terça-feira, 30 de agosto de 2005

POLUIÇÃO NA FLORESTA




O fogo destrói a natureza e também
os pulmões de quem vive na Amazônia


Leonardo Coutinho

Na semana passada, o ar da capital do Acre, em plena Amazônia, estava mais poluído que o da cidade de São Paulo. O fenômeno, que se repete nos meses de agosto e setembro, é uma espécie de maldição geográfica combinada à irresponsabilidade ambiental. Localizado em uma confluência de correntes de vento que passam sobre o Pará, Mato Grosso e Rondônia, o Acre recebe boa parte da fumaça gerada pelas queimadas nos três estados, os líderes do ranking dos incêndios florestais. Para piorar, tem um relevo que amplia o problema. A barreira das correntes de vento representada pela Cordilheira dos Andes faz as nuvens de fumaça parar sobre o Acre. Com a tendência de aumento das queimadas na região, sabe-se que a situação se tornará cada vez mais grave. Neste ano, a questão ganhou dimensão ainda mais dramática porque o estado vive uma das piores secas de sua história. Os níveis de umidade do ar – num lugar cercado de floresta úmida – chegam a rivalizar com os de Brasília, uma das cidades com o ar mais seco do país.

O ar seco e a falta de chuvas deixam a vegetação mais vulnerável ao fogo. O resultado é que os primeiros focos de queimada na região começam a aparecer pelo menos um mês antes do esperado. "O próprio Acre está produzindo muito da fumaça que o sufoca", explica o agrônomo Evandro Orfanó Figueiredo, da Embrapa. Segundo o cientista, cada hectare de mata consumido pelo fogo lança na atmosfera cerca de 115 toneladas de carbono. Isso é o mesmo que dizer que o peso das árvores é dissolvido e diluído no ar. Só em agosto, o número de focos de incêndio no estado foi cinco vezes maior que o registrado ao longo de todo o ano de 2004. O físico Saulo Freitas, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Inpe, explica que a fumaça é apenas a parte visível do problema. No Hospital de Base de Rio Branco, mais de 30% dos atendimentos médicos registrados em agosto foram de crianças e idosos com problemas respiratórios provocados pelo ar contaminado. O aeroporto da cidade só opera por instrumentos e já chegou a ficar fechado por dois dias. Freitas ressalta que o ar sobre o Acre só começa a melhorar depois que massas de ar frio chegam ao estado, empurrando a poluição em direção ao Sul do país. Nessa fase do processo, também há interferência da Cordilheira dos Andes.

Assim como em Santiago, na Cidade do México e em Bogotá, localizadas em vales com pouco vento, a cadeia de montanhas ajuda a criar um tampão de poluição. No caso amazônico, esse efeito tem dimensões continentais. As análises atmosféricas na América do Sul demonstram que gases poluentes das queimadas da Amazônia chegam ao Rio Grande do Sul. "A estação de pesquisa do Inpe na Antártica já detectou que os efeitos das queimadas podem ser sentidos até naquela região", diz Freitas.

Fonte: Revista Veja

3 comentários:

thaisandy disse...

isso me ajudou mtu na aula geografia!!!!!!!!!!!!
valeu!!!!!!!!!!!!

amanda disse...

ai isso e ferra de mais consegi passar na prova de geo valeu.......obrigada......gloooooogglllllleeeeeeee......bbbbbbbbjjjjjjjjjjssssss...

butherfly... disse...

acho que esta muito interessante e peço desculpa por nao dizer o meu nome verdaderiro nem o site acho que podião falar menos nos incendios e por algumas coisas que as pessoas fazem que e derrubar as arvores mas ai a poluiçao somos nos... continuem...