domingo, 21 de abril de 2013

OFIDISMO NO ACRE

Uma leitura necessária para profissionais de saúde




Mais uma relevante contribuição do professor Paulo Sérgio Bernarde, da Universidade Federal do Acre - Campus Floresta, de Cruzeiro do Sul, ao elaborar na internet uma página com orientação para diagnóstico dos acidentes ofídicos no Estado.

Trata-se de conteúdo gratuito, de interesse geral, cuja leitura é mesmo imprescindível para os profissionais da área de saúde.

Para que se tenha noção da iniciativa do pesquisador, vale a pena lembrar que uma estudante quase morreu há mais ou menos 15 dias, em Rio Branco, após ser picada por uma cobra venenosa num dos corredores da Ufac.

Paulo Bernarde enfatiza que os profissionais de saúde devem levar em consideração os sintomas apresentados na vítima para escolha do tipo de soro (ou de nenhum) e da quantidade de ampolas de acordo com a gravidade do acidente.

Clique aqui e leia sobre ofidismo no Acre. m

Um comentário:

Edson Amorim disse...

Altino realmente o teu blog é polivalente, parabéns por esta matéria sobre ofidismo no Estado, esta parceria com o professor Paulo Sérgio Bernarde, serve de alerta ás autoridades em saúde no Acre, pois além das explicações sobre os diagnósticos alerta também uma problemática:
NEM TODOS OS municípios possuem o soro antiofídico específico, único remédio realmente eficaz para picada de cobras peçonhentas.
Os locais que têm o soro nem sempre tem um profissional com uma experiência aprofundada neste assunto, sem contar ainda que os hospitais e ou postos em sua maioria não possuem boas condições de atendimento e infraestrutura para manter a qualidade do medicamento. O soro precisa ser mantido a 8º C e não pode ser congelado nem sofrer mudança brusca de temperatura, como nossas constantes quedas de energia que sofremos em todos os nossos municípios. Além disso, a validade de um soro é de três anos, em média.
“O hospital, quando possui uma boa estrutura, é capaz de atender ocorrências nos municípios vizinhos em pouco tempo”. Mas sabemos que nossa realidade, a pesar de todos os esforços do governo, é outra.
Em muitos temas sempre achei uma deficiência entre a nossa universidade e o nosso estado “a pareceria” profissionais como Paulo deveriam ser mais observados e aproveitado por nossos gestores, com maior incentivo a pesquisa de uma forma mais motivacional, tendo um suporte direto e eficaz, ou seja, a valorização do pesquisador interno, sendo que este profissional tenha participação ativa dentro dos programas de governo regional, não só na área de saúde, mas sim em todas as áreas. O que presenciamos hoje é a busca de profissionais de outros estados para uma realidade acre. Sim acre, não de território, mas de amarga por conta de nossas dificuldades já conhecidas por estas pratas da casa, sem a perda de tempo de adaptações e estudos prolongados de pesquisadores de outras regiões, ai sim podemos contar com uma maior agilidade, usufruindo a mão de obra interna, independente e competente.