quinta-feira, 12 de maio de 2005

EXTRA!

Um sinegrafista amador, supostamente do çaite Erros da Hora, surtou com síndrome do pânico quando discaregava imajens que captou dos estudantes durante o demoronamento da Unimorte. Ele fragou assidentalmente o instante no qual o Maníaco da Cadeira, que era acusado pela diressão de ter cauzado o pânico, arrebolou a cadeira dele e saltou de facada do terceiro andar. As imagens esclusivas são xocantes. Para ver a secuência trájica, clique em Tibungo na Unimorte.

TEORIA DO CAOS


A turma do Videoblog fez uma descoberta: foi o “Maníaco da Cadeira” o responsável pelo pânico que tomou conta da Uninorte na noite de ontem.

Segundo a turma, o “Maníaco da Cadeira” é revoltado porque é um sujeito bastante obeso, que nunca encontrou cadeiras apropriadas para sentar. Os blogstar dizem:

- Ninguém viu seu rosto. Ninguém conseguiu identificá-lo. Ninguém foi agredido por ele. E mesmo assim, ele conseguiu causar um tumulto absurdo que causou prejuízos, destruição e medo. Este vilão é realmente intrigante, alguém que se diferencia de outros vilões de histórias de terror. Seu dom é aterrorizar as pessoas, que, assustadas, acabam se ferindo e ferindo à outros indivíduos.

O Videoblog é uma criação dos blogstars Thiago F. (19 anos, drogado e prostituído), Punk (20 anos, pai de 6 filhos), Chico Mouse (20 anos, aspirante à astro do rock) e Cidão (15 anos, tricolor (rj), sedentário e fã de emocore).

Como os blogstars acreanos escrevem melhor e são mais criativos do que 99,99% dos jornalistas daqui, o site passa a merecer aqui uma indicação permanente. Divirta-se clicando em Videoblog.

E quem quiser saber a respeito da teoria do caos leia Estranha ordem na casa bagunçada, do meu amigo paulistano Walter Falceta Jr. O bater de asas de uma borboleta na Ásia, segundo uma fórmula-provérbio, pode determinar ou impedir a ocorrência de uma terrível tempestade nos Estados Unidos.

quarta-feira, 11 de maio de 2005

BARRIGA DO VAZ "DEMORONA"


"Demorone" de rir clicando sobre a imagem
Não "demoronou" nada. Acontece que o prédio da Uninorte, que não é confiável porque o teto de um bloco já desmoronou antes, teria balançado por causa da brisa e do sereno.

Os estudantes entraram em pânico e tentaram escapar do prédio, que não dispõe sequer de saídas de emergência. Alguns foram pisoteados e tiveram pernas e braços quebrados. No desespero, teve estudante que chegou a saltar do terceiro andar.

Existe uma versão segundo a qual tudo começou quando um estudante, durante o vento e a chuva, arrastou uma cadeira e gritou que o prédio estava desabando.

Mas a verdade é que o prédio da Uninorte é realmente precário e inseguro. Apesar dos alertas dos estudantes, ninguém toma providência.

É um caso vergonhoso para o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Ministério Público Estadual, Polícia Civil e direção da Uninorte, além de expor a incompetência dos “jornalistas” do site “Erros da Hora”.

Barriga é gíria de jornalista que significa divulgar notícia falsa. O site "Erros da Hora", que pertence ao radialista Roberto Vaz, erra até o nome do próprio site. Faltou grifo na imagem acima.

TÃO ACRE

A conta de luz de minha casa saltou da média de R$ 200,00 para R$ 910,10. Tomei um susto e telefonei para o atendimento da Eletroacre. Perguntaram qual era o número da minha unidade consumidora e mandaram que copiasse os números do medidor.

-Senhor, o valor da conta está correto – disse a mulher com voz de caveira ao analisar a leitura do medidor.

Compareci à Eletroacre no dia seguinte e pedi que fosse realizada uma verificação de consumo, que ocorreu ontem, depois de quase 15 dias de reiterados apelos ao telefone.

O funcionário que apareceu aqui disse que teria havido um erro porque o consumo de energia de uma vizinha foi agregado à minha conta. Disse, ainda, que terei que voltar ao atendimento da empresa e foi embora sem deixar registro da verificação.

Outra: por alguma razão que desconheço a senha de internet para acessar minha conta no Banco do Brasil foi bloqueada. Liguei para o 0800 e disseram que eu mesmo poderia desbloqueá-la em qualquer caixa de auto-atendimento.

Entrei na agência do banco no bairro do Bosque e pedi auxílio a uma daquelas mocinhas que parecem pilha Rayovac. Ela me indicou uma funcionária no andar de cima, com pose de rainha na poltrona, cercada por mais de 50 pessoas.

Consegui me aproximar dela para ouvir que o desbloqueio só poderia ser feito se apresentasse todos os meus documentos. Disse que não poderia desbloquear a senha porque eu não portava um comprovante de residência.

Falei com o gerente, o Mário, meu ex-professor de biologia no Colégio Acreano. E ele repetiu a mesma cantilena. Argumentei que o pessoal do 0800 do Banco do Brasil havia dito que eu poderia fazer sozinho o desbloqueio e que desejava apenas que me auxiliasse nisso.

Até o questionei com a hipótese de que a senha tivesse sido bloqueada enquanto estivesse em viagem noutro estado ou país.

- Nesse caso, outro gerente teria que telefonar para o gerente de sua agência, para que o mesmo fizesse o desbloqueio. O desbloqueio de senha só pode ser feito pela gerência, na própria agência do cliente.

Voltei ao caixa de auto-atendimento, selecionei “outras opções”, digitei 20, que é a opção para administrar senhas, em seguida fiz o desbloqueio.

Os funcionários do Banco do Brasil no Acre não sabem ainda que é assim que funciona.

terça-feira, 10 de maio de 2005

PAPO DE ÍNDIO

A coluna Papo de Índio, assinada aos domingos no Página 20 pelos antropólogos Terri Aquino e Marcelo Piedrafita Iglesias, tem um relato relevante da antropóloga Edilene Coffaci de Lima. Para lê-lo, clique em “Os impactos do asfaltamento da BR-364 na vida dos Katukina do rio Campinas”.

segunda-feira, 9 de maio de 2005

GUERRA MEDÍOCRE

A maioria dos jornalistas acreanos, liderada pelo sindicato da categoria, fez campanha pela criação de uma faculdade de comunicação na Universidade Federal do Acre.

Parece que os jornalistas não se consideravam jornalistas pelo fato de não possuírem diploma. Até tentaram se livrar do vestibular ao sugerir à reitoria que fossem reservadas vagas na faculdade para quem já exercia a profissão.

Atualmente, temos em Rio Branco três faculdades de comunicação, duas de jornalismo e uma de publicidade.

Existe agora uma guerra medíocre que envolve aqueles que já exercem a profissão, sem formação, e os que estão ralando para obter um canudinho.

Num evento recente, os estudantes disseram que metade dos jornalistas acreanos é incompetente e a outra metade desqualificada.

A situação vai se tornar mais grave do que eles imaginam porque os arremedos de faculdades começam a cuspir mais gente incompetente e desqualificada.

Tenho satisfação de ser jornalista autodidata, com registro profissional, de ter trabalhado na imprensa local, além de uma breve passagem de 10 anos como repórter de O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e Jornal do Brasil.

Existem professores, jornalistas e leitores incompetentes e desqualificados, mas não dá para generalizar. Acho que as empresas de comunicação têm o direito de contratar quem elas quiserem, sejam formados ou não.

O Gean Cabral, que é estrábico, outro dia me fez o seguinte questionamento:

-Quem você contrataria? Uma telefonista gaga ou com algum problema de dicção, mas formada; ou outra, sem diploma, mas bastante experiente?

Numa entrevista que concedeu à revista Caros Amigos, em outubro do ano passado, o jornalista Ricardo Kotscho revelou:

-Eu queria, como todo moleque, ser jogador de futebol. Não deu certo. Aí, fiz uma brincadeira que o cara que não dá certo em nada na vida acaba sendo jornalista. E quando não sabe nem escrever nem fotografar vira chefe.

E Renato Pompeu completou:

-E se não sabe ser chefe vai ser professor.

-Professor de jornalismo... Bem completado - acrescentou Kotscho.

Quem quiser saber mais a respeito do que penso, deve clicar em Profissão: rerpórter. O debate também está posto no blog da professora de jornalismo Aleta Dreves.

domingo, 8 de maio de 2005

sábado, 7 de maio de 2005

quinta-feira, 5 de maio de 2005

FAMÍLIA FEGHALI SILENCIA

Orientada por seus advogados, a família do empresário Toni Feghali acaba de comunicar que “não responderá mais a nenhuma provocação e não entrará mais em nenhuma polêmica usando meio de comunicação de nenhum tipo”.

Eis a íntegra da declaração:

"A família de Tony Feghali, orientada pelos seus advogados decidiu que, à partir desse momento não responderá mais a nenhuma provocação e não entrará mais em nenhuma polêmica usando meio de comunicação de nenhum tipo.

Àqueles que querem emitir juízo de valor ao nosso respeito, servindo assim de massa de manobra, às vezes desinformada, às vezes consciente e coninvente com uma perseguição que já vem durando 4 anos, pedimos que tenham a honra e a coragem de se identificar .

A nossa resposta aos injuriadores, caluniadores e difamadores sera por via judicial. Na ausência de identificação (por falta de honra ou de coragem) acionaremos os meio de comunicação, sejam eles blogs, jornais, sites, ou outro meio de qualquer natureza que seja. Sem nada mais a declarar temos a absoluta certeza que a justiça prevalecerá".

ISMAEL BENIGNO

O assunto é importante, espinhoso e delicado (a reputação de um cidadão até aqui inocente). Releiam os posts do Altino e se atenham aos cuidados que ele teve. A função do jornalista é reproduzir, contar o que está acontecendo. Se houve um crime ambiental, e se há um suspeito, por que não se pode divulgar isto?!

Os defensores do Toni estão o atrapalhando em vez de ajudar. Atacam a competência do jornalista, seu caráter, usam a formação acadêmica do pai e um assalto que nada tem a ver com a história para defendê-lo de uma acusação tão simples.

Vamos "desinflamar" a discussão e evitar cair nessa vala tão atraente da discussão agressiva pela Internet, apenas porque podemos falar o que bem quisermos sem encarar o outro.

Condeno a iniciativa irresponsável e precipitada do site que sugere o boicote à choperia do doutor.

E, mais uma vez, parabéns, "jornalista" Altino Machado, pela coragem, pela sobriedade e pela coerência com que trata de assuntos tão "perigosos".

Ismael Benigno é dono do blog O Malfazejo

CAROLINA ARAÚJO

Olá Alberto Lima e Fares Feghali,


1) As árvores estão morrendo ou não? Se estão, pelos motivos expostos no texto comentado, digo e repito que é estupidez, burrice, egoísmo. Se não estão, os conhecimentos de Marketing do empresário e bioquímico PhD em Paris o farão saber que as árvores poderão ser usadas como atrativos para seu negócio, como também a visibilidade que essas reportagens (injustas ou não!) ofereceram ao estabelecimento.


2) As árvores não têm nada a ver com a favela ao lado do rio, se é que eu entendo um pouco de biologia e de ecologia humana. Tampouco têm a ver com a violência e impunidade tratada por Marie Feghali (quando menciona o assalto de que foram vítimas) e que merece uma atenção e um tratamento especiais e não se restringem aos limites geográficos do Acre causando muitos prejuízos irreparáveis no Brasil todo.


3) Ah! Um blog é um espaço democrático de expressão popular. Não precisa de credenciais para se manifestar, não.


4) Nem é preciso nascer no Acre ou conhecer o cotidiano da vida acreana para admirar essa terra e a força com que os acreanos lutam para escolher os rumos do seu desenvolvimento, o que não se pretende alcançar através de unanimidade de opiniões, mas por uma convergência de interesses múltiplos.


5) Pude perceber que há vários assuntos sendo discutidos a partir da publicação desta reportagem, sobre os quais eu sequer teci algum comentário. Somente comentei ser um absurdo, ato de egoísmo, irresponsabilidade e estupidez: matar árvores centenárias que poderiam estar contribuindo muito mais do que prejudicando a paisagem da cidade e o conforto de clientes de uma estabelecimento comercial. Esse comentário, qualquer pessoa em sã consciência e com o mínimo de espírito comunitário poderia fazê-lo. Suposições, quanto à índole do Sr. Feghali em pessoa ou à veracidade das informações, não entraram no meu texto. Aliás, eu escrevi para o blog do Altino e comento sempre os textos escritos por ele, sem a menor pretensão de fazer uma pesquisa de investigação sobre a realidade dos fatos expostos aqui.


6) Respondendo ao Sr. Fares Feghali, desconheço a data em que o estabelecimento de sei pai foi aberto e isso não altera o meu comentário. Não sei quem envenenou as árvores e deixo isso para a justiça apurar. Mas você há de convir comigo, especialmente por viver diante dessas mangueiras, que matá-las não é uma ato sábio e muito menos politicamente correto .Assim, ao reler meu comentário, verá que as minhas críticas se dirigem àquele que atentou contra a vida das mangueira, sem qualquer alusão direta a seu pai. Minha discussão paira sobre a estupidez de se retirar árvores seculares sem avaliar o valor que essas têm para a população e os malefícios diretos que isso pode trazer para o próprio comércio local e as críticas poderiam até mesmo ser estender a todos aqueles que nada fizeram para proteger as árvores.


7) Ah! Será que você, Lima, acertou ao dizer que desconheço sobre Marketing? Qual será a minha formação?

P.S.: Só completando o meu comentario, Altino(que voce publicou mesmo antes de eu conseguir posta-lo no blog), coloque aí o meu e-mail para que nao voltem a me pedir para eu não assinar o que escrevo: Carolina Lopes Araújo

SITE SUGERE BOICOTE

O Guia Rio Branco, um dos sites do Acre mais visitados na web, decidiu abrir uma campanha contra a choperia Sahara, do empresário Toni Feghali. Eis a mensagem deixada a quem visita o site:

"O Guia Rio Branco tem compromisso com as coisas boas do Acre, com a valorização da nossa história e dos nossos recursos naturais. É por isso que passamos a recomendar que a choperia Sahara, do empresário Toni Feghali, seja boicotada enquanto perdurar a suspeita do envolvimento de seu proprietário em agressões à natureza e à nossa história".

CASO TONI FEGHALI

Para que não percamos a linha dos fatos: está em fase de conclusão o inquérito policial aberto a pedido do Ministério Público do Acre para apurar a autoria do envenenamento de oito mangueiras e três fícus por herbicida Tordon 2-4D no Calçadão da Gameleira, no centro histórico de Rio Branco.

O empresário Toni Feghali, libanês naturalizado brasileiro, proprietário da choperia Sahara, que funciona no centro histórico, será indiciado pelo delegado Walter Prado, possivelmente na terça-feira, com base no artigo 49 da Lei de Crimes Ambientais.

A lei prevê pena de detenção, de três meses a um ano, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente, para quem destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia.

A mesma lei federal, que trata dos crimes ambientais, estabelece pena que varia de três meses a um ano de prisão, mais multa, sem direito a fiança, contra quem usa herbicida para eliminar árvores.

Segundo o delegado Walter Prado, Feghali pagou R$ 100,00 para que outra pessoa aplicasse o herbicida nas 12 árvores centenárias. O homem contratado pelo empresário confessou o crime à polícia.

Todas as árvores do centro histórico vão desaparecer da paisagem em poucos anos. As mangueiras centenárias chegaram a ser tombadas como patrimônio público da cidade.

Laudo da Universidade Federal de Viçosa em parceria com a empresa Downscience constatou que as árvores foram envenenadas com a aplicação do Tordon 2-4D.

Desde o começo da investigação, Feghali era considerado pela polícia o principal suspeito porque costumava reclamar abertamente que algumas das árvores impediam os freqüentadores de sua choperia de avistarem a rua e o rio.

A lei 1.117, que dispõe sobre a política ambiental do Estado do Acre, proíbe o uso de herbicidas para abater árvores. Todas as árvores do Calçadão da Gameleira haviam sido tombadas pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre como patrimônio público.

O caso Toni Feghali será encaminhado ao Juizado Especial Criminal. A sociedade tem o direito de exigir que o autor do envenamento das árvores seja julgado de modo exemplar pela Justiça.

MARIE FEGHALI

Ao Sr Altino Machado

"jornalista"

Rio Branco


Confesso que não me causou nenhuma estranheza ao ler o que Vª. Sria divulgou na sua "página". Afinal você é pago para "isto".

Não me causaria estranheza tampouco, você deletar a minha mensagem, negando-me o mínimo de direito de resposta. Afinal, a pusilanimidade é característica dos pelegos.

Sendo assim quero abrir umas pautas e exclarecer alguns pontos:

- 1º Me chamo Marie Feghali, filha de Tony Feghali, libanês naturalizado brasileiro que adotou o Acre como sua terra natal, e sou tão acreana quanto qualquer um que resida aqui.

- 2º Quero esclarecer também que o Sr. não está lidando com nenhum desinformado. Contrariando tudo que um dia vc nunca pôde ser, meu pai é Doutor PHD em Bioquímica formado pela Universadade de Paris, na França, e grande conhecedor da literatura mundial além de falar fluentemente cinco idiomas.

- 3º Você de maneira alguma está autorizado a citar meu nome em qualquer escrito seu, pois como diz um dito popular " papel aceita qualquer coisa, por isso existe o papel higiênico".

- 4º Caroline Matinello realmente é minha grande amiga, contudo só expressou sua opinião. Por que se doer tanto?!

- 5º E por fim sou eu mesma que pela ausência de meu pai escrevo esse texto, com uma competência maior que a sua e cursando apenas o 3º ano do ensino médio.

Apresentados e esclarecidos vamos ao que realmente interessa.

O verdadeiro jornalista, da estirpe daqueles que laboram no Estadão, na Folha de São Paulo, no New York Times, no Le Monde e outros jornais mundo a fora que ensinada pelo meu pai consuto diariamente, se preocupa em buscar o outro lado da história, antes de se precipitar em divulgar fatos fantasiosos, por pura leviandade.

O estranho é você divulgar que meu pai já foi indiciado, julgando - o e dando o veredito e até a pena a ser cumprida. Sendo que ele nem foi citado ainda!!! Esqueceram, você e os seus senhores do preceito básico do direito, que todo acusado é inocente até que provem o contrário.

Vocês não são democratas respeitadores do estado de direito?! Onde posso achar tal democracia e não me tornar uma cidadã temerosa a tais injustiças?! O senhor pode me mostrar?!

Contudo me formo vivenciando o desrespeito ao direito do cidadão. Pois não importa a verdade não é ?! Uma vida e junto com ela todo uma família a de ser destruída.

A decisão já foi tomada. O circo já está armado!!!!!

Mas no picadeiro não terá nenhum palhaço. Isso eu lhe garanto.

Pois para sua decepção, Sr Altino Machado, o único crime cometido foi a injustiça causada pela calúnia e difamação, contra um pai de família que teve como único erro adotar como " lar " uma terra sem lei e de muros tão baixos.

Já sei que a verdade não lhe interessa porém vai ser ouvida. "Os crimes" que o Sr. afirma ser meu pai o autor, não têm nada a ver com árvores. Vem de quatro anos atrás,após termos sofrido um assalto onde minhas irmãs correram o risco de serem multiladas e eu de ser violentada. Foi aí que meu pai cometeu o desplante de indignar-se com a incompetência policial, que além de assistir pacificamente ao cruél espetáculo dos assaltantes saindo tranquilamente da minha casa ainda se negaram a leva-lo ao hospital. Deixando-o sucumbir a dor e ao sangramento causado por quatro balas, das quais uma delas ainda se encontra alojada em seu corpo.

E a moral e ética de sua "imprensa" onde estavam para denunciar tal atrocidade? Indignou-se? Solidarizou-se conosco?

Pelo contrário, numa tentativa ridícula de transformar a vítima em culpado, ensinuou que meu pai que só tentava defender sua família era um traficante de drogas. Uma tese rídicula prontamente negada pela polícia federal.

Aí Começou o calvário.

Passados quatro anos do acontecido, pergunto ao Sr. Walter Prado e a "imprenssa" acreana onde estão tais bandidos? Ou terei que viver eternamente escondida? Temerosa a violência? A vida de uma família é mais importante do que uma mangueira?

A tal pergunta eu mesma faço questão de responder conforme venho aprendendo com os fatos e acontecimentos:

No Acre, infelizmente não!!!!

Marie Feghali

quarta-feira, 4 de maio de 2005

HERBICIDA

A defesa de Toni Feghali justificou ao delegado Walter Prado que o empresário não poderia comparecer à audiência na qual seria indiciado por crime ambiental porque ele teria viajado para São Paulo.

Ficou acertado que Feghali se apresentará à polícia na terça-feira, às 9 horas. "Caso não compareça, terei que usar a força para trazê-lo à delegacia", disse Prado.

Existe na seção de comentários da nota "Empresário Indiciado" o comentário de alguém que assina Caroline Martinello e que se declara filha do jornalista Sílvio Martinello, diretor do jornal A Gazeta.

Por conter várias incongruências, removi-o quando foi publicado a primeira vez. Em seguida, telefonei para Ivete, mulher do Sílvio, que informou que existe realmente uma moça chamada Caroline, que se diz filha dele e é amiga da filha de Toni Feghali.

- Apesar de ter 20 anos de idade, a Caroline ainda cursa o segundo grau e não é capaz de uma argumentação tão contundente. Ela diz que é filha do Sílvio, mas não existe nada provado. Acho que estão usando o e-mail dela para fazer os comentários - disse Ivete.

Bem, como o comentário foi enviado novamente, transcrevo-o aqui com destaque, sem perder tempo em rebater as tais incongruências:

"Caro amigo, onde está seu senso democrático?! Ou você não gosta de ouvir a verdade ou não está convícto (sic) do que escreve. Se retirar meu comentário, o terá circulando na primeira página do melhor jornal da cidade. Isso eu posso prometer! Portanto salvo, está aqui de novo:

Realmente é algo absurdo o desmatamento de qualquer árvore quanto mais de árvores centenárias.

Porém mais absurda é a atitude de gente estúpida que quer falar de algo que não sabe e que não tem como provar.

Pessoas estúpidas e desocupadas comentam boatos. É essa a diferença entre tais pessoas e pessoas com um mínimo de inteligência que comentam fatos averiguados e provados. Você caro colunista,deveria saber que uma testemunha fictícia não vale a verdade já que em um processo a testemunha é a "prostituta" das provas,e o que conta realmente são fatos provados.

Mas explicar-lhe algo assim, é uma perda de tempo total,já que o que interessa para você é a bajulação. Pessoas assim sem personalidade,nada valem e serão fantoches a vida inteira. Pior ainda são as bajuladoras de tais fantoches...

Enfim, cumprimento-lhe pois durante minha vida só havia conhecido dois tipos de pessoas,as de BOM CARÁTER e as de CARÁTER RUIM, porém o ser humano vive de descobertas e você veio nos mostrar a espécie dos SEM CARÁTER e sem escrúpulo algum. Conserve-se assim caro amigo, você irá muito longe em sua vida profissional. Afinal,uns nascem para mandar e outros para serem mandados e invejar.

Aos que comentam,procurem ler autores que se atenham a fatos verídicos ou acabarão ruminando e despejando tais dejetos aos olhos de quem nada tem a ver com isso!

É lastimável termos que conviver no Acre com o fato de alguns pelegos que se auto intitulam "jornalistas" terem o espaço para poderem axincalhar (sic) e destruir a vida das pessoas. É aí que reside a impunidade! Enquanto um jornalista de verdade, meu pai, com diploma e formação acadêmica e de caráter foi posto a execração pública pelos teus senhores,onde é que você estava para não sair em defesa da moral e da ética?!"

EMPRESÁRIO INDICIADO


O empresário Toni Feghali será indiciado hoje pelo delegado Walter Prado por crime ambiental no inquérito que apura a autoria do envenenamento de oito mangueiras e três fícus por herbicida Tordon 2-4D no Calçadão da Gameleira, no centro histórico de Rio Branco.

Segundo a polícia, Feghali pagou R$ 100,00 para que outra pessoa, cujo nome não foi revelado, aplicasse o herbicida nas 12 árvores centenárias. O homem a quem ele contratou confessou o crime à polícia.

Todas as árvores do centro histórico vão desaparecer da paisagem em poucos anos. O herbicida foi usado misturado com óleo queimado. As mangueiras centenárias chegaram a ser tombadas como patrimônio público da cidade.

Feghali desde o início era o principal suspeito porque costumava reclamar abertamente que algumas das árvores impediam os freqüentadores de sua choperia de avistarem a rua e o rio.

A investigação foi conduzida pelo delegado Walter Prado, diretor da Polícia Civil. As árvores começaram a morrer sem uma causa aparente, mas depois foram constatados vários orifícios nos troncos.

A lei 1.117, que dispõe sobre a política ambiental do Estado do Acre, proíbe o uso de herbicidas para abater árvores. Todas as árvores do Calçadão da Gameleira haviam sido tombadas pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre como patrimônio público.

A lei federal 9.605, que trata dos crimes ambientais, estabelece pena que varia de três meses a um ano de prisão, mais multa, sem direito a fiança, contra quem usa herbicida para eliminar árvores.

O inquérito será encaminhado ao Juizado Especial Criminal. Feghali merece uma punição exemplar. Além de ser condenado a replantar as árvores, poderia trabalhar como jardineiro nos finais de semana.

Quem quiser ler nota anterior sobre o assunto deve clicar em Impunidade.

segunda-feira, 2 de maio de 2005

MINEIRA ENFEITIÇADA

Altino,

Sabe por que eu não posso ficar lendo sobre o Acre, escrevendo para você ou relendo o meu trabalho de mestrado?


Bem, vou tentar explicar: se antigamente os pais ficavam muito preocupados com as paixões que os rapazes poderiam despertar em suas filhas, podendo virar-lhes a cabeça, não lhes foi avisado que as paixões se transformaram, mas as ameaças continuam as mesmas.


A paixão que sinto por essa terra acreana é uma “coisa de pele”, mal explicada, mas sentida intensamente. Minha história com o Acre assemelha-se a um romance de José de Alencar.

O Acre selvagem deslumbra, seduz, toca a alma da “menina urbana”. Essa é uma paixão tão arrebatadora que sinto medo das loucuras que sou capaz por ele.

Por isso me escondo, pois quanto mais descubro, mais me fascino pelos encantos do Acre. Ah, se eu voltar aí, acho que não volto mais para lugar nenhum.

E como tenho planos de retornar às terras gélidas do Norte, fico a espreitar o Acre pelo buraco da fechadura ou pela fresta da janela, mas não mais nos permitindo um contato íntimo, até que a distância física e financeira nos imponha obstáculos suficientemente grandes.

Sei dos perigos dessa paixão, Altino. O que sinto pelo Acre é uma loucura, um amor violento que se assemelha ao amor entre homem e mulher, mas que ultrapassa os corpos e transcende o real. Nunca senti isso por nada nem por ninguém, mas o Acre me roubou a “inocência”.

Será que você entendeu agora o porquê que, mesmo sendo sua fã e adorando o seu jeito de escrever, não tenho freqüentado assiduamente seu blog? Mas não é culpa sua, meu amigo, que você está sendo veículo das mensagens sedutoras do Acre. O Acre encanta a todos. Não há como fugir desse feitiço.

Vou aparecer mais freqüentemente, se você prometer me proteger do Acre!

Beijos com carinho!

Carolina Lopes Araújo

ESPIRITUALIDADE

O site O Eco tem um artigo esclarecedor, de autoria do José Augusto Pádua, a respeito da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de avaliar em profundidade, a partir do segundo semestre de 2005, o mérito de uma batalha legal que já dura mais de cinco anos entre o governo dos Estados Unidos e a União do Vegetal (UDV), movimento espiritual fundado em seringais da Amazônia Ocidental no ano de 1961.

Pádua é doutor em Ciências Políticas e professor-adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Para ler o artigo clique em A globalização da espiritualidade cabocla.

DINOSSAUROS


Recebi do Fernando França, artista plástico acreano que vive em Fortaleza (CE), uma foto com a seguinte mensagem:

- Caro Atinus, dê uma olhada nesses dinossauros!!

Abraço, Fernando

Tenho que explicar quem eram eles. Da esquerda pra direita: Toinho, Rejane, Fernando, Simony, Sílvio e Binho. Dê um clique sobre a foto para ver como o tempo é "um senhor tão bonito".

domingo, 1 de maio de 2005

UMA HISTÓRIA


Furto, droga e polícia
Elson Martins

Um viciado em drogas de 23 anos invadiu minha casa no domingo, 24, levando jóias, roupas, celular e vídeo duplo (DVD e VHS.), além de oito filmes clássicos de uma videoteca que comecei a formar em 2005. Eu tinha saído com a família para almoçar na Vila Conquista, na BR-364, retornando somente às quatro horas da tarde. Nesse espaço de tempo ele quebrou a janela, arrancou porta, remexeu gavetas e até deixou a geladeira aberta, descongelando.

Foi horrível perceber que alguém tinha permanecido dentro de casa revirando coisas. Encontrei na sala, junto a TV, uma bermuda imunda, certamente trocada por uma nova que eu tinha comprado em Cobija; e no escritório as gavetas remexidas, além de sacolas espalhadas pelo chão. Fiquei temeroso que o invasor ou invasores (até então não suspeitava de ninguém) retornassem à noite para levar mais coisas. Afinal, havia maquina fotográfica, gravador digital, notebook e aparelhos de som, expostos numa casa desprotegida.

Antes de continuar com este relato, peço licença aos leitores para não identificar o arrombador que já foi detido e apontou o traficante a quem repassou o produto do roubo (a mulher deste devolveu a maior parte das jóias e o vídeo na segunda-feira à noite). Conheço seus pais e a dor que sofrem por ter um filho dependente de drogas transformado num marginal. Portanto, vou chamá-lo de K.

O personagem tornou-se viciado aos 13 anos. Ele freqüentava um bom colégio da Capital quando foi fisgado pela rede do narcotráfico. Com menos de 18, largou a família e passou a viver entre drogados. Um irmão e duas irmãs tiveram melhor sorte e estão concluindo a universidade.

Os pais tentaram colégio interno, tratamento em clínica especializada, experiências em outros Estados, sem resultado. Agora, já nem se abatem quando alguém como eu diz que suspeita dele por furto.

É da polícia?
A pessoa que me atendeu através do 190 ouviu a queixa anotando meu endereço. Mas logo retornou com a ligação explicando que eu teria que registrar a ocorrência no DP mais próximo para que uma patrulha policial pudesse ser acionada. Devo confessar que minha crença na ação da polícia para resolver casos assim era zero. Falei isso para a atendente que se mostrou solidária comentando: "É verdade"!

Desanimado, lembrei de pedir a ela o número do celular do delegado geral, Walter Prado, ex-deputado estadual e advogado que chegou a ser meu vizinho nos anos oitenta. É um "gentleman", do tipo que sempre atende telefone e se comporta como dirigente público atencioso e afável. Ele compareceu pessoalmente à minha residência, enquanto mobilizava uma patrulha da PM e duas peritas da Polícia Técnica que deviam colher impressões digitais. Estas, entretanto, alegaram impossibilidades de colher as tais impressões.

Por orientação de Walter Prado, nessa hora fui até ao 4º DP para oficializar a queixa. Ah, que pena! O escrivão não se encontrava em seu posto. Pediram que o aguardasse, mas após 40 minutos voltei para casa. O escrivão telefonou depois avisando para eu comparecer à delegacia às 20h. Não fui.

Dura suspeita
Na segunda-feira, apareceram os agentes civis Jonisson de Oliveira Pereira (Joni) e Aleksandro Lira Barros (Alex), lotados no gabinete do delegado geral para desvendar o roubo. São policiais educados - pelo menos com as vítimas, - que explicam procedimentos e estimulam a pensar em suspeitos. Seria alguém do bairro?

Moro nas proximidades do Clube Juventus, num pequeno morro mal afamado, embora tranqüilo. Construí minha casa faz 25 anos e nunca fui importunado. De fato, por alguma ética ou outra razão especial a moçada dita pesada não perturba as famílias da vizinhança.

Esse raciocínio me levou a uma suspeita natural que relutava em assumir: nos últimos seis meses, K apareceu quatro vezes pedindo comida. Nessas ocasiões e conhecendo sua história de viciado em drogas, preferia dar-lhe algum dinheiro para que fosse comer em outro lugar. Em fevereiro, ele pediu dinheiro para se esconder de uma gangue que procurava liquidá-lo.

Falei sobre K aos agentes e eles passaram a trabalhar em cima dessa pista. Encontraram sua ficha nos registros policiais, bastante suja, e insistiram em obter impressões digitais. Experiente, Alex viu o que as peritas de domingo não conseguiram ver: a mão completa de K desenhada na tela da TV (para desconectar o vídeo, ele teve que afastá-la apoiando com a mão esquerda). Animado com a descoberta, o agente levou a TV até a Polícia Técnica confirmando que as impressões eram mesmo dele.

Lado triste
Liguei para a mãe do acusado falando das investigações e do meu prejuízo (aproximadamente R$ 10 mil). Perguntei se podia ajudar-me a encontrá-lo, mas ela não sabia o paradeiro do filho. Entretanto, se dispôs a acompanhar a diligência policial até um sítio da família aonde ele poderia ter se refugiado. Coincidentemente, no exato momento em que saímos para apanhá-la, K a procurou em seu local de trabalho. E ela avisou: "ele está aqui; você pode abordá-lo, ele não é violento".

K vestia a bermuda comprada em Cobija e uma blusa vermelha, mesmo assim negou a acusação. Fiquei sem saber o que dizer, até que os policiais o agarraram levando-o para o carro (descaracterizado) que tinham estacionado em frente. Eu havia solicitado e insisti que não o molestassem. Afinal, nem havia formalizado queixa.

O trato foi cumprido em termos. Devo admitir que Alex jogou duro ao colocar algemas nas mãos de K, voltadas para trás, advertindo sobre o que lhe aconteceria se não revelasse para quem tinha repassado os objetos roubados. K ficou assustado e apontou um traficante do bairro da Base como receptador. Depois argumentou que se voltasse para a Penal seria morto lá dentro, por ordem expedida de fora do presídio.

Os agentes fizeram uma visita ao traficante às 17h, mas nada encontraram. À noite, porém, a mulher dele foi à Central de Polícia entregar quase todo o material roubado. Faltaram duas jóias e os filmes DVDs, entre os quais "O Cidadão Kane", de Orson Welles, e o "O Sacrifício" de Andrey Tarkovsky.

O risco é grande
Fiz o relato por acreditar que a sociedade de Rio Branco, de um modo geral, não imagina o que acontece perigosamente em sua volta. O viciado K, filho de boa família, torna-se a cada dia mais perigoso e dependente, e como ele tem muitos alimentando enorme rede de traficantes.

O esquema funciona com ligações dentro do presídio e, supostamente, em algum braço da polícia. Graças a essa rede criminosa se amplia a distribuição de drogas e o aliciamento de menores, bem como a ousadia dos assaltos e furtos com a participação de viciados dependentes.

A situação é apavorante quando se a vê de perto. E atordoa. Num dado momento em que o agente Alex informou ao delegado Walter Prado, por telefone, que estava com a "vítima" (eu) dentro do carro, cheguei a pensar se a vítima não era o jovem K.

Fonte: A Gazeta
Foto: Márcia Correa