quarta-feira, 12 de junho de 2013

Operação G-7: Sérgio Nakamura quer depor sem algemas por crime ambiental


O empresário Sérgio Nakamura, dono da construtora Abaco, vai depor nesta quinta-feira (13), às 8 horas, no Fórum Criminal de Rio Branco, em audiência de instrução e julgamento de processo em que está indiciado por crime ambiental. Nakamura faz parte dos 15 empresários e secretários do governo do Acre que foram presos pela Polícia Federal durante Operação G-7 por crimes de formação de cartel, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, fraude à licitação e desvio de verbas públicas.

A defesa do empresário chegou a pedir ao juiz da 2ª  Vara Criminal, Gilberto Matos de Araújo, a designação de nova data para que pudesse ser ouvido e realizar sua autodefesa. O advogado Anderson Ribeiro alegou que Nakamura não poderia comparecer à audiência porque está preso na Papudinha por causa da Operação G-7.

- Não verifico a presença de qualquer impedimento para que  denunciado compareça à referida audiência. Desse modo, indefiro o pedido formulado. Oficie-se a Direção da Unidade onde o acusado encontra-se custodiado para providenciar sua condução a este Juízo Criminal no dia da audiência ora designada - escreveu no despacho o juiz Gilberto Matos de Araújo.

Nesta terça-feira (11), a defesa pediu ao magistrado para que seja assinalado ao Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) o que dispõe a Súmula Vinculante 11 do Supremo Tribunal Federal sobre o uso de algemas. O advogado alega que é para "evitar constrangimentos desnecessários, tendo em vista o comportamento cooperativo do acusado".

O juiz ainda não decidiu sobre o pedido, mas pessoas que atuam no Fórum Criminal organizaram um "bolão" em que a maioria aposta que o Iapen conduzirá o empresário sem algemas, dado o histórico de regalias que vêm sendo concedidas aos presos da Operação G-7 na Papudinha.

Pinicão

O empresário Sérgio Nakamura foi denunciado pela procuradora de Justiça Patrícia Rego, em dezembro de 2010, a pedido da promotoria Especializada de Defesa do Meio Ambiente, por crime ambiental juntamente com o arquiteto Eduardo Vieira, e o engenheiro Antonio Donizete Zanotti. Parícia Rêgo é a atual chefe do Ministério Público do Estado do Acre.

Os três são acusados por terem contribuído, entre os dias 15 e 17 de novembro de 2005, para o lançamento de grande volume de matéria orgânica diretamente em cursos naturais d'água, proveniente dos esgotos sanitários das residências do Conjunto Habitacional Universatário.

A matéria orgânica estava em deposição na lagoa de estabilização popularmente conhecida como "Pinicão", à margem da BR-364, na entrada da rua principal do conjunto Universitário, no Distrito Industrial.

Eduardo Vieira, que ocupava o cargo de Secretário de Infraestrutura, Obras Públicas e Habitação,  participou de reuniões técnicas com Antonio Donizete, quando definiram a data ea maneira como iria despejar o material poluente no Igarapé Dias Martins, afluente do Igarapé São Francisco, sem qualquer autorização dos órgãos de controle ambiental.

Sérgio Nakamura, que ocupava o cargo de diretor-geral do Deracre, é acusado de ter se omitido do dever legal de fiscalizar a execução da obra urbanística Parque do Tucumã, sobretudo para impedir qualquer atividade degradante ao meio ambiente.

2 comentários:

Carlos Floresta disse...

Já não se fazem japoneses como antigamente!
Na cultura japonesa, quando um indivíduo desonra sua família ou Império do Sol Nascente, ele DEVE realizar o haraquiri.
O haraquiri é ainda praticado em defesa da dignidade e honra ou, como prova dela, a pedido do imperador!
Pede, imperador, pede!

Jackson Sabin disse...

Olá altino,

Acho que toda essa Operação, G7, é pequena, em vista, se fosse instaurada uma outra no DERACRE,nas gestões de Presidente de Federação e Prefeitos da vida.