sábado, 27 de outubro de 2012

DERRAMA NO ACRE IMPERIAL


Dizem que vence o melhor, que vence o que tem melhores projetos. Até poderia ser se a luta fosse em condições de igualdade. Mas elas, no Acre, não são.

Por outro lado, ante uma população pobre e aterrorizada pelo governo, como ela pode decidir efetivamente alguma coisa?

Ela acaba cumprindo orientações, que no fundo são ordens. Aliado a isso está a prática da derrama.


Com a devida licença poética, diria que a derrama praticada no Acre imperial, é o expediente eleitoral que paga pelo voto.

Por meio da derrama, o partido que controla os cofres públicos faz retornar ao cidadão o dinheiro público que não emprega em investimentos para o bem da vida dele.

Essa derrama garante que o candidato do partido ganhe a eleição e que o povo mantenha-se súdito, desprovido de tudo, especialmente de saúde e educação, e justamente por isso, amplamente dependente de seus imperadores.

É um alucinante ciclo vicioso de perpetuação do império.

A história do Brasil explica que a derrama era um expediente fiscal, cobrado dos mineradores e colonos em Minas Gerais, no tempo em que o país era colônia da Coroa Portuguesa. Com a derrama cobrava-se, de uma só vez, os quintos da produção mineral em atraso.

A derrama talvez se confirme como o expediente mais eficaz para se ganhar eleição no Acre imperial.

Caso isso não se confirme neste domingo (28), aí a gente volta a falar em democracia, alternância de poder, projeto, esperança e coisa e tal.

4 comentários:

Edson Filho disse...

Puro melodrama de final de folhetim global! Se estivéssemos falando de unânimidade em torno da campanha do Marcus Alexandre, eu ficaria quieto, mas estamos falando de uma eleição em que o eleitor está livre pra votar e as pesquisas indicam um empate técnico.
O que vocé queria? Que tivesse só campanha do Bocalom e a Frente Popular fosse impedidada de fazer campanha.
Sua opinião beira o fascismo!

Fátima Almeida disse...

A mãe do Edson acima, a Fátima Nobre, ex-diretora do Colégio de Aplicação é assessora parlamentar da Perpétua em Brasília, onde mora há uma década ou mais. Escrevo isso porque as pessoas as vezes não sabem nada sobre as outras que deixam seus comentários aqui.

Fátima Almeida disse...

Só não sei se o próprio Edson Filho ocupa algum cargo comissionado em algum órgão público.

Fabiano Barreto disse...

Estive no Acre passeando nessas épocas de campanha e vi na propaganda da TV do Bocalom um pastor pregando contra homossexuais. Isso é correto? Pensei que candidatos deveriam ter projetos que incluisem todos, inclusive os homossexuais. SOU CONTRA QUEM USA "IGREJA" em política!