domingo, 17 de fevereiro de 2013

ALÔ JANU SCHWAB


Conheci seus pais no começo dos 1980, quando você nem havia nascido. Foi quando achei que seria capaz de me tornar repórter. Havia em Rio Branco um jornal chamado Folha do Acre, que pertencia aos seus familiares. Houve mudanças e um cara chamado Everaldo Maia, psicólogo, assumiu a direção. Fui ao escritório dele, falei que estava casado e cansado de muita coisa - da vida de poeta, ator de teatro amador, ativista disso e daquilo, que necessitava trabalhar e me considerava capaz de me tornar repórter. Ele aceitou e mandou que eu começasse a trabalhar no mesmo dia. Foi o meu primeiro emprego como jornalista profissional. Eternamente grato pela aposta que seu pai fez. Nos tornamos amigos (amigos mesmo), daqueles que conversam praticamente todos os dias, sobretudo com o advento da internet. A roda do mundo girou, o coração do sacana não suportou, mas deixou você na mesma posição inteligente, libertária, leal, generosa e cativa.

A letra da canção, parceria de Everaldo e Pia Vila, vale nesta data especial:

"Há quanto tempo, rapaz
Você não faz um blues com a gente

Pra gente se olhar nos olhos e ver
O quanto a gente se gosta assim, profundamente

Sou tímido à luz dos flashs
Sou tímido pro papai e pra mamãe

Mas quando a luz da meia-noite
Bater em meu cabelo esvoaçante
Eu vou por aí"

Pense num abraço bem apertado, cara. Não é pra chorar, viu?

Parabéns.


Em tempo: Janu Schwab é publicitário com passagens por agências como Futura, SetteGraal, DM9, Gas e DPZ. Na semana passada, depois de sete anos, retornou à agência Fermento Promo para comandar a área de Planejamento. Além de reconhecido diretor de arte, escreve melhor que o blogueiro.

2 comentários:

Regina Cavalcanti disse...

Lindo texto, Altino. Sempre leio com muito interesse os comentários e textos do Janu. Lembro dele, um menino loirinho, inteligente, ao lado do pai.

Missilene disse...

Li o texto e fiquei emocionada. São muitas lembranças da convivência com o Everaldo e seus filhos Januário e Joema.