terça-feira, 5 de novembro de 2013

Desfazendo mitos e mentiras

POR MARCIO BITTAR

Não há  mentira que não possa ser desmascarada. Somente essa semana, duas calúnias sobre a oposição no Acre foram atropeladas pelos fatos.

O bloco da oposição está unido. O primeiro ato dessa força política será fazer chegar a cada acreano um plano de governo, capaz de sacudir o marasmo econômico e social em que vivemos no Estado.

No Acre, PMDB, PSDB, PP, PPS, PT do B, Solidariedade, PMN e PR formam um bloco de dez prefeitos, 87 vereadores, três deputados federais e cinco deputados estaduais. Força suficiente para eleger o futuro governador, vice-governador, senador, deputados federais e estaduais nas próximas eleições. Força suficiente para enfrentar e superar a máquina do PT.

Juntos, no plano nacional, esses partidos governam 13 estados, maioria das unidades federadas e da população brasileira, elegeram 43 dos 81 senadores da República e 231 deputados federais, em um universo de 513 deputados. 

Aliás, outra mentira precisa ser desmascarada.

Recentemente, chequei o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Acre. Esse índice foi criado para medir a qualidade de vida das populações. Em ranking de IDH entre estados brasileiros, em 1991, o Acre foi o 21º primeiro colocado. Possuía um índice menor do que o do Ceará, de Rondônia, de Pernambuco, do Amapá, de Roraima,do Pará, do Amazonas, por exemplo.

No ano 2000, o Acre repetiu a performance quando comparado aos demais estados da federação: 21º lugar em desenvolvimento humano, superando apenas Maranhão, Piauí, Tocantins, Alagoas, Paraíba e Bahia.

Os dados relativos de 2010 desmentem a ideia de que vivemos uma melhora substancial da qualidade de vida e fulmina o mito de que o PT transformou radicalmente a realidade social do Acre. IDH é um índice composto de três dimensões: renda, longevidade e educação.

Entramos na primeira década do século XXI novamente em 21º lugar em IDH, entre os estados da federação. Situação similar a de 1991 e a de 2000.

No Acre, vivemos um marasmo econômico e social que precisa ser superado.            

Entre 1991 e 2010, o Brasil saiu de uma condição de muito baixo desenvolvimento humano para a categoria de alto desenvolvimento. No mesmo período, o Acre saiu de baixo desenvolvimento para médio desenvolvimento humano. Ao nos compararmos com o Brasil é forçoso concluir que perdemos o bonde, ficamos para trás, poderíamos ter ido bem melhor.          

Estão condenados pela verdade do IDH  o autoritarismo, a incompetência e o modelo arcaico de governar implantado pelas forças políticas que governam o Acre há mais de 15 anos.          

O bloco de oposição apontará  cada um dos erros cometidos pelo governo do PT e apresentará soluções ousadas e eficientes, inspiradas em projetos que deram resultados concretos.           

Não fará campanha com mentiras, futricas e engodos  Defenderá o povo do Acre com dignidade e boa-fé, apontando os possíveis caminhos para superar o marasmo econômico e social em que o Acre está mergulhado.

Marcio Bittar é deputado federal, primeiro secretário da Câmara dos Deputados e presidente da Executiva Estadual do PSDB do Acre.

3 comentários:

RodB disse...

Tomara mesmo que a oposição apresente projetos, pois anos após ano só vemos críticas ao governo, que é parte do trabalho da oposição mas não pode se resumir a isso. Entre um projeto questionável e um não-projeto, a primeira opção ainda é a melhor. Quem sabe se a oposição falar mais do que pretende fazer e menos sobre o atual governo ela ganhe mais pontos com os eleitores.

Thalles Vinícius disse...

Chega de blá blá blá, Márcio Bittar. CHEGA! Aonde estão as propostas, projetos alternativos aos do atual Governo? Em 15 anos ainda não deu tempo de fazer? Ou seu projeto se resume a falar mal do Governo?

Esse cara é muito chato.

Thiago Silva disse...

querer enaltecer a oposição lembrando que ela está presente massivamente nos governos de todos os Estados (incluindo no nosso) e no federal em tempo que a população clama por reforma política é, no mínimo, um tiro no pé. :P