sábado, 18 de abril de 2009

ISOLAMENTO E INCLUSÃO DIGITAL


Esta é visão panorâmica do distante município de Santa Rosa do Purus. Do outro lado do rio é território peruano.



Após uma hora e meia de vôo, a partir de Rio Branco, o bimotor pousa na pista de barro.


A fuselagam do avião fica coberta de lama após pousos e decolagens que exigem muita perícia dos pilotos em metade da pista. Felizmente, nas imediações da pista já existe um monte de brita e a promessa de que será pavimentada a partir de maio.


O deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), presidente da Assembléia Legislativa, o superintendente da Polícia Federal, Luiz Cravo Dórea, e o prefeito Zé Brasil (PT) inauguraram um centro de inclusão digital no escritório da PF no município.


Não é fácil imaginar o impacto de uma iniciativa dessa numa das regiões mais remotas do planeta. Essa criança jamais havia ficado diante de um computador com internet.



Em fevereiro, o superintendente Luiz Dórea inaugurou no município de Marechal Thaumatrugo outro centro de inclusão digital. Em ambos estão sendo usados computadores cujo destino seria o lixo. Com a participação das prefeituras, jovens chegam a formar filas para ter acesso à internet. Por tabela, se desfaz a imagem de antipatia da polícia e a população se aproxima para colaborar com a vigilância da fronteira.

Na quarta-feira, Dórea deixa a
superintendência da Polícia Federal o Acre. Vai integrar a cúpula da PF em Brasília. Assumirá a Coordenação-Geral de Polícia de Repressão, que é subordinada à Diretoria de Combate ao Crime Organizado.

Deixará saudades no Acre.

Leia mais no Blog do Edvaldo.

4 comentários:

Iberê Thenório disse...

Virgem Maria mãe santíssima! É avião off-road!
Que os computadores possam ajudar a mudar essa realidade.

Txai Dinho da Silva disse...

As fortes imagens dessa missão histórica nos confins de nossa remota Amazônia Bolpebra, no Acre, com uma experiência exitosa de iniciativa do poder público (PF) e parcerias solidárias com foco na qualidade de vida das pessoas nessas comunidades.

Os objetivos dos centros de inclusão digital em Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa são nobres e tem a marca da visão empreendedora de um grande brasileiro que é o Luiz Cravo Dórea, nosso Txai Dórea, liderança servidora natural nesse início da missão contínua e inacabada que deve ser multiplicada por seu sucessor e parceiros com ajuda da comunidade(fazer a sua parte).

Essa experiência também registra uma quebra de paradgmas sobre o verdadeiro papel da autoridade policial. Com respeito e justiça social, reconhecendo e valorizando os diversos talentos e saberes dessas pessoas que ainda vivem isoladas do resto do mundo.

Já é um excelente começo e deve continuar a multiplicar-se na Amazônia por sua razão sustentável, única e empreendedora!

O nosso Txai Luiz Cravo Dórea deixa uma legião de fãs na grande floresta e a PF consolida uma imagem de admiração por nossa gente simples e humilde, mas que ama o NOVO e o novo sempre vem e já chegou!

Juceli disse...

Pelo o que vejo os programas de inclusão digital do governo são bem interessantes. Eu acho que a verdadeira inclusão digital seria baixar os preços dos computadores, eu sei que o governo Lula, estinguiu/reduziu alguns impostos, na qual poderia baixar ainda mais as tarifas de telefone e internet banda larga. As familias menos desfavorecidas não querem saber de inclusãi digital, o que eles querem mesmo é ter sua maquina em casa, e acesar a internet de sua casa no momento que desejarem, na qual o governo poderia criar uma linha de crédito para poderem comprar suas máquinas. Enfim... mas estamos evoluindo,é mais longe estivemos, como diz o ditado: "É de gão em grão que a galinha enche o papo".

Nilton disse...

já me atolei muito nessa pista, o avião literalmente foi para um lava jato.