quinta-feira, 20 de outubro de 2011

JORNALISTAS ACREANAS BRILHAM

O público e o privado em rede social


Muita gente acompanhou via Facebook a participação brilhante de um grupo de assessoras de imprensa de instituições públicas do Acre no Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Comunicação, realizado em resort de Natal (RN), entre os dias 13 e 15.

Embora tenham enfrentado jornada extenuante de trabalho (foto abaixo), teve quem não perdeu o pique para em seguida prestigiar a cerimônia de abertura de um congresso promovido pela Associação Brasileira de Agência de Viagens (Abav), na Cidade Maravilhosa.

Felicitações do blog ao brilhantismo de Socorro Camelo (Ministério Público do Acre), Jackie Pinheiro (prefeitura­­ de Rio Branco), Jannice Dantas (Detran­­), Surama Chaul (Secretaria de Saúde) e Andréa Zílio (Secretaria de Comunicação).

O Acre esteve muito bem representado.


Conversei com Socorro Camelo, colega com quem mantenho boa relação há anos. Destaco o comentário dela:

"A interlocução na internet muitas vezes procede, agrega, educa, mas às vezes é mera opinião pessoal de indivíduos. Cada um sabe de si. Eu sempre digo tudo. Revelo as vísceras na angústia e na alegria. É um defeito. Mas não me arrependo. Nem mesmo agora. Não há o que esconder, por isso postamos.

Na programação do Enjac houve muitas discussões sobre o trabalho nas assessorias, mas também os organizadores tiveram o cuidado de fazer uma programação cultural nas noites do Encontro.

Tivemos uma manhã livre e eu aproveitei para fazer algo que adoro e não escondo de ninguém, ir à praia. Numa cidade como Natal, nada mais apropriado. Nós aproveitamos sim: a manhã da folga do Encontro e fomos a praia, participamos da programação cultural a noite e fizemos parte de discussões absolutamente importantes para o nosso trabalho de assessores.

Na Abav, no Rio, também está sendo assim. Hoje cedo, fui a praia, ver o mar e logo depois vim para o Riocentro, onde acontece a Feira das Américas e o Congresso da Abav. Não estou aqui no Rio de Janeiro como assessora do MPE e sim como jornalista convidada do evento, mas não serei hipócrita de dizer que se houver tempo não molharei meus pés no mar. Ah, pode apostar que vou.

Eu já me vi em embates ridículos, brigando por miudezas e alimentando sentimentos de raiva. Hoje não. Só acho graça dos sábios senhores, que parecem Moisés empunhando verdadeiras tábuas da lei. Tem-se até a impressão de que aprenderam as verdades em algum folheto distribuído pelo próprio fabricante. Eu, que não recebi nenhuma explicação do Senhor me calo e vou em frente, tentando não dar a mínima para as vozes acusatórias.

Se as idades dão algum presente, imagino que a sapiência de “saber escolher suas guerras”, é sem dúvida, um deles. Estou em “ON” o tempo todo, porque não tenho tempo a perder: A vida é curta pro tanto da minha curiosidade. Se erro, -e erro(!), tento corrigir com entendimento e coragem, sempre.

Meu modus operandi é esse. Vou filtrando, refinando, depurando a vida. Tento não desperdiçar energia. Como diz Mário Sérgio Cortella, a vida é muito curta para ser pequena."

31 comentários:

Acreucho disse...

E, assim caminha a humanidade!

surama chaul disse...

De fato, o Acre esteve muito bem representado no Enjac sim, era, salvo engano, a maior delegação. O lamentável desse post é saber que não podemos mais dividir os momentos de lazer porque servirão aos interesses maléficos de pessoas como você. Só a título de informação, embora saiba que você não acredite, eu viajei por minha conta, sem nenhuma diária (e isso é fácil provar). Estou escrevendo aqui, não p/ lhe dar satisfação porque pouco leio seu blog (soube deste post por terceiros), mas aos seus leitores que sei, uma legião de seguidores que aprovam cada palavra sua.
Também só p/ informação, tivemos uma manhã livre antes do início do evento, momento em que fomos fazer este passeio. Alguma coisa errada quanto a isso? Sobre a segunda foto, o evento ainda não havia começado e eu estava sim cochilando. Alguma coisa errada também quanto a isso? Ingenuidade minha foi ter postado a foto, mas em se tratando de você, até os momentos de alegria devem ser ocultados. Lamentável!

Pietra Dolamita disse...

É Jornalista, eu sei o quanto é difícil FALAR e MOSTRAR a verdade. Ainda bem, que mesmo estando ausente do Acre fisicamente, tem você para me colocar na realidade.
E bom ver o brilhantismo das jornalistas acrianas brozeando em outro lugar, de preferência nas horas de lazer. Ainda bem que não foi com o dinheiro público. E ainda bem, que os teus fiéis leitores não tem nada haver com isto. Mas, afinal não estavam representando a Acre? Porque não seria interesse então?
"Uma imagem valem que mil palavras"

Dantas disse...

Por eu conhecer um pouquinho o Altino, tenho certeza que o comentário e imagens não é uma crítica e nem tampouco uma censura. O divertimento faz parte da vida, principalmente acompanhado de uma gelinha! eu gosto, só que as vezes eu exagero! fui!

Kátia Oliveira - Jornalista disse...

Esqueci o nome do autor agora, mas tem um estudo sobre o perigo da exposição nas redes sociais. Postar fotos ou mesmo fazer comentários que possam ser relacionados a trabalho, já geraram inclusive demissões.

Portanto galera, tem coisa que devemos guardar para mostrar apenas aos amigos.

joao disse...

Viva a gaiola das vaidades. Continuem, assim nos divertem também. O problema é o dinheiro público nessa história, só isso.

surama chaul disse...

ah, acho que vc não se informou direito, o evento aconteceu de 13 a 15 de outubro.

ALTINO MACHADO disse...

Prontamente corrigido.

Socorro Camelo disse...

A interlocução na internet muitas vezes procede, agrega, educa, mas às vezes é mera opinião pessoal de indivíduos. Cada um sabe de si. Eu sempre digo tudo. Revelo as vísceras na angústia e na alegria. É um defeito. Mas não me arrependo. Nem mesmo agora. Não há o que esconder, por isso postamos.
Na programação do Enjac houve muitas discussões sobre o trabalho nas assessorias, mas também os organizadores tiveram o cuidado de fazer uma programação cultural nas noites do Encontro. Tivemos uma manhã livre e eu aproveitei para fazer algo que adoro e não escondo de ninguém, ir à praia. Numa cidade como Natal, nada mais apropriado. Nós aproveitamos sim: a manhã da folga do Encontro e fomos a praia, participamos da programação cultural a noite e fizemos parte de discussões absolutamente importantes para o nosso trabalho de assessores.
Na Abav, no Rio, também está sendo assim. Hoje cedo, fui a praia, ver o mar e logo depois vim para o Riocentro, onde acontece a Feira das Américas e o Congresso da Abav. Não estou aqui no Rio de Janeiro como assessora do MPE e sim como jornalista convidada do evento, mas não serei hipócrita de dizer que se houver tempo não molharei meus pés no mar. Ah, pode apostar que vou.
Eu já me vi em embates ridículos, brigando por miudezas e alimentando sentimentos de raiva. Hoje não. Só acho graça dos sábios senhores, que parecem Moisés empunhando verdadeiras tábuas da lei. Tem-se até a impressão de que aprenderam as verdades em algum folheto distribuído pelo próprio fabricante. Eu, que não recebi nenhuma explicação do Senhor me calo e vou em frente, tentando não dar a mínima para as vozes acusatórias.
Se as idades dão algum presente, imagino que a sapiência de “saber escolher suas guerras”, é sem dúvida, um deles. Estou em “ON” o tempo todo, porque não tenho tempo a perder: A vida é curta pro tanto da minha curiosidade. Se erro, -e erro(!), tento corrigir com entendimento e coragem, sempre.
Meu modus operandi é esse. Vou filtrando, refinando, depurando a vida. Tento não desperdiçar energia. Como diz Mário Sérgio Cortella, a vida é muito curta para ser pequena.

Socorro Camelo

Peter disse...

Não vejo maldade em aproveitar o momento de lazer.....acho que existem notícias mais importantes a serem publicadas. E assim caminha a mediocridade!!!!

joao disse...

O Peter deve ser o fotógrafo do evento ou outra coisa mais.

Jannice Dantas disse...

Prezado Altino,
Nosso passeio foi em horário que não chocou com a programação, além do mais, o próprio evento oferece programação cultural aos participantes.

Felipe disse...

elas ficaram nervosas
kkkkkk
tadinhas.....
acho que nem dormiram depois de ver o post
isso aqui ta melhor q o zorra totalll
kkkkkkkkkkk

ALTINO MACHADO disse...

Comentário da jornalista paulistana Leda Beck, cujo currículo pode ser buscado no Google:

"Altino, será que alguém pode avisar essas moças que, com verba pública ou privada, com mais idade ou menos idade, elas continuam representando um Estado da Federação? Como assessoras de imprensa desse Estado, comissionadas ou não, elas estão SEMPRE representando o Estado. Não têm o direito - a menos que tampouco tenham o decoro e a sensiblidade ética - de postar uma foto com uma moçoila cochilando em serviço (sim, porque se trata de SERVIÇO, se é assessora participando de um evento de assessores) e outras três sapateando sobre uma garrafa de cerveja, como adolescentes mal resolvidas. Alguém pode avisá-las que já passaram dos 15 anos e que não é aceitável esse comportamento? Alguém pode avisá-las que, só porque você reproduziu a bobagem rematada que postaram em suas páginas, isso não alivia nem um pouco a culpa DELAS por se submeterem a tamanho vexame? Ah, enfim, cansei... Vê aí se arruma um empreguinho pra elas na revista "Caras", vai... É lá que elas deviam estar trabalhando. Se tiverem competência pra isso, claro."

Josafá Batista disse...

Trecho de "Da Sociedade Disciplinar à Sociedade de Controle", de Ana Isabel Lopes e Sônia Santos:
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A passagem da modernidade para a contemporaneidade ocasionou a mudança de um modelo de sociedade. De uma sociedade vista por Foucault como "Disciplinar", para um modelo de sociedade identificada por Gilles Deleuze (1992) como de "controle". Hoje nós encontramo-nos num momento de transição entre um modelo e outro. Estamos a sair de uma forma de encarceramento completo para uma espécie de controle aberto e contínuo.
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A chamada sociedade de controle é um passo à frente da sociedade disciplinar. Não que esta tenha deixado de existir, mas foi expandida para o campo social de produção. Segundo Foucault, a disciplina é interiorizada. Esta é exercida fundamentalmente por três meios globais absolutos: o medo, o julgamento e a destruição.
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No Panóptico o controle faz-se por meio da visibilidade total e permanente dos indivíduos. Assim, este dispositivo tornou-se o paradigma dos sistemas sociais de controle e vigilância total. Nas sociedades atuais o princípio do Panóptico continua plenamente ativo mas agora exerce-se nas novas formas de controle implementadas pelas novas tecnologias. A quase onipresença destas traz consigo novas práticas e novas relações de poder. Por possuírem apenas uma parcela mínima de materialidade não necessitam de construções específicas. Os novos dispositivos são instalados no interior de todos os espaços já existentes.
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Na sociedade disciplinar o observador está presente e em tempo real a observar e a vigiar os indivíduos. Na sociedade de controle esta vigilância torna-se rarefeita e virtual. Todavia, o efeito causado nos indivíduos parece ser o mesmo: são ao mesmo tempo visíveis e incapazes de ver. Tanto nas sociedades disciplinares, quanto nas sociedades contemporâneas, os indivíduos sentem-se controlados pela força penetrante do olhar, tornando-se assim "dóceis" e "úteis".
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Texto completo em: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/sociedade%20disciplinar/Sociedade%20de%20controle.htm

Marcel Marques disse...

Toda vez que o Altino posta coisas como esta, não sei porque, mas, lembro-me da fábula do Sapo e o Escorpião.

O fato em sí é a meus olhos é insignificante, mas, podem até dizer que não sou imparcial o suficiente, então me restrinjo a isso.

No mais, o legal é que as pessoas envolvidas nem se atrelam tanto a estes ataques, afinal é da natureza de Altino estas matérias, e contra isto, não há jeito.

Aquele abraço. :D

PS: Respota magna a de Socorro Camelo.

Josafá Batista disse...

Altino, antes que alguém reclame, o que quero dizer com esse trecho longo de um trabalho acadêmico é simples: ao contrário do que pensa a Leda Beck e muita gente por aí, as pessoas não estão 24 horas investidas da imagem que o seu trabalho exige. Este raciocínio é PROTOFASCISTA, e sua função é anular qualquer qualquer comportamento diferente daquele exigido para a domesticação dos corpos e espíritos. Aliás, a imprensa paulistana é pródiga em mostrar imagens do ex-presidente Lula (e outros chefes de Estado) de roupas de banho, na praia, sob usando o mesmo argumento da "inconveniência institucional" aqui brandido.
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Mas o preocupante mesmo é o seguinte: esse questionamento é feito em nome de que? Da purificação moral da sociedade? Da disseminação das normas corretas, elevadas e adequadas de conduta individual? Se for isso mesmo, só resta eleger o nosso Führer. Porque a conduta nazista já está suficientemente disseminada.

ALTINO MACHADO disse...

Comentário de Leda Beck:

"Josafá, é sempre um prazer reler Deleuze e Foucault, mesmo de segunda mão (pelos olhos das duas autoras do texto) e na internet (ou seja, é uma leitura do tipo orelha de livro e contracapa...). Mas você exagera. Usa com ligeireza certas expressões, como me chamar de "nazifascista". Muito inadequado. Recomendo consultar um dicionário, inclusive quando comprar livros dos autores acima e seus comentadores. Estive muitos anos fora do Brasil e quando voltei dei logo de cara com a eleição do ano passado. Fiquei chocada com o uso das palavras sem nenhuma preocupação com seu significado, muito especialmente na ala direita da nação, ou seja, na vergonhosa campanha do José Serra e nas intervenções violentas de seus eleitores pela internet afora. "Nazifascista", "intolerante", "ditador" e outras expressões desse tipo pululavam pela net em contextos absurdos. Ou seja, os que usavam essas expressões não tinham a menor ideia do que significavam. E usavam como se estivessem dizendo "filho-da-puta". Suponho que não seja o seu caso, claro. Mas posso lhe garantir que estou muito longe de ser uma "nazifascista" - e o Altino tampouco chega nem perto disso, é assombroso que alguém que o conheça possa sequer pensar isso! Então vamos combinar: estamos falando, aqui, de moçoilas mal comportadas que não se limitaram a se comportar mal mas ainda divulgaram o comportamento e o defendem! Ninguém disse que elas não podem ir à praia ou usar fio dental. Mas elas estavam nesse evento A TRABALHO. Então não pode mesmo. Lamento, mas a vida é assim. O próprio Lenin dizia que, quando o proletariado tomasse o poder, tudo que fosse burguês seria descartado - MENOS o bom gosto e bom senso, duas características burguesas que vale a pena preservar. Copie e cole."

Marcel Marques disse...

Ok.. Leda Beck, go google, nada que salte aos olhos, enfim, Josafá ao meu ver (de um pobre mero mortal), sabe utilizar muito bem as palavras existentes em nosso léxico, no mais, fica a indagação, qual o interesse em uma situação tão chula como esta? Criar polêmica? Se for, prefiro comprar a revista Caras citada pela free lancer, tem coisas bem mais interessantes...

Janu Schwab disse...

O post tem lá seus conceitos e motivos latentes. Vai entender os porquês. No mais, com seus motivos idem, Veja, Carta Capital e similares também fazem lá suas "picuinhas jornalisticas", que dão um leve e divertido (divertido?) tom irônico ao que parece pesar.

A Leda Beck tem um tanto de razão no que diz. É bem por aí mesmo. Mas ainda assim, penso aqui com meus botões, isso tudo me parece semelhante ao patrulhamento ideológico tão conhecido dessa esquerda que nos dita e guia há anos.

Sei que as citadas pessoas são representantes do Estado, etc, etc... Mas, me parece a deixa (ou o reforço) de mais patrulha - moral, talvez. E travestida de jogo político.

Ainda que a esfera privada pareça muito ditar ou guiar o comportamento de uma pessoa na esfera pública, não vi nada de mais nas fotos - a não ser o fato de que são pessoas ligadas a máquina de governo. E a pergunta: quem, num Acre de economia de contracheque, não é?

Mas se não há "festejo" com dinheiro público (como garantiu a jornalista), que mal há em ser quem são e estar onde estão? Pouco me importa se gostam de skol ou heineken, se clamam a jeová ou vão ao terreiro de umbanda, se dormem ou viram madrugada adentro em insônia.

Assim, secretário não pode sair na foto dando cotoco ou usar brinco na orelha, assessoras não podem fotografar em praias ou tirando cochilos, senador não pode errar no português e nada de fotos com meninas de shortinho e barriguinha de fora ao lado do helicóptero.

Uma imagem vale por um milhão de palavras, quando a imaginação fértil e virulenta nos permite, citando o poeta, voar, voar, subir, subir... (eu fui irônico, por favor, não me apedrejem).

Para manter a pose, precisam de um manual de postura? Finjam neutralidade, arrumem uma esposa de família - e um marqueteiro-, beijem criancinhas e nada de fotos com bebidas alcóolicas... Que tédio.

Por acaso as fotos e os termos são a prova da incompetência das citadas profissionais ou dos desmandos dos governantes? Não creio. O fato de serem profissionais, partidárias ou não, a serviço de um governo de partido X as coloca no balaio dos erros do partido X?

Desculpa, mas isso é uma postura muito parecida com a do tal partido X, que persegue, marca e rotula quem não é, está ou simpatiza com ele. E desse tipo de patrulha estamos atolados até o pescoço.

O post tem seus conceitos e motivos latentes. O perigo é quando as interpretações inquisitórias se tornam patentes.

padilha disse...

Ainda bem que teremos o Parque Gospel! Assim todos poderão relaxar, mas não vale cerveja, e curtir a vida com financiamento público, não só as assessoras mas todos nós, e em nome de Jesus.

Josafá Batista disse...

Caríssimos Leda, Altino e leitores:
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"Arbeit macht frei" (Só o trabalho liberta). Eram esses os dizeres de uma tabuleta de ferro escrita pelos nazistas na entrada do campo de concentração de Auschwitz.
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Acho que esta placa, por si só, explica o que quis dizer com a postagem. Marx, no Capital, deixa claro que, se pudessem, os trabalhadores fugiriam do trabalho como o diabo foge da cruz. É nos momentos de lazer, em casa, no bar, nas reuniões sociais, que começa a humanidade. O trabalho está submetido ao que ele denomina de "segunda natureza", isto é, os interesses alheios ao produtor do trabalho. Daí a importância, para os nazistas, do trabalho como agente de dignificação. É uma forma de conformar o indivíduo com os imperativos da segunda natureza: adequar os indivíduos à ordem do trabalho, obter a conformidade com os padrões exigidos para o trabalho, é uma forma de obter de lambuja a conformação com a estrutura social e política dominante.
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Alguém pode discordar que este raciocínio - esta ideologia sobre o trabalho duro - não está amplamente disseminado ainda hoje?
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E que isto também não é particularmente revelador sobre a discussão em tela?
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Um parêntese rápido: acrescento que não quero questionar a destreza intelectual de ninguém, não me interessa. Não me interessam currículos nem viagens de quem quer que seja. Como sociólogo, interessa-me analisar processos de largo fôlego em que a sociedade está inserida e que os indivíduos, precisamente por viverem nela, podem reproduzir sem maiores contestações.
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Por esta razão, Lenin, Deleuze, Foucault, Adorno, Marx e outros caras legais deveriam ser leituras espontâneas e agradáveis, tanto quanto são obrigatórios na grade curricular dos cursos de Ciências Sociais.
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Fecho o parêntese e vou ao mérito da questão: repito, as pessoas não podem ser, nos momentos de lazer, investidas da imagem da profissão que possuem. É simples assim. Aliás, já participei como jornalistas de eventos e congressos nos quais as próprias empresas realizavam reuniões, churrascos, momentos de lazer etc. Qual é o problema nisso?
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Esta perspectiva está tão torta, e repito novamente, tão perigosamente próxima da concepção nazista sobre o trabalho (daí o termo protofascismo que mencionei), que não admite sequer que trabalhadores possam se divertir em um momento de folga (e tirar fotografias para mostrar aos amigos, parentes etc)!
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Esta necessidade de conformação do indivíduo ao trabalho, mesmo tratando-se de um momento de lazer, baseia-se em que?
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Vi a fotografia de uma das meninas cochilando em serviço. Mas precisa de uma confusão dessa magnitude? Por que um comportamento inadequado no ambiente de trabalho causa tanta confusão, em vez de solidariedade de classe?
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Serei mais preciso (para que entendam melhor a magnitude do problema em que estamos metidos): Imaginem um trabalhador das minas de carvão da Inglaterra no século XIX tirando uma fotografia de um colega dormindo no serviço e expondo em um mural onde todos pudessem ver a sua "incompetência". Ou um metalúrgico do ABC paulista nos anos 80 fazendo o mesmo. Ou um seringueiro acreano durante o sistema de aviamento. Difícil? Pois é, ALGO modificou profundamente a estrutura de identificação mútua entre os trabalhadores. Esse algo é a identificação com o discurso dominante, com a ideologia do trabalho duro, com a natureza protofascista e desagregadora da identificação de um indivíduo como um trabalhador (mais, como a "imagem" do "local para o qual trabalha"), 24 horas por dia.
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Por fim, acrescento que o texto "Da sociedade disciplinar à sociedade de controle" cujo trecho postei anteriormente é um trabalho acadêmico realizado por duas alunas para o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (em cujo site oficial também está hospedado). Não é preciso uma leitura superficial para percebê-lo.

Felipe disse...

Gente esse josafá é um tédio, alguem ler esses posts q ele publica, eu tenho é preguiça, pois não é nada objetivo, acho um saco....
Josafá n quero vc como meu professor nunca, ficarei igual a jornalista da foto, com sono .....

elson disse...

Concordo com Felipe, extremamente longo chato pra K#@#! não duvido da capacidade dele afinal o que está ruim pode sim! Piorar!!!

Gabi Ramos disse...

Meu Deus, coitada de Surama. Eu a conheço des de criança, e sei de sua competência, sei a profissional que ela é. Nào merece isso de forma alguma. Acho essa matéria uma bobagem, e um exagero o comentário da Jornalista Leda, e muito grossa por sinal. Devemos comentar sobre as pessoas que conhecemos, e nào sair denegrindo a imagem dos outros assim, simplesmente por bobagens. Tem assuntos muito mais importante para postar. Respeito o Blogger de Altino, mas essa matéria é bobagem, coisa de candinha.

Surama, meu total apoio a você, e sei quem você é. Um bela de uma profissional. E para a jornalista Leda, seja menos agressiva.

Marcel Marques disse...

É esse o argumento contra os do Josafá? Que é longo? Chato? Por favor, mesmo utilizando-se de pseudônimos e de um anonimato camuflado, vocês podem ser melhor que isso, sejam quais forem os espíritos de porco que são.

ALTINO MACHADO disse...

"Quanta hipocrisa" - comentário enviado por Andréa Zílio:

"Altino, vejo que no seu post sobre a participação das jornalistas do Acre, você se deu ao trabalho de acrescentar meu nome. Participei do evento como delegada, pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre, no qual participo ativamente, como você mesmo já elogiou em seu blog quando colocamos em prática a Semana de Comunicação, que antecede o prêmio de jornalismo José Chalub Leite, que por sinal, é resultado de um trabalho em equipe. Escrever qualquer argumento que mostre que o fato das colegas terem ido a praia em nada diminuiu a participação delas no evento, é totalmente redundante, pois elas já se manifestaram muito bem sobre
isso. E só não estou naquela foto, tirada pela manhã que estava com
programação livre, sendo que o evento começou tarde, porque tive de
acompanhar a reunião com a direção da Fenaj, na qual Jane Vasconcelos
e Marcos Vicentti, também delegados, tiveram de apresentar o projeto do Congresso Nacional dos Jornalistas, que acontecerá em Rio Branco, no próximo ano. Sinto muito que algumas pessoas se alimentam de pequenas coisas como essa. A felicidade existe e deve ser comemorada em todos os momentos. Estávamos entre amigos e nos divertimos nos momentos de folga,
inclusive na programação cultural organizada pelo evento. O triste
disso é saber que se elas não tivessem inocentemente postado as fotos, nada disso teria acontecido e ninguém ficaria sabendo. Que hipocrisia, não?"

Meu comentário: Vai querer comparar meus poucos leitores com a quantidade de leitores que existe no Facebook? As fotos estavam lá porque vocês queriam visibilidade. Eu apenas ajudei a dar mais visibilidade e me limitei a elogiar a participação de vocês a partir do que li no perfil de vocês no Facebook? Eu não posso elogiar? Você vivem reclamando que eu critico e agora reclamam do meu elogio? Vocês são tão moderninhas, antenadas em redes sociais e desconhecem que o que cai na rede é peixe? Tem mais: foi gente do governo e do PT quem sugeriu que fosse registrado no meu blog a brilhante participação de vocês. E mais: seu nome não constava mesmo, mas tive que incluir porque uma outra amiga sua, petista, disse que eu estava sendo injusto em não mencionar seu nome entre as participantes do evento. Foram vocês que fizeram as fotos e publicaram na ânsia desmedida de aparecer. Fica a lição para vocês e para mim, que nunca mais ousarei elogiá-las tanto. Você diz: "O triste disso é saber que se elas não tivessem inocentemente postado as fotos, nada disso teria acontecido e ninguém ficaria sabendo." Quanta hipocrisia falar de inocência entre vocês, não?

@MarcelFla disse...

Elogiar?! Tá, e eu sou o Bozo, pelo amor de Jeová hein?! Não trate teus leitores, compactuantes ou não, como crianças. É o mínimo de respeito.

Lázaro Barbosa disse...

Observo que se a ida a praia fizesse parte da programação cultural do evento, jornalistas de outros estados apareceriam nas fotos. Fico pensando qual vai ser a programação quando o evento, preparado pelo SINJAC, for realizado no Acre: ir ao seringal cachoeira, as compras em cobija? Hum! Melhor alugar umas vans e levar essas meninas que gostam de praia e cerveja a Fortaleza do Abunâ, que tal?

Gabi Ramos disse...

E é porque são todos jornalistas... e brigando entre si... "Eu hein Rosa"

Acy Maria Prado disse...

O melhor dos Eventos é a programação cultural... Mas bem que deveriam ter divulgado as discussões realizadas nesse evento e não as fotos, evitariam o indesejável.