sexta-feira, 30 de junho de 2006

GREENPEACE PROTESTA

Organização reivindica julgamento imediato para
mandante de assassinato de Irmã Dorothy


O fazendeiro Regivaldo Galvão, o Taradão, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, em Anapu (PA), em fevereiro de 2005, foi posto em liberdade ontem, após ficar pouco mais de um ano preso. Por maioria de votos (três a dois), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deferiu o habbeas corpus para que o réu seja solto para aguardar o julgamento em liberdade.

O mais irônico é que o julgamento vem sendo adiado por meio de recursos do próprio acusado. Os pistoleiros que praticaram o crime, Rayfran das Neves e Clodoaldo Batista, e o intermediário, Amair Feijoli, já foram julgados e condenados a 27, 17 e 18 anos de prisão, respectivamente. O outro mandante, Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, aguarda julgamento na prisão.

- A decisão do STF causou indignação em toda a sociedade. A Justiça precisa marcar imediatamente o julgamento dos mandantes, sem mais demora, para evitar que a impunidade se consolide, colocando em risco a integridade de todos os cidadãos - afirma André Muggiati, do Greenpeace.

A impunidade no Pará não é novidade. Um outro fazendeiro acusado de ser o mandante do assassinato do sindicalista Orlando Canuto, em Marabá, aguarda, em liberdade, há 18 anos o seu julgamento pela justiça estadual.

Irmã Dorothy
A missionária norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, 73 anos, foi assassinada com seis tiros em Anapu, no Pará, no dia 12 de fevereiro.

Irmã Dorothy vivia há mais de 30 anos na região da Transamazônica e dedicou quase a metade de sua vida a defender os direitos de trabalhadores rurais contra os interesses de fazendeiros e grileiros da região, de forma absolutamente pacífica.

Desde 1972, ela trabalhava com as comunidades rurais de Anapu pelo direito à terra e por um desenvolvimento sustentável, sem destruição da floresta.

2 comentários:

Saramar disse...

Altino, a entidade tem razão.
Neste país, a impressão que se tem é que as leis foram feitas apenas para proteger os criminosos.
Um assassino covarde (perdão) como esse ficar em liberdade envergonha o país e as pessoas de bem.

Beijos

Juarez Nogueira disse...

É, parece que a Justiça está sempre por trás do crime...