segunda-feira, 3 de março de 2014

Falta autocrítica e bom senso na crise das polícias Civil e Militar do Acre

O governador do Acre, os secretários de Segurança Pública e de Polícia Civil, além do comandante da Polícia Militar, deveriam fazer autocrítica diante da sociedade e buscar retratação pela lambança de seus subordinados na noite de sábado, durante invasão para resgatar um preso na Delegacia Central de Flagrantes de Rio Branco.

Não basta tratar o escândalo como um caso isolado, pois policiais militares e civis estão com queixas represadas pelo governo e a péssima relação institucional pode resultar em mortes.

São duas polícias que no fim não formam um todo como a sociedade espera. Propositadamente, o governo divide ideologicamente praças e oficiais, agentes e delegados. E no fim, divide todos entre si.

Desconsideremos, por ora, que os bandidos devem estar a comemorar a violência crescente no Acre e a “guerra” entre policiais civis e militares.

6 comentários:

Carlos Floresta disse...

Passamos ao Estado Democrático de Direitos com a CF/1988, no entanto, essas duas instituições não sofreram nenhuma mudança estrutural.
Como Seu Altino bem disse, ..."São duas polícias que no fim não formam um todo como a sociedade espera. Propositadamente, o governo divide ideologicamente praças e oficiais, agentes e delegados. E no fim, divide todos entre si"...
OU seja, estamos no já denominado Estado de Direitos Humanos, com instituições policiais oriundas da era da Ditadura Militar e, pior, que não sofreram NENHUMA mudança, reforma, nada!
Os quartéis de polícia militar e as delegacias de polícia civil são feudos pertencentes aos oficiais e delegados, respectivamente, que tudo podem fazer.
Na guerra de todos contra todos, parafraseando Ésquilo, a primeira vítima é a verdade.

Carlos Floresta disse...

Passamos ao Estado Democrático de Direitos com a CF/1988, no entanto, essas duas instituições não sofreram nenhuma mudança estrutural.
Como Seu Altino bem disse, ..."São duas polícias que no fim não formam um todo como a sociedade espera. Propositadamente, o governo divide ideologicamente praças e oficiais, agentes e delegados. E no fim, divide todos entre si"...
OU seja, estamos no já denominado Estado de Direitos Humanos, com instituições policiais oriundas da era da Ditadura Militar e, pior, que não sofreram NENHUMA mudança, reforma, nada!
Os quartéis de polícia militar e as delegacias de polícia civil são feudos pertencentes aos oficiais e delegados, respectivamente, que tudo podem fazer.
Na guerra de todos contra todos, parafraseando Ésquilo, a primeira vítima é a verdade.

Arlan Hudson disse...

Hoje, terça-feira de carnaval, senti-me mal e impotente diante de uma cena bárbara que presenciei no centro de Rio Branco. Não eram 4hrs da tarde quando resolvi sair para passear com minha família. Queria tomar um tacacá às margens do rio e perambular ali pela orla do mercado velho como todo bom acriano. Foi tudo ótimo até o momento em que me dirigi p/o local onde meu carro estava estacionado e ali vi 3 Policiais Militares fardados - e sem identificação - dentro de um bar enquanto um quarto PM estava na calçada gritando com uma mulher. Pouco tempo após bradar algumas grosserias, o militar começou a bater na jovem. Fiquei pasmo, sem reação. Minha filha de 03 anos, que assistiu a tudo, perguntou por que aquele policial batia na mulher e não consegui falar. E tinha o que dizer? Apenas virei o rosto dela p/não que assistisse mais aquilo. Ao perceber que vi tudo e que estava incomodado com a cena, o militar tão logo parou com a agressão, abriu um sorriso e tratou de disfarçar. Na hora não consegui pensar em nenhuma reação. O que eu ia fazer, chamar a polícia? Não fiz nada. Não sei o que aquela moça fez de errado, mas nada justifica a conduta daquele policial. No fim, sinto como se aquele tapa tivesse acertado o meu rosto em cheio, pois doeu ver minha filha com medo de um servidor público cuja única função é garantir a segurança e o bem-estar de todos.

Arlan Hudson disse...

ops... errei o dia, foi na segunda-feira.

Nery Tenorio disse...

Sou APF, moro no Acre, não quero ser delegado, defendo a carreira única e a desmilitarização da polícia. Mas sugiro a todos que não festejem a ação da PM ou condenem o delegado sem saber detalhes do ocorrido. Evitemos mais leviandades. Não podemos nos esquecer que as duas instituições - PM e PC - estão acima das vaidades pessoais. Independente dos prováveis comportamento irascível do delta ou da insubordinação do sargento, a PM, através de seu comando, cometeu o pior erro que poderia cometer ao invadir a delegacia da Polícia Civil. O Comandante Geral também foi vitimado pela vaidade e consigo levou a tropa. Ao ordenar a invasão da Delegacia, ele colocou o Estado contra o próprio Estado. Diante de toda a celeuma, acabou por perder a oportunidade de ser a autoridade mais equilibrada neste caso. Há meios legais para responsabilização de eventuais erros do Delegado ou do Sargento da PM. A invasão da delegacia vilipendia uma instituição - a PC - bem como também outros policiais, íntegros, dedicados, que a defendem, a honram e a consideram uma extensão de sua família e de seus lares. A ação da PM foi muito mais danosa do que os eventuais surto da Autoridade ou a desobediência do Militar. Ela invadiu a casa de outros colegas que trabalham de forma honesta e parceira com a própria PM e para a sociedade. Em respeito a todos os outros policiais da Polícia Civil do Estado do Acre, a Delegacia deveria ser preservada. Valeram nessa ação a força e a vaidade. A gloriosa e respeitada Polícia Militar do AC, através da ação de poucos, referendada por um comandante igualmente insano e vaidoso, se apequenou. E levou consigo a igualmente gloriosa PC. E com isso ganha a bandidagem, que deve estar dando muita risada do ocorrido...

Dois respeitosos VIVAS às gloriosas Policias Civil e Militar do Estado do Acre! Em nome de sua história, de seus valorosos integrantes, desejo que elas se livrem daqueles que lhes tentam roubar o brilho em favor de suas vaidades pessoais.

Luan Taboada disse...

Boas palavras...mas não foi apenas um caso que deu início a situação. Quem é Pm sabe como é o comportamento de boa parte dos delegados quando vamos entregar um preso na delegacia. A atitude dos Pm pode ter sido equivocada, mas vale mais o que representou, mostrando ao delegado que ele não pode fazer oq bem entender.