quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O ACRE EM CHAMAS

Eis o cenário que vejo ao abrir a janela do quarto de dormir e percorrer, às 8h10 desta quarta-feira (18), menos de 500 metros da estrada da Área de Proteção Ambiental Raimundo Irineu Serra, a mais verde do entorno urbano de Rio Branco. Clique nas imagens para visualizá-las ampliadas.




Entre os dias 13 e 17 de agosto foram registrados 240 focos de calor no Acre. Os municípios com maior incidência de focos no período foram Rio Branco (40), Feijó (26), Acrelândia (25), Rodrigues Alves (21)
Plácido de Castro (199), Acrelândia (178), Senador Guiomard (144) Senador Quiomard (33), Plácido de Castro (23), e Sena Madureira (17).

O risco de fogo para esta quarta-feira nas regionais do Alto Acre, Baixo Acre e purus é considerado critico. Para as regionais de Tarauacá-Envira e Juruá é considerado critico, com poucas área de risco alto a minimo. A ausência de chuva, a baixa umidade do ar, em conjunto com o vento podem aumentar a suscetibilidade das áreas verdes ao fogo.

4 comentários:

Lindomar disse...

Caro Altino,

É parcialmente verdadeira a afirmação de que a fumaça que paira sobre o Estado do Acre vem de outros estados e mesmo de outros paises. Parcial porque de fato também nós (acreanos) estamos queimando e bastante. Também é inadimissível simplesmente jogar a culpa nos outros. Ora, se o Estado do Mato Grosso está nos prejudicando, cabe ao nosso governador entrar em contato com o governo do MT e buscar uma solução. Isso vale também em relação à Bolívia. Onde estão nossas autoridades?

Bom trabalho

Lindomar Padilha

Dantas disse...

É meu amigo Altino, enquanto nós estamos todos os dias jogando um pouco de água nas plantinhas de nossos quintais, tem outros que preferem jogar fumaça no ar, queimando seus lixinhos e batendo palmas para os caminhões carregados de toras de madeira, que desfilam todos os dias no meio de nossa cidade. Que tristeza! Um grande abraço.

Roberto Feres disse...

Haja fumaça.
Passei há pouco por Capixaba. Viver por lá deve estar pior que no inferno de Dante. Além do smog daqui, eles têm uma carvoaria funcionando a todo vapor e a perspectiva do início de funcionamento da usina de álcool. Será que queimarão a cana para a colheita como fazem no resto do pais?

Thiago Silva disse...

é triste abrir a porta quando acordo e ver apenas cinzas...

incoerente a política rígida às queimadas e o que realmente está acontecendo.
coincidência ser em ano eleitoral...

sobre a usina de álcool, até onde sei (salvo engano) a colheita será mecanizada, e não será utilizado fogo. Ruim é que gerará menos empregos, e gastará mais petróleo. Pelo menos, menos fumaça.

sobre as toras que circulam, acho incoerente criticar se é uma pessoa que utiliza madeira. Agora se essa pessoa não utiliza qualquer material proveniente de madeira, está correta em criticar.

O ruim é madeira sem manejo florestal. Ou um manejo mal feito (como temos muito). Mas o caminhão toreiro não é o problema... Salvo se estiver rodando no período noturno, o que evidencia crime ambiental.


paz a todos.