade pública no Acre por causa do desabastecimento decorrente do fechamento da BR-364,  que é a única via de ligação terrestre do Estado com o restante do país. O Acre está isolado do restante do país há 20 dias porque mais de 24 quilômetros da BR-364 estão submersos nas águas da cheia histórica do Rio Madeira.

O Madeira, cujo nível chegou a atingir 19,74m, em 30 de março, às 8h14 desta terça-feira media 19,51m, em Porto Velho (RO), de acordo com dados da Agência Nacional de Águas. As inundações ocasionadas pelas águas do Madeira atingiram a BR-364, sendo que, em alguns trechos, a lâmina d’água chegou a ultrapassar 1,50m, impedindo o tráfego de veículos.

O decreto do governo assinala que o bloqueio da rodovia federaltem provocado o desabastecimento gradual e crescente de itens básicos para manutenção das atividades públicas e privadas no Estado, em especial alimentos, combustíveis, medicamentos, insumos hospitalares, insumos para o tratamento de água, além de outros.

No decreto, o governador do Acre, que dizia que a situação estava sob controle, considera que apesar de todas as ações adotadas pelo Estado, os danos e prejuízos decorrentes do comprometimento do transporte pela B$-364 há mais de mês superam a capacidade de resposta do Estado.

A situação de desabastecimento, segundo o governo, afeta diretamente toda a população do Acre, acarretando riscos à saúde pública, tratamento de água, obras da construção civil, distribuição de combustíveis e ensino.

Na sexta-feira (4), o governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), decretou estado de calamidade pública por causa das inundações causadas pelo Rio Madeira. Em Rondônia, existem 29,5 mil pessoas afetadas pela cheia do Madeira. A situação mais grave é em Porto Velho e seus distritos, onde 3.736 famílias tiveram que deixar suas casas.

3 comentários:

Dan Jaccoud Machado disse...

Eu pensei que estivesse tudo "sob controle"

Neto Escócio disse...

Altino, queria aproveitar a matéria que mostra um pouco das consequências desta tragédia ambiental para parabenizar a iniciativa do deputado Moises Diniz, que segundo o AC24horas protocolou pedido de antecipação do IRPF e também a disponibilização do FGTS de todos os Acreanos. Falta agora o apoio de todos os políticos para dar força a esta atitude.

Carlos Floresta disse...

Tive a curiosidade de seguir um link do Youtube intitulado "O chamado do Madeira" que o Sr. Willamis França sugeriu neste Blog do Altino. http://www.youtube.com/watch?v=yk5FAWPHK-w
No vídeo, aos 18 minutos, Jorgito Buchuchu profere as seguintes textuais:
-“Porque nós não abrimos mão!
A palavra é essa!
Nós, Estados, Acre, Rondônia e Amazonas não abrimos mão de estar dentro desse empreendimento!
Isso é uma novidade pro Brasil!
Dentro do empreendimento!
Permanentemente dentro do negócio”

Gostaria de saber do senador Jorgito Buchuchu se as “palavras proféticas” do seu discurso tem alguma conexão direta/indireta com o nosso cotidiano.
Gostaria que ele definisse o que significam as emblemáticas:
a) - “Porque nós não abrimos mão!”;
b) - ”Isso é uma novidade pro Brasil”; (Essa foi de lascar!)
c) - ”Dentro do empreendimento” e, por fim;
d) - ”Permanentemente dentro do negócio”. (Champanhe na Sapucaí!)

Êta Jorgito “boca santa”!
No carnaval do ano que vem, vá pro camarote da Sapucaí fantasiado de Jararaca-da-boca-podre.