quinta-feira, 7 de abril de 2005

ESPERANÇA NA SAÚDE

Caso prevaleça a versão da imprensa de que o futuro secretário de Saúde do Acre virá de outro Estado, fica fácil deduzir que a escolha do governador Jorge Viana poderá ser o médico dermatologista Heitor de Sá Gonçalves, chefe do Departamento de Hanseníase da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Heitor Gonçalves, que atualmente mora em Fortaleza (CE), viveu no Acre em meados dos anos 80, onde se tornou um forte aliado das lutas do líder sindical Chico Mendes, em Xapuri. Estimado pela população por causa da dedicação e competência no atendimento, deixou o Acre em decorrência das intrigas políticas da província.

Ano passado, precisamente no dia 1 de setembro, Heitor Gonçalves esteve com o presidente da SBD para uma reunião com o Ministro da Saúde, Humberto Costa, na companhia do senador Tião Viana (PT).

O ministrou alegou assuntos emergenciais para não comparecer à reunião, mas o grupo chegou a tratar com a equipe técnica do ministério de questões como o programa de eliminação da hanseníase, a reativação da área técnica de dermatologia sanitária e a reativação do comitê técnico assessor do MS com participação de membros da SBD.

Heitor Gonçalves é um dos quatro autores do Atlas de Dermatologia Tropical, que é uma obra de referência na medicina brasileira. O médico integra o Conselho Editorial da SBD.

A imprensa do Ceará o procura com frequência para obter sua opinião em reportagens sobre dermatologia, como em “Pegar doença em capacete é ‘quase impossível’”, do jornal O Povo, de Fortaleza.

Agora é esperar para vê-lo trocar o chique bairro da Aldeota pelas veredas de lama e poeira da nossa aldeia.

Certamente Chico Mendes ficaria feliz com a escolha de seu velho companheiro de lutas, pois ainda há muito a fazer pela saúde da população acreana.

ROMERITO AQUINO RESPONDE

Prezado Altino, acho que falta apenas explicar a temporaridade desse história toda dos teus comentários a respeito de minha participação no caso Geraldinho.

Primeiro, o que você mandou no seu e-email teve o seguinte teor: "Caro, por que você e nem o JB não explicaram nas reportagens o detalhe da informação que postei no meu blog?".

Agora, depois que você colocou a íntegra da minha resposta ao teu e-mail no teu blog, você prenuncia aos teus leitores dizendo que em teu e-mail querias saber porque ele (eu, Romerito) e o JB omitiram que o senador e o deputado Zico Bronzeado usaram suas respectivas mulheres para a troca de favores.

Ou seja, as tuas duas intervenções se diferenciaram nos dois contextos, ou seja, no meu e-mail e no teu blog. Além disso, você colocou hoje ao longo do teu blog sobre o mesmo assunto que os jornalistas se auto-censuram no Acre por causa do governo da Floresta e bla bla bla. Ou seja, você armou o circo para fazer crer aos teus leitores que sou destes jornalistas que se auto-censuram, são antiéticos, não valem nada...etc etc (e logo no nosso dia do jornalista!). Muito bem.

Primeiro, é muito fácil manipular palavras, frases, notas, blogs e outras coisas para se passar por guardião da imprensa e pregar lições de moral nos outros. Mas isso você pode fazê-lo para os teus leitores, não para mim, que trato da arte da palavra (certa,correta, verdadeira, ética) como profissional da imprensa (de muitos jornais de muitos estados) desde quando você ainda usava calça-curta.

Portanto, não vai ser em cima de mim que vais manipular palavras para passares a ser guardião da ética e da verdade para os teus privilegiados leitores de computador. Outra coisa, é bom você saber que estou há 29 aninhos trilhando o caminho do jornalismo ético, honesto, sincero tanto na relação com o público quanto com meus colegas de trabalho. E não vai ser o teu joguinho de palavras que sequer arranhar essa minha honrosa historia profissional.

Segundo, vamos à cronologia dos fatos, que você manipulou para se passar de guardião da ética jornalística. Só li o teu e-mail (por questão de falta de tempo, estava trabalhando, viu?) ontem à noite. A informação (que acabou virando a matéria de hoje do JB) sobre a existência da prática de nepotismo chamada "barriga de aluguel" entre as esposas do senador e do deputado só foi dada (soube depois) no final da tarde de ontem pelo senador Geraldinho com exclusividade para os repórteres do JB.

O senador não me chamou no seu gabinete para repassá-la a mim, o que foi lamentável tendo em vista ter sido o repórter que repercutiu na terça e na quarta no Acre (terra dos eleitores do senador), no jornal Página 20, as duas matérias do JB. Como não havia tomado conhecimento prévio da operação barriga de aluguel entre os dois políticos e nem vi seu e-mail com o mesmo conteúdo da informação passada pelo senador, seria, impossível, portanto, escrever matéria sobre o assunto hoje no jornal do qual sou correspondente em Brasília.

Diante disso, volto a te questionar por que você só se limitou a publicar a informação da barriga de aluguel apenas no teu blog, se tinhas, como jornalista, todas as razões de mundo (éticas, morais etc etc) para publicá-la em qualquer jornal do Acre, onde também tens acesso como eu? Como jornalista (principalmente por comentar em blog assuntos da imprensa) você tinha o dever ético de, tendo a informação, repassá-la também para o público de jornal. Afinal, parte do conteúdo de teu blog é de comentários de assuntos que saem na imprensa. Ou seja, terias que fazer também mão-dupla na informação, que não pertence ao jornalista, mas à sociedade como um todo.

Portanto, Altino, saia do blog, saia do teu público seleto, do teu grande grupão (como dizes no teu blog), dos privilegiados que podem comprar e ter computador e vai botar tua cara no jornal para informar à sociedade como um todo, principalmente os pobres que não têm computador, os fatos que cercam o poder exercido através dos votos de todos. Vai lá cumprir com tua obrigação ética de jornalista também com aqueles (que são maioria na sociedade) que não tem dinheiro para comprar computador, mas podem comprar (ou espiar) um jornal de vez em quando. Saia dos bastidores dos ricos. Vai ouvir os pobres na rua camarada!

Reflitas um pouco sobre tudo isso. É meu presente para você no nosso dia do jornalista, que deve ser comemorado intensamente por aqueles que no passado, no presente e no futuro se preocupam em publicar e questionar os privilégios que fazem desse imenso país rico, de forma padoxal, o campeão mundial de desigualdades, de hipocrisias e de bla bla bla.

Colocas isso tudo no teu blog.

Um abraço camarada!

Romerito Aquino

Nota do blogueiro: Valeu, vovô. Era isso o que eu queria: sacudi-lo. Nunca é demais reconhecer mais uma vez, publicamente, a sua competência profissional e sua correção como acreano, como naquele momento conturbado de minha vida, quando você me recebeu em sua casa e indicou meu nome para ser repórter do Jornal do Brasil. Bem, é uma honra para esse modesto espaço suas reflexões sobre a profissão no Dia do Jornalista. Depois conto porque deixei de trabalhar nos jornais da city. Abenção!

REALITY SHOW

Notinha pescada na comunidade Orkut, enviada pelo estudante de jornalismo Hermington Franco:

No programa do Amaury Jr., a cantora e ativista Rita Lee teve uma daquelas idéias brilhantes, dignas do seu gênio criativo. Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother, ela deu a seguinte sugestão:

-Colocar todos os pré-candidatos a Presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marqueteiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados. Toda semana o público vota e elimina um. No final do programa, o vencedor ganharia o cargo público máximo do país. Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos. A idéia não é incrivelmente boa?

Já tem marmanjo torcendo para a senadora Heloísa Helena ser candidata.

SIBÁ MANTÉM FÁBIO

Houve uma dose de precipitação minha ao anunciar, com base na versão de uma fonte que ainda reputo como confiável, que o Fábio Vaz, marido da ministra Marina Silva, havia pedido demissão do cargo de assessor técnico do gabinete do senador Sibá Machado (PT).

Na verdade o afastamento chegou a ser considerado como a saída mais confortável para preservar a ministra, sobretudo depois que o senador Eduardo Suplicy (PT) fez a recomendação que acabou sendo classificada pelos petistas acreanos como “fogo amigo”.

Aliás, Suplicy chegou a comparecer ontem duas vezes ao gabinete do senador acreano para defender o afastamento do assessor. Sibá em nenhum momento teria considerado a possibilidade de exonerá-lo.

Consegui conversar com o Fábio Vaz por telefone. Ele afirmou que permanecerá no cargo.

Fábio contou ter ponderado ao senador Sibá Machado ontem, após a reportagem do Estadão, que o mesmo se sentisse à vontade para mantê-lo ou não no gabinete.

- O senador me disse: Fábio, neste caso, não existe nepotismo. Você começou comigo e só vai sair daqui quando eu também sair.

Fábio Vaz disse que tem sido alvo de vários ataques que na realidade visam atingir a ministra Marina Silva.

Confesso que fiquei um tanto aflito ao ouvir do próprio Fábio Vaz a afirmação de que permanecerá no cargo. Entre deletar ou não a nota anterior, preferi mantê-la e apresentar a versão correta.

Bem, a mídia blog é assim mesmo: se ajusta com base no desdobramento dos fatos e até dos comentários dos leitores. Caso eu tivesse deletado, diriam que fui censurado.

Sobre esse caso, o melhor argumento até agora foi apresentado pelo meu amigo Roberto Smeraldi, diretor da organização Amigos da Terra, em carta enviada ao jornal Estadão:

- Não existe pior exemplo, para ser usado na denúncia do nepotismo, que o do Fábio Vaz, marido da ministra Marina Silva. Profissional conceituado, com conhecimento ímpar da realidade social da Amazônia, ele abriu mão de opções mais atrativas para um papel de baixo perfil, o de assessor de seu antigo companheiro Sibá, no Senado. Sou testemunha disso, pois o Fábio recusou a direção de prestigioso projeto de cooperação internacional, que eu lhe havia proposto, em prol de um compromisso maior com sua trajetória histórica e pessoal. Neste quesito, o Fábio é exemplo sim, a ser apontado como modelo.

FÁBIO PEDE DEMISSÃO

Fábio Vaz de Lima, marido da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, já se afastou do cargo em comissão que ocupava no gabinete do suplente que ficou com a vaga dela no Senado, Sibá Machado (PT-AC).

Fábio, ex-secretário-executivo do Grupo de Trabalho Amazônico, recebia um salário de R$ 8,2 mil mensais como assessor técnico no gabinete que já foi de sua mulher e hoje é ocupado pelo suplente.

Ele não era do gabinete enquanto Marina Silva exerceu o mandato. A demissão foi para preservar a imagem da ministra, após reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

A Agência Estado revela que a ministra rebateu hoje as acusações de prática de nepotismo, mas não quis se pronunciar sobre as críticas ao fato de seu marido, Fábio Vaz de Lima, estar empregado no gabinete do senador Sibá Machado.

Segundo a ministra, "o convite foi feito pelo senador, e quem deve falar sobre isso é o senador". Mas Marina afirmou que nunca empregou parente em seu gabinete, desde o início de sua atividade política.

"No meu gabinete, de vereadora a senadora, você não vai encontrar um parente meu, e pode vasculhar o governo do Estado do Acre que não vai encontrar nenhum tipo de indicação política da ministra Marina Silva", disse.

As declarações foram feitas após a ministra inaugurar um sistema de cadastro informatizado de licenciamento ambiental, na sede do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

IMPRENSA DO BOLINHA

É difícil entender a lógica da imprensa acreana. A Tribuna, por exemplo, calou hoje após ter anunciado com estardalhaço nos últimos dias que o governador Jorge Viana faria parte da comitiva do presidente Lula nos funerais do papa João Paulo II.

Foi uma barriga (informação falsa) deslavada. O leitor e a credibilidade do jornal que se danem, devem pensar a direção e a editoria.

O jornal anuncia hoje que Jorge Viana viaja ao Seringal Itamaraty, no alto Rio Muru, para conversar com ribeirinhos beneficiados pelas ações do Projeto Saúde Itinerante.

Outro fato incompreensível está relacionado às denúncias de nepotismo contra o senador Geraldo Mesquita. Ao decidir ontem pela demissão de 12 servidores do gabinete, o senador foi simplesmente ignorado pela imprensa.

É fácil em situações como essas -e isso é costume- tentar jogar a incompetência para baixo do tapete se escudando na alegação furreca de que o Governo da Floresta censura. Patrões e jornalistas é que se autocensuram por essas plagas.

Ainda sobre nepotismo, pedi ontem ao jornalista Romerito Aquino, que trabalha em Brasília como correspondente de quase todos os jornais acreanos, uma explicação.

Queria saber porque ele e o JB omitiram que o senador e o deputado Zico Bronzeado usaram suas respectivas mulheres para a troca de favores. Eis a resposta do Romerito:

- Rapaz, tu é tão jornalista quanto eu e o pessoal do JB. Por que você não fez matéria sobre o assunto num dos muitos jornais que tens acesso em Rio Branco. Essa história de blog ainda me cheira muito a Clube do Bolinha, pois alcança pouca gente. O compromisso social do jornalista é escrever para o maior número de pessoas, mostrar a cara, os peitos, sem medo de ser feliz, denunciando corrupção, privilégios etc etc. Volta Altino, o povo acreano precisa de tua velha virilidade de repórter, que já fez muito pelo estado e precisa continuar a fazê-lo.

Distante do Acre, Romerito Aquino desconhece que esse blog tem mais leitores que quatro dos seis jornais existentes em Rio Branco. Existe até jornal distribuído de graça, mas é recusado pelo público. E quanto ao troca-troca de Geraldinho e Bronzeado, o mesmo foi revelado aqui com exclusividade.

Para encerrar, o paleontólogo Alceu Ranzi acaba de enviar a seguinte mensagem:

- Oi Altino. Você sozinho, com o seu blog, deve estar batendo em "audiência" todos os outros meios de comunicação do Acre. Um abraço.

P.S.: Um profissional competente às vezes pode salvar um jornal. A Tribuna foi salva hoje pelo fotógrafo Gleilson Miranda, que captou a sequência trágica de um policial ao cometer suicídio. O diretor Ely Assem poderia premiá-lo dobrando o salário.

LAMBANÇA

Conselho do jornalista Antonio Alves aos políticos acreanos no blog O Espírito da Coisa:


Samuel veio ao meu escritório e, quando saí para uma reunião, resolveu tomar um refresco de tangerina, desses solúveis que antigamente a gente chamava de ki-suco. Quando voltei, vi o resultado de suas experiências químicas e reclamei:


- Puxa, rapaz, você deixou as vasilhas abertas, derramou açúcar no balcão, molhou o chão todinho, fez uma sujeira danada!


Ele nem se abalou. Sem tirar os olhos do computador, respondeu calmamente:


- É, mas o suco ficou bem gostoso.


Fiquei preocupado. Será que esse menino, quando crescer, vai ser político? Tomara que não, pois diante dos últimos acontecimentos envolvendo os políticos desta distante província, que resolveram lavar roupa na rampa do Congresso Nacional, resolvi rogar-lhes uma praga:


Desejo que todos vocês, da situação e da oposição, permaneçam em guerra uns contra os outros até a completa e total desmoralização. Que não haja paz nem lucidez; quando um quiser uma trégua, os outros não queiram e prossigam com a briga. Que usem e abusem desta imprensa -de qualidade, digamos, escatológica- do Acre e do Brasil, para expor à chacota pública tudo o que estiver oculto em seus mandatos, gabinetes, partidos, grupos e clãs. Que vomitem uns sobre os outros a sua mesquinharia... e depois a lambam.

quarta-feira, 6 de abril de 2005

SENADOR RECONHECE ERRO

Geraldo Mesquita Júnior dispensa 12 servidores que trabalhavam no seu gabinete

Hugo Marques e Sérgio Pardellas

BRASÍLIA - O senador Geraldo Mesquita Júnior (P-SOL-AC) demitiu ontem 12 servidores de seu gabinete, depois de reportagem do Jornal do Brasil publicada domingo, denunciando que Geraldinho contratou nove parentes. O parlamentar decidiu demitir também três outras pessoas indicadas por colegas, incluindo a mulher do deputado Zico Bronzeado (PT-AC), Leonice Maria Bronzeado. Ao anunciar a exoneração de todos os servidores, o senador reconheceu que errou.

- Tratei de um problema caro à sociedade com certa desatenção. Estou recomeçando do zero - afirmou Geraldinho.

Para colocar sua mulher no gabinete de Geraldinho, Zico Bronzeado contratou a mulher do senador, Maria Helena de Mesquita. O gabinete de Zico Bronzeado negou durante a semana que tivesse em sua lista de contratados a mulher de Geraldinho. A mesma assessora de Zico que negara a contratação disse ontem que Maria Helena foi demitida ''há alguns dias''.

- Minha mulher estava no gabinete do Zico Bronzeado e pediu exoneração. Agora, a mulher do Zico foi exonerada - disse Geraldinho.

Também foram demitidos os assistentes parlamentares Ana Maria de Holanda Gurgel, Ana Paula Garcia de França, Célia França Cavalcante, Cláudio Scafuto Filho, Danielle Abud Pereira, Estela Meira Maciel, Fernando Tormin Mollo, Norma Sueli Ferreira de Araújo e Paulo César Vieira.

A lista inclui os servidores Irlani Barbosa do Vale, sobrinha de um jornalista amigo de Geraldinho, e Isabeli Amsterdã Maria de Sandres. Segundo Geraldinho, Isabeli foi indicada pelo senador Tião Viana (PT-AC). Geraldinho ainda tentou preservar o amigo Zico Bronzeado e lamentou que tivesse de demitir tantos servidores.

- Eu queria que o pau quebrasse só na minha cabeça - lamentou Geraldinho.

Bronzeado admitiu ter cometido uma falha ao contratar a mulher de Geraldinho e arrumar um emprego para a mulher no gabinete do amigo.

- Temos de ter humildade para reconhecer que, se for para combater a troca de parentes, será positivo para a gente depurar e regulamentar o assunto - disse Zico Bronzeado.

O deputado acha que a demissão em massa no gabinete de Geraldinho servirá para corrigir falhas em relação a nepotismo ''na Câmara, no Senado e no Judiciário''.

- Vamos refletir e reconhecer as falhas. Há um clamor da sociedade para que não haja este exagero. No meu caso, só tinha a minha mulher, hoje não tenho mais, trabalhando. Foi bonito por parte do Geraldinho - disse Zico.

O senador diz existir certa ''frouxidão'' na legislação sobre nepotismo. Geraldinho levantará informações para orientar um projeto que regulamente a matéria, proibindo a prática.

- A gente tem de ter a humildade para reconhecer um erro. Peço desculpas se constrangi os brasileiros - disse o senador.

Ontem, o clima no gabinete de Geraldinho estava fúnebre. Uma das servidoras chorava e vários outros demonstravam tristeza com as demissões. No plenário do Senado, alguns senadores ainda argumentavam que as contratações de Geraldinho não configuravam nepotismo. A presidente do P-SOL, senadora Heloísa Helena (AL), saiu em defesa do senador:

- Ninguém aqui nesta casa jamais poderia questionar vossa excelência eticamente.


Os dispensados

# Leonice Maria Bronzeado

# Ana Maria de Holanda Gurgel

# Ana Paula Garcia de França

# Célia França Cavalcante

# Cláudio Scafuto Filho

# Danielle Abud Pereira

# Estela Meira Maciel

# Fernando Tormin Mollo

# Norma Sueli de Araújo

# Paulo César Vieira.

# Irlani Barbosa do Vale

# Isabeli Amsterdã de Sandres

Fonte: Jornal do Brasil

EXTRA!

O senador Geraldo Mesquita (PSOL) acaba de exonerar 12 servidores do gabinete dele, incluindo Leonice Maria de Assis Bronzeado, mulher do deputado federal Zico Bronzeado (PT), que recebia salário de R$ 6.706,01 no cargo de secretária parlamentar.

O senador havia contratado Maria Bronzeado como contrapartida pela contratação de Maria Helena Launduz de Mesquita, mulher dele, para o gabinete do deputado.

É provável que o deputado petista Zico Bronzeado venha a exonerar em breve a mulher do senador Geraldinho. É provável, ainda, que o senador passe a denunciar e a exigir o fim de eventuais casos de nepotismo na bancada federal acreana e nos governos federal e estadual.

O senador se desligou do PSB e da Frente Popular do Acre (FPA) e foi acusado de traidor.

Agora o PT e o deputado Zico Bronzeado devem uma explicação pública sobre esse episódio: enquanto se travava uma verdadeira guerra ideológica por causa do rompimento, Bronzeado se capitalizava com a troca de favores com o suposto "traidor" em benefício da contratação de parentes em seus gabinetes.

Com a demissão de Maria Bronzeado será que vai faltar dinheiro para abastecer o Troller com o qual o deputado passou a desfilar nas ruas de sua base eleitoral?

Enquanto uns tomam no Troller, o custo mensal do gabinete do senador é R$ 30.468,99 e o custo anual de R$ 365.627,88. Custo total de 68 meses que faltam de mandato, até dezembro de 2010: R$ 2.071.891,32.

Geraldo Mesquita tomou a decisão forçado pela repercussão da reportagem veiculada pelo Jornal do Brasil no último domingo (3), de prática de nepotismo em seu gabinete no Senado.

O senador chegou a contestar a acusação de ter empregado nove parentes. Reconhecia ter empregado um parente, na realidade um sobrinho chamado Cláudio, que trabalhava como revisor de textos em São Paulo e teria ido para o Senado por insistência dele.

Quanto a outros funcionários do gabinete nessa condição, fariam parte apenas do círculo de amizades e de conhecimento do senador. Um exemplo seria o filho do ex-marido de sua esposa, contratado para montar e gerir sua página na internet.


Detalhes amanhã, na edição do Jornal do Brasil.

LIMPA, DIRETA E LEGAL

Do jornalista Hugo Marques, repórter do Jornal do Brasil, um dos autores das reportagens que revelaram nepotismo no gabinete do senador Geraldo Mesquista, recebo a seguinte mensagem:

- Caro Altino Machado, fiquei honrado de ver as matérias no seu blog. Tenho um grande respeito pelo seu histórico no jornalismo e gostei muito da sua página. Limpa, direta e legal. Um grande abração e nos avise sobre qualquer pauta interessante no Acre.

ERRO DA HORA



Veja outros erros em Notícias da Hora.

TROCA-TROCA NO CONGRESSO

Agora é possível entender por que nos casos de nepotismo, que envolvem o senador Geraldo Mesquita (PSOL), tanto o Jornal do Brasil quanto a imprensa do Acre pouparam o deputado Zico Bronzeado (PT) e o próprio senador de duas informações negativas sobre a contratação de parentes para seus gabinetes.

Recebi hoje mensagem de um leitor do blog, que assina Adalberto Clóvis. Ele desvenda as informações que não chegaram ao conhecimento da opinião pública.

Bem, tudo leva a crer que Adalberto Clóvis seja o codinome de alguém que preferiu o anonimato para ajudar a esclarecer o caso.

Digo isso porque tive a preocupação de conferir o perfil do e-mail dele no Yahoo e constatei que o mesmo fora criado na segunda-feira.

Mas tudo bem. Vamos lá: Adalberto Clóvis abre sua mensagem com a esfuziante saudação:

“Louvado jornalista Altino Machado! Parabéns pelo seu blog. Independente, ligado nos fatos e atual. Permita-me informá-lo com mais alguns dados”.

Ele enviou a lista já conhecida por todos com nomes, salários e cargos ocupados pelos parentes do senador.

O mais relevante na mensagem dele foi a revelação de que Leonice Maria de Assis Bronzeado, mulher do deputado federal Zico Bronzeado, também foi contratada por Geraldinho.

Em contrapartida, Bronzeado contratou Maria Helena Launduz de Mesquita, mulher do senador, no seu gabinete. O salário da mulher de Bronzeado no gabinete de Geraldinho, como secretária parlamentar, é de R$ 6.706,01.

De acordo com os cálculos do leitor, o custo mensal do gabinete do senador é R$ 30.468,99 e o custo anual de R$ 365.627,88. Custo total de 68 meses que faltam de mandato, até dezembro de 2010: R$ 2.071.891,32.

Clóvis conclui afirmando que a chefe de gabinete Claudia Magalhães Pinto Cardoso é prima do Senador. “Funcionária da gráfica do Senado, lotada no gabinete do mesmo”.

Pela ordem! Concedo a palavra ao deputado Zico Bronzeado e ao senador Geraldo Mesquita!

MARINA É ACUSADA DE "NEPOTISMO"

Recebi do jornalista Roberto Smeraldi, diretor da organização Amigos da Terra, a cópia da carta que ele enviou hoje ao Fórum de Leitores do jornal O Estado de S. Paulo. Leia:

"Não existe pior exemplo, para ser usado na denúncia do nepotismo, que o do Fábio Vaz, marido da ministra Marina Silva.

Profissional conceituado, com conhecimento ímpar da realidade social da Amazônia, ele abriu mão de opções mais atrativas para um papel de baixo perfil, o de assessor de seu antigo companheiro Sibá, no Senado.

Sou testemunha disso, pois o Fábio recusou a direção de prestigioso projeto de cooperação internacional, que eu lhe havia proposto, em prol de um compromisso maior com sua trajetória histórica e pessoal. Neste quesito, o Fábio é exemplo sim, a ser apontado como modelo".

Roberto Smeraldi, São Paulo
RG 38.488.312-6


Eis aqui a reportagem do Estadão de hoje:

Suplente de Marina Silva no Senado emprega marido dela no gabinete

Fábio Vaz de Lima, que recebe mais de R$ 8 mil por mês, é um dos 21 comissionados no gabinete do Sibá Machado, do PT do Acre


Rosa Costa


O nepotismo defendido pelo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, ganhou adeptos no PT: Fábio Vaz de Lima, marido da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ocupa um dos 21 cargos em comissão no gabinete do suplente que ficou com a vaga dela no Senado, Sibá Machado (PT-AC).

Ex-secretário-executivo do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), um conglomerado de quase 200 organizações não-governamentais que atuam na região, Fábio recebe um salário de R$ 8,2 mil mensais como assessor técnico no gabinete que já foi de sua mulher e hoje é ocupado pelo suplente.

A assessoria da ministra tentou calar a denúncia: disse que Marina não comentará o fato. "Foi o senador Sibá quem convidou Fábio para trabalhar no gabinete e ele tem autonomia no mandato", alegou o assessor. No Senado, Sibá confirmou a versão. "Ele veio para cá a meu convite porque, antes de ser esposo da ministra, eu já conhecia sua atuação no trabalho de organização comunitária e precisava de alguém com esse perfil", alegou.

O senador argumentou que o caso "não guarda nenhuma semelhança com nepotismo ou algo parecido". E explica a sua forma de ver as coisas: "Nepotismo seria ter alguém em meu benefício, se eu estivesse acobertando qualquer tipo de pessoa para benefício pessoal e isso eu não faço", defendeu-se. "As pessoas que trabalham comigo estão totalmente vinculadas a uma necessidade de atuação do mandato", disse.

Ontem à tarde, depois que foi procurado pelo Estado, Fábio desapareceu. Por volta das 16 horas, a recepcionista do gabinete informou que ele ainda não voltara do almoço. Às 17 horas, a informação mudou: por ser seu aniversário, Fábio não trabalharia à tarde. A terceira versão, dada pelo senador Sibá e confirmada pelo gabinete da ministra, foi que o marido-assessor tinha sido dispensando para acompanhar Marina ao Hospital Sarah Kubitschek, onde ela faz terapia de reeducação corporal.

Sibá Machado disse que, ao convidar Fábio para assessorá-lo, foi advertido pelo próprio assessor de que sua união com a ministra poderia ser criticada. "Eu lhe disse que, se isso acontecesse, a gente tinha de pensar em como refazer, mas insisti no convite pelo perfil de trabalho que ele desenvolve conosco", justificou.

O senador disse que em seu gabinete "todos fazem um pouco de tudo". E elogiou Fábio mais uma vez: "Ele é um dos caras de quem eu mais arranco o sangue aqui dentro, ele não pára, é quem faz as viagens me representando, é quem mais roda", informou.

Sibá garantiu que não se aproveita do mandato para empregar apadrinhados. "Pode vasculhar à vontade", propôs. Ele disse escolher seus auxiliares pelo talento em lidar com atividades que compõem sua atuação política.

Disse que apoiaria sem questionar uma legislação proibindo o nepotismo, embora alerte que não é de seu feitio apoiar matérias provocadas por algum tipo de denúncia ou crise. "Nepotismo é uma coisa muito ruim porque você fica naquela de favoritismo pessoal", argumentou. O senador disse que não iria generalizar, mas que acredita ser essa uma das práticas mais comuns na política brasileira, "não só no Legislativo, mas em todos os poderes".

terça-feira, 5 de abril de 2005

SEMI-ANALFABETOS


Quando critico os "jornalistas" acreanos como sendo semi-analfabetos, a maioria fica de cara torcida. A convocação acima foi publicada na edição de hoje do jornal Página 20.

É "assassinada" pelo cinegrafista Raimundo Afonso Gomes, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre.


A mediocridade impera nas redações.
É fácil entender porque é preferível manter longe delas os jornalistas que pensam e sabem escrever.

Clique sobre a foto para vê-la ampliada.

P.S.: Raimundo Afonso telefonou, às 20h25, para justificar que foi a secretária dele quem redigiu a nota. Disse ter assinado a nota sem enxergar o erro.

- Concordo contigo, que não podemos cometer esse tipo de erro, mas o sindicato não tem dinheiro para contratar uma secretária mais competente. A nota será publicada novamente com a revisão - prometeu.

Que bom! Acho que vou tomar emprestado do saudoso Hélio Melo o nome do conjunto musical "Sempre Serve" para esse blog.

P.S. do P.S.: A nota do sindicato foi publicada novamente hoje (06/04) com erro. Corrigiram apenas a "discursão" grafada pelo blog. A outra "discursão" ficou como estava. Desisto!

BOM HUMOR

Gean Cabral já decidiu criar um blog para publicar exclusivamente suas charges. Sugeri que inaugurasse com uma do Jorge Viana, caso realmente o governador compareça ao enterro do papa João Paulo II.

Ágil no humor, Gean disse:

- No primeiro quadro, o Jorge, ajoelhado junto ao corpo, diz ao papa, referindo-se ao senador Geraldo Mesquita: “Fui traído por Judas Iscariotes!”. No quadro seguinte, o papa abre os olhos e grita em uníssono com os cardeais: “Jesus!”. Mas pode ser apenas um quadro, mostrando o governador diante do espelho, experimentando a mitra.

Estamos esperando o seu blog, Gean.

SENADOR REAGE

Geraldo Mesquita Jr.refuta Jornal do Brasil

O senador Geraldo Mesquita Júnior (PSOL-AC) refutou as acusações feitas pela imprensa contra ele em função da composição de seu gabinete no Senado.A reportagem citada foi veiculada no Jornal do Brasil de domingo último e prosseguiu na edição de hoje.

Mesquita Júnior rebateu que a matéria teria sido "encomendada", em função das críticas cada vez mais constantes que vem fazendo aos governos federal e do Acre, ambos do PT.

- Com esse tipo de acusação, esses governos estão preparando o seu funeral. Será pela minha voz ou pela de outro - enfatizou, assinalando que nunca contratou nenhum Waldomiro Diniz para trabalhar com ele, conforme fez o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Agência Senado

GERALDINHO NA BERLINDA

Senador engorda renda familiar

Sérgio Pardellas e Hugo Marques


BRASÍLIA - Ao manter pelo menos nove parentes na folha de pagamento do seu gabinete, como informou o JB no domingo, o senador Geraldo Mesquita Júnior (P-SOL-AC) engorda a renda familiar em pelo menos R$ 20 mil por mês. O valor é a soma dos vencimentos dos familiares do senador lotados no seu escritório no Senado como assistente parlamentar.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), que examina hoje uma proposta coibindo o nepotismo no Congresso, foi taxativo ao ser informado sobre a contratação de parentes pelo gabinete do senador do P-SOL:

- Isso é inadmissível.

Segundo boletim administrativo da Casa, Paulo César da Silva Vieira, genro de Geraldinho, como é conhecido o senador do Acre, foi contratado em 23 de fevereiro para exercer cargo comissionado de assistente parlamentar AP4, por R$ 3.148. Segundo o senador do P-SOL, Paulo César atua no suporte gráfico e é figura imprescindível em seu gabinete.

Um dos sobrinhos do senador, Cláudio Scafuto Filho, está há mais tempo no batente: desde novembro de 2003. Mas ganha menos que o genro para revisar textos. Como assistente parlamentar AP3, recebe R$ 2.067. Outra parente, Ana Maria de Holanda Gurgel, embora lotada no gabinete em Brasília, atua no estado desde agosto de 2003. Seu salário é o mais modesto: recebe R$ 786,99. Segundo o parlamentar, Ana Maria é parente distante. Célia França Cavalcante, cunhada de Geraldinho, teve mais sorte. Foi requisitada em maio de 2003 para ganhar R$ 2067.

Coordenadora do escritório do senador, Norma Sueli Ferreira de Araújo é irmã do cunhado do parlamentar e sua assistente parlamentar AP4. O salário é de R$ 3.148. Outra assistente contratada pelo senador, Ana Paula Garcia de França, é parente de sua mulher, Maria Helena Laundry de Mesquita. Ana Paula foi contratada em abril de 2003 para ocupar o cargo em comissão de assistente parlamentar. Recebe R$ 1573,99.

A nora do senador, Danielle Abud Pereira, já trabalhava com o sogro no PSB. Para continuar recebendo do gabinete de Geraldinho, agora no P-SOL, teve de aceitar uma pequena redução salarial. Recebia R$ 4.607 e, agora, como assistente parlamentar AP4, ganha R$ 3.148.
Filha da madrinha de batismo do senador, Estela Maria Maciel é assistente parlamentar desde abril do ano passado. Seus vencimentos totalizam R$ 2067.

- Tenho parentesco distante com Estela - tentou explicar o senador na sexta-feira.

Fernando Tomin Mollo, segundo o parlamentar, também é ""parente distante"". Mollo é enteado de sua mulher. Foi contratado em março para ganhar R$ 2067 mensais. O senador do Acre filiou-se ao P-SOL na quarta-feira pelas mãos da senadora Heloisa Helena (P-SOL-AL).

Fonte: Jornal do Brasil

BEM-VINDA, ALETA DREVES!

Tocar esse blog tem sido uma experiência que me dá enorme satisfação. Uma delas é de ter mais leitores do que a gazua "Segunda-feira" cuja edição semanal não chega a 200 exemplares.

Prefiro fazer um blog com algum conteúdo a criar um pretenso jornal para tentar chantagear quem quer que seja, especialmente governadores de plantão.

O blog me possibilita, por exemplo, interagir com pessoas como a paranaense Aleta Tereza Dreves, que é diagramadora, webdesigner e jornalista.

Ela me foi apresentada virtualmente pelo webdesigner e estudante de jornalismo Alexandre Viana, de Rio Branco, sobrinho do jornalista Elson Martins, que jamais encontrei pessoalmente na city.

Bem, Aleta Dreves está no Acre há uma semana apenas, mas apaixonada por tudo que tem visto nesse curto tempo:

- Se eu soubesse que morar no Acre era tão bom, teria me mudado antes. Acho que já estou incorporando a personalidade acreana. Apesar de poucos dias aqui, sinto que é como se vivesse aqui muito tempo.

Aleta, que dará aula de jornalismo na Universidade Federal do Acre, é paranaense de Pato Branco. É de lá que é amiga da conterrânea Suzana Oltramari, a candidata que vai representar o Estado no concurso Miss Brasil 2005.

Para ler o blog dela clique em Aleta Dreves.

segunda-feira, 4 de abril de 2005

DEU NO JORNAL DO BRASIL

Senador radical é recordista de nepotismo

Geraldo Mesquita, do partido de Heloisa Helena, tem nove parentes contratados

Hugo Marques e Sérgio Pardellas

BRASÍLIA - A presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), senadora Heloísa Helena (AL), pode ter comprado gato por lebre na última quarta-feira, quando anunciou o ingresso do senador Geraldo Mesquita Júnior (AC) no partido recém-fundado. O senador - que deixou o PSB após divergências com a base de sustentação do governo - é o campeão do nepotismo no Senado, com pelo menos nove parentes na folha de pagamento do seu gabinete.

- A maioria é parente distante e são grandes profissionais - justifica Geraldo Mesquita Júnior.


O genro do senador, Paulo César da Silva Vieira, ganhou uma vaga de assistente parlamentar, com lotação e exercício no gabinete. Um dos sobrinhos do senador, Cláudio Scafuto Filho, abocanhou outra vaga de assistente parlamentar.

- Paulo César é meu genro, é verdade. Cláudio, meu sobrinho. Esses dois cumprem papéis fundamentais no meu gabinete. O Paulo César faz o suporte gráfico e o Cláudio Scafuto trabalha na revisão de textos. Tenho uma linha de publicação muito grande, preciso dos dois - justifica Geraldo Mesquita Júnior.

Outra parente contratada pelo parlamentar é Ana Maria de Holanda Gurgel. O senador admite que é sua parente, mas confunde os galhos de uma árvore genealógica que toma conta do seu gabinete e tem tentáculos no escritório que mantém no Acre.

- A Ana Maria é uma parente distante, trabalha para mim no estado. É parente de quarto grau e atua no estado - justifica o senador.

Geraldo Mesquita Júnior buscou para seu gabinete até parentes que estavam trabalhando em outros órgãos federais. A cunhada do senador, Célia França Cavalcante, também ganhou um cargo de assistente parlamentar em seu gabinete em Brasília.

- A Célia é realmente minha cunhada. Só que ela é funcionária do governo do Distrito Federal, cedida ao meu gabinete - insiste em justificar o senador.

A irmão do cunhado do senador, Norma Sueli Ferreira de Araújo conquistou um cargo de assistente. Se cunhado não é parente para muita gente, imagina irmã de cunhado.

- A Norma é irmã do meu cunhado, isso não é parentesco. Ela é profissional e coordena meu escritório no Acre. É pessoa da minha confiança - explica Mesquita Júnior.

Outra assistente contratada pelo senador é Ana Paula Garcia de França. O senador garante que não tem parentesco direto com a moça, mas reconhece que ela é parente de sua mulher, Maria Helena Laundry de Mesquita.

- A Ana Paula não é minha parente. Tem parentesco apenas com a minha mulher - confirma, sem constrangimento, Geraldo Mesquita Júnior.

A nora do senador, Danielle Abud Pereira, também ganhou um cargo de assistente parlamentar, lotada no gabinete de Geraldo. O senador não nega que nora seja parente e credita a contratação à ""competência"" da moça.

- Danielle realmente é minha nora. É uma bióloga que me dá assessoria nessa área - confirma Geraldo Mesquita Júnior.

Tem mais gente na lista. O senador contratou Estela Maria Maciel para o cargo de assistente parlamentar em abril do ano passado. Ela atua como secretária do gabinete no Senado.

- Tenho parentesco distante com Estela. Ela é filha da minha madrinha de batismo - tenta explicar o senador.

Como se ainda fosse pouco, Geraldo Mesquita contratou Fernando Tomin Mollo para o cargo de assistente parlamentar no início de março. O senador se lembra bem do motivo da contratação do rapaz.

- O Fernando é filho do Ademaro, um cara que foi casado com minha mulher - recorda-se Geraldo Mesquita Júnior.

No Acre, o senador é carinhosamente chamado de Geraldinho. Ele é procurador da Fazenda Nacional e virou fenômeno de votação ao aliar-se às raposas políticas do estado, entre elas a atual ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o governador do Acre, Jorge Viana, e o irmão dele, o senador Tião Viana. A família de Jorge Viana é amiga da família de Geraldinho desde a época da ditadura militar, quando o pai de Geraldinho, Geraldo Mesquita, foi governador do Acre.

Depois da campanha, muitas pessoas dentro da Frente Popular do Acre passaram a chamar o senador de Judas Iscariotes, por ter traído o projeto de governo do Estado e do governo do PT. Ao filiar-se ao PSOL, Geraldinho afirmou que se sentia como um riacho desaguando num grande rio, o partido, que desaguaria num grande oceano, a libertação do povo brasileiro. Esse grande oceano, disse o senador, provocaria em breve ""um grande tsunami"" na elite brasileira, que tenta manter a população na exclusão e na miséria.

Fonte: Jornal do Brasil

Nota do blogueiro: O senador Geraldinho reagiu no blog "Caverna da Lua de Saturno". Para ler o ponto de vista dele clique em Prestando contas do mandato.

sábado, 2 de abril de 2005

PARECE MENTIRA


Milhares de pessoas em Rio Branco estão assistindo um comercial da loja Transa Jovem que está sendo veiculado na TV Acre, afiliada da Rede Globo.

A peça, criada pela produtora Companhia de Selva, trata de uma promoção na qual o narrador Davi Sento Sé afirma que "parece mentira" que a loja dê 50% de desconto aos clientes.

Até aí, tudo bem.
O comercial encerra com a vinheta tradicional da loja, na qual aparece o slogan "moda dos pés à cabeça".

Patética foi a vinhenta específica da promoção, na qual a Companhia de Selva pespegou Tranza (sic) Jovem, com Z, tendo, acima, o slogan "parece mentira". Além disso, transa e "tranza" aparecem como elementos reduntantes.


Existe gente que acha a Companhia de Selva a melhor agência de propaganda do Acre. Não sem razão, mas não é.

Seus proprietários são os marqueteiros Gilberto Braga e Davi Sento Sé, que trabalharam para o ex-governador Orleir Cameli, o ex-prefeito Flaviano Melo e agora trabalham para o governador Jorge Viana e o prefeito Raimundo Angelim.


Eu já havia flagrado uma derrapada dos marqueteiros e registrado aqui no blog. Para ler, clique em "Às urnas".

Nascer no Acre não é bom negócio. Ou, de outro modo, nascer fora é quase garantia de prosperidade aqui.
Saudades do jornalista José Chalub Leite.