quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Situação de bebês no Hospital Santa Juliana é imoral, desumana e criminosa

POR JONAS AMADO ARAÚJO

Prezado Altino Machado.

Não sei se você sabe, mas a Aretusa Machado, que é sua prima, casada com meu irmão, Jorge Adonis Araújo, atravessa uma fase muito difícil em Rio Branco. Vou contar um pouco: ela esperava um bebê e, devido a problemas, tiraram com cinco meses de gestação.

O descaso que está acontecendo envolve os bebês prematuros que foram transferidos para o Hospital Santa Juliana, na semana passada, em decorrência de um incêndio na usina de oxigênio da Maternidade Bárbara Heliodora.

As condições são precárias. Cinco bebês já morreram e os que ainda estão vivos podem não suportar a situação. Estão no limite entre lutar pela vida e lutar também agora contra o descaso do governo e de suas autoridades de saúde.

A começar pelas instalações insalubres para uma UTI neonatal. Existem formigas e baratas dentro da sala improvisada onde jogaram os bebês. Não existe oxigênio suficiente. Quando acaba o oxigênio, os pais têm que brigar por um cilindro.

Os bebês estão tomando leite em pó porque não existe a máquina para tratar o leite que as mães levam com todo cuidado, às vezes até durante as madrugadas.

Meu irmão, que levava o leite três vezes por dia para alimentar o bebê prematuro de seis meses, chegou a ver a enfermeira alimentando o filho dele com leite em pó. Perguntou onde estava o leite que levava diariamente e disseram que não podiam servir porque não havia onde guardá-lo adequadamente. Seguramente jogavam fora o leite obtido e entregue com tanto sacrifício e amor.

Na semana passada, quando meu irmão chegou ao Hospital Santa Juliana, o bebê estava roxo, morrendo engasgado com a sonda e o equipamento de respirar na boca devido a posição.

A enfermeira estava dormindo de cansada porque lá não trocam o plantão. O pessoal fica dois dias seguidos no hospital, pois não existe gente especializada suficiente para substituir o plantão.

O fisioterapeuta, responsável por entubar os bebês, a toda hora pede para os pais tomarem providência, pois aquelas condições são inviáveis para esses bebês, que necessitam de cuidados e locais diferenciados.

A gota d'água aconteceu nesta quinta-feira. Meu irmão não aguentou mais e abriu a boca. Chamou a imprensa e falou tudo. Como sabemos que a imprensa no Acre é cerceada e controlada, desconfiamos que a situação não se torne do conhecimento da opinião pública e de outras autoridades do Estado.

Os pais estão desesperados, vendo os bebês morrerem. Para que você tenha ideia, estavam pregando com martelo e furando as paredes dentro da UTI. Um barulho infernal para bebês que não podem nem ser tocados. Imagine o barulho de martelo e furadeiras dentro de uma sala, além do cheiro de cola insuportável.

A freira que administra o Hospital Santa Juliana limitou-se a dizer:

- Desde que esses meninos vieram para cá, só tivemos problemas. Amanhã mesmo vou devolvê-los. Estamos fazendo um favor a vocês.

Adonis e Aretusa estão em Rio Branco há mais de um mês. Desde que houve o incêndio na Maternidade Bárbara Heliodora, estão passando por essa agonia. Procure o meu irmão. Ele pode contar muito mais. Isso é o pouco que imaginamos que ele nos conta ao telefone para nos poupar de preocupações.

Mas o que supomos pouco é imoral, é desumano, é crime. A ajuda que necessitam a essa altura é somente a de expor à opinião pública o descaso para com os bebês.

Jonas Amado Araújo mora em Cruzeiro do Sul

3 comentários:

franba disse...

Santa Juliana é assim administrado por religiosas que de cristã só tem o hábito (vestuário)São grosseiras e geralmente agem como mercenárias sem nenhum respeito. Recebem muita medicação necessária do SUS, mas nos tratam como se fôssemos um bando de coisa velha e inconvenientes. Isso é que o Ministério Público deveria se preocupar não está sendo tão zeloso no caso da Telex free...Acorda Ministério Público Acriano,
Salva nossos bebes...

Anne Nascimento disse...

Lembro-me de uma vez em que estive internada por 13 dias no Santa Juliana. Na ocasião, tive pneumonia hospitalar, o que geralmente é normal para casos de internações longas. O problema maior foi quando vi um carrapato no banheiro. Isso, para mim, não teve desculpa.

paulo nildo disse...

O governo do Acre gastou R$ 2,7 milhões com refeições só com uma empresa de alimentação. A ordem de contratação e de pagamento á empresa TAPIRI INDÚSTRIA E COMÉRCIO ALIMENTÍCIO LTDA, para fornecimento de alimentação tipo marmitex ás famílias desabrigadas pela enchente do rio Acre e que estavam alojadas no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco no Acre este ano, foi publicado na edição desta sexta-feira (20), no Diário Oficial do Acre e tem o valor total pelo serviço R$ 2.718.456,50 (dois milhões, setecentos e dezoito mil, quatrocentos e cinquenta e seis reais e cinquenta centavos).
A empresa Tapirí Indústria e Comércio Alimentício LTDA é de propriedade da família do ex-secretário de saúde do município de Rio Branco, Paskal Kalil e foram fornecidos segundo a publicação, 232.345 unidades de marmitex. Confira publicação do D.O:A JUIZA DO CASO TELEXFRE E SEU MARIDO ENVOLVIDOS EM ESCANDALOS COM MARMITA ,PASMEM!