terça-feira, 28 de novembro de 2006

ECO DA REVOLUÇÃO ACREANA

Seringueiros do projeto de assentamento Quixadá, no quilômetro 17 da BR-317, em Brasiléia, na fronteira com a Bolívia, revelaram ao geógrafo Eduardo Silva a existência de um sítio histórico remanescente da Revolução Acreana. Numa trincheira foram encontrados capacete, rifle, machado, fragmentos de munição, tachos de ferro, além de uma bem conservada garrafa de cerâmica, com data de 1850, da marca Wynand Fockink Amsterdam.

- O sítio histórico é evidenciado pela presença marcante de uma trincheira de pedras retiradas do Rio Acre, que foram estrategicamente posicionadas num ponto de aclive, com visual tanto para as terras brasileiras quanto para as terras da fronteira boliviana - afirma Eduardo Silva, autor das fotos.

O geógrafo e os seringueiros suspeitam que a trincheira pode ter sido utilizada por tropas bolivianas como ponto de defesa, na tentativa de conter o avanço do Exercito Acreano, liderado por Plácido de Castro, quando o mesmo subia para o Alto Rio Acre, onde ocorreram confrontos marcantes, como o do Igarapé Baía.

O sítio histórico está localizado na propriedade de Abraão Bandeira, próximo à sede do antigo barracão do Seringal São João. A comunidade de seringueiros espera apoio para promover o turismo e a valorização histórica da região.

Quase todos os sítios históricos do Acre foram dilapidados ao longo do tempo. Neste ano, por exemplo, o exército destruiu 1.450 armas obtidas pela Campanha de Desarmamento, sendo 30 delas de valor histórico, pois foram usadas em combates de seringueiros brasileiros com os militares bolivianos durante a Revolução Acreana. O Departamento Histórico e Cultural do Estado constatara no ano passado a existência das armas, mas esqueceu de exigir ou negociar a cessão das mesmas junto ao Ministério da Justiça. Leia mais em Memória acreana no lixo.

O deputado estadual Moisés Diniz protocolou requerimento no qual pediu a instalação, em caráter de urgência, de uma comissão da Assembléia Legislativa para investigar a destruição de armas históricas, que estavam sob a guarda da Polícia Federal. Não deu nada. Lei mais em Agora é lixo.





Os seringueiros encontram, ainda, no meio da mata fechada, em território boliviano, uma cruz em bronze ou ferro, que mede 1,5 m x 1m.



Geógrafo Eduardo Silva usa o capacete

3 comentários:

Felix Bezerra disse...

Gotaria de ver a foto da garrafa. Será que tinha cachaça?

Luciano disse...

Segundo o Marcos da coluna "Miolo do Pote" deveria ser Coca-Cola, ou não entende nada de Patrimônio Histórico ou gosta apenas de se promover, enquanto o Governador não mede esforços para recuperar o Patrimônio Acreano.

Luciano disse...

Segundo o Marcos da coluna "Miolo do Pote" deveria ser uma garrafa de Coca-Cola, ou não entende nada de Patrimônio Histórico ou procura o caminho fácil da crítica destrutiva, enquando o Governador não mede esforços para recuperar a Memória Acreana.