terça-feira, 11 de junho de 2013

Ouro de tolo no Supremo Tribunal Federal


A reunião da bancada do Acre com os ministros Marco Aurélio de Mello e Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, nesta tarde, como parte de um esforço para tentar reverter a decisão que manda demitir servidores públicos contratados sem concurso público, serviu para expor o despreparo de nossos deputados e senadores, sobretudo dos parlamentares aliados do governo estadual.

O ministro Marco Aurélio de Mello indagou quantos são os servidores que foram contratados antes da Constituição de 1988, quantos foram contratados até 1994 e quantos já estão aposentados. Silêncio geral. Ninguém soube responder. Prometeram pedir pedir informação ao governo estadual e enviar um relatório.

Outro momento marcante foi quando um senador alegou que a maioria dos servidores teria sido contratada antes da promulgação da Constituição de 1988. Educadamente, a ministra Cármen Lúcia interrompeu para informar que a exigência de concurso público existe antes de 1988.

Os dois ministros assumiram compromisso (não poderia ser diferente) pela modulação da decisão à luz da Constituição Federal. E Cármen Lúcia foi além:

- Eu sou escrava da Constituição.

Pra bom entendedor...

Atualização às 19h30

Do deputado estadual Moisés Diniz (PCdoB):

- A ministra Cármen Lúcia disse que 'era escrava da Constituição', mas que conhecia o Acre, seu povo e sua luta. A frase, como está na imprensa, não reflete o sentimento da reunião. Cármen Lúcia já atuou como advogada no Acre.

11 comentários:

Carlos Floresta disse...

Dá licença!
Como é que esse bando vai ao STF sem informações precisas sobre a situação dos supostos 11mil?
Fica claro que o objetivo principal é holofote, mídia e palanque, afinal daqui alguns meses tem eleição...

Ozélia Reges (advogada Criminalista) disse...

concordo com o comentário de Carlos Floresta, entretanto acrescento, que nossos politicos deveriam fazer um cursinho antes e durante o mandato para não falarem besteira e até mesmo para ter como argumentarem.

Eduardo Hadad disse...

E é pq estão preocupados com os servidores, imagina se não!

Paulo Wadt disse...

Rr

Paulo Wadt disse...

Palhaçada vergonhosa. Nada mais que isto.

Eduardo Hadad disse...

Foto bonita em "um papel feio"

joaomaci disse...

Lembrem que este despreparo é de muito tempo, havendo inclusive um certo folclore acerca das capacidades dos políticos do Acre. Ao contrário do que muitos afirmam, acho que a população do Acre não merece este plantel e lamento pelos servidores do caso onze mil (ou não sei quantos), manterem-se iludidos com uma solução que sairia das mãos destes oportunistas.
Mas aproveito pra dar mais um exemplo da atuação desastrosa destes senhores e senhoras que antes de qualquer coisa, querem holofotes, como já foi dito.
Em março deste ano, se não estou enganado, gastaram horrores de dinheiro público para ir reclamar do governo boliviano em Brasília. Pelo que foi veiculado na imprensa, chamou a atenção o fato da representante do Itamaraty solicitar que parte da reunião na Comissão de Relações Exteriores da Câmara fosse feita as portas fechadas para que ela pudesse "falar mais francamente" com os políticos do Acre. Logo depois, segundo a imprensa, a trapalhada continuou no Itamaraty, quando políticos do Acre entregaram uma lista de recomendações aquele órgão, pedindo mais vagas para curso de medicina da UFAC, assentamentos rurais, entre outras demandas que de longe passam pelo MRE.
O fato é que depois desta viagem à Brasília, que partiu daqui com a convicção de que as forças armadas brasileiras iriam invadir Cobija imediatamente, ou coisa parecida, já são mais raros os discursos inflamados e inconsequentes de alguns deputados estaduais que, creio eu, sentiam-se o Plácido de Castro em versão contemporânea. Ou seja, é muito provável que durante a viagem a Brasília eles tenham somente "levado uma comida de rabo" como diz no popular.
Daí a grande questão: seria mais incompetência ou safadeza?

Andarilho disse...

Olhar essa manifestação de hoje, 12.06.2013, do sindicato de operários e, observando, essa foto histórica, de oposição e situação juntas em um propósito, mesmo que de forma politiqueira. Tenho a certeza que o povo não sabe votar e nunca saberá.
Manifestantes contra a G-7 e pela soltura dos presos. Três nem tão presos assim, já que estão em enfermarias da antiga FUNDHACRE. Ocupando leitos que poderiam ser utilizados por pessoas com enfermidades muito mais grave que essas alegadas. São tratados e chamados de estrelas, pelos trabalhadores em saúdes no local, devido a qualidade no atendimento que lhes são prestadas: visitas fora de horário previsto, número ilimitados de pessoas visitando-os, regalias, que normalmente são proibidas para paciente normais, para as 'estrelas' não existe isso de proibição.
Caros operários, ferir o erário é muito mais danoso que parar as obras da 'cidade do povo'. Seu efeito é devastador, pois o dinheiro é gasto de forma exorbitante, para custear construções viciadas. É o mesmo dinheiro que poderia ser utilizado para colocar mais médicos nos postos ou construir mais unidades hospitalares, onde procura-se por uma consulta e tem-se que enfrentar filas e mais filas.
Pense melhor sobre.

Carlos Floresta disse...

Pergunta de ouro, joaomaci!

Thalles Vinícius disse...

Será que nenhum deles sequer imaginou que essas perguntas poderiam ser feitas?

Que vergonha. São todos "Macacos Velhos" da Política. Flaviano e Jorge já exerceram o cargo de Prefeito, Governador, Senador...

Mas como o colega joaomaci colocou: é incompetência ou safadeza? Acredito que seja safadeza. Isso vai abrir "brecha" para que outros encontros ocorram com os Ministros do STF.

Outros encontros = mais mídia, mais holofotes, mais discursos vazios e populistas, que não condizem com a realidade.

Triste.

Editor disse...

Governo e oposição precisam descer do palanque e respeitar o STF. Com o STF não é no grito. Vide a gritaria dos criminosos do mensalão. De nada adiantou. Agora precisamos de líderes criativos, não de irresponsáveis.