sexta-feira, 28 de março de 2014

O PT não é maior do que o Acre

POR MARCIO BITTAR

Por novos e melhores dias a todos os acreanos está formada a coligação “Por um Acre Melhor”. É uma força política composta por dez prefeitos, quatro deputados federais, cinco deputados estaduais, um senador da República, mais de 100 vereadores  e 11 partidos políticos que se irmanarão para transformar o Acre, após a vitória em 2014, em um estado competitivo, próspero e solidário.

Vamos desfazer a panelinha que governa o Estado há 16 anos. É uma turma que só dá prejuízo ao erário público. A máquina petista, hoje, conta com 69 órgãos públicos entre secretarias, autarquias e empresas. O governo transformou-se em uma confraria de amigos e fieis aliados que suga o dinheiro do povo, despreza as pessoas e reina como absoluta. É chegada a hora de findar essa história e iniciar novos tempos. Vamos valorizar o funcionário de carreira, o verdadeiro funcionário do público.

Os investimentos dos petistas são mal feitos, perdulários e duvidosos. Aos poucos o PT substituiu a produção econômica pela máquina governamental e instaurou a receita do fracasso. Não satisfeitos, eles endividaram gerações de acreanos. Em dezembro de 2006, segundo o Banco Central, o Acre tinha um dívida de 976 milhões de reais, já, em agosto de 2013, a dívida era de 2,7 bilhões de reais; e isto sem contar com o recente empréstimo pedido pelo atual governador de 250 milhões de dólares ao BIRD.

Hoje, dependemos de tudo de outros estados do Brasil e eles nada dependem de nós. É preciso começar a inverter a equação, precisamos diminuir nossa dependência e aumentar o consumo de nossos produtos por outros estados. Precisamos importar menos e exportar mais. Precisamos dar saltos qualitativos em nossa produção agrícola e pecuária e desenvolver a industria acreana.

O Acre foi o segundo estado brasileiro com maior desequilíbrio nas contas públicas em 2013. É, proporcionalmente, o segundo estado do País com maior déficit fiscal. Os dados são enfáticos em mostrar que o PT encolheu a livre iniciativa e investiu em aumentar o governo para se impor como poder total. Não há maquiagem que possa esconder algo tão grave. O governo dos petistas está comprometendo negativamente o presente e o futuro dos acreanos.

Vamos botar ordem na casa e já a partir do primeiro dia de trabalho, em primeiro de janeiro de 2015, iremos, a exemplo do governador de SP, Geraldo Alckmin, nos ocupar com a redução do custeio e definição de metas de economia para todos os órgãos de governo. Em cada secretaria, empresa e fundação do Estado designaremos um guardião da economia que será o responsável por economizar o dinheiro dos acreanos no custeio e em despesas como luz, telefone, água, diária, aluguel e terceirizações.

Faremos uma administração integrada e calcada na eficiência. O gabinete do novo governador se encarregará de monitorar todos os gastos por meio dos guardiões e avaliar o custo-benefício das aquisições de materiais, dos serviços e das despesas. Tudo que for economizado será investido em obras de infraestrutura, em saúde, educação e segurança pública.

Com a casa arrumada, precisaremos gerar competitividade na economia do Estado. Para isso vamos colocar em prática o Acre Competitivo para superar os grandes gargalos que impedem o Estado de crescer competitivamente. Vamos encerrar todas as perseguições aos agricultores, aos pecuaristas e às madeireiras honestas do Acre e reconstruir a assistência técnica ao agricultor, aos madeireiros e aos pecuaristas. Vamos ajudar a adensar as cadeias produtivas. Com ciência, técnica e tecnologia é possível aumentar a produtividade de nossas culturas e implantar outras.

A meta é tornar os produtores aptos a atenderem pelo menos a demanda interna por alimentos. Vamos fazer um planejamento rigoroso para as próximas décadas em toda a mobilidade do estado. Precisaremos superar a incompetência governamental, que leva décadas para construir uma rodovia e, ainda, o faz gastando mais do que o necessário e com qualidade inexistente.

Vamos superar o marasmo econômico e criar as condições para que as pessoas tenham empregos e dignidade. Vamos triplicar o número de vagas oferecidas no setor da educação profissional em quatro anos e avançaremos rumo ao interior do Estado, ao dotarmos todas as regionais com grandes escolas estaduais de ensino técnico, tecnológico e profissional.

Acreditamos que o serviço público no Acre precisa funcionar e não ser visto como uma máquina a serviço do partido. O PT não é maior do que o Acre. É preciso findar a era de se servir do povo para inaugurar o tempo de servir ao povo. Servir ao povo é a meta número um da aliança “Por um Acre Melhor”.

Marcio Bittar é deputado federal, primeiro secretário da Câmara dos Deputados e presidente da regional do PSDB no Acre

2 comentários:

Clênio Plauto S. Farias disse...

Está aberta a temporada de promessas.
"Guardião da Economia". Que asneira é essa. Acho que o deputado está vendo muito filme. Inventar um cargo (que ele crítica da situação)para fazer o que todo gestor público tem que fazer. Por isso e por outras que vou anular meu voto, para todos os cargos eletivos.

Carlos Floresta disse...

É deputado...
Vai ficar faltando só o pozinho de pirlimpimpim e o abracadabra pra mágica do "guardião" se concretizar.
Ao contrário do Sr.Clênio Plauto, acredito que só o Caos vai trazer ordem a este país.
Sem essa "dança-de-rato" que se repete faz 14 anos que só fala em "discutir", "cuidar", "conversar" e outros verbos que impedem o principal e tudo o que queremos ver: o REALIZAR. O fazer acontecer!
Já se discutiu tudo!
Falta fazer pra valer: saúde, educação, trabalho e segurança!
Vou votar no pior dos candidatos simplesmente porque não existe "o melhor candidato".
A diferença é que vou votar num candidato ruim que ainda não governou, só pra garantir a rotatividade democrática entre os ruins!
É aí?
Vai de situação ou de oposição?
Tá fácil, pô!
Quaisquer deles nos levará ao Caos.