Quer dizer então que os fazendeiros tocam fogo nos pastos e nas florestas, nos forçam a andar de máscaras para conseguirmos sobreviver nos dias de calor e fumaça e depois vão à Brasília exigir novo prazo para o pagamento das dívidas por tais feitos?
A repórter Tatiana Campos, do jornal A Gazeta, revela que o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária, Assuero Veronez, se encontra hoje com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Murilo Portugal, em companhia do senador Tião Viana, para pedir a extensão dos prazos de pagamento das dívidas. Os débitos somados chegam a R$ 20 milhões.
- Como os empréstimos foram feitos com recursos do BNDES, estender os prazos não é uma decisão que cabe ao Banco do Brasil ou ao Bradesco, e sim ao Conselho Monetário Nacional. Estamos buscando uma solução para o problema e não o perdão das dívidas, apenas prazos maiores, como já foi feito em outros Estados - alegou Veronez à reportagem.
Os fazendeiros fazem parte de um programa chamado ProPasto, do BNDES, que destina financiamento para a recuperação de áreas degradadas.
ProPasto ou ProTrem do Fogo?
O jornalista Chico Araújo, da assessoria do senador Tião Viana, envia a seguinte informação:
- O Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá prorrogar por um ano o prazo para que os pecuaristas do Acre que contraíram empréstimos do ProPasto, programa do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinado à recuperação de áreas degradadas, quitem suas dívidas com o banco. A decisão será tomada no próximo dia 25, na reunião do CMN, quando o assunto será colocado em votação.
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