terça-feira, 19 de abril de 2011

ÍNDIO CONDENADO POR TENTATIVA DE ESTUPRO

Vítima tinha 3 anos de idade


O indígena João Nunes Hunikui Kaxinawá, da etnia kaxinawá, foi condenado pela Justiça do Acre nesta terça-feira (19), Dia do Índio, a cinco anos e quatro meses de prisão por tentativa de estupro. A sentença é do juiz substituto Manoel Pedroga (foto), que responde pela comarca do município de Feijó.

João Kaxinawá foi denunciado por tentativa de estupro de vulnerável. Em dezembro do ano passado, ele tentou manter relação sexual com a menina D. X. D. S., de apenas três anos de idade.

O estupro só não foi consumado porque o índio foi surpreendido por Suely Ximendes dos Santos, mãe da criança, no Pólo Indígena, no bairro Bela Vista.

A mãe contou que ao chegar ao local encontrou a filha deitada, sem roupas. Segundo consta nos autos, o índio também estava despido, em circunstâncias que favoreciam a prática do delito.

Como o indígena já estava integrado à sociedade, não poderia ser tutelado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), tendo de responder pelos seus atos.

Manoel Pedroga destacou o caráter pedagógico de sua sentença.

- A decisão serve para demonstrar que a Justiça não tolera abusos sexuais contra crianças e adolescentes e visa combater principalmente a pedofilia, tão comum em nosso Estado. Infelizmente, no Vale do Juruá é comum esses tipos de crime, envolvendo principalmente pessoas com poucos instrução escolar e poder socioeconômico - assinalou o magistrado.

A audiência de instrução ocorreu segunda-feira (18), quando foram ouvidos o réu, a mãe da menor e outras testemunhas.

Por envolver um indígena, algo atípico, o fórum ficou lotado de parentes da vítima, amigos do acusado e até de indígenas que se deslocaram da Aldeia Paroá, que fica às margens do Rio Envira, distante duas horas de barco da cidade de Feijó.

Ao final da audiência, para evitar tumulto ou revolta entre os indígenas, o juiz determinou que o processo fosse concluso para sentença.

5 comentários:

Enzo Mercurio disse...

Parabéns ao Sr Juiz que como o rei Salomão foi justo ; essa resoluçao tem que ser passada para toda a sociedade , falada nas escolas etc.
Temos que exigir cada vez mais atitude como a desse Sr Juiz.

Acreucho disse...

Parabéns ao magistrado, temos mesmo que acabar com essa história de que índio é coitadinho e diferente de qualquer outro ser humano.

Conselho Indigeniasta AO disse...

Ora, ora, o crime é crime para qualquer um. Entre os casos de estrupos a parte indígena é a menor. Não que isso esteja certo, mas criminalisar todos os indígenas por causa de um só é no mínimo forçar a barra. Ele não cometeu o crime por ser indio, antes, praticou um crime por coisas que provavelmente aprendeu com os não índios.

Acreucho disse...

Caro Conselho Indigenista, ele ia cometer um estupro porque antes de ser um índio ele é um homem, com desvio de personalidade que o tornou um pervertido por se achar "diferente" e ter quem o apoie, agravado pela certeza da impunidade, só que deu com a cara na parede. Ìndio é ser humano como eu e você, portanto tem que ser tratado com igualdade. Praticou crime, tem que ser punido, seja índio ou branco. Em algumas "culturas" indígenas ele não seria punido, já em outras seria executado sendo colocado em cima de um formigueiro vivo. Pior pra ele, que vai pro presídio e lá, estuprador de criança não tem vez, vai ser mulherzinha dos outros. Aí vai ver o que é bom pra tosse!

Je vois tout disse...

Olha Altino, isso é mais um dos tantos casos que veio a tona. Quando vamos para o interior do Acre e ficamos por um tempo por lá ficamos por dentro de tudo que acontece. Porque isso não é praticado somente por alguns índios, fiquem sabendo isso é praticado até por autoridades. Porém o que esse monstro tentou cometer é algo abominável, nós dias de hoje todos sabemos que muitos indígenas são muito bem informados a respeito dos seus direitos, mas na hora de cumprir com os deveres logo vem em suas mentes os seus direitos, pois sabem que hoje com a vasta gama de direitos que foram criados para todo tipo de ser humano isso acaba dificultando a justiça de cumprir com o seu papel essa é a verdade. Sou contra a cota para negros em universidades, pois se um dia eu vier a ser pai de um filho e meu filho for negro, não quero que ele seja tratado como um coitadinho, pois sei que como pai eu vou ter obrigação de zelar e procurar dar uma boa educação para ele pelas vias oferecidas pelo governo, porém só porque meu filho é negro que ele não terá também inteligência e sabedoria como o filho branco do meu vizinho. Sou contra a lei Maria da Penha, mesmo eu sendo filho de uma mulher, mesmo sendo irmão de duas mulheres e mesmo no futuro podendo ser pai de uma mulher eu quero viver em um lugar onde homens e mulheres tenham direitos e deveres iguais e que sejam respeitados. Porém devido à falta de capacidade das autoridades acontecem coisas bárbaras e isso minha gente dentre outras coisas que considero absurdas no Brasil nós somos os exclusivos culpados, pois todos somos seres humanos e dentre nós não pode haver diferença, sendo assim repito temos direitos e deveres iguais, basta as leis serem cumpridas e executadas da forma correta como hoje são nós países de primeiro mundo, o problema é muitas pessoas não se preocupam nas conseqüências de colocar no mundo um ser humano. Se esse ser não tiver uma educação, um convívio e uma família estruturada e equilibrada no futuro ele poderá vir a ser um criminoso e as pessoas que fazem o seu papel correto na sociedade é que vão pagar pela incompetência e pela falta de responsabilidade daquele que pós essa criatura no mundo. Bem isso é somente um pouco daquilo que eu tenho pra falar a todos vocês