segunda-feira, 30 de maio de 2011

O KIT ANTI-HOMOFOBIA E O CONTRADITÓRIO

Carlos Gomes
 
Um dos maiores desafios do século está sendo a equidade social e de direitos. Presenciamos cotidianamente várias formas de violações, seja por questões de raça, gênero, etnia, orientação sexual e por aí vai. Um fato recente me provocou a pensar políticas como mecanismo de garantia de direitos. Nesse sentido, quero provocar algumas reflexões acerca do “kit gay” - pelo menos é assim que está sendo massificado e divulgado.

Mas vamos aos fatos: primeiro, não se trata de um “kit gay”, mas de kit anti-homofobia, elaborado a fim de subsidiar nossos educadores e educadoras no País.

A sexualidade faz parte de nossas vidas, assim como suas múltiplas formas de expressão. Negar que adolescentes tenham sexualidade e inviabilizar esse debate é um tanto equivocado para não dizer reacionário. Existem, diariamente, vários casos de homofonia. Eles começam nas práticas discursivas e acabam na violência corporal.

Quem desconhece a proposta do kit anti-homofobia diz que atenta contra a família. Qual seria essa tal família? Recentemente, o STF reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Para as ciências sociais já rompemos com o modelo de família nuclear. O que quero exemplificar é que desqualificar a discussão em torno das violências e violações no contexto educacional é um retrocesso em um estado democrático de direito. O kit em nenhum momento direciona jovens adolescentes a serem homossexuais. O que ele busca é o respeito às diferenças e o convívio social dentro da pluralidade.

A suspensão do kit anti-homofbia por parte da presidente Dilma Roussef sinaliza falta de compromisso com uma educação inclusiva, que reconheça as diferenças e a necessidade do respeito à mesma. Sinto-me profundamente envergonhado em ver que a presidenta da República tenha de recuar na política para agradar quem nega e viola direitos. Esse lobby religioso é o mesmo que vai contra os direitos sexuais e reprodutivos, a liberdade de expressão, que promove “guerra santa” em nome de um Deus para suas benesses e vaidades e isso não pode nem deve pautar uma política de estado.

O governo vai mostrando que a politicagem e a possibilidade de salvar quem deve esclarecer o que parece ilícito não pode usar a vida de LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) como moeda de troca. Lastimável essa atitude de blindagem de companheiros em detrimento de uma política pública.

Recentemente, num jornal de Rio Branco, li que a bancada evangélica na Assembléia Legislativa já se articula para barrar o kit anti-homofobia no Acre. Que os deputados façam antes uma audiência pública com os diversos setores da sociedade, para que possam ouvir as mais diversas vozes a fim de esclarecer qual a proposta do kit e a ferramenta relevante que ele se torna no combate a homofobia dentro do processo educacional. Vários LGBTs são marginalizados, estigmatizados e excluídos do âmbito do direito e da cidadania, os índices de evasão escolar por conta da discriminação de lésbicas, gays, travestis e transexuais é um contraditório em um Estado que se propõe a fazer inclusão social e a garantir direitos.

Ainda temos uma dívida histórica a ser reparada com mulheres, negros, índios e com homossexuais. Por séculos e séculos tivemos um ciclo da homossexualidade como pecado, posteriormente crime e por fim doença. Parece que esse ciclo vem se renovando e ganhando força e isso, infelizmente, mostra o quão ainda precisamos avançar.

Estamos discutindo a educação e uma das tantas formas de violência vivenciada no processo educacional. É nesse momento da educação que temos a construção do futuro, da cidadania, do respeito, do amor ao próximo, da valorização dos direitos fundamentais e da dignidade humana. Pensemos para além do que está construído socialmente, vejamos um mundo onde a violência não seja valorizada em detrimento da garantia de direitos.

Carlos Gomes é assistente social e graduando em jornalismo pela Universidade Federal do Acre

18 comentários:

Roberto Feres disse...

Não creio que hoje em dia haja maior agressão que em outros tempos. Há sim maior visibilidade e ação da sociedade, tornando muito mais visível tais violações.
A questão e se devemos treinar nossos filhos a enxergar cada grupo (gays, mulheres, índios, negros, judeus, pobres etc) como parias que devem ser respeitados ou se devemos valorizar na educação deles os princípios fundamentais dos direitos humanos.

Marcos Paulo disse...

Não desmerecendo essa campanha, mas o tanto que foi gasto em cima disso é um absurdo. O Ministério da Educação devia ter como prioridade o ensino de qualidade, a capacitação dos professores, a melhor infra-estrutura nas escolas, melhores oportunidades aos alunos, melhores salários aos educadores, pois são eles que fazem parte da formação deste país, eles sim deviam receber as devidas orientações para passar em sala de aula uma educação de qualidade, que elimine os preconceitos, que crie o senso crítico daqueles que ainda estão sem personalidade formada. Dependemos dos professores, não adianta espalhar kits para alunos que ainda não tem uma compreensão exata das coisas e, diga-se de passagem, altamente influenciáveis, esta tarefa cabe aos professores, pois eles saberão a melhor maneira de ensinar, de formar. Ao MEC cabe a função de investir pesado na educação, em formar mais intelectuais, pois essa é a solução de todos os nossos problemas.

cplauto disse...

Ser ou não ser es a questão. O ser ou o humano, a educação ou a exclusão, o negro ou o branco, o homo ou o sapiens, o bom ou o mau, o com ou o sem costumes, a quem possa interessar ou não possa interessa, o meu ou o teu, o nosso ou o do outro. Terreno frágil o das escolhas, habitado por pré-conceitos e o ainda não explorado. O mundo proibido e o mundo perfeito que construimos na cabeça. O mundo das pessoas, onde a diversidade as fazem sapiens e a convivência estúpidas para não dizer homofóbicas (palavra da vez). Como evoluir?

Carlos Gomes disse...

Marcos Paulo, o MEC não disse que iria dar o Kit aos alunos e alunas, ao contrário, o Kit é para professores.
O Kit se destina à formação dos/das professoresas em geral, dando a eles subsídios para trabalharem os temas no ensino médio.
O Kit é um conjunto de instrumentos didático-pedagógicos que visam à desconstrução de imagens estereotipadas sobre lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e para o convívio democrático com a diferença, além do mais ele se insere na política e é relevante, o gasto com ele é e foi necessário, o que não podemos admitir é o gasto com corrupção, mas com políticas públicas que são mecanismos de garantias de direitos além de preciso é necessário!
Estudos publicados nos últimos cinco anos vêm demonstrando e confirmando cada vez mais o quão a homo-lesbo-transfobia (medo ou ódio irracionalmente às pessoas LGBT) permeia a sociedade brasileira e está presente nas escolas. A pesquisa intitulada “Juventudes e Sexualidade”, realizada pela Unesco no ano 2000 e publicada em 2004, foi aplicada em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras. Segundo resultados da pesquisa, 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula.

O estudo "Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas", publicado em 2009 pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, baseada em uma amostra de 10 mil estudantes e 1.500 professores(as) do Distrito Federal, e apontou que 63,1% dos entrevistados alegaram já ter visto pessoas que são (ou são tidas como) homossexuais sofrerem preconceito; mais da metade dos/das professores(as) afirmam já ter presenciado cenas discriminatórias contra homossexuais nas escolas; e 44,4% dos meninos e 15% das meninas afirmaram que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula.

A pesquisa “Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar” realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e também publicada em 2009, baseou-se em uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, e revelou que 87,3% dos entrevistados têm preconceito com relação à orientação sexual.

A Fundação Perseu Abramo publicou em 2009 a pesquisa “Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil: intolerância e respeito às diferenças sexuais”, que indicou que 92% da população reconheceram que existe preconceito contra LGBT e que 28% reconheceram e declarou o próprio preconceito contra pessoas LGBT, percentual este cinco vezes maior que o preconceito contra negros e idosos, também identificado pela Fundação.

Essas diversas e conceituadas fontes não deixam dúvidas de que há muito a ser feito para diminuir a homo-lesbo-transfobia, e uma das instituições que mais podem influenciar positivamente nesse processo é a escola. Muito trabalho já vem sendo feito nessa área e é importante destacar as recomendações aprovadas na Conferência Nacional de Educação Básica em relação à diversidade sexual, dentre as quais citamos:

· Evitar discriminações de gênero e diversidade sexual em livros didáticos e paradidáticos utilizados nas escolas;

· Ter programas de formação inicial e continuada em sexualidade e diversidade;

· Promover a cultura do reconhecimento da diversidade de gênero, identidade de gênero e orientação sexual no cotidiano escolar;

· Evitar o uso de linguagem sexista, homofóbica e discriminatória em material didático-pedagógico;

· Inserir os estudos de gênero e diversidade sexual no currículo das licenciaturas.


saudações!

eliomar m. disse...

Como diz à musica do cantor pop FALCÃO. Homem e homem, menino é menino, veado é veado e baitola é baitola. E não tenho nada contra os que querem fazer sexo com o mesmo sexo e tudo mais, e vamos viver todos em paz pois é o que interessa nesssa vida curta.

Fátima Almeida disse...

Os professores são apenas professores e sua função deve ser ensinar a ler e escrever corretamente o idioma pátrio e assim com as demais disciplinas. Acho um absurdo delegar tantos poderes para um professor. Acho que a fala da Amanda Gurgel deixou bem claro que a educação não é prioridade neste país. O Kit vai cair em mãos de professores evangélicos que não vao fazer uso dele, que lecionam filosofia e escondem Darwin dos alunos. Muitos pais de alunos são evangélicos e vão entrar em confronto aberto com as escolas. O problema do Brasil é a herança colonial, o patriarcado, a escolástica, o estado prussiano e por aí vai....as escolas precisariam primeiro alfabetizar os pais, inseri-los no processo, pois a maioria é alienada. Não se faz kit contra machismos, pais autoritários, por exemplo. Muitas mulheres hoje criam seus filhos sozinhas porque os pais escafederam-se. Há muita proteção para o macho. Há muita violência sexual por parte dos machos contra moças, crianças, mulheres em geral. E isso continua parecendo natural. Penso que o Governo buscando estratégias para eliminar o ranço patriarcal da sociedade brasileira pode resolver o problema da homofobia de forma indireta.

Joema disse...

Concordo com a Fatima Almeida. O mundo deveria proteger mais as criancas e as mulheres. Mas qualquer forma de combater a intolerancia e interessante. Fiquei triste com o veto. Acho que poderia ate virar algo interessante. Como o trabalho ao combate da gravidez na adolescencia e anti-drogas.
Obrigada.

Marisa Fontana disse...

Carlos, muito pertinente a crítica política que você faz.
Quanto ao kit, acredito que seja válido como subsídio e provocador do debate de gênero, mas não resolve o problema da educação de muitos professores. Mas pense também na perspectiva de uma sociedade que tem uma história cheia de traumas que precisam ser superados.
Bom ver você aqui no Altino.
Abraços

Estou Sabendo disse...

A maioria das agressões que ocorrem no meio de gays,lésbicas, travestis, são provocados pelos mesmos. Eles mesmos se agridem e provocam a maioria das agressões. porque eles mesmos se marginalizam e se discriminam entre si.

Roberto Feres disse...

Então vamos criar o Kit-Educação-Para-O-Transito, o Kit-Anti-Droga, o Kit-Segurança-Pessoal, o Kit-Proteção-Contra-DSTs, o Kit-Meio-Ambiemnte (acho que esse precisa de uns 3 ou 4 módulos), o Kit-Como-Se-Proteger-Dos-Políticos-Corruptos, o Kit-Como-Fazer-Valer-A-Decisão-Do-Referendo, o Kit-Leis-Foram-Feitas-Para-Serem-Cumpridas e assim por diante...

Josafá Batista disse...

A questão aí é que as pessoas, por prática individual e por herança social, partem da idéia de que os seus sistemas de valores e crenças são realmente válidos, auto-justificáveis, independentemente do que ocorre na própria sociedade, na vida REAL. O Roberto Feres está propondo a distribuição de vários kits. Isso não é BASTANTE sugestivo?
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O problema de criar uma sociedade pluralista, ou democrática, é todos nós entrarmos em consenso no fato ÓBVIO de que as bases da sociedade atual está produzindo seres humanos piores, violentos, racistas, xenófobos, intolerantes e como se não bastasse, cínicos. Há quem diga, por exemplo, que ter preconceito é natural e muito necessário. Isso deveria provocar alarme, mas não provoca, porque no fundo todos estão tentando justificar o direito a tratar os outros, sejam gays, mulheres, negros, deficientes físicos, idosos, pobres etc, como seres inferiores.
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De onde vem isso?
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Um bom começo é a educação para enxergar o óbvio: não existe ninguém inferior. A diferença não faz ninguém inferior.
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No entanto, o simples fato de existir uma enorme resistência a essa educação para uma sociedade mais democrática, mais aberta, mostra bastante sobre nós. Somos democratas? Ou a nossa democracia é um mito, um trampolim para dar legitimidade a sistemas de manipulação de massa?
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Por exemplo: um filme/documentário muito bom do Arnaldo Jabor, "A opinião pública", de 1967, demonstra a mesmíssima manifestação de evangélicos contra o direito ao "desquite" (divórcio) para as mulheres. As cenas da época mostram exatamente os mesmos gritos, os mesmos locais, faixas, cartazes, denúncias de satanização da política etc.
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Isso não é sugestivo também?

Marcel Marques disse...

Pelo estatuto da criança e do adolescente, no quesito do dever prioritário de educar e preparar a criança ao convívio familiar e comunitário vem o papel da família, sendo dos pais com seu (old) pátrio poder, o dever de doutrinar que todos são iguais, e merecem acima de tudo respeito.
Se os pais falharem na sua obrigação então que sejam penalizados, o que não pode é a comodidade de querer que a televisão eduque as crianças (programas censurados, e adequação de horário), afinal quem deveria dizer o que assistir e vigiar eram os pais, e agora, com o kit gay querem mais uma vez delegar funções que deveriam caber exclusivamente à família.
Agora tenho consciência que ninguém pode obrigar algumas pessoas a aceitar e gostar de outras, você pode obriga-la a tratar a todos com igualdade e respeito, mas gostar infelizmente não há lei, programa e kit gay que resolva, eu mesmo tenho horror e asco a fanáticos religiosos.

beth5050 disse...

Caro Altino,

Este é um tema é delicado e terá q haver congressos e congressos... Eu fico imaginando, primeiro acredito, tenha q haver uma orientação para os proprios gays. É necessário q se aceite e nesse caso é diferente do negro, do anão, da mulher, do homem, do deficiente físico que já nasceram assim... Se o próprio gay não se aceita, como fazer com q a sociedade o queira? O meu comentário é q eles deveriam dizer (sou gay deste jeito) em sendo do genero masculino permanecer, sem querer amputar o penis e se tornar deficiente num espaço para o qual ele não veio assim, e em sendo do genero feminino permanecer, sem querer amputar a mama, colocando um penis se tornando uma deficiente querendo ocupar um espaço q para o qual tbem não veio assim, pra q isso? sendo q entre quatro paredes o ser humano se permite a fazer o q quiser e entender... Este tipo de comportamento deixa indicios de q o interessante para eles é (agredir de certa forma)uma sociedade q tem lá os seus defeitos mas, que não foi preparada ou acostumada (como queira) a assisti-los, haja vista o indice mostrado pelas pesquisas citadas pelo Carlos aqui no seu blog. Então, acredito q seja ai q esteja pegando. Quando ao casamento é outra discussão. Quanto a adoção tbem outra, pois, nesse caso quando é autorizado uma adoção,quem autoriza não consulta a criança se esta, quer ou não ser adotada por dois homens ou duas mulheres e ai, o adotado teria q ter esse discernimento para escolher.Se o direito de um termina quando inicia o direito do autro, eles podem colocar o pé no freio dessa forma, então quem sabe... poderia ter evitado uma agressão em série... ninguem em (santa consciencia)(sã consciencia) não sai agredindo por ai sem ser provocado e nesse quesito os homossexuais são mestres. E esse quesito não fica presente no jeito de ser do ANÃO, DO NEGRO, DO HOMEM, DA MULHER DO DEFICIENTE FISICO e etc...

Josafá Batista disse...

Marcel, todas as vezes que a defesa da família entrou na política, o resultado foi uma catástrofe. Há vários exemplos na história brasileira, mas a principal delas é a série de passeatas pela tradição, família e liberdade, realizadas em fevereiro e março de 1964 e que deram suporte ideológico ao Golpe Militar.
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As famílias decidem o que é moral e imoral para os seus integrantes, mas isso não escapa da moral predominante em cada época. E a moral predominante muda conforme mudam os interesses estratégicos de quem conduz esta sociedade, seja no meio político (com suas leis), econômico (com suas estratégias de desenvolvimento) ou religioso (com suas doutrinas).
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É por isso que construir uma sociedade realmente livre e justa é dever de TODOS, não apenas de intelectuais, de políticos e muito menos de religiosos. A moral deve ser construída de forma a garantir os direitos de todas as diferenças, todos os diferentes sendo reconhecidos como diferentes, e não inferiores, desviantes ou coitadinhos.
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Enquanto isso não vem, torna-se necessário garantir a grupos vítimas desse alijamento social (discriminados por sua diferença) o direito a não sofrerem tais crimes, e punir quem os cometa.
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O que não se pode é achar que um princípio moral qualquer pode se sobrepor a todas as diferenças e servir de norma de conversão do espaço público. Isso ocorre em teocracias, não em democracias.

Marcel Marques disse...

Josafá, concordo com você, tanto que quando li a pl 122 não vi nada de mais e espero ansioso pela sua aprovação, a construção de um país justo vem justamente com tudo que você escreveu, mas acredito que o "kit gay" deveria ter maior debate, afinal, adolescente por natureza tende a ser preconceituoso, dai os tantos casos de bullying, contra gordos, míopes, baixos, muito altos, ruins de bola, enfim, acho que deveria haver um kit anti-bullying que garanta o direito as diferenças de todos na escola, não o kit-gay.

Tania disse...

Acho impressinante perceber o quanto as pessoas se dispõem a falar sobre o que não conhecem. A grande maioria dos que opinam sobre o kit anti-homofobia (porque kit gay é um termo preconceituoso criado pelo doentio Deputado Jair Bolsonaro) sequer viram os vídeos. Alguns viram pedaços ou viram um só. Mas todos criaram opinião sobre o conjunto da obra. Em primeiro lugar não houve gastos, o material estava em pesquisa dentro do projeto Escola Sem Homofobia coordenado pela professora Maria Helena Franco, mestre em ciências na área da saúde, ciclo de vida e sociedade pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Os três vídeos que vazaram para a internet e causaram essa sangria desatada haviam passado por diversas análises para liberação, com parecer favorável, inclusive, da Unesco no Brasil.
Eles seriam destinados a escolas específicas, onde, por diagnóstico prévio, fora detectado alto índice de bullying. O espantoso é que os vídeos não possuem uma só imagem que possa ser considerada incômoda em princípio, nada de sexo, nada de beijos, nada de violência. São adolescentes, um na forma de desenho animado, mostrando seus problemas no processo de descoberta da homossexualidade ou bissexualidade. Onde esta o problema??? Os adolescentes estudantes a que os vídeos se destinam ao serem convidados a ver os colegas, meninas lésbicas, garotos homossexuasi ou bissexuais em seus processos, que incluem dúvidas, medos e sofrimento, tem a chance de enxergá-los no mundo real com respeito. E um vídeo é uma forma, um mecanismo comprovadamente eficaz para várias campanhas. Por que não para essa?
Meu filho de 13 anos viu os vídeos a meu pedido, um amigo dele também. Eu nao disse nada, nem do que se tratava. Eles acharam os vídeos ruins porque disseram que "não falam daquele jeito", que a linguagem não parece com eles. Ou seja, questionaram a qualidade técnica, mas nem uma palavra sobre conteúdo. Estou convencida que o conteúdo só precoupa os adultos, aqueles que de forma estranha ainda acreditam na escolha e influência para a homossexualidade. Talvez o MEC deva criar vídeos para pais, tios, avôs....
Espero que a campanha seja retomada em breve, porque o mandamento bíblico inventando pela bnacada evangélica de "chantagearás e recebereis" é uma heresia.

Sued disse...

EU JA ESCREVÍ VÁRIAS VEZES,SOU CASADO,PAI DE TRÊS FILHOS,14,12,07 NÃO TENHO NAD CONTRA QUALQUER PESSOA,RAÇA,COR,E OPÇÃO SEXUAL,AGORA JAMAIS ACEITAREI QUE VENHA COM MATERIAIS DIRECIONADO PRA INFLUÊNCIAR A PERSSONALIDADE DO MEU FILHO QUANDO ADULTO,PRIMEIRO QUE ESSA PÔRCARIA DE KIT-GAY JAMAIS VAI EDUCAR ALGUEM,ESSE FERNANDO HADDAD NÃO TEM COMPETÊNCIA NEM PRA ELABORAR UMA PROVA DO ENNEM,VOCES JÁ VIRAM QUANTAS VEZES O ENEM FOI CANCELADO POR ERRO DE ELABORAÇÃO???OUTRA COISA O PT EO SR. HADDAD DEVERIAM SE PREOCUPAR EM MELHORAR A EDUCAÇÃO NO BRASIL QUE ESTÁ EM 8º NO MUNDO E UM DOS PIORES DA AMÉRICA LATINA EM EDUCAÇÃO,AGENTE VAI DEIXAR UM FILHO NA ESCOLA SAI PROCURANDO NAS OUTRAS SALAS SE ESTA SOBRANDO CARTEIRAS PORQUE NA~TEM CARTEIRAS PRA TODOS OS ALUNOS E ISSO NÃO É DERRESPEITO A POPULAÇÃO?? NÃO PRECISO DE INCENTIVO NENHUM DO MEC PRA CRIAR MEUS FILHOS DENTRO DO QUE EU ACHO QUE ESTÁ NOS PRINCÍPIOS DE UMA FAMÍLIA...

Felipe disse...

o que eu acho mais engraçado é que nessa hora todo mundo diz:" eu n tenho nada contra, mas....", país de 3ºMUndo é uma hipocrisia mesmo....kkkkkkkkk