sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

AJUDA DO TAMANHO DO CARNAVAL

Governo federal libera R$ 5 milhões para atender 117 mil vítimas de enchentes no Acre


A Defesa Civil do Acre estima que mais de 117 mil pessoas já foram atingidas pelas cheias dos rios Acre, Iaco, Purus e Juruá, que desabrigaram famílias nos municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Xapuri, Porto Acre, Rio Branco, Santa Rosa, Manoel Urbano, Sena Madureira.

Na medição feita pela Defesa Civil às 15h local (17h em Brasília), o Rio Acre alcançou, em Rio Branco, 17,56 m de profundidade, ficando 3,56 m acima da cota de transbordamento, que é 14m. A enchente começa a atingir famílias em Cruzeiro do Sul, no extremo-oeste do país, banhada pelo Rio Juruá.

Os ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades) sobrevoaram Rio Branco para avaliar a situação das áreas atingidas. Na capital do Acre, 22,3 mil imóveis já foram atingidos e 5,8 mil pessoas foram levadas para abrigos públicos.

Fernando Bezerra anunciou a liberação de R$ 3 milhões para o Estado e R$ 2 milhões para Rio Branco, para que sejam empregados no socorro às vítimas. Os valores correspondem aos R$ 5 milhões gastos pelo governo do Acre na organização do “Carnaval legal que só”, em Rio Branco.

- Eu me enxeri e vim de bicão - declarou o ministro das Cidades, após o sobrevoo na companhia do governador Tião Viana e do prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, ambos do PT.

Os ministros visitaram os desabrigados no parque onde anualmente o governo estadual promove a Feira Agropecuária do Acre, que se transformou no local que concentra a maioria de flagelados que tiveram que deixar suas casas. O cerimonial providenciou até a instalação da foto oficial do governador Tião Viana no parque.

Segundo a Defesa Civil, a maioria dos desabrigados de Rio Branco está em casa de parentes e amigos. No município de Brasiléia, fronteira com a Bolívia, 95% da área urbana foi atingida, desabrigando mais de 14,7 mil pessoas.

Em Xapuri, o rio começou baixar, alcançando 15,04 m. O mesmo rio apresenta tendência de vazante em Brasiléia,  mas parte da área urbana da cidade ainda permanece alagada.

6 comentários:

João disse...

A presidenta Dilma só pode ter muito ódio dos Acreanos mesmo... Que cara de bobão essa do suplente de senador.

Eduardo disse...

Milhares de pessoas afetadas, e eles repassam uma merreca, em comparação com os rombos que praticam, de 50, 100, 200 milhões de uma vez...
E não é só o suplente não amigo, o ministro, o chefe da defesa civil nacional, repetem discurso preestabelecidos, demonstram total e completo desconhecimento de causa e todos são verdadeiras éguas de chocalho. Agora, quer cara de bobão??!! Olha a cara da Dilma! Não tem melhor exemplo!
Mas, para usar nossas expressões: nós é que estamos lascados...

eliomar m. disse...

Ora pessoal será que não tá bom o esse dinheiro! que me perdoei o ser humano que tá sofrendo ao ver sua casa alagada, mais o que nós vamos fazer se à presidente Dilma. É amiga do ACRE. Será que é mesmo. E tem o governador que com seu bando de doze anos de poder, deixou o seu nome servir de chacota para o Brasil. Na campanha para presidente como o pior desempenho eleitoral.

Albuquerque disse...

Se cortassem pela metade a verba destinada a mídia o montante seria bem maior do que essa migalha do governo federal.

Leila Ferreira disse...

Posse para foto, sorriso no rosto, alegria, parece um passeio em férias uma voltinha em alto mar no meio da floresta amazônica. E 5 milhões nadinha.

abraxas disse...

NO início da alagação o discurso era que não se deveria usar a tragédia para fins políticos. nesse ponto acho que até agora a oposição foi bem moderada (não sei o que farão depois das eleições). esse era o mote inclusive dos governistas, de que não deveriam usar a tragédia para a política. pois bem, agora, na primeira oportunidade que o governador tem pra falar, diz que a morte do coitado do voluntário foi uma "orquestração política"? quem tá usando tragédia para fins políticos agora? era melhor o governador ter ficado calado.