Eles não apareceram na madrugada, mas fiz chover no meu quintal
sábado, 13 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
OVO DE SERPENTE
Fátima Almeida
O senador Jorge Viana (PT), que foi alavancado ao poder por dom Moacyr Grechi, disse recentemente, em Xapuri, que o senador Sérgio Petecão (PMN) quer colocar o Acre no atraso, pois o mesmo quer atrasar o relógio para deixar o Acre para trás.
Um homem como Jorge Viana, que vive cercado por filósofos e historiadores de carteirinha, confunde uma questão de cunho filosófico com a animosidade típica da disputa partidária. E ainda procura confundir as pessoas de forma um tanto quanto leviana.
A noção de progresso é produto da ideologia burguesa que criou a Matrix e acelerou a destruição do Planeta com o projeto global de industrialização. Ela consome vorazmente os recursos naturais não renováveis para obtenção de lucros estratosféricos às custas da favelização reinante por toda parte.
É preciso desacelerar isso, inclusive a superexploração da classe trabalhadora, que está nos estertores. Qualquer medida que vise isso é bem vinda pela vida em todas as suas formas e especificidades.
É provável que o senador Sérgio Petecão não seja movido por reflexões desse tipo. É provável, ainda, que seja movido por interesses políticos ou até mesmo por pura acreanidade.
Mas o senador Jorge Viana deveria separar as coisas e ser coerente em seus discursos de defensor da sustentabilidade.
Não suporto esse tipo de saudosismo. Melhor faria em fazer uma auto-avaliação de forma crítica, assumir os erros cometidos, os equívocos.
Até porque as alterações climáticas precisam de medidas urgentes, emergentes e posicionamento político firme e não de heróis porque ergueram uma bandeira numa determinada época e chocaram um ovo de serpente.
Fátima Almeida é historiadora acreana
REZAR É PRECISO
POR ELSON MARTINS
Nos anos 70 e 80, na época sem chuvas que vai de abril a outubro, o Acre ardia com as queimadas e fedia a pólvora com os conflitos entre seringueiros e fazendeiros, pela posse da terra.
Com incentivos do governo federal, grupos empresariais chegados do sul e sudeste compraram 1/3 da floresta acreana e trataram de desmatar as áreas para criar bois, tendo que expulsar os tradicionais ocupantes, os seringueiros.
Os sindicatos organizados por João Maia e a igreja progressista de D. Moacyr apoiaram a resistência dos trabalhadores que perderam seus principais líderes - Wilson Pinheiro (em 1980) e Chico Mendes (em 1988), assassinados de emboscada a mando de fazendeiros.
Essa luta ganhou repercussão nacional e internacional, e o Acre virou referência ambientalista com seu povo da floresta. Hoje, decorrido 30 anos de embates, embora algumas conquistas possam ser apontadas em favor dos trabalhadores, o risco das queimadas e de exclusão social permanece.
Com um agravante: os dois ícones da resistência acreana, João Maia e D. Moacyr, estão fora de combate. Maia sofreu um AVC e perdeu a fala e parte do movimento das mãos. E o bispo, vítima de dois acidentes de carro em Rondônia, também se desloca com dificuldades, tendo que se apoiar numa bengala.
Na terça-feira (9), os dois tiveram um encontro emocionante no sítio de João Maia, no Quinari, a 30 quilômetros de Rio Branco, no qual só D. Moacyr falava, lembrando momentos históricos das lutas do passado, enquanto Maia confirmava com gestos e olhos avermelhados.
Antes de despedir-se o bispo, em pé, rezou um Padre Nosso e uma Ave Maria. Na estrada, de volta a Rio Branco, comentou:
- Ele precisa falar. Tem tanta coisa a nos dizer sobre aqueles tempos difíceis.
Elson Martins é jornalista acreano
"ONDE MORA AQUELE BLOGUEIRO'
Menos de 10 moradores do bairro Irineu Serra são atendidos atualmente pela operadora Oi com o serviço de banda larga. Tudo isso porque estamos a 4,2 quilômetros da central telefônica e os técnicos não conseguem qualificar as linhas de acordo com o padrão da operadora.
Todos os assinantes de banda larga que reclamaram tiveram o serviço suspenso paulatinamente. Minha conexão, acreditem, é de 600 kbps. E não adianta pedir para aumentar a velocidade porque a linha não sincroniza.
Muitos laudos foram produzidos e muitas ameaças de cancelamento de minha assinatura foram feitos pela Oi nas vezes que reclamei. Não cancelaram porque fiz barulho e até ameacei explodir a central telefônica.
Os técnicos dizem que o problema é fácil de resolver com a instalação de um armário ótico. A operadora sempre alega escassez de recursos, mas renova, há mais de cinco anos, a promessas de que tomará providência.
Lembrei disso enquanto caminhava na estrada Irineu Serra nesta manhã e avistei a precariedade da rede, que já foi cortada dezenas de vezes por ladrões de cobre. A foto acima é a prova disso, mas não adianta reclamar.
Pedi ajuda mais uma vez à deputada Perpétua Almeida (PCdoB), que se tornou mediadora da reivindicação dos moradores do bairro junto à Oi. Ela respondeu assim:
“Há um mês, quando a bancada federal do Acre se reuniu com diretores da operadora Oi, em Brasília, cobrei publicamente a promessa de instalação do armário ótico no bairro Irineu Serra, para facilitar o acesso dos moradores à internet.
Um chefão da Oi presente na reunião indagou:
- É onde mora aquele blogueiro?
Eu respondi:
- Isso mesmo. Se não resolverem, nunca mais terão paz na vida.
E eles pediram 30 dias. Vou cobrar agora.”
E eles pediram 30 dias. Vou cobrar agora.”
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
FECHADO POR CAUSA DO CALOR
A temperatura em Rio Branco atingiu 40ºC na quarta-feira. Nesta quinta, chegou a 41ºC por volta das 13 horas. Baixou para 40ºC e assim permanece.
Com esse calor, não haverá post nem se Jorge e Tião Viana forem santificados em vida pelo papa. O blog continuará fechado enquanto não melhorar as condições climáticas.
E os fazendeiros não venham dizer que existe floresta demais e que elas causam aquecimento global.
Com esse calor, não haverá post nem se Jorge e Tião Viana forem santificados em vida pelo papa. O blog continuará fechado enquanto não melhorar as condições climáticas.
E os fazendeiros não venham dizer que existe floresta demais e que elas causam aquecimento global.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
ACRE EM "SITUAÇÃO DE CRISE"
A secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki, disse ao desembarcar na tarde desta terça-feira (9), em Rio Branco, que o Acre vive uma “situação de crise” em decorrência do ataque de grupos paramilitares peruanos contra a Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira, mantida pela Funai (Fundação Nacional do Índio) no igarapé Xinane, na fronteira Brasil-Peru.
- Nós temos aqui uma situação de crise e nesta situação nós temos que conter a crise para que possamos entrar numa linha natural de trabalho. A Força Nacional está aqui para dar a primeira contenção, que é proteger os índios e nossos servidores. A partir disso, nós vamos ter uma ocupação permanente pelo Ministério da Defesa. É para isto que estamos aqui, para pactuar com o governo do Acre - afirmou.
Regina Miki, que chegou acompanhada do presidente da Funai, Márcio Meira, disse que a “ocupação permanente pelo Ministério da Defesa” vai durar o tempo que for necessário.
- Nós temos operações em que trabalhamos continuamente no Ministério da Defesa. Coordenada pelo Ministério da Justiça, a Operação Sentinela, onde trabalham as Forças Armadas, a Força Nacional e a Polícia Federal. Temos também operações pontuais, a Operação Ágata, coordenada pelo Ministério da Justiça. O que se fizer necessário, o Acre também vai ter, como todos os estados que apresentarem uma contenção de crise - acrescentou.
O presidente da Funai e a secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça estão sobrevoando a Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira.
Veja entrevista com Márcio Meira no Blog da Amazônia.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
FRENTE DE PROTEÇÃO ETNOAMBIENAL DO XINANE
Base da Funai, no igarapé Xinane, que está cercada por paramilitares peruanos
IGARAPÉ XINANE
PF durante operação no Igarapé Xinane, em busca de grupos armados peruanos que invadiram a base de proteção aos índios isolados
JOAQUIM FADISTA É PRESO OUTRA VEZ
O português Joaquim Antônio Custódio Fadista, 60, preso pela Polícia Federal na sexta-feira (5), na Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira, na fronteira com o Peru, é narcotraficante internacional e já foi condenado por tráfico de drogas pela Justiça do Maranhão e Ceará, bem como em Luxemburgo.
Fadista foi preso em flagrante pela prática dos crimes de furto qualificado, reingresso de estrangeiro expulso e introdução clandestina de estrangeiro no Brasil.
Ele nasceu em Lisboa e já havia sido preso pelo pessoal da Funai na mesma área, em março, tendo sido entregue às polícias Civil e Federal. Reapareceu acompanhado de outros homens armados com fuzis e metralhadoras.
Policias federais disseram que Fadista é muito fechado. Embora demonstre, não confirmou se tem curso superior. Ele carregava um saco nas costas, alguns trocados, além de uma banana e uma macaxeira (mandioca).
- É um sujeito muito estranho. Ele disse que é usuário de entorpecentes. Está com prisão preventiva decretada pela Justiça Federal e vai responder por seus crimes no Brasil – disse o superintendente da Polícia Federal no Acre, José Carlos Calazane.
A superintendência da Polícia Federal no Acre divulgou nesta segunda-feira (8) uma nota em que confirma ter sido acionada em razão da “suposta presença de grupo armado peruano” que invadiu as instalações da Funai, a 20 quilômetros da fronteira com o Peru, às margens do Rio Envira, região habitada por quatro etnias de índios isolados.
A PF informou que foram mobilizados na semana passada dois grupos táticos, além de agentes do Acre e do Grupo de Pronta Intervenção, de Manaus, totalizando 26 homens.
A operação contou com o apoio logístico da Secretaria de Segurança do Acre e do Exército, que cederam um helicóptero cada, somando-se aos dois aviões e helicóptero próprios da Polícia Federal.
O presidente da Funai, Márcio Meira, e a secretária Nacional de Segurança, Regina Miki, confirmaram presença no Acre nesta terça-feira (9), segundo fontes do governo estadual.
Leia mais no Blog da Amazônia.
domingo, 7 de agosto de 2011
MANIFESTO DA COMISSÃO PRÓ-ÍNDIO DO ACRE
CPI-AC pede presença das Forças Armadas e do Ministério da Defesa no Estado
A Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-AC) divulgou neste domingo (7), em Rio Branco, um manifesto sobre a situação na base da Frente de Proteção Etnoambiental, no igarapé Xinane, na fronteira Brasil-Peru, que foi saqueada e permanece cercada por paramilitares peruanos.
A CPI-AC pede a presença urgente das Forças Armadas, Ministério da Defesa e do Ministério da Justiça na região habitada por índios isolados, que são perseguidos por narcotraficantes, madeireiros ilegais e explosivos das grandes empresas petrolíferas internacionais do lado peruano.
- É preciso que os governos estadual e federal, bem como o governo peruano, reconheçam que os índios foram, são e sempre serão parte relevante da política e das dinâmicas nacionais, especialmente na fronteira. Agora, com sua segurança ameaçada, esperamos que a defesa da soberania nacional não se sobreponha e se desconecte mais uma vez dos direitos e da política indigenista e da política dos índios. É preciso tratar do assunto de forma integrada e entender que, neste caso, a segurança nacional estará ligada a defesa da vida, não apenas da nação, mas daqueles que vivem, sobrevivem e fazem a região do Envira ser o Brasil que é - afirma.
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MATANÇA DE ÍNDIOS ISOLADOS
Funai suspeita que paramilitares peruanos fizeram “correrias” no Acre
Paramilitares peruanos que invadiram o território brasileiro, armados com fuzis e metralhadoras, na fronteira com o Acre, realizaram “correrias”, isto é, fizeram matança organizada de índios isolados, de acordo com o chefe da Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC) da Fundação Nacional do Índio (Funai), Carlos Travassos, que se encontra na base da Frente de Proteção Etnoambiental, no igarapé Xinane.
Cercado com outros quatro funcionários da Funai, Travassos enviou uma mensagem contando que a equipe localizou um novo acampamento usado pelos paramilitares peruanos. O coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental, Artur Meirelles e os mateiros Chicão e Marreta encontram uma mala com cascas de cartuchos roubados da base da Funai.
- Pegaram a mala e trouxeram para cá. Dentro da mala estava um pedaço de flecha dos isolados. Esses caras fizeram correria de índios isolados, como estava suspeitando, temos agora uma prova cabal - relatou Carlos Travassos.
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sábado, 6 de agosto de 2011
FRONTEIRA PREOCUPA TIÃO VIANA
Governador teme violência de mercenários peruanos contra índios isolados no Acre
O governador do Acre, Tião Viana (PT), considera “grave” a situação na fronteira com o Peru, onde grupos paramilitares peruanos, armados com fuzis e metralhadoras, cercaram cinco funcionários da base da Frente de Proteção Etnoambiental, mantida pela Funai (Fundação Nacional do Índio), no igarapé Xinane.
A região é habitada por quatro etnias de índios isolados, que ficaram conhecidos mundialmente quando foram fotografados pela primeira vez. As imagens dos guerreiros atirando flechas no avião de uma equipe da Funai, publicadas com exclusividade por Terra Magazine, em maio de 2008, tiveram enorme repercussão dentro e fora do País.
Preocupado com a segurança da equipe da Funai na região e com a possibilidade de que os índios isolados tenham sido alvo de violência dos grupos paramilitares peruanos, o governador telefonou para o ministro da Justiça, o diretor-geral da Polícia Federal, o presidente da Funai e o general do Exército José Elito Carvalho Siqueira, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
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PERUANOS CERCAM EQUIPE DA FUNAI
Funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) permanecem cercados por um grupo paramilitar peruano que invadiu o território brasileiro, na fronteira do Acre com o Peru. Os peruanos estão armados com fuzis e metralhadoras.
Os quatro funcionários e o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles, que trabalha para eles, foram levados em helicóptero durante operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (5).
A equipe decidiu permanecer na Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira, mantida pela Funai no igarapé Xinane, na tentativa de proteger os índios isolados da região.
Com base nos vestígios encontrados na floresta, a equipe da Funai estima a presença de pelo menos cinco homens em mais de um grupo paramilitar.
Os peruanos rondam a base e deixam os funcionários em situação de extrema vulnerabilidade em caso de conflito armado. A situação não depende mais da ação da Funai, pois se configura uma questão de segurança nacional.
Os quatro funcionários e o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles, que trabalha para eles, foram levados em helicóptero durante operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (5).
A equipe decidiu permanecer na Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira, mantida pela Funai no igarapé Xinane, na tentativa de proteger os índios isolados da região.
Com base nos vestígios encontrados na floresta, a equipe da Funai estima a presença de pelo menos cinco homens em mais de um grupo paramilitar.
Os peruanos rondam a base e deixam os funcionários em situação de extrema vulnerabilidade em caso de conflito armado. A situação não depende mais da ação da Funai, pois se configura uma questão de segurança nacional.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
GRUPO PARAMILITAR PERUANO INVADE O ACRE
Ao assumir o cargo de ministro da Defesa, Celso Amorim terá que lidar com um problema recorrente no extremo-oeste do país: um grupo paramilitar peruano invadiu o território brasileiro, na fronteira do Acre com o Peru, na área dos índios isolados, onde a Funai (Fundação Nacional do Índio) mantém a Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira.
A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (5) a operação com uso de helicóptero no igarapé Xinane, onde a Funai mantém uma base, mas conseguiu prender apenas o português Joaquim Antonio Custodio Fadista, de 57 anos.
Fontes da Superintendência da Polícia Federal no Acre confirmaram a operação, mas assinalaram que não podem se manifestar a respeito dela.
- O assunto é sensível porque envolve a segurança nacional e a relação dos dois países. Aguardamos autorização de Brasília para divulgar relato e imagens da operação - disse uma das fontes da PF.
O sertanista José Carlos dos Reis Meirelles contou que a operação foi muito rápida e todos que dela participaram já se deixaram a fronteira.
- Já que ninguém deste Estado brasileiro se dispõe a ficar aqui, tomamos a decisão, Carlos Travassos, coordenador dos isolados, Artur Meirelles, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental, eu, e dois mateiros nossos, Marreta e Chicão, de vir pra cá. Fomos deixados pelo helicóptero da operação - relatou o sertanista.
Em março, o português Joaquim Fadista foi detido pelo pessoal da Frente de Proteção Etnoambiental por tráfico internacional de droga. Entregue à PF, foi extraditado, mas voltou para a região.
Fadista já era procurado pela Polícia Nacional Peruana por tráfico de drogas quando foi preso pela primeira vez. Na ocasião, ao ser abordado, jogou no leito do Rio Envira uma mochila contendo supostamente 20 quilos de cocaína.
Mensagem do sertanista
Direto da base da Funai, José Carlos dos Reis Meirelles enviou uma mensagem sobre a operação da Polícia Federal. Segundo o sertanista, o traficante português voltou com um grupo de pessoas cuja quantidade é desconhecida.
Eis o relato do sertanista:
“A todos companheiros de luta e família,
Como o tempo é curto e é muita gente, me desculpem misturar familiares e trabalho.
Como todos sabem a nossa base do Xinane foi invadida por um grupo paramilitar peruano, onde foi preso por uma operação da polícia federal, um único integrante. O famoso Joaquim Fadista, que já tinha sido pego aqui por nosso pessoal, foi extraditado e voltou. Com um grupo de pessoas cuja quantidade não sabemos.
A operação foi muito rápida e hoje todo mundo foi embora. Nossa base ficou só de novo.
Já que ninguém deste Estado brasileiro se dispõe a ficar aqui, tomamos a decisão, Carlos Travassos, coordenador dos isolados, Artur coordenador da frente, Eu, e dois mateiros nossos, Marreta e Chicão, de vir prá cá.
Fomos deixados pelo helicóptero da operação.
Os caras ainda estão por aqui. Correram quando o helicóptero chegou. Rasto fresco e cortado de hoje. Se o povo da PF ou exercito estivesse aqui a gente pegava todo mundo.
Mas parece que as coisas não são bem assim. Talvez se esse grupo tivesse invadido algum canteiro de obra o PAC, metade do exército já estaria lá.
Mas como é uma basezinha da Funai, área de índios isolados…
O fato é que aqui ficaremos até que alguém ache que uma invasão do território brasileiro por um grupo paramilitar peruano, é algo que mereça atenção.
Somos irresponsáveis. Talvez. Mas antes de tudo existe um compromisso maior com os índios isolados e os contatados nossos vizinhos Ashaninka.
Não temos resposta pra tudo isso. Mas estamos bem perto das perguntas.
Permaneceremos aqui. E nem venham nos buscar para abandonar a base de novo e nem venham aqui passar dois dias.
Se vierem venham pra resolver o problema.
Caso contrário, a gente mesmo vê o que faz.
Um abraço a todos”
A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (5) a operação com uso de helicóptero no igarapé Xinane, onde a Funai mantém uma base, mas conseguiu prender apenas o português Joaquim Antonio Custodio Fadista, de 57 anos.
Fontes da Superintendência da Polícia Federal no Acre confirmaram a operação, mas assinalaram que não podem se manifestar a respeito dela.
- O assunto é sensível porque envolve a segurança nacional e a relação dos dois países. Aguardamos autorização de Brasília para divulgar relato e imagens da operação - disse uma das fontes da PF.
O sertanista José Carlos dos Reis Meirelles contou que a operação foi muito rápida e todos que dela participaram já se deixaram a fronteira.
- Já que ninguém deste Estado brasileiro se dispõe a ficar aqui, tomamos a decisão, Carlos Travassos, coordenador dos isolados, Artur Meirelles, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental, eu, e dois mateiros nossos, Marreta e Chicão, de vir pra cá. Fomos deixados pelo helicóptero da operação - relatou o sertanista.
Em março, o português Joaquim Fadista foi detido pelo pessoal da Frente de Proteção Etnoambiental por tráfico internacional de droga. Entregue à PF, foi extraditado, mas voltou para a região.
Fadista já era procurado pela Polícia Nacional Peruana por tráfico de drogas quando foi preso pela primeira vez. Na ocasião, ao ser abordado, jogou no leito do Rio Envira uma mochila contendo supostamente 20 quilos de cocaína.
Mensagem do sertanista
Direto da base da Funai, José Carlos dos Reis Meirelles enviou uma mensagem sobre a operação da Polícia Federal. Segundo o sertanista, o traficante português voltou com um grupo de pessoas cuja quantidade é desconhecida.
Eis o relato do sertanista:
“A todos companheiros de luta e família,
Como o tempo é curto e é muita gente, me desculpem misturar familiares e trabalho.
Como todos sabem a nossa base do Xinane foi invadida por um grupo paramilitar peruano, onde foi preso por uma operação da polícia federal, um único integrante. O famoso Joaquim Fadista, que já tinha sido pego aqui por nosso pessoal, foi extraditado e voltou. Com um grupo de pessoas cuja quantidade não sabemos.
A operação foi muito rápida e hoje todo mundo foi embora. Nossa base ficou só de novo.
Já que ninguém deste Estado brasileiro se dispõe a ficar aqui, tomamos a decisão, Carlos Travassos, coordenador dos isolados, Artur coordenador da frente, Eu, e dois mateiros nossos, Marreta e Chicão, de vir prá cá.
Fomos deixados pelo helicóptero da operação.
Os caras ainda estão por aqui. Correram quando o helicóptero chegou. Rasto fresco e cortado de hoje. Se o povo da PF ou exercito estivesse aqui a gente pegava todo mundo.
Mas parece que as coisas não são bem assim. Talvez se esse grupo tivesse invadido algum canteiro de obra o PAC, metade do exército já estaria lá.
Mas como é uma basezinha da Funai, área de índios isolados…
O fato é que aqui ficaremos até que alguém ache que uma invasão do território brasileiro por um grupo paramilitar peruano, é algo que mereça atenção.
Somos irresponsáveis. Talvez. Mas antes de tudo existe um compromisso maior com os índios isolados e os contatados nossos vizinhos Ashaninka.
Não temos resposta pra tudo isso. Mas estamos bem perto das perguntas.
Permaneceremos aqui. E nem venham nos buscar para abandonar a base de novo e nem venham aqui passar dois dias.
Se vierem venham pra resolver o problema.
Caso contrário, a gente mesmo vê o que faz.
Um abraço a todos”
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
PETECÃO MEXEU EM CASA DE CABA
O senador Sérgio Petecão (PMN-AC) mexeu num vespeiro ao questionar o preço do quilômetro de asfalto na BR-364 e defender a CPI dos Transportes. Passou a ser acusado pelos petistas do Acre de patético, aético e até de ser contra a obra.
Sem espaço para se manifestar e sob ataques da imprensa local, Petecão se valeu de sua página no Facebook para divulgar um vídeo de esclarecimento sobre a polêmica.
O vídeo mostra o senador Alfredo Nascimento (PR-AM). Em discurso no Senado, o ex-ministro dos Transportes considerou injustiça dizer que Petecão é contra a conclusão da rodovia.
- Estou questionando o valor da obra porque uma pessoa do alto escalão do governo federal me recomendou a fazer isso dizendo que temos que estancar o desvio de verbas e garantir a conclusão da BR-364 - disse o senador ao blog.
Petecão segue pautando a política no Acre.
- Estou questionando o valor da obra porque uma pessoa do alto escalão do governo federal me recomendou a fazer isso dizendo que temos que estancar o desvio de verbas e garantir a conclusão da BR-364 - disse o senador ao blog.
Petecão segue pautando a política no Acre.
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