quinta-feira, 20 de outubro de 2011

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Diretório Regional do PT no Acre enviou ao blog nota de esclarecimento assinada pela Rede Acreana de Mulheres e Homens

"A Rede Acreana de Mulheres e Homens, por meio de sua Coordenadora Geral Joci Aguiar, vem através desta, se pronunciar em defesa da indevida adesão ao movimento, no qual deu publicidade a denominada “Carta do Acre”, que tem como título “Em defesa da vida, da integridade dos povos e de seus territórios e contra o REDD e a mercantilização da natureza”, datada de 07 de outubro de 2011,amplamente divulgada através de blogs e emails de grande circulação.

Nos dias 3 a 7 de outubro de 2011, fomos convidados à participar da Oficina, que teve como pauta principal “Serviços Ambientais, REDD e Fundos Verdes do BNDES: Salvação da Amazônia ou Armadilha do Capitalismo Verde?”, com a participação de diversas autoridades dos setores ambientais do Estado do Acre, do Brasil e Internacionais, mas em momento algum durante as reuniões nos pronunciamos à respeito da adesão e apoio ao movimento, que muitas vezes agiu de forma antiética e desrespeitosa com os participantes do evento.

A Rede Acreana de Mulheres e Homens – RAMH é uma instituição sem fins lucrativos, que atua na articulação em rede, na proposição do desenvolvimento justo e sustentável da região amazônica, composta por diferentes grupos sociais envolvendo homens, mulheres, jovens e adultos que desenvolvem atividades e relações diferenciadas com o meio e o potencial sociopolítico da região.

Desde sua fundação, a RAMH vem promovendo a implementação de políticas públicas que viabilizem a edificação de uma sociedade mais democrática, na qual povos e comunidades tradicionais sejam vistos como agentes sociais e que sua atuação seja entendida como uma contribuição constituída de valor material e cultural do processo de desenvolvimento histórico da sociedade acreana.

Ao longo desses anos, foram constituídos os eixos temáticos do trabalho da RAMH: sexualidade, saúde e direitos reprodutivos; meio ambiente; políticas públicas e participação política. A conjugação da rede é constituída, hoje, na principal referência de trabalho, de discussão e de proposição de ações na perspectiva de Gênero transformadora no Estado do Acre.

O reconhecimento de atuação por parte dos diferentes grupos de mulheres, movimento sociais, instituições sindicais, governamentais e parcerias que foram e estão sendo estabelecidas, faz com que a Instituição acredite que esse trabalho tem contribuído no processo de construção de relações de gênero e raças/etnias transformadoras e para que as mulheres conquistem cada vez mais sua autonomia e cidadania.

A RAMH como entidade de assessoria e ambientalista, é filiada a Rede GTA – Grupo de Trabalho Amazônico, que atua nos 09 estados da região norte, e vem desenvolvendo um importante trabalho de construção junto com as comunidades e populações tradicionais, dos princípios e critérios do REDD, possibilitando a participação dessas comunidades no debate e garantindo seus direitos. Acreditamos e defendemos o manejo comunitário de uso múltiplo da floresta, como uma forma de geração de renda a essas comunidades menos favorecidas.

A Instituição denominada Rede Brasil sobre as Instituições Financeiras Multilaterais, órgão responsável em realizar a divulgação da referida Carta, nem mesmo possui site, para que possamos nos interar das ações que estão sendo implementadas por ela. Dessa forma, informamos que a referida Instituição, não tem respaldo, muito menos informações necessárias para que utilize o nome do Estado do Acre, nem de quaisquer entes envolvidos nas ações do Estado, com o intuito de repassar informações desencontradas e sem o mínimo amparo legal.

Afirmamos que iremos tomar as medidas legais cabíveis, por sermos uma Instituição séria e de princípios e não aceitamos a forma da qual o nosso nome foi utilizado pela Instituição responsável pelo movimento. Pois o Estado do Acre tem sido referência em questões ambientais, grandes autoridades apóiam os mecanismos de preservação utilizados no Acre e acreditam no seu bom andamento. Por essa razão, temos motivos para seguimos em frente, sempre com um olhar para o nosso patrimônio maior, que é a floresta e beneficiar os povos que ali residem e necessitam de sufrágio para preservação da natureza.


Rio Branco – acre, 19 de outubro de 2011.

Joci Aguiar
Coordenadora Geral da RAMH"

3 comentários:

padilha disse...

Nada que um puxão de orelhas e uma chave que ameace fechar o cofre, não resolva em favor deste governo, né?

Tá bom!!!

Andreson disse...

Como os "paradigmas da ação social" transmutaram-se!! a combatividade, a justiça social foi relegada a segundo, terceiro plano...

joao disse...

Essa rede serve mesmo para quê? Quando tem uma chance opta pelo poder.