terça-feira, 25 de junho de 2013

Acorda, Tião Viana

Luiz Carlos Moreira Jorge, o Crica, colunista político mais lido do Acre, deixou sua habitual isenção a favor do governador Tião Viana e expressa o que muita gente pensa em seu blog, no site AC 24 Horas. Destaco as notas:

Nada igual
Nas mais de três décadas de colunismo político nunca vi nada igual no Acre. Nenhuma das passeatas feitas nas campanhas pelo PMDB, PT, PSDB, PP e outras siglas chegaram perto do público do ato de sábado último. Mais de 20 mil pessoas foram às ruas num protesto pacífico.

Fatos a destacar
Três fatos a destacar: ao contrário das passeatas dos partidos não tinha ninguém pago, não foram colocados ônibus de graça nos bairros e o mais importante: não ter havido violência.

Erra no atacado
O marketing do governo continua errando no atacado. Jamais deveria ter criado a patuscada de desqualificar o movimento como método para esvaziá-lo. Fez foi encorpá-lo com as críticas.

Erro pontual
O ato mostrou que, se haviam razões jurídicas para contestar o G-7, politicamente, foi errado se atacar membros do Judiciário. Eu contei 52 placas com frases de apoio a esses magistrados.

Medir os passos
Na política, qualquer decisão que se for tomar tem que se medir com dois passos na frente para saber os ganhos e as perdas. Isso se aprende no A-B-C do Jardim de Infância da política.

Até por isso
E até porque a questão do G-7 não será resolvida com ataques ao Judiciário, mas nos autos.

Tirar lições
O governador Tião Viana, de origem na política, deve fazer uma reflexão do ato de sábado, se afastar dos que pregam um açodamento e avançar nas relações com os setores da sociedade.

Isso é elementar
Erram os conselheiros do marketing do Tião Viana ao incentivá-lo ao enfrentamento. Quando se briga com o andar de baixo e vence, você não ganhou nada. E se perder, perderá muito.

Mais importante
Tião tem de deixar o confronto de lado e tocar como vinha tocando programas importantes do seu governo que beneficiam grandes parcelas da população que ele ganhará muito mais.

Não comemorem
Os dirigentes da oposição não comemorem nada. O ato também os pegou de cheio. Dezenas de placas eram de protestos contra os políticos, nos quais os senhores também se incluem.

Acham isso?
Ou os cabeças da oposição acham que teriam prestígio de colocar uma multidão dessas nas ruas? Tentaram há poucos dias e só reuniram vinte pessoas, em frente ao Palácio Rio Branco.

Não os representam
Não caiam no engano que vocês representam aquela massa de protesto que foi às ruas. A oposição não tem hoje ninguém que consiga nem congregar internamente suas correntes.

E nada de novo
E também não tem um nome novo de carisma e que possa ser perfil para essa juventude.

Pesquisa do Ibope
A pesquisa do Ibope realizada em várias cidades mostrou que a revolta maior era com a classe política. Há políticos sérios? Há muitos, mas o povo já os colocou todos no mesmo cadinho.

Perderam a guerra
Pelo que se viu nas manifestações nacionais e a de sábado passado na Capital, os delegados de polícia perderam a guerra na opinião pública da PEC-37, e isso deverá influenciar o Congresso.

Fora de foco
Outra de minhas observações foi não ver nenhuma placa reivindicando algo sobre o preço das passagens de ônibus e nem uma frase de protesto contra o prefeito Marcus Alexandre.

Grata surpresa
Eu não acreditava. Mas, Marcus está sim me surpreendendo, principalmente, num ponto: estar sempre presente nos bairros, o que acaba quebrando rejeições e evitando protestos.

Grande contribuição
Nesse processo novo que vive o Brasil os tribunais eleitorais deveriam ser mais rígidos ao analisar denúncias de compra de votos e tirar os mandatos de quem conseguiu ilicitamente.

Reforma política
Quem viu a fala da presidente Dilma ontem ficou certo que agora a reforma política passará. E podem apostar que, encabeçando essa reforma, virá o fim das coligações proporcionais.

Resquício da ditadura
O instituto das coligações proporcionais foi criado na ditadura militar para evitar o crescimento do então MDB. E leva para o parlamento pessoas com votações ínfimas puxadas pela legenda.

Hora da distensão
O governador Tião Viana deveria não aceitar mais orientações de confronto verbal com adversários políticos e membros do Judiciário. Porque isso não leva a nada. E não resolve as questões. Ganhará muito mais voltando aos municípios, se reunindo com os prefeitos, com o povo, mobilizando a classe política para um diálogo e retomando com mais vigor programas de grande alcance social como Ruas do Povo, Cidade do Povo, BR-364, entre outros. Isso, sim!

Um comentário:

Unknown disse...

Esse tenta ser imparcial mas é clara sua inclinação política. Além de ser um comentarista a "La Ronaldo"