terça-feira, 2 de julho de 2013

Universidade Federal do Acre anuncia distribuição de Bíblia aos professores

POR GERSON ALBUQUERQUE

"Ao cumprimentá-los cordialmente, informamos que no dia 03.07.2013, quarta-feira, os Gideões Internacionais estarão visitando todos os setores de nossa Instituição para realizar a entrega de Bíblias para nossos docentes, técnico-administrativos e discentes.”

A mensagem acima foi, formalmente, encaminhada aos diretores de centros, coordenadores de cursos de graduação e pós-graduação e outras unidades acadêmico-administrativas da Universidade Federal do Acre (Ufac), pela reitoria dessa Instituição Federal de Ensino (IFE), na manhã de segunda-feira, 1º de julho.

Seu conteúdo é assustador para todos nós que sempre defendemos o ensino público, gratuito, laico e de qualidade em todos os níveis, principalmente por compreendermos que abrir mão desses preceitos significa um retrocesso naquilo que foi assegurado na Constituição Federal de 1988, como conquista das amplas movimentações sociais em defesa das liberdades e dos direitos fundamentais de todos os seres humanos, independentemente de credo, raça, sexo, opiniões, preferências ou escolhas.

Ao acatar e formalizar por ato administrativo a distribuição de uma bíblia, panfleto, tratado ideológico, sonhos, quimeras, propagandas de governo ou fantasias de pessoas ou grupos de pessoas para toda a comunidade universitária, a reitoria da Ufac desrespeita essa comunidade, por tratá-la como se todos pertencessem a uma irmandade ou corporação de ofício que professa esse ou aquele credo. Mais que isso, age em frontal desrespeito ao que está inscrito na Carta Magna brasileira, no sentido de assegurar a liberdade de culto e de escolha religiosa, inclusive a de não ter ou professar a nenhuma religião ou credo existente.

Penso que devemos ser intransigentes na defesa da liberdade de escolha religiosa ou, como ensina o jurista José Afonso da Silva, à liberdade de aderir a qualquer seita religiosa, de mudar de religião, mas também de não aderir a religião alguma, de não acreditar em nenhum deus, de ser ateu ou professar qualquer outra livre escolha. Desse modo, para não entrarmos em contradição com esse princípio, devemos ser intransigentes na defesa de universidade pública, gratuita, laica e socialmente referenciada.

Nesse sentido, independentemente de nossas crenças ou descrenças, aceitar passivamente que a administração pública estabeleça acordos ou parcerias no sentido da distribuição de bíblias no interior da Ufac implica em abrir mão de nossos direitos e liberdades de escolhas. Não obstante, significa, direta ou indiretamente, desconhecer o papel e a natureza dessa instituição pública e, ainda, constranger os não cristãos, os ateus e fazer coro com todas as formas de intolerância, homofobias, preconceitos e curas gays em voga no Brasil de nossos dias. Em síntese, significa tolerar o intolerável.

Gerson Albuquerque é professor associado do Centro de Educação, Letras e Artes da Universidade Federal do Acre

25 comentários:

Roberto Feres disse...

Creio que não ha nada demais em distribuir bíblias, corões, torás, dicionários, constituições ou catálogos técnicos na universidade.
O que não cabe, em uma instituição laica, é censurar o que chega aos docentes. E cada um dá o fim que entende melhor ao que não lhe interessa.
A pior propaganda é aquela que te enfiam goela abaixo. A regra é que funcionam às avessas.

Grover Daniel disse...

"Assustador" Gerson Albuquerque! ACREdito que na UFAC acontece coisas bem piores do que essa, como: corrupção, despreparo e descaso. Certeza esses assuntos não se oficializa nessa instituição. Principalmente a politicagem clara e escancarada que la acontece. Essas Bíblias pela metade que esses evangélicos vão distribuir, no máximo que podem fazer a instituição e aos servidores da UFAC é causar aborrecimentos a uns, indiferenças a outros e talvez uns poucos agradecimentos não mais que isso.

Madge disse...

Caro Altino, boa noite.
Venho mais uma vez me pronunciar por aqui. Escrevo como militante feminista, mas também e principalmente escrevo nesse momento como servidora técnica-administrativa da UFAC, no cargo de psicóloga clínica da instituição. Venho colocar publicamente meu apoio total ao texto do prof. Dr.Gerson Albuquerque. Não podemos aceitar calados/as a distribuição de bíblias como um ato da administração da universidade. Não vou repetir os argumentos do prof. Gerson, pois são muito claros. Religião é questão de foro íntimo, se refere a vida privada e não tem que ser pauta na instituição pública constitucionalmente laica.
Quero nessa oportunidade trazer alguns dados com relação à religião no que se refere aos atendimentos psicológicos que realizei (que incluíram técnicos/as-administrativos, professores/as e estudantes) na UFAC de 2009 a 2011, e de 2013: 20,6% das pessoas que foram atendidas no ambulatório de psicologia declararam não ter religião, 4% declararam ter uma religião não cristã, 3,5% preferiram não fazer tal declaração e 5% se declararam espíritas. Isso significa que aproximadamente 1/3 da comunidade universitária pode se sentir constrangida com tal intervenção autoritária e que não respeita o papel e a natureza da instituição pública, como destacou prof. Gerson. Destaco, por fim, que esses dados foram enviados à administração da universidade em relatórios periódicos anuais, portanto esta não pode dizer que não sabe dessa característica da comunidade universitária.

rommer456 disse...

Engraçado que um docente da UFAC vem reclamar pela distribuição gratuita de bíblias, onde ninguém é obrigado a aceitar. Se for dessa maneira, testes de saúde ou até mesmo preservativos também deveriam ser proibidos. E o mais engraçado de tudo é que não vejo nenhuma professor fazendo nota de repúdio as drogas que circulam soltas em alguns cursos como História e Ciências Sociais. Até local para o uso TODOS sabem onde é.

Ruy Cavalcante disse...

Só entendo esse tipo de atitude como agressiva à constituição e à liberdade religiosa, se fosse uma distribuição onde fosse obrigatório o recebimento e/ou, se outras instituições religiosas fossem proibidas de fazer o mesmo, caso solicitado... o Estado é sim laico, o que não significa que seja sem religião.

Eduardo Carneiro & Egina Carli disse...

A bíblia é o livro mais lido do mundo.

Mesmo que ele esteja diretamente vinculado a duas religiões - o cristianismo (Velho e Novo Testamentos) e o judaísmo (velho testamento) - o conjunto de livros que compõe a bíblia é de uma riqueza literária incrível.

Se existe alguma instituição que deseja fazer as doações de modo a não gerar ônus para a UFAC não vejo nisso uma atitude da reitoria em querer cristianizar a UFAC. Talvez o reitor tenha se aproveitado da disposição dos Gideões em doarem as bíblias e apenas autorizou as doações.

Imagine se uma editora quisesse fazer a doação de um romance famoso aos professores da UFAC. A UFAC receberia tal doação tranquilamente e encaminharia os exemplares aos professores. I


Mas se tratando da bíblia - um livro já estigmatizado como religioso, embora também tenha o seu valor literário e histórico - acredito que houve uma imprudência da Reitoria.

A autorização poderia ter sido feita informalmente, sem a necessidade da emissão de documento oficial avisando.

Afinal, o espaço da universidade é público, qualquer um pode, na linguagem do Prof. Gerson, a quem admiro muito, realizar "distribuição de uma bíblia, panfleto, tratado ideológico, sonhos, quimeras, propagandas de governo ou fantasias de pessoas ou grupos". Os gideões poderiam distribuir as bíblias deles sem o aviso quase apelativo da reitoria.

Agora acredito que:

Quem está doando as bíblias? É a UFAC ou são os Gideões? A UFAC apenas liberou o acesso gratuito de um livro ... as pessoas terão direito de aceitá-lo ou recusá-lo.

Quem aceitar a bíblia não significa que estará aderindo ao cristianismo, muito menos significa que seu direito de liberdade religiosa estará sendo vilipendiado. Pois se aceitou, foi por que quis.

Mesmo os não simpatizantes do cristianismo, por ocasião das doações, terão a oportunidade de ter, de maneira gratuita, o livro fundamental de fé dos cristãos. Até para criticar se deve conhecer, portanto, ler o livro é importante. Mas tirando o foco religioso, a bíblia é um dos livros que mais influenciaram a cultura ocidental (se positivamente ou negativamente aí é outro debate).

O professor fala que a "distribuição de bíblias no interior da Ufac implica em abrir mão de nossos direitos e liberdades de escolhas". Certamente qualquer um pode distribui bíblias ou qualquer outro livro religioso e isso não implica em uma agressão aos direitos de escolha. Mas se a distribuição é feita pela "administração pública" aí eu concordo com o professor. Por isso novamente a pergunta: quem está distribuindo as bíblias? A questão é que os gideões poderiam ter distribuído os livros sem o AVISO. Pois o AVISO poderia ser interpretado, como de fato o foi, como uma atitude institucional de evangelização.

Discordo do professor em sua última fala: "e fazer coro com todas as formas de intolerância, homofobias, preconceitos e curas gays em voga no Brasil de nossos dias".

O que tem a bíblia a ver com: "de intolerância, homofobias, preconceitos e curas gays em voga no Brasil de nossos dias"????????????

Agora, se há uma leitura da bíblia divulgada na mídia por algum pastor ou padre sensacionalista associando o livro com a homofobia e outros... aí é outra história. Não avaliemos a bíblia pelo que os outros dizem, façamos nós mesmos uma leitura dela. Há leituras e leituras ...

Eu, por exemplo, quando leio a bíblia ... não consigo ter outra imagem dela a não ser a de um livro associado à mensagem do amor ao próximo e do amor a Deus. Agora se Deus existe ou não... isso é outro papo... Abçs a todos.
















Rocha disse...

Caros amigos, como diz a máxima, não tenhamos medo dos que leem vários livros, e sim dos que leem um só. Me admira muito este artigo, pois uma pessoa que e reconhecida como um pensador, nao pode ser contra a leitura de qualquer que seja o livro. devemos ler de tudo, e dai tirar-mos nossa próprias conclusões. A ufac apenas autorizou a distribuição não esta obrigando ninguém a ler.

Denis disse...

Realmente surpreendente o comentário do professor Gerson, pois revela uma intolerância inexplicável. Trata-se de uma entidade que irá distribuir um livro, a bíblia, gratuitamente. Dentre os funcionário e estudantes, há pessoas de várias religiões, os que não professam qualquer credo e talvez alguns ateus. O Estado continua laico e a liberdade de culto ou de manter-se fora dele, também. Parabéns à UFAC, pelo respeito a todos, ao informar da visita, mostrando uma atitude "desarmada" e amigável, como deve ser em toda instituição pública séria. A Universidade não é propriedade de alguns, nem de seus pensamentos ou ideologias.

rommer456 disse...

Ontem fiz um comentário sobre isso. Não acredito que ele foi censurado!

Carlos disse...

Concordo co os comentários, o que que tem de tão grave na distribuição de bíblias? Um livro que trata de aspectos tão importantes para o ser humano, que é a espiritualidade, ou o homem é apenas razão sem fé, sem emoção. Se algumas pessoas utilizam a mesma para amordaçar, censurar, criticar é problema de quem faz. Esse mundão tá tão ruim que a distribuição de bíblias deveria ser bem vinda, pois é nela que muitos encontram respostas para suas vidsa. Intolerável é se indignar contra algo tão simples, vamos nos indignar contra a "corrupção nossa de cada dia", que tem um efeito muito mais destrutivo, do que a leitura de um livro de qualquer segmento religioso.

joaomaci disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Madge disse...

Não acredito que ações dessa natureza não tenham objetivos muito definidos. Essa avaliação que é uma ação inocente, que vai promover uma leitura de uma obra de literatura, não convence diante do contexto de acirramento das ações conservadoras e de tentativas de recuos de conquistas democráticas. A ação é claramente de difusão de uma crença religiosa específica que tenta se impor de forma contundente e constrangedora.
Os avanços dessas intervenções religiosas crescem na UFAC , com cultos em salas da administração, que já fui convidada e, como recusei participar com educação e de forma respeitosa, fui ameaçada com frases do tipo "depois que tiver no inferno não diga que não foi chamada", ou algo no mesmo nível. Outra situação foi ter antes de cada assembleia dos servidores/as técnicos/as, na época da greve de 2011, uma oração cristã. Nesse contexto, pode-se perceber que não é algo pontual e sem intenções bem definidas.
Assim, como servidora técnica-administrativa da UFAC, no cargo de psicóloga clínica da instituição, venho colocar publicamente meu apoio total ao texto do prof. Dr.Gerson Albuquerque. Não podemos aceitar calados/as a distribuição de bíblias como um ato da administração da universidade. Religião é questão de foro íntimo, se refere à vida privada e não tem que ser pauta na instituição pública constitucionalmente laica.
Por fim, segundo os dados referentes aos atendimentos psicológicos realizados na instituição de 2009 a 2011 e de 2013, observa-se que 20,6% dos técnicos/as administrativos/as, professores/as e estudantes que procuraram o ambulatório de psicologia se declararam sem religião, 5% se declararam espíritas, 4% de religiões não cristãs e 3,5% preferiu não fazer tal declaração. Ou seja, aproximadamente um terço da instituição pode se sentir constrangida com essa ação. É importante destacar que a administração foi devidamente informada desses dados.

joaomaci disse...

Respeito os que tem fé e não nego o contraditório potencial que as práticas religiosas desempenham para atenuar a violência e a degradação humana junto a certos grupos sociais na contemporaneidade. Mas daí aceitar que se vincule qualquer vertente religiosa a universidade é outra estória.
Acho que o professor Gerson está certo quando associa este ato da reitoria às aberrantes e retrógradas manobras que visam consertar o país a partir da dogmática moral cristão neopentecostal e nada mais. As bandeiras das chamadas "bancadas evangélicas", eivadas de homofobia e outras intolerâncias, são coniventes com a manutenção de políticas econômicas que penalizam os mais pobres, mantém os acordos políticos a serviço de interesses de poucos, fecham os olhos para a corrupção e toda a sorte de vícios da política no Brasil.
Portanto, sensatez: é bem mais do que a distribuição das bíblias.

Valter Jr. disse...

"...informamos que no dia 03.07.2013, quarta-feira, os Gideões Internacionais estarão visitando todos os setores de nossa Instituição para realizar a entrega de Bíblias para nossos docentes, técnico-administrativos e discentes.”

É somente uma informação. Não se trata de imposição a prática Cristã, nem ao aceite do seu livro sagrado. Discordo do Prof. Gerson. Lembro que foi feito a divulgação do "Encontro Nacional de Ateus" em todas as salas de aula da Ufac. E aí? Essa divulgação foi coercitiva? Creio que não. Eles divulgaram o evento deles. Só isso. A circular emitida pela Reitoria da Ufac somente INFORMOU a vinda dos Gideões a Universidade para distribuição das Bíblias. Não vejo problema nisso.

Beto Tapeocy disse...

O Prof. Gérson sabe a diferença de Estado Laico do Estado Laicista?

Como sou egresso da UFAC, acho que a medida administrativa é válida, principalmente em um Campus em que toda hora chega alguém pra oferecer ou vender algo, sem anuência da Administração... pode-se não concordar com a fé dos Gideões, mas não digam que não foram educados ao solicitar permissão na distribuição.

Fora qualquer tipo de fundamentalismo, inclusive o científico ou ateu!

Joás Mota disse...

Assutador é esse texto.
Apavora-me que defensores de um Estado laico (coisa que eu defendo) queiram cercear a liberdade de culto.
Apavora-me que pensadores, que deveriam pensar, escrevam texto sem pensar. Permitir que um ateu faça planfetagem na universidade, que um comunista faça discursos, que um cristão distribua bíblias, que um muçulmano estenda seu tapete dentro de uma universidade e ore voltado para meca... Nada disso fere a laicidade de uma universidade.
A palavra universidade contem em si o conceito de universal. Nela positivistas, marxistas, cristãos, budistas, ateus, anarquistas ou qualquer outro ista deve encontrar abrigo e amparo.
Fosse a universidade investindo dinheiro público na distribuição de bíblias, a laicidade estaria ferida, mas não é o caso.
A laicidade é ferida quando dinheiro público é usado para defender pontos de vista anticristãos, nem vou me dar o trabalho de relacioná-los, mas nenhum pensador fica apavorado nem indignado.
Lamentável!

Jefferson disse...

Muito extremista. Recebe a bíblia quem quer! E convenhamos, a maior crença ainda é o cristianismo.

Carlos Floresta disse...

A Universidade é o espaço da livre construção científica. Toda vez que a religião entra na seara da ciência, dá problema.
A História mostra isso de forma inequívoca e sua influência se percebe nas sociedades ocidentais hodiernas.
Acreditar ou não acreditar é uma questão de FORO ÍNTIMO. E em se tratando disso, NINGUÉM está habilitado a distribuir nada a alguém sem que esta seja sua vontade.
É motivo de constrangimento SIM para o próprio indivíduo se negar a receber uma Bíblia numa sociedade tão permeada pelo cristianismo: ele é o "diferente de todos", o ateu, diabólico... Nunca é visto simplesmente como aquele indivíduo com direito às convicções do seu foro íntimo.
A Bíblia contém muito mais do que meras "referências históricas" e a prova é a sociedade que vivemos.
Qual será o próximo passo?
A UFAC anunciar o Curso de Teologia Obrigatória para seus servidores?
Eu acredito em Deus, não acredito é nos homens que se dizem falar em nome Dele...

Joás Mota disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Roberto Rosário disse...

O professor está corretíssimo. Se o objetivo era doar os livros a instituição bastava que os encaminhassem à biblioteca. A distibuição direta aos funcionários caracteriza pregação em uma instituição pública, o que é ilegal. Me admira muitos dos comentaristas considerarem a Bíblia apenas como uma leitura trivial.

MARIA Silva disse...

Desculpas as palavras,

Mas acho uma babaquice essa sua matéria, com toda essa sua "inteligegue", por que não se preocupar com algo sério para fazer.
Vai ver se estou lá na esquina, seu intelectualzinho de meia tigela.

Deixa os caras entregar suas bíblias.



Alex Mamed disse...

Deprimente. Justamente os que defendem a tolerância estão sendo... intolerantes. Entao o dinheiro do contribuinte pode ser usado para propagar ideologias de toda ordem, desde que não seja religiosa. Volto a dizer que o povo confunde o conceito de Estado laico. A usar tal premissa, pode-se argumentar que o Estado e assexuado, e portanto não pode tratar de nada relacionado a opção sexual. Oras, poupe-nos de desses disparates. O que ha de mal em distribuir bíblias? aceita quem quer! A tao falada tolerância na Academia ta indo pro beleléu ha muito tempo...

Joás Mota disse...

Seria bacana por parte do autor comentar os comentários.

Sue Helen Oliveira disse...

É como nos EUA, tiram Jesus das escolas e depois vão culpar a Deus pelas tragédias q acontecem...

Sue Helen Oliveira disse...

é como nos EUA, tiram Jesus das escolas e depois vão culpar a Deus pelas tragédias q acontecem...