quarta-feira, 12 de maio de 2010

A MORADA DELES

A estiagem amazônica chegou e o governo do Acre dá continuidade à construção de casas do programa Minha Morada, financiado pelo governo federal.

Nesta rua principal, com maior visibilidade, as casas de alvenaria; na mesma quadra, ao fundo, as casas de madeira de segunda "catigoria".

Lote de casas de madeira com esteios de alvenaria.

Clique nas imagens para ampliá-las.

terça-feira, 11 de maio de 2010

FELIPE MILANEZ

Abril demite editor que criticou matéria da revista Veja no Twitter

A National Geographic Brasil, da Editora Abril, demitiu no final desta terça-feira (11), o editor-assistente Felipe Milanez pelas críticas que fez no Twitter dele à revista Veja, da Abril, por causa da reportagem “A farra da antropologia oportunista”, que trata de delimitação de reservas indígenas e quilombos no país.

- A decisão me foi comunicada pelo redator-chefe Matthew Shirts. Ela veio lá de cima e ainda estou zonzo porque não imaginava que minha opinião fosse resultar nisso - disse Milanez.

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ESTADO POBRE PAGA MAMATA

Notas que postei no Twitter

Curitiba (PR) será o destino de Binho Marques (PT) ao deixar o governo do Acre aos 48 anos, mas com a invejável super pensão de R$ 23 mil.

Binho Marques é o maior amigo da senadora Marina Silva (PV-AC), mas ela continua contra a pensão aos ex-governadores do Acre.

Nota oficial do governo estadual sobre greve de professores afirma: "Não podemos esquecer que o Acre é um estado pobre."

Pensão de ex-governadores foi extinta no governo Orleir Cameli. Foi restabelecida pelo PT, que era contra o benefício quando era oposição.

URUBU ELETROCUTADO

segunda-feira, 10 de maio de 2010

VERÁGUA PELO BEM DA VERDADE


"Meu Caro Altino Machado


Com relação a matéria veiculada em seu conceituado blog sob o título "Verágua polui nascente de Igarapé”, na qualidade de proprietário da empresa, venho trazer os esclarecimentos necessários para que não fique a impressão de que a Verágua esteja, de fato, jogando lixo no Igarapé Judia, o que obviamente não é verdade.

A Verágua tem todo o cuidado em colocar o seu lixo, que é basicamente rótulos usados, em sacos plásticos e colocado em local previamente combinado com a Prefeitura de Senador Guiomard para a devida coleta, próximo ao galpão da empresa, localizado na Estrada do Triunfo.

Ocorre que a Prefeitura não tem um sistema de coleta eficiente e às vezes esses sacos se acumulam ensejando a que moradores de uma invasão próxima, conhecida como Tampa Azul, se apossem desses sacos e levem para outro local e os rasguem à procura de algo que possam aproveitar.

No caso das fotos apresentadas, nota-se que os mesmos foram levados para local distante do galpão da empresa e largado às margens do Igarapé Judia onde fizeram o derramamento do lixo.

É oportuno esclarecer que ninguém mais que a Verágua tem interesse na preservação do Igarapé Judia, que passa nos fundos da empresa. Para que você e seus leitores tenham conhecimento, há pouco mais de três anos a Verágua comprou uma área de terra com mais de 700 metros à margem direita do Igarapé, exatamente para evitar a ocupação desordenada daquela área que seria altamente prejudicial a sobrevivência do Igarapé.

A Verágua faz parte, representada pelo seu diretor comercial e filho do dono da empresa, o Sr. Waldemar Neto, da Comissão de Preservação da Nascente do Igarapé Judia, da qual faz parte as Secretarias de Meio Ambiente do Estado e do Município, Instituto de Meio Ambiente do Acre e entidades civis, além de pessoas ligadas ao meio ambiente, como o professor Claudemir Mesquita, o maior defensor do Igarapé Judia, e, também, uma de suas filhas, Cristine Kelly.

Logo, não teria sentido que a Verágua fosse colocar lixo para poluir o referido Igarapé. Fico muitíssimo agradecido pelo direito de resposta concedido para os devidos esclarecimentos.

Pelo bem da verdade.

Sebastião Melo de Alencar"

CÉU AZUL

domingo, 9 de maio de 2010

MINHAS MÃES


Tenho duas mães neste mundo: Peregrina Gomes Serra e Maria da Cruz Machado. Agradeço infinitamente a Deus por merecer o amor e as bênçãos delas todo santo dia. Dona Maria aniversaria nesta data. É tão bela e jovem que os desavisados a confundem como sendo minha irmã. Que Deus prolongue ao máximo neste mundo as lições de fé e amor dessas duas mulheres.

Viva o Dia das Mães!

REVISTA VEJA É LIXO

POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE

Supunhetamos, leitor (a), que você é jornalista e recebe pelo Correio um dossiê com comprovantes indicando que o ex-governador Paulo Maluf (ou o prefeito de uma capital do norte do país) roubou US$ 50 milhões e depositou tudo num paraíso fiscal. Os documentos -você percebe logo- foram grosseiramente falsificados. O que você faz? Joga tudo no lixo ou, ignorando a fraude, publica seu conteúdo como se fosse informação correta?

Essa pergunta feita no primeiro dia de aula sempre gerava polêmica no Curso de Jornalismo entre alunos da disciplina Ética e Legislação na Mídia que ministrei durante anos seguidos na Universidade Federal do Amazonas e, depois, na UERJ.

De um lado, estudantes mais afoitos justificavam: “O dossiê é falso, mas nos faz chegar a uma conclusão verdadeira: a de que Maluf é ladrão. Portanto, devemos publicá-lo, porque assim estaremos escrevendo certo por linhas tortas. No frigir dos ovos, o uso dessa mentira acaba deixando o leitor com a informação certa”.

Embora igualmente antimalufistas, outros alunos mais escrupulosos discordavam. Diziam: “se existe desconfiança de que Maluf é um ladrão de casaca -e as evidências são muitas- o repórter deve procurar provas do delito. Esse é o trabalho do jornalismo investigativo, que deve apresentar fato por fato e não vender fato por lebre. Inventar ou aceitar provas forjadas mesmo contra o pior crápula não é jornalismo. Quem renuncia à apuração dos fatos, engana os leitores, é um profissional incompetente e imoral.”

Esse parece ser o caso dos jornalistas da revista Veja Leonardo Coutinho, Igor Paulin e Júlia de Medeiros, que na semana passada assinaram uma reportagem encomendada intitulada “A Farra da antropologia oportunista”. Com uma diferença: como o dossiê falso não lhes foi remetido pelo Correio, eles saíram à caça não dos fatos, mas da lebre. O que nos faz pensar que aí tem dente de coelho.

Eles juram -mas não querem ver suas respectivas mães mortinhas no inferno se estiverem mentindo- que durante um mês visitaram onze municípios em sete estados, percorreram mais de 3 mil quilômetros de carro e barco e entrevistaram 70 pessoas em busca de fatos. Encontraram lebres. Não viram nem conversaram, por exemplo, com o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, mas registraram declarações que ele nunca deu e que são exatamente o contrário de tudo aquilo que escreveu.

Mentiram pra cacete. Nem sequer uma vírgula ou um ponto de exclamação da matéria são verdadeiros. É tudo lorota! Entrevistas inventadas, números manipulados, informações fantasiosas, dados falsos, provas forjadas, fabricação de fatos. Tudo isso a troco de quê? Só a questão da luta pela terra pode ajudar a explicar tamanha agressão aos fatos e tanta falta de pudor.

Terra à vista

Desde o grito dado por Cabral, tudo se resume à briga pela terra. Durante quase cinco séculos, armados até os dentes, os colonizadores, os bandeirantes, as frentes expansionistas invadiram, saquearam, pilharam, usurparam, deceparam e ocuparam os territórios indígenas, sempre protegidos pela lei do mais forte. No entanto, em 1988, com o processo de redemocratização, a Constituição -lei maior do país- deu um basta a essa violência que passou a ser ilegal, quando cometida.

O novo pacto funciona mais ou menos assim. É como se o Estado dissesse aos índios: vocês perderam 87% de seus territórios e não é mais possível recuperá-los. O que perderam, perdido está. Nós nos comprometemos, porém, de que a partir de agora ninguém mais tirará aquilo que sobrou. Daqui pra frente, tudo vai ser diferente, o brasileiro vai aprender a ser gente, respeitando as terras dos índios que resistiram ao extermínio.

A Constituição, nesse caso, afetou os interesses econômicos que a revista Veja representa. Quem quer se apropriar do resto das terras indígenas ficou inconformado com esse novo pacto, que garante aos índios não a propriedade -que continua a ser da União- mas o usufruto permanente das terras mantidas até aqui. Por isso, a revista desencadeou uma campanha organizada para questionar o lugar que as populações indígenas ocupam hoje na sociedade brasileira.

A estratégia discursiva é bem primária. Veja jura que as terras ocupadas por “falsos índios” ou por “ex-indios’ “diminuem ainda mais o território destinado aos brasileiros que querem produzir”. Reforça, assim, o preconceito de que os índios são improdutivos e preguiçosos. Insiste na falácia de que as terras indígenas -que são propriedade da União- arrancam um pedaço do Brasil, mutilam a pátria. O Brasil da Veja fica pequenininho, sem 77,6% que constituem áreas de preservação ecológica, reservas indígenas e antigos quilombos que, para a revista, foram subtraídos do país.

Como nenhum cientista social assina embaixo de tal babaquice, Veja ataca então os antropólogos, acusando-os de serem os inventores desses “índios falsos”, juntamente com alguns padres, indigenistas e ONGs. Os três repórteres advogam uma pureza racial, quando decidem, por conta própria, que os Tupinambá e os Pataxó da Bahia não são índios por existir entre eles casamentos com “negros, mulatos e até brancos de cabelos louros”, como se índio fosse um modo de parecer e não um modo de ser.

Se os Pataxó e os Tupinambá são “falsos índios”, então podemos dizer que Victor Civita e Roberto Civita são falsos brasileiros, em função dos seus laços com a Itália e os Estados Unidos? A comunidade científica nacional fica tão estarrecida com isso quanto ficou com um fator sanguíneo -o “Fator Diego”-, que os coronéis da Funai, na época da ditadura militar, queriam instituir como referência para determinar a pureza racial dos índios.

Racismo na mídia

Numa interessante análise sobre o racismo na mídia, publicado em 1997, o pesquisador Van Dijck critica o tratamento que a imprensa européia dispensa às minorias étnicas. Ele questiona o principio da neutralidade e da objetividade dos meios de comunicação e propõe que a imprensa seja estudada como uma instituição social submetida a um conjunto de demandas políticas, sociais, econômicas e técnicas. Dessa forma, a imprensa deve ser pensada menos como um lugar neutro de observação e mais como uma voz ativa, como um agente produtor de imagens e representações.

Van Dijck, em sua análise, privilegia as manchetes e títulos de reportagem, considerando-os elementos indicados dos tópicos relevantes da informação, orientando a leitura na construção de significados. Os subtítulos da reportagem da Veja, nesse sentido, são muito sugestivos: “os novos canibais”, “lei da selva”, “um país loteado”, “macumbeiros de cocar”, “made in Paraguai”, “índio bom é índio pobre”.

Como sinalizou com indignação a nota oficial da Associação Brasileira de Antropólogos (ABA), assinada por João Pacheco, o repórter da Veja não faz “qualquer esforço em ser analítico, em ouvir os argumentos dos que ali foram violentamente criticados e ridicularizados. A maneira insultuosa com que são referidas diversas lideranças indígenas e quilombolas, bem como truncadas as suas declarações, também surpreende e causa revolta e explicitam o desprezo e o preconceito com que foram tratadas tais pessoas”.

O objetivo da revista é mobilizar opiniões contra os direitos indígenas, que são apresentados como se fossem “privilégios”. Para isso, acionam os estereótipos historicamente operantes sobre o índio, para dar cor e sensacionalismo à narrativa. Chegam a inventar que os índios guarani da Aldeia Morro dos Cavalos, em Santa Catarina, são falsos índios, vieram do Paraguai. Veja acha que índio é como uísque: se veio do Paraguai, é falso.

“Nós não precisamos provar quem somos. A própria história, construída pelos não indígenas, identifica o povo guarani como etnia tradicional desta terra. O povo guarani nunca desrespeitou a propriedade alheia; ao contrário, sempre foram usurpados de suas terras, impedidos de desenvolver seu modo de vida e cultura” - declarou, indignado, em nota oficial, o cacique de M’Biguaçu, Hyral Moreira. A nota critica “reportagem tendenciosa e preconceituosa” e lamenta que “os autores desta reportagem, em passagem por nossa região”, não ouviram os representantes da cultura guarani.

Nesse momento, estou no interior do Rio Grande do Sul, ministrando curso para professores indígenas. No intervalo, escrevo a coluna. Morri de vergonha ao ler junto com os índios a reportagem da Veja. Seu conteúdo, carregado de preconceitos, é mentiroso, ofensivo e elimina aquilo que eu estou vendo diante de mim. Um índio guarani do Morro dos Cavalos, cuja existência é negada pela revista, me tranquilizou:

-Nda’orerexai ramo ndoroexai avi - ele me disse em sua língua. Pedi que traduzisse:

-Se a Veja não nos vê, nós também não vemos a Veja.

É isso ai. Há muito tempo eu também não vejo a Veja. Desculpem a linguagem: Veja é um lixo, um produto do sub-jornalismo marrom, que contribui para desinformar seus incautos leitores.

P.S.: Agradeço as indicações dadas pela antropóloga Maria José Alfaro Freire, cuja dissertação de mestrado (PPGAS-UFRJ) - “A construção de um réu: Payakã e os índios na imprensa brasileira” - analisa o papel da VEJA e dos jornais de circulação nacional na acusação de estupro dirigida ao índio kayapó Paulinho Payaká em junho de 1992.

O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO) e edita o site-blog Taqui Pra Ti.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

AUTUMN LEAVES - NAT KING COLE

VIVER A VIDA


Esta é a fachada da modesta sede da Associação Riobranquense de Deficientes Físicos. O slogan dela é "Aqui construimos cidadania". Difícil mesmo é alguém atravessar a precária rampa de madeira na rua José Maria Rios, 526, asfaltada, mas sem calçada. Pra viver a vida o buraco é mais embaixo. Foto sugerida pelo olhar atento e verde de minha filha Iara.

FALTA SANEAMENTO NO PAÍS

Rio Branco, capital do Acre, está entre as 10 piores


Estudo divulgado no final da tarde de ontem (6) pelo Instituto Trata Brasil mostra que, diariamente, 5,9 bilhões de litros de esgoto produzido nas 81 maiores cidades do país – que abrigam cerca de 72 milhões de pessoas- , vão direto para a natureza sem nenhum tipo de tratamento, contaminando solo, rios, mananciais e praias, e com efeitos diretos na saúde da população.

O levantamento, realizado anualmente, mostra que de 2003 a 2008 o Brasil conseguiu melhorar em 11,7% a coleta de esgoto nas cidades observadas e 4,6% o tratamento deles. Mesmo com o avanço, o Instituto alerta que o país “não atingirá a universalização dos serviços sem um maior engajamento das prefeituras”. A base de dados utilizada foi extraída do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades. O último ano com dados atualizados pelo ministério foi 2008.

O quadro de saneamento das cidades está diretamente ligado aos investimentos que cada município faz no setor. A cidade melhor colada no ranking foi Jundiaí (SP), que passou de quinto lugar em 2009 para a primeira posição este ano, por ter aumentado em 86% os investimentos no setor no período, entre outros motivos. Já a cidade de Franca (SP), que conquistou o primeiro lugar no ranking passado, caiu para a segunda posição, devido a uma redução de investimento de 31%. Porto Velho (RO) aparece na lanterninha do grupo, com 81% de déficit no saneamento. A segunda pior cidade é Duque de Caxias (RJ), com déficit de 80%.

O levantamento também mostra que os maiores avanços ocorreram nas cidades que uniram os esforços públicos a empresas privadas, por meio de parcerias, como é o caso de Ribeirão Preto (SP), pioneira neste tipo de gestão e que passou da 19º posição em 2007 para 6º lugar em 2008. Para que a universalização ao acesso a coleta e tratamento do esgoto seja alcançada até a meta estipulada, em 2027, segundo o Instituto, seria necessário investimento anuais de no mínimo R$ 10 bilhões.

Clique no mapa e veja as 10 melhores e as 10 piores em coleta e tratamento de esgoto



Texto de Cristiane Prizibisczki, repórter de O Eco. Foto de Marcos Vicentti mostra o encontro do canal do Parque da Maternidade com o Rio Acre. Clique aqui para conhecer o estudo do Instituto Trata Brasil.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

PF PRENDE "COIOTE" BENGALÊS NO ACRE

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (6), no município de Epitaciolândia (AC), na fronteira Brasil-Bolívia, o comerciante bengalês Belal Hossain, de 41 anos.

Também prendeu o brasileiro A.L.S.S., auxiliar de serviços gerais, de 32 anos, natural de Aracaju (SE), que ajudava Hossain na tentativa de introduzir clandestinamente no país oito pessoas originárias de Bangladesh.

O grupo tinha São Paulo como destino.

A PF disse que Belal Hossain é um “coiote” - termo empregado comumente para designar pessoas que transportam imigrantes ilegais nas fronteiras dos Estados Unidos com o México e serve para designar aqueles que auxiliam a entrada de imigrantes ilegais em outros países.

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VERÁGUA POLUI NASCENTE DE IGARAPÉ

POR MARCOS VICENTTI



Tirei essas fotos na localidade conhecida como Ramal do Triunfo, no município de Senador Guiomard, a cerca de 30 quilômetros de Rio Branco.

A empresa Verágua, que capta água mineral no município, polui umas das nascentes do igarapé Judia. Ela joga no local sacos e rótulos plásticos de suas embalagens.

No meio do lixo existe também material plástico de outra empresa de água mineral da região, a Riberágua.

O repórter-fotográfico Marcos Vicentti é presidente do Sindicato dos Jornalistas do Acre.

CORPO SOME NO IML

PF não sabe onde está corpo de índio isolado morto no Acre há 10 anos

A Superintendência da Polícia Federal no Acre esclareceu ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) sobre o desfecho de um inquérito que apurava o assassinato de um indígena em situação de isolamento, ocorrido há 10 anos, no igarapé D’ouro, no Alto Rio Tarauacá. Morto a tiros, o índio isolado foi emasculado, mas o corpo desapareceu do Instituto de Medicina Legal do Acre.

Segundo o delegado Flávio Augusto de Araújo Pinheiro, no curso das investigações foram identificados e indiciados todos os responsáveis pela morte e ocultação do corpo do indígena, sendo que ao final, os autos foram remetidos à Justiça.

Quanto ao corpo ao corpo do índio, segundo a PF, este de fato foi encaminhado para o Instituto Médico Legal, em Rio Branco (AC), para realização do exame necroscópico.

- Contudo, o seu destino após isso compete àquele Instituto e não é do conhecimento da Polícia Federal - acrescenta o delegado.

O indigenista Lindomar Padilha, coordenador do Cimi no Acre, disse que, embora a PF tenha respondido com presteza, “ainda tem muita coisa a ser explicada”.

- Pretendemos ir em busca dessas explicações. Vamos consultar o Ministério Público Federal para saber do andamento do inquérito e a situação dos indiciados e vamos requisitar também informações quanto ao destino do corpo - afirmou Padilha.

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TASTEVIN, PARRISSIER

Fontes sobre índios e seringueiros do Alto Juruá

O Museu do Índio lança nesta sexta-feira (7), no Rio, o livro "Tastevin, Parrissier – Fontes sobre Índios e Seringueiros do Alto Juruá", organizado pela antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, que reúne os relatos dos padres franceses Constant Tastevin e Jean-Baptiste Parrissier, ambos da Congregação do Espírito Santo.

Parrissier, entre outubro de 1897 e abril de 1898, realizou viagem missionária até o rio Tejo, no Acre.

- Parece ter sido uma figura pitoresca e de forte caráter, que se envolveu em várias brigas, uma delas com as autoridades de Manaus por ter hasteado a bandeira francesa na frente da igreja de São Sebastião - assinala a organizadora do livro.

O padre Constant Tastevin, missionário da Prefeitura Apostólica de Tefé (AM) visitou Cruzeiro do Sul (AC) pela primeira vez em setembro de 1911, tendo retornados mais duas vezes, em 1913 e em 1914.

No início de 1924, sobe o rio Muru e volta em fevereiro a Seabra (hoje Tarauacá); de 5 de abril até fins de maio, sobe parte do Tarauacá e Jordão. Em junho e julho, sobe o Tarauacá até suas cabeceiras. Visita pelo menos três aldeias kaxinawá que foram "amansadas" e fornecem serviços para os seringais.

- Sua contribuição, portanto, não pode e não deve ser ignorada. Até a década de 1980, o que se conhecia lingüística, geográfica e etnograficamente do Juruá e do Jutaí reduzia-se essencialmente aos seus trabalhos. É significativo que, durante a Segundda Guerra Mundial, quando os EUA tiveram que recorrer à borracha amazônica, tenham sido traduzidos para o inglês (sem que fossem publicados) os escritos sobretudo geográficos de Tastevin - afirma Manuela Carneiro da Cunha.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

HOMENS DE SAIA


Estava mesmo na hora de deixar Sampa.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

FUTEBOL DE SALÃO


Com Lucas Frasão (Globo Amazônia); Felipe Milanez (National Geographic Brasil), Iberê Thenório (G1) e Daniel Mello (Agência Brasil), no Bistrot La Tartine, revirando o álbum de figurinhas.

CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO


Estou participando, em São Paulo, de um workshop promovido pelo WWF e Greenpeace sobre o Código florestal Brasileiro. O objetivo é ressaltar a importância do mesmo para a conservação da natureza, com base em estudos técnicos.

Cerca de 35 jornalistas, dos principais veículos brasileiros e também correspondentes internacionais participam do workshop.

Na pauta, previsões de cenários sobre impactos em temas como biodiversidade, agricultura e clima, caso as mudanças previstas no conjunto de leis sejam aceitas.

Palestras acerca das "Origens do Código", ministrada por Paulo Adário, do Greenpeace, "Área de Proteção Permanente e seus impactos nas áreas de agricultura", com Carlos Aberto Scaramuzza (WWF-Brasil) e Gerd Sparovek (Esalq), "Os motivos científicos do Código", com Jean Paul Metzger, da USP, entre outros.

Carlos Nobre (Inpe), Eduardo Assad (Embrapa) e João de Deus (Universidade Federal de Santa Catarina) também estão entre os palestrantes.