sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CNJ CONTROLA AÇÃO DA IMPRENSA

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manifestou-se sobre um pedido de providências do juiz Leandro Leri Grossa insurgindo-se contra a possibilidade de que a imprensa atue no interior do Tribunal de Júri durante o julgamento do "crime da motosserra", marcado para segunda-feira, em Rio Branco.

O conselheiro Jefferson Kravchychyn deferiu parcialmente a medida liminar para permitir que a captação interna de imagens, por meio de filmadoras, máquinas fotográficas, celulares ou qualquer outro meio capaz de reproduzir conteúdo visual, seja feita apenas pela TV Justiça, bem como pelo CNJ, que promete atuar com todo o aparato técnico necessário à produção visual no interior do Tribunal de Júri.

Os profissionais da TV Justiça repassarão o conteúdo a todos os veículos de comunicação que tiverem interesse.

As filmagens e fotografias serão divulgadas sem que se torne visível ou identificável qualquer testemunha ou jurado.

Na decisão, Kravchychyn assegura a participação e permanência da imprensa local, nacional e internacional no interior do plenário, nos locais designados pela direção do Foro, onde será permitida a captação integral de áudio e acompanhamento completo da sessão.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

PATÉTICO PT


A direção nacional do PT condenou nesta quinta-feira o deputado Henrique Afonso (AC) por se manifestar publicamente contra a descriminalização da interrupção da gravidez e por liderar movimentos e manifestos contra o aborto no país.

Para o diretório nacional do PT, o deputado teve "atitudes desrespeitosas e ofensivas à ética partidária em relação a militantes e parlamentares petistas que defendem a descriminalização do aborto, nos termos da resolução aprovada no 3º Congresso".

Penas: suspensão por três meses, a contar da data do julgamento, das atividades partidárias e a proibição de participar, pelo período de dois anos consecutivos como representante do partido, como membro titular ou suplente, da Comissão de Seguridade Social Saúde e Família da Câmara dos Deputados.

O processo disciplinar movido pela Secretaria Nacional de Mulheres do partido durou 10 meses. Máxima tolerância do PT apenas para com a pluralidade do bando de mensaleiros, aloprados e usuários de cuecas borradas de dólares.

Henrique Afonso informou que se manifestará sobre o assunto na próxima semana, depois de ouvir a sua família, lideranças ligadas ao mandato e seus companheiros do PT do Acre.

Clique aqui e leia mais no site do patético PT.

MPE DO ACRE PERDE NO STF

Supremo nega questionamento do Ministério Público sobre anulação de prova de concurso

O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski negou mandado de segurança (MS 26389) ao Ministério Público do Acre (MP-AC), que questionava decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre a anulação da prova de tribuna do décimo concurso público para ingresso no cargo de promotor substituto e a repetição dessa prova, exceto quanto aos candidatos já aprovados. A liminar inicialmente deferida foi cassada.


De acordo com o MP-AC, o concurso público visava ao preenchimento de 20 vagas e, ao final, foram aprovados quatro candidatos. Os candidatos reprovados ingressaram com procedimento de controle administrativo no CNMP, com pedido liminar, pedindo a desconstituição da fase de prova de tribuna (oral).

A alegação dos candidatos foi de terem gravado uma aula em que o professor Cláudio Bonatto, então integrante da banca examinadora até a fase oral, afirmaria que o MP-AC não teria orçamento para contratar 20 promotores de Justiça substitutos, mas apenas dez ou cinco, e que teria recebido orientação do procurador-geral de Justiça para que não permitisse aprovação de mais de cinco candidatos.

Clique aqui e conheça o andamento do processo no CNM

O conselheiro Paulo Sérgio Prata Rezende, relator do procedimento, deferiu liminar para suspender a posse dos candidatos aprovados no concurso e o julgamento de mérito pelo plenário do CNMP determinou a anulação da prova de tribuna, constituindo-se outra banca examinadora, para nova arguição dos candidatos classificados, exceto os já aprovados, procedendo-se à gravação da avaliação.

Decisão

De acordo com o ministro Ricardo Lewandowski, não houve qualquer ilegalidade ou ofensa ao contraditório, ampla defesa ou devido processo legal na decisão do CNMP. Isso porque, segundo ele, o procurador-geral de Justiça do Acre e o coordenador do concurso foram intimados pessoalmente para prestarem informações. “Além disso, o próprio chefe do MP-AC assina as informações prestadas ao CNMP”, afirma.

Sobre a alegação de ilicitude da gravação realizada, o ministro explica que o STF já decidiu que a gravação ambiental feita por um dos interlocutores não constitui prova ilícita, salvo se exista alguma razão jurídica de sigilo ou de reserva, o que não se verifica no caso dos autos (áudio gravado em sala de aula).

Na decisão de negar o mandado de segurança, ele também esclarece que “o argumento de que os atos administrativos gozam de presunção de legitimidade não serve para amparar a pretensão, pois, como o próprio nome é capaz de afirmar, trata-se de presunção que pode ser afastada, a exemplo do que ocorreu no caso em exame”.

Fonte: STF

A SORTUDA NALUH GOUVEIA


A sorte parece companheira inseparável de Naluh Gouveia, a ex-deputada estadual do PT que foi guindada pela política para o confortável cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Acre.

Estudante de direito, foi sorteada (veja a lista) em audiência pública, na quarta-feira, 16, com uma das 64 vagas destinadas à comunidade interessada em acompanhar, de dentro do Plenário do Tribunal do Júri, a sessão de julgamento do “crime da motosserra”.

A então deputada, durante o julgamento que inocentou Sete Pascoal, irmão de Hildebrando, quase foi retirada do plenário porque a defesa se equivocou achando que havia partido dela uma manifestação da platéia contra o réu.

Naluh Gouveia foi uma das pessoas mais destemidas no combate ao crime organizado quando o grupo de Hildebrando Pascoal dominava o Acre na década dos 1990.

Passageiro ilustre

Sugestão do blog: como já foi até notícia na imprensa local por ter resgatado vítimas de um acidente de carro, o helicóptero de estrela vermelha do governo estadual petista bem que poderia ser usado na segunda-feira para transportar o ex-deputado Hildebrando Pascoal do presídio até o Tribunal do Júri.

Nova oportunidade para que o "estrelão" seja exibido e justificado os R$ 7,9 milhões pagos à Helibras pelo equipamento.

Falta bom senso

Nenhuma certeza até agora quanto ao julgamento do "crime da motosserra" ser acompanhado pela imprensa, embora o Pleno Administrativo do Tribunal de Justiça do Acre tenha decidido, a pedido do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre, pela revogação de uma portaria do juiz Leandro Leri Gross, da Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, que restringia o trabalho da mídia.

A revogação foi um ato administrativo, mas existe nos autos uma decisão do juiz indeferindo pedido do réu Hildebrando Pascoal para que o julgamento fosse “acompanhado de forma irrestrita” pela imprensa. O juiz também indeferiu o pedido para que o julgamento pudesse ser registrado por meio audiovisual.

Gross entende que sua decisão relativa ao direito de imagem do réu se sobrepõe à decisão do Pleno Administrativo, recorreu ao Conselho Nacional de Justiça e aguarda alguma decisão nesta quinta-feira.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

MPE ESTÁ ACÉFALO

As "antigonas" Gisele Detoni e Vanda Nogueira dividem o parquet; Edmar Monteiro se irrita com vazamento

O Ministério Público do Estado (MPE) do Acre permanece acéfalo após o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) ter declarado extinto nesta terça-feira, 15, o mandato do procurador-geral Edmar Monteiro.


Foi cancelada nesta quarta-feira uma reunião do Colégio de Procuradores, a instância máxima do MPE, porque Edmar Monteiro alegou que consultaria o CNMP sobre a disciplina de substituição temporária.

O processo que trata de risco de inconstitucionalidade na transição de mandato dos cargos de procurador-geral e de corregedor-geral do MPE teve como relator Bruno Dantas, que deferiu a liminar requerida pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público.

O MPE está dividido. Uns, entre os quais Edmar Monteiro, entendem que a substituta, pelo critério de antigüidade, é a sub-procuradora de Justiça Gisele Detoni. Outros argumentam que a mesma estaria impedida porque cumpre mandato na gestão de Monteiro.

- Se o mais antigo fosse o atual procurador-geral de Justiça, é claro que ele não poderia continuar no cargo nesta fase de transição, até janeiro - opina um procurador de Justiça, para quem a mais antiga, após Gisele Detoni, é Vanda Denir Milani Nogueira, cunhada de Hildebrando Pascoal.

O relator Bruno Dantas apresentou opções que devem ser cumpridas de imediato pelo MP do Acre até que se realize o processo de eleição, nomeação e posse:

1) O procurador-geral de Justiça do Acre ser substituído pelo vice-presidente do Conselho Superior ou, caso o membro ocupante deste cargo seja a subprocuradora-geral ou o corregedor-geral, pelo procurador de Justiça mais votado para compor o Conselho;

2) a subprocuradora-geral de Justiça pelo procurador de Justiça mais votado ou aquele que seguir, na ordem de votação;

3) o corregedor-geral do Ministério Público pelo procurador de Justiça que o tiver seguido, na ordem de votação para o cargo; e, na impossibilidade desses, pelos mais antigos na carreira.

Apenas o critério de antiguidade é aplicável no caso.


O procurador Edmar Monteiro manifestou a seus pares enorme inconformismo por não ter conseguido identificar o responsável pelo vazamento para este blog de cópia da decisão que lhe fora encaminhada, via fax, pelo CNMP.

Preocupação boba do procurador. Foi o próprio Monteiro quem começou a dar publicidade aos fatos. Ele, que não sabe enviar nem receber e-mail, precisa entender que o mundo mudou muito após os 10 anos que passou chefiando o MP do Acre.

Quem quiser pode ler a ata
de uma sessão extraordinária do Colégio de Procuradores, realizada em 8 de setembro, que Monteiro mandou publicar no Diário Oficial do Estado. Está quase tudo lá, na página 23. Para conferir a ata, clique aqui.

CRIME DA MOTOSSERRA

Desembargadores revogam portaria que impedia trabalho da imprensa no julgamento

O Pleno Administrativo do Tribunal de Justiça do Acre apreciou nesta quarta-feira o requerimento do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac) e decidiu pela revogação de uma portaria do juiz Leandro Leri Gross, da Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, que restringia o trabalho da imprensa durante o julgamento do “crime da motosserra”, marcado para o dia 21 de setembro.

Por maioria de seis votos a fovor e três contra, os desembargadores reconheceram o pedido do Sinjac para que a imprensa possa acompanhar o julgamento do ex-deputado Hildebrando Pascoal.

A portaria do juiz limitava o trabalho de repórteres fotográficos e cinegrafitas durante as sessões do júri. Não permitia filmar ou fotografar os réus e testemunhas no interior do plenário. Imagens ou fotografias só poderiam ser obtidas do lado externo tendo como obstáculo uma porta de vidro fumê.

O relator do processo foi o desembargador Adair José Longuini, que presidiu o julgamento do fazendeiro Darli Alves da Silva e do seu filho Darci Alves Pereira, ambos condenados a 19 anos de prisão por causa do assassinato do líder sindical e ecologista Chico Mendes, em dezembro de 1988. Na ocasião, Longuini permitiu que os réus fossem fotografados na abertura do julgamento e durante a leitura da sentença.

Três desembargadores não reconheceram o pedido do Sinjac. A discussão que predominou durante a sessão envolveu a proteção do direito de imagem dos réus e jurados diante da liberdade imprensa, informação e publicidade do julgamento.

A portaria do juiz da Vara do Tribunal do Júri permitia o acesso da imprensa, mas impedia os jornalistas usassem celulares ou laptops. Ele alegava preocupação de que tais equipamentos fossem usados para obtenção de imagens do júri ou na transmissão em tempo real do julgamento por blogueiros e tuiteiros.

Leandro Gross havia indeferido nesta semana o pedido do ex-deputado Hildebrando Pascoal para que o julgamento do “crime da motosserra” fosse “acompanhado de forma irrestrita” pelos meios de comunicação. O juiz também indeferiu o pedido do réu para que o julgamento pudesse ser registrado por meio audiovisual.

Pascoal é acusado de ter liderado uma sessão de tortura que culminou com o assassinato do mecânico Agilson Firmino dos Santos, o “Baiano”, há 13 anos. O processo também tem como réus Pedro Pascoal (irmão de Hildebrando), o ex-sargento PM Alex Barros e Adão Libório (primo).

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

VIRADA NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Cunhada de Hildebrando Pascoal assumirá Procuradoria-Geral de Justiça


O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu por declarar extinto nesta terça-feira o mandato do procurador-geral de Justiça do Acre Edmar Azevedo Monteiro Filho, que ocupou o cargo durante 10 anos.

Decidiu, ainda, que até janeiro de 2010 o Ministério Público do Acre terá que ser dirigido pelo procurador de Justiça mais antigo.

Agora é a vez da procuradora Vanda Denir Milani Nogueira, cunhada do ex-deputado Hildebrando Pascoal Nogueira Neto, que sentará no banco dos réus na segunda-feira por causa do “crime da motosserra”. Ela, que já chefiou o MP do Acre, é casada com Silas Pascoal, irmão do ex-deputado.

A decisão do CNMP decorre de uma representação movida pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Púbico porque o mandato de Edmar Monteiro havia expirado no dia 5 de setembro.

Monteiro chefiou o Ministério Público do Acre por dois mandatos consecutivos (1999 a 2003) durante a gestão do governador Jorge Viana (PT).

Na eleição seguinte, assumiu a sub-procuradoria (2003 a 2005), durante a gestão do procurador-geral Eliseu Buchmaier.

Ao término do mandato de Buchmaier, concorreu novamente e foi nomeado por Jorge Viana pela terceira vez (2005 a 2007) para o cargo de procurador-geral de Justiça.

Quando o atual governador Binho Marques (PT) assumiu, em 2007, Edmar Monteiro foi nomeado pela quarta vez, a pedido do senador Tião Viana (PT-AC) e do ex-governador Jorge Viana.

Os dois anos de seu mandato terminavam no dia 5 de setembro. Porém, no final de 2007, Monteiro conseguiu a aprovação de uma lei pela Assembléia Legislativa que alterou a data das eleições para o cargo de procurador-geral de Justiça e fixou a data da próxima posse para janeiro de 2010.

Portanto, no dia 5 de setembro teria que ter deixado o cargo voluntariamente porque os dois últimos anos de mandato terminaram.

Cópia da decisão foi encaminhada, via fax, ao Procurador-Geral de Justiça do Estado do Acre. O CNMP põe fim ao desmedido apego de Edmar Monteiro pelo cargo.


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CÂMARA CRIMINAL

Decisão de desembargador favorece defesa de Hildebrando Pascoal

O desembargador Feliciano Vasconcelos, da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre, indeferiu o mandado de segurança interposto pelo Ministério Público do Estado (MPE) contra os critérios para atuação da defesa e da acusação, estabelecidos pelo juiz Leandro Gross, titular da Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, para o julgamento do “crime da motosserra”.

Com a decisão do desembargador, permanece a decisão do juiz que garantiu aos advogados seis horas para a defesa, sendo 1h30 para cada réu. Ao MPE, que formulará a acusação, o magistrado concede tempo igual de seis horas. Em caso de réplica e tréplica, o prazo individual é de uma hora.

Gross havia tomado a decisão atendendo ao princípio da “plenitude da defesa” do acusado Hildebrando Pascoal, sob responsabilidade do advogado Sanderson Moura, que alegou ser insuficiente o tempo destinado à defesa, a princípio, de 1h30, o que significaria apenas 37 minutos para cada um dos quatro réus no processo.

O MPE entende que o pedido de concessão de prazo individual (de 1h30 para os debates orais e de 1 hora para eventual réplica) para o patrocínio da defesa não encontra suporte legal e promete recorrer da decisão.

- Vamos recorrer a outras instâncias para que prevaleça a lei. O dispositivo legal, que estabelece 2h30 para argumentação dos debates, está sendo violado. Vamos comparecer ao julgamento e pediremos para que seja consignada em ata a nossa divergência. Posteriormente, poderemos até pedir a anulação do julgamento - disseo procurador de Justiça Samy Barbosa Lopes, coordenador do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado

O julgamento do "crime da motosserra" segue marcado para ser realizado a partir de segunda-feira, 21, quando a sessão do júri poderá ser aberta e logo encerrada pelo juiz Leandro Gross caso a acusação não compareça.

TRIBUNAL DO JÚRI

Juiz do caso “crime da motosserra” impede imprensa no julgamento de ex-deputado acusado

O juiz Leandro Gross, da Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco (AC), indeferiu o pedido do ex-deputado Hildebrando Pascoal para que o julgamento do “crime da motosserra”, marcado para o dia 21 de setembro, fosse “acompanhado de forma irrestrita” pelos meios de comunicação. O juiz também indeferiu o pedido do réu para que o julgamento pudesse ser registrado por meio audiovisual.

Pascoal é acusado de ter liderado uma sessão de tortura que culminou com o assassinato do mecânico Agilson Firmino dos Santos, o “Baiano”, há 13 anos. O processo também tem como réus Pedro Pascoal (irmão de Hildebrando), o ex-sargento PM Alex Barros e Adão Libório (primo).

O crime contra “Baiano” ganhou repercussão dentro e fora do país porque foi praticado com requintes de crueldade, mediante intenso sofrimento físico. Ainda vivo, o mecânico teve os olhos perfurados, braços, pernas e pênis amputados com a utilização de uma motosserra, além de um prego cravado na testa. O Ministério Público afirma que vários tiros foram desferidos supostamente pelo ex-deputado contra a cabeça da vítima.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

FILHO ESTUPRA A MÃE EM PORTO VELHO

Permanece preso em Porto Velho (RO) um homem identificado como André S. de P., de 21 anos, acusado de ter estuprado a mãe dele, de 48 anos. André foi preso na manhã de sábado, após roubar o carro do tio dele, José Maria Barbosa de Paula.

André estava armado com faca e fez ameaças exigindo a chave do carro. Quando tentou fugir, o carro caiu num buraco. Aplicou chutes no tio e o obrigou a dirigir o carro. Sentado no banco traseiro, fazia ameaças caso o tio tentasse escapar.

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domingo, 13 de setembro de 2009

A FUMAÇA CHEGOU






Densa nuvem de fumaça se formou sobre Rio Branco (AC) às 17h34 deste domingo como conseqüência da queimada de florestas e pastagens na região. A partir de sexta-feira, o céu que vinha se mantendo com poucas nuvens, começou a ficar poluído de fumaça pela primeira vez neste ano por causa da frente fria que se dissipou no dia seguinte, além da baixa umidade que favorece as queimadas.

Nem toda a fumaça está sendo gerada no Acre, de acordo com relatório do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre focos de queimadas. Na Bolívia, país vizinho ao Acre, o Inpe registra hoje 929 focos acumulados de queimadas. No Brasil são 2248 focos, sendo 813 no Pará, 401 no Mato Grosso, 262 em Tocantins e 97 em Rondônia. No Acre, apenas 16 focos acumulados de queimadas.

Na semana passada foram detectados no Acre 42 focos de calor. O município de Feijó e Sena Madureira, onde está sendo asfaltada a BR-364, desde o ano passado passaram a ser os municípios que concentram maior quantidade de focos. No ano passado, no mesmo período, forma 159 focos de calor em todo o estado.

Embora seja final da estiagem na Amazônia, a chuva tem sido bem distribuída em todo o Estado, quando o nível dos rios alcançam níveis considerados muito baixos.

Nos municípios de Xapuri e Rio Branco os níveis do Rio Acre oscilam entre 2,0 e 3,0m. Já em Assis Brasil e Brasiléia, na fronteira com o Peru e a Bolívia, o nível oscila entre 1,0 e 2,5 m. No ano passado, nesse mesmo período, o nível do Rio Acre, em Rio Branco, oscilava entre 2,0 e 2,5m.

Por força de uma ação do Ministério Público Federal, a Justiça Federal obrigou o governo do Acre a conceder autorizações para atividade de queima controlada de pastagens e florestas somente para a prática de agricultura familiar, em até três hectares. Ficou estabelecida a meta de que o uso do fogo seja gradativamente abolido no Estado até 2012.

Clique nas imagens para visualizá-las ampliadas.

LULA DE UMA NOTA SÓ

Da senadora Marina Silva (PV-AC) em entrevista ao jornal espanhol El Pais sobre a provocação feita pelo presidente Lula de que a campanha presidencial dela seria "um samba de uma nota só":

- Ele está sendo generoso porque me brinda um dos lemas de sua própria campanha, que era, essa sim, de uma nota só: "Lula-lá".

Marina Silva disse que a Amazônia não é um santuário inviolável.

Clique aqui e leia a entrevista.

PASSEATA


A falta de espaço em outubro de 2008

sábado, 12 de setembro de 2009

BARBIE DA FLORESTA


Perambulando num shopping de Curitiba (PR), Aleta Dreves e Samuel Bryan, blogueiros do Acre, descobriram a exótica beldade da Barbie da Amazônia.

- Não deu para resistir e dissemos: esta temos que mandar para o Altino .

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ADEUS, BARÃO

Morreu nesta sexta-feira, em Brasília, aos 90 anos, o professor e ex-governador do Acre (1975-1979) Geraldo Gurgel de Mesquita, o Barão, pai do senador Geraldinho Mesquita (PMDB-AC).

Ele jamais admitiu publicamente que fundou no Acre o Partido Comunista Brasileiro por volta de 1940 e com isso acabou sendo nomeado governador da Arena pela ditadura militar.

- Ele sempre negou, mas sou testemunha de que ele era do PCB. O grande legado do Barão foi ter realizado o primeiro "empate" político contra a bovinização do Acre. Sua gestão foi pontuada pela defesa dos seringueiros, reagindo à desordem promovida pelos fazendeiros que chegaram ao Estado atraídos pelo governador que o antecedeu - afirma do alto de seus 75 anos o jornalista Elson Martins.

De minha parte, o que posso dizer é que o Barão me induziu à maior gafe de minha carreira profissional. Já contei aqui. Numa manhã, em meados de 2002, eu estava no gabinete do então governador Jorge Viana quando a secretária Graça abriu a porta e se aproximou para avisá-lo que o ex-governador Geraldo Mesquita já estava na ante-sala.

Quando Jorge disse à secretária que trouxesse o ex-governador, peguei meu gravador e um bloco de anotações que estavam sobre a mesa e levantei da cadeira para bater em retirada. Jorge disse:

- Não, Machado, fica aqui.

- Vocês vão falar de política, fiquem à vontade. Vou embora.

- Fica, fica - ele insistiu.

Aí entrou o Barão, de óculos, passos lentos, alisando as mãos. Após os cumprimentos, sentou-se na cadeira ao lado da minha. E foi direto ao assunto:

- Governador, nós precisamos contar com um candidato a senador, além da Marina Silva. Alguém que ajude a puxar votos. O Geraldo Mesquita está aqui e é um bom candidato.

- Claro, Barão. Concordo plenamente. Sua estratégia está certa. Vamos conversar mais com os partidos - respondeu Jorge.

Bem, ambos continuaram a falar algumas bobagens a mais que já nem recordo e então pedi licença para me ausentar. Fui embora.

Horas mais tarde, escrevi algo mais ou menos assim e mandei pro jornal Página 20: "O ex-governador Geraldo Mesquita se reuniu ontem com o governador Jorge Viana para se oferecer como candidato ao Senado com apoio da Frente Popular do Acre". Pronto.

Eu havia induzido o jornal a uma barriga (divulgação de informação falsa). Claro que o Jorge percebeu isso ao ler o jornal no dia seguinte, mas não ousou me importunar. Só percebi a barriga uma ou duas semanas depois ao encontrar Geraldo Mesquita Jr.

- Altino, o Barão está há dias amuado por sua causa. Está uma fera mesmo. Ao contrário do que você escreveu, sou eu o candidato que ele sugeriu ao Jorge para ser apoiado pela Frente Popular.

- Ah é? Mas ele falou Geraldo Mesquita, sem o Jr.. Como você não tem votos, jamais imaginei que estivesse sugerindo a sua candidatura - tentei justificar.

Moral da história: Geraldinho Mesquista foi eleito senador pelo PSB com 104,9 mil votos. Abandonou a Frente Popular do Acre se filiou ao PSOL e depois ao PMDB.

Espero que as divergências políticas com Geraldinho Mesquita não sirvam de alegação para que a morte do Barão seja agora ignorada pelos petistas que tanto diziam admirar o seu exemplo de coragem em defesa de nossas florestas, índios e seringueiros.

- Ele estava à mesa quando morreu, durante o almoço. Morreu como merecia: sem sofrer nada - relatou ao blog o empresário Heleno Araújo, casado com Adízia, irmã de Geraldinho.

Perdemos um dos poucos governadores honestos da história acreana.

Mensagem do Heleno Araujo

Amigos e familiares

É com tristeza que comunico o falecimento do meu sogro Geraldo Mesquita, ocorrido hoje, às 12 horas, em Brasília, vítima de uma parada cardíaca. Adízia, Gabriel e Geraldinho, que estava aqui em Rio Branco, seguiram para Brasília hoje à tarde, onde se juntarão daqui a pouco à Dona Ivinha, neste momento de dor.

O Barão foi tudo que um cidadão gostaria de ser em sua terra natal, o Acre: professor, deputado federal, senador e governador. Para mim, especialmente, foi como um segundo pai por mais de 30 anos.

Honradez, dignidade, honestidade e bondade foram as virtudes principais deste homem que, junto com sua família, me acolheu no Acre, quando aqui cheguei, em 1975. Qualidades que já não se vê mais nos homens públicos atuais. É uma pena.

Já fazia algum tempo que ele andava fraquinho, do alto de seus 90 anos dedicados integralmente à causa pública, aos acreanos. Deus seguramente definiu que sua hora chegara. Felizmente, sem nenhum sofrimento.

Aos que enviaram mensagens, aos que telefonaram, enfim, gostaria de agradecer a todos, em nome da família, os votos de pesar e sentimento, neste momento de perda irreparável.

Heleno
Adízia
Gabriel

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

MARINA SILVA NO PROGRAMA DO PV



PENSANDO NELA E NO PT

Do fake Jorge Viana, no Twitter, onde tem, entre outros seguidores, o senador Tião Viana:

- Hoje acordei com uma música pegajosa no ouvido e não consigo parar de pensar nela e no PT: "Você não vale nada mas eu gosto de você..."

Meu comentário:
com tal gosto musical, o fake está sujeito a um neurinoma do acústico (tipo raro de tumor benigno) do qual o ex-governador se livrou ao ser operado em São Paulo, em setembro de 2007.

MARINA SILVA NA ROLLING STONE

Por Andrea Jubé


A senadora Marina Silva recebeu a Rolling Stone em seu apartamento funcional na Asa Sul, em Brasília, no final de semana em que tomou a decisão que marcaria o resto de sua vida. O semblante abatido, ainda que sereno, denunciava o sofrimento que a afligia: decidir sobre seu desligamento do Partido dos Trabalhadores, casa que a abrigou durante 30 anos de militância política.

Embora fizesse um calor de 35 graus lá fora, ela sentia leves calafrios. Uma moça adentrou a sala para levar-lhe uma echarpe verde-musgo que prontamente ajeitou sobre os ombros. Xales e echarpes compõem o visual da "doce senadora da floresta" - codinome que ganhou de Ziraldo - que invariavelmente se cobre para espantar um frio que, muitas vezes, só ela sente.

Marina, que é morena como na música de Caymmi, é de uma delicadeza física desconcertante. Lembra um bibelô desses que se seguram com cuidado porque, se caírem, despedaçam. Sua fragilidade reflete os efeitos da contaminação por metais pesados (como mercúrio), provavelmente contraída nos tratamentos contra a leishmaniose. Ela luta contra esse mal há 20 anos. Hoje, aos 51, vive sob rígida dieta da qual foram banidos alimentos artificiais e enlatados.

Mas se engana quem se deixa levar pela aparência frágil da ex-ministra do Meio Ambiente. Ela vira uma onça em defesa das causas ambientais. Foi assim que conduziu até onde pôde o mais bem-sucedido plano de combate ao desmatamento já implantado no país. Quando os tensionamentos com outros ministros cujos interesses se chocaram com a área ambiental se tornaram insustentáveis, ela não titubeou. "Perco o pescoço, mas não perco o juízo", declarou. E entregou o pescoço.

Leia mais no site da Rolling Stone.

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA

STJ decide que emissoras de rádio e TV terão que respeitar 26 milhões de crianças e adolescentes que residem em estados não atingidos pelo horário de verão

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu ontem, 9 de setembro, por unanimidade, o Mandado de Segurança nº 1401/DF, proposto pelo Ministério Público Federal em face de representação da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.

A decisão do tribunal obriga o Ministério da Justiça a exigir das emissoras de rádio e televisão, em caráter permanente, a estrita observância dos diferentes fusos horários na vinculação da classificação indicativa, inclusive durante o horário de verão.

A decisão revoga a medida do Ministério da Justiça de suspender a obrigatoriedade do cumprimento integral da Portaria nº 1.220/2007 e que atendia a argumentação da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), segundo a qual o cumprimento da classificação indicativa durante o horário de verão implicaria "graves dificuldades de implementação e de prováveis consequências danosas às econômias regionais".

A decisão da Primeira Sessão do STJ obriga empresas de radiodifusão a cumprirem, já a partir do horário de verão deste ano, a classificação indicativa em todos os estados brasileiros.

Na prática, a decisão atinge diretamente cerca de 26 milhões de crianças e adolescentes que residem em estados não atingidos pelo horário de verão ou com fuso horário com diferença de uma a duas horas de Brasília, garantindo-lhes o direito a uma programação televisiva que leve em consideração sua proteção integral, conforme anuncia os artigos 74 e 76 do Estatuto da Criança e do Adolescente, e artigos 17 e 19 da Portaria nº 1.220/2007 de autoria do Ministro da Justiça.

O TOURO DA PRAIA DO GADO


A fotógrafa Nattércia Damasceno estava atenta ao ambiente ao comparecer no fim de semana à Praia do Gado, em Boca do Acre (AM), onde foi realizado o 15º Festival de Praia. Clique na imagem para visualizá-la melhor.