domingo, 7 de abril de 2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

COMO SE INSCREVER À CASA NA CIDADE DO POVO

Espero que secretaria-adjunta de Comunicação, Andréa Zílio, possa responder ao leitor Paulo César Abreu Melo:

"Altino Machado.

Primeiramente registro meu respeito pelo seu profissionalismo, imparcialidade e competência.

Você, pelo grande conhecimento que tem, talvez possa ajudar a saber sobre a forma dos cidadãos se inscreverem às casas da tão festejada Cidade do Povo.

Diariamente vemos nos meios de comunicação a divulgação das maravilhas que será a Cidade do Povo.

Ocorre que não é repassada nenhuma informação sobre quando, onde e como os servidores públicos poderão se habilitar a uma dessas casas.

Já enviei e-mails a diversas secretarias do governo do Acre fazendo a mesma pergunta, mas nenhum foi respondido.

Agradeço a atenção."


Atualização às 21h57 para Andréa Zília

- Paulo Cesar, todos esses critérios estão sendo definidos, para que sejam informados com clareza e objetividade. Já estamos trabalhando nisso e divulgaremos na imprensa e também aqui, nas ferramentas de redes sociais. Cidade do Povo é um grande projeto, são mais de 10 mil casas, sendo que mais de 3 mil irão a custo zero para famílias que moram em áreas de alagação.

VANA


Tashka Yawanawá explica:

- Este desenho, de autoria de Hushahu Yawanawá, uma jovem xamã yawanawá, retrata o espirito de Vana - o espirito feminino que o criador dá de presente aos iniciados no rare, a planta de iniciação xamânica yawanawa. O espírito, na forma de uma linda mulher, casa espiritualmente com o pajé. Esse espírito cuida do pajé por toda a sua vida na terra e na eternidade. É uma espécie de anjo da guarda: afasta os perigos e abre os caminhos para o pajé passar. Ela trabalha junto com o pajé nos trabalho de cura e o acompanha nas cantorias e guia nas viagens espirituais.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

LEGALIZEM A REDE


Tive o sono interrompido nesta tarde por Kairlly Mourão, da coordenação da Rede Sustentabilidade no Acre.

Como não sou vice do Renan Calheiros, aceitei prontamente o pedido para assinar a ficha de apoio para obtenção do registro legal do partido Rede, que tem sido defendido no país por Marina Silva.

Minha assinatura não representa filiação partidária.

Aos leitores deste blog, peço que façam o mesmo, com a mesma esperança de avanço e arejamento no ambiente da política brasileira.

Aos funcionários públicos e ocupantes de cargos comissionados na máquina do governo estadual, que formam a maioria dos empregados no Estado, não alimentem temor de represália, pois o governador Tião Viana (PT) já assinou. Poucos sabem, mas o senador Jorge Viana (PT-AC) também.

Clique aqui para baixar as fichas de filiação e aqui para acessar a página da Rede Sustentabilidade no Acre.

ACRE VELHO


Prédio da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, no tempo do Território Federal do Acre, em Rio Branco. No local foi erguido o prédio conhecido atualmente como Palácio das Secretarias.

O historiador Marcos Vinicius Neves explica:

- Originalmente, esse prédio abrigava o Grupo Escolar 7 de setembro, o primeiro do 1º Distrito, onde trabalhava a professora Rosalina, que foi assassinada por um presidiário que se apaixonara pela professora sem que ela soubesse. Depois, com a construção do Colégio Presidente Dutra, que ficava onde hoje é a Biblioteca Pública, o prédio foi ocupado pelo Departamento de Obras e Viação (DOV). Ao final da vida útil do prédio, o DOV foi transformado em Secretaria de Obras.


Foto: Museu da Borracha

CAI AURÉLIO CRUZ

O governador do Acre, Tião Viana (PT), exonerou mesmo Aurélio Cruz do cargo de secretário de Estado de Habitação de Interesse Social.
O site AC 24 Horas antecipou o fato há mais de duas semanas. Daria até para dizer que a imprensa conseguiu derrubar o primeiro secretário.
A origem da exoneração foi a notícia do AC 24 Horas intitulada "Secretário de Habitação do Acre contraria Sebastião Viana sobre prazo de entrega das casas do projeto Cidade do Povo".
Aurélio Cruz tentou amenizar o caso dizendo que as casas serão entregues no Natal, mas não teve jeito. Tião Viana não é de perdoar a ninguém.
O decreto de exoneração está no Diário Oficial, com aquele "a pedido" formal, diplomático ou cínico de sempre.

EXPOSIÇÃO DE GADO


Não é bem assim quando alguns dizem que a pecuária se instalou ou avançou no Acre a partir do final dos 1960. A imagem mostra uma exposição de gado onde atualmente é a Praça da Revolução, em frente ao quartel da Polícia Militar do Acre, na década de 1940.

- A pecuária vem desde os tempos dos seringais, do século XIX para o XX. E fez a fortuna de muitos, como Neutel Maia, Amadeo Barbosa e Gulhermino Bastos, que traziam o gado da Bolívia para revender a preço de ouro nos seringais e nos povoados acreanos  - comenta o historiador Marcos Vinicius Neves.

Foto: Departamento de Patrimônio Histórico do Acre.

COMPLEXO INDUSTRIAL DO ACRE


Complexo Industrial do Acre, em Rio Branco, de acordo com relatório fotográfico de obras terminadas no governo de Guiomard Santos, entre 1946 e 1948. Produzia cerâmica, telhas planas, ladrilhos e manilhas. Deu origem ao bairro Cerâmica. Era mais produtivo que nossa atual Zona de Processamento de Exportação.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A MÃE DO PADRE PAOLINO BALDASSARI


Confissão do padre Paolino Baldassari à Agência de Notícias do Acre ao completar 87 anos na terça-feira (2):

- Eu nasci e minha mãe foi embora. No mesmo dia eu fiquei sozinho com meu pai. Uma senhora me dava água com açúcar, até que apareceu uma mulher que me deu o peito por sete meses. Depois o meu pai casou de novo, e foi uma maravilha. Uma vez disseram que a mulher do meu pai era minha madrasta, e eu fiquei injuriado. Dei até uns sopapos. Meu pai disse que era verdade, ela era minha madrasta. Mas eu achava isso muito negativo. Ela era minha mãe! Eu tive mãe, era ela.

BELEZA ACREANA


Alunas passeiam na Av. Getúlio Vargas, no centro de Rio Branco, após o desfile de 7 de Setembro de 1966. Quem é capaz de identificá-las? A foto original, em preto e branco, é de Orlando Testi e faz parte do acervo do Departamento de Patrimônio Histórico do Acre. Deixei-a suavemente sépia porque parece de anos dourados, embora não haja referência de data.

PREFEITO TARADO


Como se diz popularmente, o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), é um tarado. Explico: é um maníaco por trabalho, reconheça-se. E conhece como poucos cada palmo da cidade. Um exemplo: às 6h30 desta manhã, debaixo de chuva, estava no bairro Irineu Serra, reunido com moradores.

- É um prefeito que praticamente não dorme. Acho até que ele nem "coisa" - diz um assessor.

O Irineu Serra é o bairro onde moro, habitado por mais ou menos 420 famílias. O prefeito prometeu melhorias nas ruas, como instalar quebra molas na Estrada Irineu Serra, a principal via, além de revitalizar a sinalização vertical e horizontal. Tomara que haja sinalização que proíba o tráfego de caminhões com toras de madeira.

A foto acima é da frente de minha casa. Estava pronta para fazer um apelo, mas o prefeito já determinou para a próxima semana trabalho de roço, capina, retirada de entulho e tapa buracos.

Desde a gestão do prefeito Raimundo Angelim a prefeitura não descuida daqui, pois é o bairro que concentra a maior área verde na periferia urbana da cidade.

Um paraíso a ser conservado sempre, como conservo o meu cantinho.


SORTE GRANDE

Ser apadrinhado por empresário ou político na máquina pública do Acre é como acertar na loteria.

Apesar da falta de professores, um colega mantém dois contratos de professor na rede estadual de ensino. Salário bruto mensal: R$ 6 mil.

Na nova gestão, por causa de sua brava atuação durante a campanha eleitoral, foi cedido para a prefeitura de Rio Branco com ônus para o Estado.

Moral da história: não dá um dia de expediente como jornalista na prefeitura, mas pode se tornar presidente do Sindicato dos Jornalistas do Acre.

BANDA, POVO E CATEDRAL


Na década dos 1950, desfile da banda de música da extinta Guarda Territorial do Acre e da população de Rio Branco, a partir da catedral Nossa Senhora de Nazaré, que ainda estava em construção. Foto: Departamento de Patrimônio Histórico do Acre.

RIO BRANCO SUCUPIRA


A imprensa deixa de observar e informar bastante sobre os quatro ônibus alongados e articulados que o prefeito Marcus Alexandre apresenta como novidade e que vão operar em caráter experimental na cidade. 

Ônibus articulado foi fabricado pela primeira vez em 1978, mas só chega ao Acre 35 anos depois, sem a certeza de que vão caber nas ruas. E Alguns ainda se aborrecem quando dizem que o Acre não existe.

A vereadora Eliane Sinhasique constatou que os ônibus são velhos, foram reformados e despachados para Rio Branco com placas de Feira de Santana (BA).

Vendo fotos antigas de Rio Branco e seus políticos, no começo do século passado, a gente percebe que a capital do Acre não era tão sucupirenta quanto agora.

EM FRENTE AO PALÁCIO RIO BRANCO


Trecho da Av. Getúlio Vargas e da praça Eurico Dutra, atualmente Povos da Floresta, em frente ao Palácio Rio Branco, a partir de onde a foto foi tirada num 7 de Setembro da década de 1930. Ao fundo, o 2º Distrito. Foto: Departamento de Patrimônio Histórico do Acre.

terça-feira, 2 de abril de 2013

BELO E BREVE

DETRAN NA CONTRAMÃO

PETISTA NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


A militante petista Tainá Pires deixa a assessoria parlamentar do senador Anibal Diniz (PT-AC) para assumir a comunicação do Tribunal de Justiça do Acre. Mais um passo rumo à harmonia entre os poderes, conforme costuma pregar o governador Tião Viana. A independência praticamente não é defendida por ninguém no Estado.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

MINORU KINPARA E DEGMAR FERRETI


O casal de professores Minoru Kinpara e Degmar Ferreti lutou a vida toda para realizar o sonho de gerir a Universidade Federal do Acre.

No ano passado, após intensa campanha, com Degmar Ferreti à frente, Minoru Kinpara foi eleito reitor da Ufac, tendo assumido o cargo em novembro.

Apesar de não ocupar nenhum cargo na administração, a professora continuou sendo o braço direito de seu companheiro.

No começo do ano, a família foi surpreendida pelo diagnóstico de um câncer de mama em Degmar Ferreti e o tratamento está sendo feito em hospital no Rio de Janeiro.

Há pouco mais de 10 dias, o reitor perdeu o pai, também chamado Minoru Kinpara, de 76 anos, por complicações decorrentes de ataque cardíaco.

O reitor, que pediu afastamento de 15 dias para acompanhar o tratamento inicial da companheira, teve que interromper a assistência e voltar ao Acre para se despedir do pai.

Minoru Kinpara é pai de quatro filhos - Kelly e Gabriely, do primeiro casamento; ele e Degmar são pais de Guilherme e da pequena Amanda, que de tão bebê nem aparece nas fotos mais recentes da família reunida.

Força à Minoru e Degmar.

JORGE NAZARÉ


Jorge Nazaré Guimarães Gama ou simplesmente Jorge Nazaré. Ou Jorginho, amigo "da melhor qualidade", conforme expressão que ele costumava usar quando algo era realmente bom.

Faz 14 anos que esse canceriano de grande coração e visão nos deixou. E não encontro na memória o que possa não ter feito, entre 1980 e 1999, na companhia dele.

- Não vou me entregar, parceiro. Tenho um AR15 da melhor qualidade, carregado de balas, para enfrentar a morte - foram as últimas palavras que ouvi dele ao telefone, dias antes de se tornar mais uma vítima de câncer.

"Mete ficha" e "passa a régua" eram outras expressões recorrentes. "Florestania", por exemplo, foi um termo inventado por Jorginho e pelo antropólogo Terri Vale de Aquino. Incorporado pelo jornalista Toinho Alves, se tornou conceito de sustentabilidade e modelo de política pública no Acre. 

Sílvio Margarido relembra (veja) parte das aventuras do produtor cultural e o pedido dele é meu também:

- Nos desculpe se, por ventura, a homenagem de dar o seu nome a Concha Acústica foi um gesto pequeno. O que você realmente merecia, meu amigo, era festa todos os dias naquele lugar. Valeu, Jorge Nazaré!

Atualização às 15h30, em 2 de abril, para destacar comentário do sertanista Jose Carlos Meirelles Meirelles
"Altino,

Não sei se sabes, mas a primeira viagem que fiz para reconhecer a terra dos índios isolados do rio Envira foi uma varação das cabeceiras do Jordão até o Envira. Foram 10 dias na mata.

Daquela viagem, três parceiros viraram pó de estrela: Velho Sueiro Kaxinawá, Carlito Kataiana e Jorge Nazaré.Sim, ele andou nesta varação comigo.

Grande viajante o Jorge e um ser humano da melhor qualidade.

Foi em 1988, mas parece que foi ontem.

Saudade Jorge.

Abraço Altino e obrigado por me fazer lembrar desse cabra."