Paula Meirelles
Estou agora de passagem pelo município de Jordão. Cheguei no final da tarde de ontem para denunciar ao delegado de polícia a presença de invasores na Terra Indígena Tarauacá. Invadem-na para caçar e pescar. Não posso fazer nada além de denunciar e exigir providências. Não tenho homens suficientes para expulsá-los.Minha atividade como indigenista foi mesmo a melhor opção de minha vida. Cada vez mais me dou conta do quanto a vida na cidade é um caos. Há quase cinco anos fui para a Frente de Proteção Etno-Ambiental do Envira, onde o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles Júnior, meu pai, é chefe há quase 20 anos.
Passei dois anos com ele. Quando foi flechado eu estava lá e o socorri. Aquele domingo ainda está bastante vivo na minha memória. Como bom escritor que é, meu pai fez uma relatório intitulado “As lições do domingo”. Até hoje não consigo terminar de ler sem me emocionar, afinal o "velho do rio" nasceu novamente.Há três anos foi aberto o posto da Foz D’Ouro e logo assumi a chefia. Confesso que no começo não gostei. Para chegar ao posto gastei três dias numa canoa com o rio seco, literalmente. Minha vontade foi de voltar imediatamente, acostumada com o rio Envira, que é navegável o ano todo. Jamais imaginei que o Tarauacá fosse assim.Passado um mês no posto, fui me apaixonando pelas belezas que aqui encontrei. Gradativamente, comecei a enxergar com outros olhos essa nova terra. O rio com seus repiquetes, levando tudo e todos a sua frente, passou a merecer o meu respeito. Aprendi que tudo tem seu tempo e sua hora, que basta cessar as chuvas para ele voltar a ser manso novamente. Por aqui, o entardecer nos convida a pensar na vida, a sermos mais humildes diante da natureza. Além disso, é bom colher a fruta no pé e saborear, ir à praia cheia de melancia e comer até a barriga doer ou sentar no "banco da mentira" e contemplar o infinito do horizonte com tantas cores.E o rio segue correndo como se já soubesse tudo da vida. E ele sabe. As pessoas perguntam como é viver no D'Ouro, mas não dá pra explicar muito com palavras. Seria necessário que pudessem enxergar através de meus olhos. Talvez alguns mais atentos encontrariam a resposta. Mas posso afirmar que aqui é mais que o paraíso.Fiz um pacto de cuidar do rio e ele por sua fez cuida de mim, aliviando minhas angústias e saudades, deixando-me mais próxima das pessoas que amo. É assim que tento explicar um pouco a minha vida no D’Ouro.
Mulher apedrejada por adultério era menina estuprada
Uma menina de 13 anos foi apedrejada até a morte por adultério na Somália depois que seu pai disse que ela foi estuprada por três homens.Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, Anistia Internacional, Aisha Ibrahim Duhulow foi morta no dia 27 de outubro por um grupo de 50 homens em um estádio na cidade portuária de Kismayo, no sul do país, diante de mil espectadores.A menina foi acusada de violar leis islâmicas e detida pela milícia al-Shabab, que controla a cidade."Dentro do estádio, membros da milícia abriram fogo quando algumas das testemunhas tentaram salvar a vida de Duhulow, e mataram a tiros um menino que estava observando tudo", disse nota no website da Anistia Internacional.Segundo a organização, há notícia de que depois um porta-voz da al-Shabab pediu desculpas pela morte da criança, e disse que um miliciano seria punido.Jornalistas somalianos haviam noticiado que Duhulow tinha 23 anos de idade, julgando pela sua aparência física. A verdadeira idade dela só veio à tona quando seu pai disse se tratar de uma criança.BuracoDuhulow lutou contra quem a detinha, e foi levada à força para dentro do estádio.A Anistia Internacional disse que foi informada por várias testemunhas que, em dado momento durante o apedrejamento, enfermeiras receberam instruções para verificar se Aisha Ibrahim Duhulow ainda estava viva.Ao constatarem que sim, a menina foi recolocada em um buraco no chão onde tinha sido coberta de pedras, para que o apedrejamento continuasse até sua morte.Segundo a Anistia, nenhum dos homens que estupraram a menina foi preso.A Anistia Internacional vem realizando uma campanha para pôr fim à prática de punição por apedrejamento. "A morte de Aisha Ibrahim Duhulow demonstra a crueldade e a discriminação inerente contra mulheres nesta punição", disse nota no website da organização.
Terra.
Do site do jornal O Globo:Acre quer levar brasileiros para
conhecer tribos na Amazônia"O governo do Acre quer que os brasileiros conheçam as tribos da Amazônia. Roteiro lançado recentemente na feira e Congresso da Abav inclui hospedagem em aldeia indígena, compartilhando de atividades diárias como caça e pesa, conhecendo também a culinária das tribos. O passeio inclui as aldeias dos Poyanawa, Iashaninka e Yanawa, as mais estruturadas entre as 14 etnias locais."Por enquanto, a maioria dos interessados é de outros países, mas queremos despertar a curiosidade dos brasileiros para vivenciar uma experiência diferente. A oportunidade é extraordinária", disse a gerente estadual de serviços turísticos, Ediza Pinheiro de Melo.Segundo informações do Sebrae, que ajuda a estruturar os roteiros na região, os próprios índios pediram a ajuda do governo para explorar a atividade. Eles compraram um barco maior para transportar os visitantes e construíram banheiros (de padrão rústico) nas aldeias. Para quem exige um nível mínimo de conforto há pousadas próximas das aldeias ou áreas de campings.O turismo diferenciado foi o nicho escolhido pelo Acre para desenvolver suas atrações turísticas. A convivência nas aldeias é o produto mais recente. Os Caminhos de Chico Mendes, da Revolução, do Pacífico e da Biodiversidade são outras atrações disponíveis em que os turistas também podem conhecer o modo de vida local, a história do estado e a trajetória do ambientalista Chico Mendes, possibilitando experiências como entrar na floresta com um seringueiro para ver ou participar da coleta do látex e ter uma aula sobre as espécies locais e a importância da preservação ambiental".
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Paulo Henrique Valadares
Acabara o procedimento cirúrgico. Desprezei as luvas e aquela incômoda sensação de dúvida diante da difícil decisão. A amputação fora realizada.Distraído pelo lavar das mãos, voltei às lembranças daquele diálogo que tivera minutos antes.- É grave doutor?- Infelizmente sim, seu Manoel.- ...? Quais seriam as melhores palavras para anunciar a dor e ainda manter acesa a esperança daquele olhar, que, incomodamente, insistia em enxergar-me como instrumento de um milagre? Por quanto tempo resistiria imune ao contágio daquele sofrimento? - Os exames confirmaram a minha suspeita...- Vou ficar bom doutor?- ... - Vou ficar bom, doutor? O senhor vai me curar?- Seu Manoel... Infelizmente... De certa forma, parte de mim também ficou ali, frio e desprezado naquele balde sujo de sangue.◙ Paulo Henrique Valadares é médico em Rio Branco.
Marina Silva
Se a escravidão de um homem afeta toda a humanidade, o mesmo vale para a tortura. Algo essencial à condição humana é violentado na pessoa sob tortura e, portanto, todas as demais são atingidas. Abrir mão desse princípio ou omitir-se ante afrontas contra ele significa escancarar a porta para a barbárie e a desconstituição da idéia fundamental da natureza humana comum acima das diferenças, conflitos ou até da mais arraigada competição pela sobrevivência. A tortura é inaceitável mesmo se praticada longe de nossos olhos, em masmorras ou porões, em relações privadas, por abuso de autoridade ou ao abrigo de situações de exceção.A condenação à tortura praticada no Brasil durante o regime militar é tida por alguns como vingança ou ódio, a impedir a superação do passado. Mas se pensarmos no futuro, é preciso reafirmar o repúdio a esta suprema forma de covardia, como constitutivo daquilo que nos une, acima de diferenças ideológicas ou quaisquer outras, e nos faz nação.É importante levar adiante o debate ora travado em torno da ação do Ministério Público federal que, em última análise, quer a responsabilização de torturadores já identificados. A tortura é crime hediondo, não é ato político nem contingência histórica. Não lhe cabe o manto da Lei de Anistia. À justiça aqueles que, por decisão individual e intransferível, utilizaram esse instrumento torpe. Seu ajuste de contas não pode se limitar ao contencioso direto com suas vítimas. Somos todos atingidos duplamente, em nossa humanidade e em nossa cidadania. O Estado, que nos representa, deve agir tendo em conta essa dimensão.A acusada não é a instituição militar. A maioria dos militares não se envolveu no crime de tortura. Vários deles, aliás, reagiram contra o desvirtuamento de suas funções constitucionais e o descontrole da repressão. Hoje as Forças Armadas reintegraram-se à sociedade de forma democrática e, na maioria das vezes, exemplar. Sou testemunha de seu papel nos esforços de proteção ambiental e de apoio às populações isoladas na Amazônia.Para além dos casos mais visíveis - como o do coronel Brilhante Ustra - deve ser do maior interesse dos militares colaborar para tornar públicos os documentos daquela época, para que ela seja de fato passado e não se arraste para o futuro como trauma sempre revivido.Do conjunto do governo, a exemplo do Ministério da Justiça e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, espera-se serenidade, justiça e determinação para fechar este ciclo e todos assinarmos embaixo: tortura nunca, nunca mais. ◙ Marina Silva escreve às segundas-feiras na Folha de S. Paulo.
Pará segue líder no ranking de devastação
O monitoramento realizado pela organização não-governamental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) registrou 348 Km² de desmatamento na Amazônia Legal em setembro, o que representa uma queda de 69% em relação a setembro do ano passado, quando o desmatamento somou 1,1 mil Km².
- Além dos 348 Km² de desmatamento, existem 345 Km2 de degradação florestal - explicou ao Blog da Amazônia o pesquisador Adalberto Veríssimo.De acordo com o Boletim Transparência Florestal, divulgado mensalmente pelo Imazon, o desmatamento acumulado de agosto a setembro totalizou 459 Km². Em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período do ano anterior (1,7 mil Km²), houve uma redução de 74%.O desmatamento foi maior, em setembro, no Pará (58%), seguido por Mato Grosso (22%), Rondônia (10%) e Amazonas (7%). Os demais estados contribuíram com cerca de 3% do desmatamento.
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E assim vou aprendendo a lidar com as peçonhas, embora essa caninana não "seje" venenosa.
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Para pertencer a todos, exceto o nulo
e Augusto dos AnjosA crueldade opacada melancoliatomou o cemitérioem seus braçose acalentou os mortoscom o estridente réquiemque ficou gravadono peito amargodas necrópoles inertesEntão os mortos nefastosadormecidos, embriagadosdormiram perpetuadosna esperança necromântica, românticado necrólatrae necrófobo que souAlma.◙ Rio Branco (AC), 1982, aos 19 anos de idade. Hoje, para Todos os Santos e Finados.
Nem percebi quando avançou pela varanda até aquietar-se próxima de meus pés. Sílvio Margarido recomendou logo que a matasse. Tirei a foto e deixei desabar sobre o "caranguejo" um cepo de cumaru-ferro. Não sobreviveu, felizmente. Prefiro as negras. Clique na imagem para ver como era grande a criatura.
Claudia Varejão WallinDe Estocolmo para a BBC BrasilAdiantar os relógios em uma hora por causa do horário de verão aumenta o risco de infartos, alerta um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia.Segundo o estudo, publicado no "New England Journal of Medicine", os casos de infarto do miocárdio aumentam cerca de 5% na semana seguinte ao ajuste dos relógios - principalmente nos três primeiros dias."A hora de sono perdida e os conseqüentes distúrbios de sono que isto provoca são as explicações mais prováveis", disse Imre Janszky, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.Em entrevista à agência de notícias sueca TT, outro cientista ligado ao estudo chegou a sugerir o fim dos ajustes anuais dos relógios."Talvez seja melhor adotar o horário de verão durante todo o ano, em vez de ajustar os relógios duas vezes por ano. Este é um debate que está ocorrendo atualmente", disse o Dr. Rickard Ljung.Com base no registro de infartos na Suécia desde 1987, os cientistas do Instituto Karolinska chegaram às conclusões do estudo após examinar as variações na incidência de ataques cardíacos durante os períodos de ajuste dos relógios, no início e no fim do horário de verão.Sono a maisOs cientistas também observaram que o reajuste dos relógios no fim do horário de verão (que na Suécia ocorre sempre no último domingo do mês de outubro), que é sempre seguido por um dia de uma hora extra de sono, representa uma leve redução do risco de infartos na segunda-feira seguinte.A redução no índice de ataques cardíacos durante toda a semana que se inicia, no entanto, é significativamente menor do que o aumento registrado no início do horário de verão.Estudos anteriores demonstram que a ocorrência de infartos é mais comum às segundas-feiras. Segundo os cientistas do Instituto Karolinska, o ajuste dos relógios no horário de verão oferece outra explicação para este fato."Sempre se pensou que a causa da maior incidência de infartos às segundas-feiras fosse principalmente o estresse relacionado ao início de uma nova semana de trabalho. Mas, talvez outro fator seja a alteração dos padrões de sono ocorrida durante o fim de semana", observou o Dr. Janszky.Os cientistas explicam que os distúrbios do sono produzem efeitos negativos no organismo humano e alertam que níveis elevados de estresse podem desencadear um ataque cardíaco nas pessoas que se situam em grupos de risco."Pessoas mais propensas a sofrer um infarto devem viver de maneira saudável, e isto inclui ciclos regulares de sono durante toda a semana", diz Rickard Ljung. "Como um cuidado extra, podem talvez também relaxar mais nas manhãs de segunda-feira", acrescentou ele.Os cientistas suecos esperam que o estudo possa aumentar a compreensão sobre os impactos que as alterações dos ritmos diários do organismo podem ter sobre a saúde humana."Cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo são expostas todos os anos aos ajustes dos relógios, mas é difícil generalizar a ocorrência de infartos do miocárdio que isto pode provocar", observou Ljung.
Quando os bulbos do tajá (Caladium bicolor) rebrotam, é sinal de que o inverno amazônico chegou para ficar durante os próximos seis meses. Eles voltaram a colorir o pé da cerca de madeira, no fundo do quintal de minha casa. São também conhecidos como caládio, tinhorão, taiá, coração-de-jesus e até por tajá brabo ou Acre. Clique aqui e leia um post antigo a respeito.
Antonio AlvesUm dia desses eu ia pra casa, caminhando despreocupadamente e, sem perceber, já ia passando entre duas políticas que se enfrentavam, uma de cada lado da estrada. Parei imediatamente e fiquei quieto, rezando para que não me vissem.
Não tive medo de danos físicos -que isso só as políticas públicas podem causar-, essas políticas comuns de beira de estrada não são tão perigosas, mas podem causar enjôo, confusão mental e panema, um sujeito pode ficar enrascado durante muito tempo se for atingido pela ação de uma delas.
De modo que fiquei ali, observando, enquanto elas se desafiavam e gastavam, uma com a outra, seus arsenais de maledicência e mau-olhado e inveja e todo tipo de reima.Fui salvo por um cachorro, que vinha abanando o rabo pela beira do caminho e, ao avistar as políticas, parou com os pelos eriçados e ficou latindo –não sei se bravo ou assustado.
Uma das políticas voltou contra ele sua maldosa atenção, a outra se ocultou atrás de um arbusto um tempinho de nada, pouco mais que meio minuto, mas foi o tempo certo para eu passar, ligeiro e avexado. Subi a ladeira e respirei, aliviado, quando fiquei fora do alcance das duas peçonhas e também do cachorro, cuja índole eu desconhecia.Comprei uma baladeira do filho do vizinho e agora ando pela estrada com os olhos bem abertos. Se alguma política aparecer, meto-lhe uma pedrada bem no meio da testa.◙ Leia mais no blog O Espírito da Coisa.
O avião monomotor, prefixo PT-NLC, pilotado por José Fernandes Ortiz, 57, caiu nesta tarde com dois passageiros e o co-piloto num ramal do município de Bujari, quando se aproximava para pouso no aeroporto de Rio Branco, na divisa das duas cidades.
O piloto e o os passageiros Jean William Gurgel Menezes, 33, José Ronivon Gurgel, 43, e o co-piloto Kleberson Pinheiro Gomes, 19, estão gravemente feridos no Pronto Socorro de Rio Branco.
O monomotor havia decolado de Feijó. O piloto é dono da empresa Ortiz Táxi Aéreo. No ano passado, a empresa inaugurou vôo que pretendia se tornar regular para turistas interessados em observar os sítios arqueológicos dos geoglifos do Acre.
Ninguém atende nos telefones da Infraero e da Ortiz Táxi Aéreo. A causa do acidente é deconhecida, mas suspeita-se que tenha faltado combustível.
Clique aqui e veja mais fotos do acidente no Notícias da Hora.
Atualização em 11/02/2011: Foto de autoria de Amarildo (ele reivindica a autoria, mas não deixou sobrenome nem fone ou e-mail para contato).
O governo do Acre gostou tanto de desfilar na passarela que construiu sobre o Rio Acre, no centro de Rio Branco, que já planeja outra, a partir do Rabo da Besta, ligando os bairros Aeroporto Velho e Cidade Nova.Até o dia 18, estará disponível para retirada, o edital de licitação que tem como objeto a contratação de empresa especializada para elaboração de projetos básicos e executivos de engenharia para construção de uma passarela com extensão aproximada de 205 metros
O velho rio tem perdido importância. Está se tornando subterrâneo. Muitos passam todos os dias sobre ele e não o vêem. Alguém conhece alguma ação para salvá-lo da ameaça de extinção
"Prezado Altino Machado,conheci seu trabalho a partir do Blog Amazônia e do blog da Glória Perez. Nasci em Rio Branco, em 1957, estudei no Colégio São José, e fiquei alternando "moradia" com Porto Velho, onde minha mãe morava.Em 1973 vim para o Rio estudar, onde me formei em direito, casei, trabalhei e atualmente sou aposentada. Sou portadora de uma doença crônica (lúpus eritematoso sistêmico) e estou divulgando através de meu blog. Gostaria de pedir-lhes um grande favor: esta doença é pouco divulgada, mas atinge milhões de mulheres.É preciso que as pessoas conheçam os sintomas, saibam mais sobre lúpus, para que fique mais fácil o seu diagnostico. Ajude na divulgação. Sei que em Rio Branco existem muitas pacientes.
Cliquei aqui para acessar o blog.
Que Deus o ilumine. Êidna Queiroz"
Que não seja apenas um novo ponto turístico
Faz dois anos que o prédio da Biblioteca Publica de Rio Branco vem sendo reformado. Construído durante a gestão do governador Geraldo Mesquita, várias vezes foi citado em artigos como exemplo de aberração arquitetônica na Amazônia. Ventiladores e condicionadores de ar jamais conseguiram debelar o calor que afugentava o público.O projeto da reforma começou a ser executado no final do segundo mandato do governador Jorge Viana, mas sofreu tantas alteraçõs que nada restou dele. Ao assumir, o governador Binho Marques tomou para si o controle da execução das obras e fez as mudanças que julgou necessárias.Após dois anos, obras consideradas mais complexas -pontes, por exemplo- foram construídas no Acre. Mas a nova biblioteca que está sendo devolvida ao público justifica tanta demora na reforma.Visitei-a e confesso não ter sentido mais a menor vontade de fugir do ambiente. Como, entre outras regalias, haverá um café, computadores e internet sem fio, tão logo seja totalmente reaberta ao público, eventualmente reservarei algum dia da semana para fazer morada por lá.Ela é tão charmosa e aconchegante quanto tantas outras de qualquer metrópole. A única coisa que faltou mesmo foi redário - um lugar onde a gente pudesse despejar toda a preguiça e se concentrar para ler ou escrever no conforto de redes da tecelagem kaxinawá ou cearense.
Quem dera Binho Marques instalasse ao menos uma rede para o poeta Antonio Alves, assessor dele. No dia que Toinho parasse de ler e levantasse, a gente assumiria o lugar dele.
À exemplo da Biblioteca da Floresta e da Usina de Arte João Donato, a Biblioteca Pública ressurge com o desafio de funcionar realmente, sobretudo com liberdade. Como todas são edificações de colorido tropical, realmente muito charmosas do ponto de vista arquitetônico, a maioria das pessoas tem sido incentivada pelo poder público a visitá-la como se fossem apenas pontos de atração turística.
Quem quiser ver algumas fotos que tirei da biblioteca deve clicar aqui. Para saber mais, o melhor mesmo é ler a reportagem de Golby Pullig, da Agência de Notícias do Acre, que mostra como a biblioteca agora alia tecnologia, conforto e informação.