sábado, 18 de outubro de 2014

Admito que errei

Ex-secretário de Fazenda Mâncio Lima Cordeiro


Errei na nota intitulada “Senador Jorge Viana se equivoca ao insinuar relações políticas na Operação G-7”, publicada em maio do ano passado, quando afirmei que a casa do então secretário estadual de Fazenda, Mâncio Lima Cordeiro, fora alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal por conta da Operação G-7, deflagrada dias antes.

Não é verdade que a casa do ex-secretário tenha sido alvo de mandado de busca e apreensão. Meu erro se estendeu ao afirmar que Mâncio Lima Cordeiro chegou a prestar depoimento e constava como indiciado por desvio de recursos públicos.

O que na verdade ocorreu é que a PF pediu à desembargadora Denise Bonfim, do Tribunal de Justiça do Acre, autorização para que o então secretário, em 10 de maio de 2013, quando a Operação G-7 foi deflagrada, fosse conduzido coercitivamente para prestar depoimento.

A desembargadora negou o mandado de condução coercitiva da PF contra o então secretário baseada no entendimento de que o próprio delegado poderia fazê-lo sem necessidade de pedir a magistrado.

Duas semanas após a deflagração da Operação G-7, a PF optou por convocá-lo para depor como testemunha. Portanto, o ex-secretário Mâncio Cordeiro não consta na lista de indiciados pela PF em decorrência da Operação G-7.

Em audiência judicial de conciliação, realizada no dia 15 de outubro de 2014, relativa ao processo nº 0010845-86.2014.8.01.0070, movido por Mâncio Lima Cordeiro, concordei em publicar esta nota admitindo o erro.

Minhas desculpas a Mâncio Lima Cordeiro pelo erro.

2 comentários:

ALTINO MACHADO disse...

A Folha, por exemplo, publica a famosa seção "Erramos" em que reconhece diariamente os erros do jornal. Errei e reconheci o erro sem tentar disfarçá-lo ou sem tentar me isentar parcialmente dizendo que fui induzido. Isso é muito comum, não é? O dever de informar corretamente é do jornalista, de quem escreve, ou de quem opina, e não das fontes das quais se vale. Depois da nota que continha o erro, cheguei a entrevistar Mâncio Cordeiro sobre outro assunto. Como sempre, ele me atendeu muito bem, mas preferiu não mencionar o erro que eu havia cometido. É natural que qualquer pessoa recorra à Justiça para dirimir ou ser reparada por erro de qualquer natureza. Em mais de 10 anos de blog, foi a segunda vez que tive que admitir erro. Além disso, se não existisse o blog, pouca gente saberia sobre a Operação G-7. Embora me esforce para evitá-los, cometo erros todas às vezes que escrevo. Faz parte do ofício.

DIONE CORDEIRO disse...

Nunca acreditei nessa matéria, por isso fiquei tranquila meu primo seria incapaz de cometer esse tipo de crime, eu a conheço muito bem. Esse tipo de erro merece punição severa.

Dione Cordeiro.