segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

TERRI AQUINO PEDE LIBERDADE PARA O FILHO

Pai de jovem indígena preso no Acre, antropólogo faz apelo


"Altino, dá uma olhada no meu perfil no Facebook e leia algumas pequenas notas que escrevi por lá a respeito da prisão do meu filho Irineu Kaxinawá. Dê uma repercussão no seu blog do apelo que faço pra ajudar meu filho Irineu.

Seu blog é um dos mais lidos do Acre e da Amazônia. E sendo assim pode ajudar nessa campanha que estou fazendo pra soltar meu filho Irineu que está preso há quatro meses na penitenciária de Tarauacá.

Clique aqui e leia breve nota sobre Terri Aquino

Ele foi estudar numa escola pública do Jordão e agora está fazendo mestrado na melhor escola de bandidos do Acre, que é a penal de Tarauacá. Se você precisar de mais depoimentos meus pode me ligar a cobrar, que terei o maior prazer de conversar com você

Aquele abraço

Txai Terri Vale de Aquino"

Notas do antropólogo

"Passei Natal, Ano Novo e Reis nas aldeias Yawanawá e na prisão de Taraquacá (penal) visitando meu filho Irineu Kaxinawá, 19 anos, supostamente envolvido num furto numa loja do município de Jordão, no Acre.

Irineu está preso há quatro meses na penal de Tarauacá. Seu crime foi o de ter ajudado o seu primo (txai) José Vagner Kaxinawá (menor) a esconder um roubo (roupas e bijouterias sem valor) na casa de seu avô Getúlio Sales, liderança tradicional Kaxinawá do Rio Jordão.

Até 2010, Irineu vivia na aldeia Nova Empresa, na Terra Indígena Kaxinawá do Baixo Rio Jordão e falava português com muita dificuldade. Foi estudar na cidade e, por ingenuidade, acabou entrando numa roubada. Sobrou pra ele, porque o primo era menor de idade.

Conversei com um desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, com a juíza de Tarauacá, com o diretor da penal, com o defensor público de Tarauacá, com o advogado Gumercino, de Rio Branco, com Henrique Corinto, da Secretaria de Direitos Humanos do Acre. E mesmo assim não consegui soltar o Irineu.

A juíza de Tarauacá, uma ex-delegada do interior do Amazonas, negou a liberdade provisória de Irineu, isto é, para responder o processo em liberdade.

A juíza alegou que ele era um elemento perigoso para a sociedade acreana, podendo reincindir em novos crimes contra a propriedade privada e constranger as testemunhas, que até hoje não foram ouvidas, por falta de recursos do Tribunal de Justiça.

Irineu acabou envolvido num processo kafkiano. E eu nunca tinha passado um Natal e Ano Novo tão triste como estes.

Sei que tem mais de 2 mil índios presos atualmente no Brasil, inclusive o meu moleque Kaxinawá que está sendo punido com muito rigor pela Justiça do Acre.

Aí eu fiquei pensando com os meus botões:

- Puxa vida, passei boa parte da minha vida ajudando os índios do Acre a conquistar partes de suas terras e de seus direitos e agora meu filho índio encontra-se preso há tanto tempo. E sem perspectitva de sair tão cedo da prisão.

Se ele errou, e até acredito que tenha errado mesmo, a Justiça acreana poderia dar uma chance de recuperação a esse jovem índio de apenas 19 anos. E não ser assim tão rigorosa com um "ladrãozinho de galinha". Poderia dar uma pena mais branda como, por exemplo, a de prestar serviços comunitários na cidade de Jordão.

Estou abrindo o meu coração publicamente, mas não estou interessado em piedade de ninguém. Estou apenas atrás de Justiça para o meu moleque.

O Acre é cruel. E tem proporcionalmente a maior população carcerária do Brasil. E esse caso do Irineu me dá muita vergonha de ser acreano.

E olhem que sou amigo há muito tempo do desembargador Arquilau de Castro Melo, a maior autoridade do Judiciário acreano.

O Irineu é réu primário, nunca se envolveu antes em nenhum crime contra a tal sociedade acreana, seu ato não envolveu nenhum tipo de violência contra nenhuma pessoa ou bicho do longínquo município acreano de Jordão.

E por que ele continua preso igualmente ao Hildebrando Pascoal que matou muita gente com motosserra?

Está legal, eu aceito o argumento de que a Justiça seja cega, mas a do Acre não distingue "ladrão de galinha" de "ladrão que rouba milhões de dinheiro público".

Perguntem se tem pelo menos um deste último tipo de ladrão preso no Acre. E por aqui, em Brasília? Tem ministro que sai como ladrão e não vai preso. Agora pobres, índios e negros, meus amigos, as nossas prisões estão cheias.

Soltem o Irineu! Justiça para um jovem kaxinawá, de 19 anos, preso há quatro meses na penitenciária de Tarauacá, por ter ajudado seu primo a guardar roubo de pouco valor na casa de seu avô, um homem íntegro, que nunca se envolveu com nenhum tipo de roubo. Punir assim um índio tão rigorosamente não é fazer Justiça.

E que Deus proteja meu filho Irineu Kaxinawá da Justiça cruel dos homens de pouca fé (ou de por café?). Punir desse jeito, não é fazer justiça. Soltem meu moleque. Mas façam ele prestar serviços comunitários a seu povo kaxinawá de Jordão."

22 comentários:

ALTINO MACHADO disse...

Comentário da radialista Eliane Sinhasique:

"Como mãe, posso imaginar a dor de um pai ao ver um filho atrás das grades. Não queremos nunca que nossos filhos cometam crimes,não os criamos para isso mas, infelizmente, coisas desse tipo acontecem e como acontecem! O filho do Terri Aquino não matou,não grediu e não ameaçou... ele cometeu um crime de menor gravidade que poderia muito bem ser pago com trabalho, até porque, quem deve tem que pagar pelos erros cometidos e é só isso que ele, como pai, quer!
Terri, trate logo de contratar um bom advogado e pagar uma fiança porque as leis e a justiça são realmente cegas! Enquanto "ladrões de galinha" ficam na prisão a um custo muito alto para a população brasileira, os que de fato nos "matam" na unha, roubando nossos impostos e não aplicando no que de fato deve ser aplicado ou ainda enfiando o dinheiro nas cuecas, muitos jovens são jogados na carceragem para se revoltarem e virarem mestres na arte da bandidagem! Que país é esse, heim meu querido???"

ALTINO MACHADO disse...

Comentário da acreana Ivana Bentes, professora, pesquisadora, diretora ECO/UFRJ:

"Li no site do Altino Machado esse caso "particular" que é sintomático de como funciona o sistema judiciário e penal no Brasil, no caso em Rio Branco-AC, onde passei parte da minha adolescencia. O Txai Terri é o nosso [do Acre] Darcy Ribeiro, faz antropologia de guerrilha, ensinou (porque alguém tem que ensinar) a amar a cultura indigena. Marcou/formou todo mundo em Rio Branco. A primeira vez que eu "vi" um indio, parei pra olhar, para falar, para tocar, estava do lado do Terri. Um antropólogo que tem filhos indígenas! Porque gostar/amar não para em nenhuma fronteira e em nenhuma interdição. O Acre inventou depois o conceito de Florestania e dos Povos da Floresta. O Terri está no inicio de todas essas lutas, merecia um doc, um filme, todo reconhecimento e apoio do mundo."

ALTINO MACHADO disse...

Comentário da acreana Ivana Bentes, professora, pesquisadora, diretora ECO/UFRJ:

"Li no site do Altino Machado esse caso "particular" que é sintomático de como funciona o sistema judiciário e penal no Brasil, no caso em Rio Branco-AC, onde passei parte da minha adolescencia. O Txai Terri é o nosso [do Acre] Darcy Ribeiro, faz antropologia de guerrilha, ensinou (porque alguém tem que ensinar) a amar a cultura indigena. Marcou/formou todo mundo em Rio Branco. A primeira vez que eu "vi" um indio, parei pra olhar, para falar, para tocar, estava do lado do Terri. Um antropólogo que tem filhos indígenas! Porque gostar/amar não para em nenhuma fronteira e em nenhuma interdição. O Acre inventou depois o conceito de Florestania e dos Povos da Floresta. O Terri está no inicio de todas essas lutas, merecia um doc, um filme, todo reconhecimento e apoio do mundo."

ALTINO MACHADO disse...

Conheço muita gente honesta neste mundo de meu Deus. Uma delas é o antropólogo Terri Vale de Aquino. O Acre não seria o mesmo sem Txai Terri.

Ivana Bentes disse...

Altino, na verdade, sou amazonense, nascida em Parintins, mas Rio Branco está no meu coração e na minha formação. Parabéns pela tua atuação no caso dos haitianos, e agora em apoio ao Txai Terri sempre ecoando as boas causas.

ALTINO MACHADO disse...

Comentário de Nikão Duarte, porfessor de jornalismo no Rio Grande do Sul:

"Por muito menos, poderosos pelo país afora resgatam seus problemas com a lei e a sociedade pagando minguadas cestas básicas a instituições. Por que esse jovem recebe uma pena tão drástica? A sociedade, que já o está fazendo refletir sobre o que fez, poderia também dar-lhe uma oportunidade de recuperação e resgatá-lo para o convívio de todos."

ALTINO MACHADO disse...

Comentário da cronista Leila Jalul:

"Querido Terri, entendo seu apelo de pai. Houve um crime? Sim. Mas nada que não possa ser resolvido com prestação de serviços à comunidade. As penas alternativas para pequenos deslizes mandam que assim se proceda.
Um grande abraço. Coragem! Você não está sozinho."

ALTINO MACHADO disse...

Comentário do jornalista Elson Martins:

"Caro amigo Terri,

Também sinto vergonha de ser acreano diante da prisão do seu filho Irineu, que conheci pouco,
mas o bastante para ver nele muito do caráter, idealismo e dignidade do pai. Já afirmei em
algum texto que a justiça brasileira é um poder que protege as elites e castiga perversamente os
cidadãos pobres e socialmente fragilizados. Ela me causa indignação e asco. Asco maior que aquele causado pelos agentes do DOPS nos tempos da ditadura militar, pois aqueles apenas cumpriam ordens de assassinos fardados ou togados. A prisão do teu filho é uma ofensa enorme ao povo acreano que te conhece e sabe o quanto você tem feito pelo povo do Acre - sobretudo, pelos povos da
floresta. Sugiro que façamos uma vaquinha para pagar um advogado de porta de cadeia. Estes ainda não
galgaram o topo da filosofia elitizada do direito.

Conte comigo, como sempre contou.

Abraços"

Fátima Almeida disse...

Anos atrás publiquei um artigo sobre os sujeitos da nossa história e citei o Terry como um deles, isso porque depois do seu "descobrimento" de que existiam indígenas no Acre e pior, muitos mesmo escravizados; depois de sua dissertação de mestrado pela UnB historiando as correrias, o processo de eliminação das comunidades indígenas pela empresa extrativista foi que a FUNAI veio se instalar no Acre, pelos idos de 1977; sendo criada também a Comissão Pró-Índio do Acre pelo Terry e Luis Carneiro dando-se início ao processo de demarcação das áreas indígenas e educação indígena bilíngue. Certa vez o Terry ficou alguns meses "sumido", escondido lá pelas aldeias, caçado pela polícia federal em tempos de Ditadura. Como bem disse a Ivana- filha do Seu Oliveira lá do bairro do Aviário - ele fez antropologia de guerrilha. E como bem disse o Altino, é uma pessoa honesta. Portanto, ele não pede privilégios e sim uma pena justa. Quem quis atingi-lo em sua alma com certeza conseguiu, pois isso tudo dá a impressão que a ditadura não acabou que ela continua, utilizando-se de outros recursos, menos explícitos, mas, nem por isso, menos dolorosos.

João Dal Poz disse...

Prezado Altino,
Que absurdo! De que serve uma (in)justiça como essa? Nem a nós menos aos povos indígenas... Apenas à proteção dos direitos "sagrados" da propriedade privada (no caso, roupas e quinquilharias)? Tenham dó, e soltem esse menino! Devolvam-no à guarda dos parentes kaxinawas, pois é o melhor a fazer para o bem da sociedade das pessoas humanas. Minha solidariedade ao pai Terri, e um abraço do amigo e colega.
João Dal Poz (antrpólogo, UFJF)

eliana castela disse...

Nota de Apoio ao antropólogo Terri Vallle de Aquino e seu filho Irineu Kaxinawa.


Foi com muita tristeza que li no blog do Altino Machado, o apelo à justiça e a indignação do antropólogo Terri Aquino motivada pela prisão de seu filho. Não sou profissional, operadora do Direito, sou geógrafa, mas trabalhei por mais de trinta anos na Secretaria de Segurança Pública e/ou Justiça e Segurança do Estado do Acre, onde estive por mais de vinte anos acompanhando os projetos de construção, reforma e ampliação das penitenciárias e delegacias de polícia dos municípios Rio Branco, Tarauacá, Sena Madureira e Cruzeiro do Sul.
Por acaso, ou não, foi a situação dos presos do município de Tarauacá, onde o filho de Terri se encontra, que me causou forte impressão devido a situação do preso e sua relação com o Estado, mesmo sendo conhecedora que aquela não é uma situação atípica e sim a realidade nacional. Nas diversas visitas que fiz aquela unidade prisional observei que a maioria dos presos eram jovens, muito jovens, pobres e que ali tornaram-se miseráveis muitas vezes, pela prática de pequenos delitos, mas que são punidos da forma mais rigorosa que o local oferece, onde os reeducandos (nova denominação dada ao preso) ficavam amontoados, empalidecidos e privados de higiene, o que causava o ambiente ainda mais desumano, à espera da decisão da justiça. Aquela situação me levou a pensar no futuro daqueles jovens, mesmo os que não são infratores, já são vítimas do isolamento do pouco acesso aos serviços públicos como saúde, educação, emprego, moradia decente e tantas outras ausências, o que é potencializado para aqueles que se encontram em privação de liberdade.
A situação dos presos de Tarauacá não é uma situação isolada, mas não deve ser vista com naturalidade e sim serve à reflexão sobre cidadania, juventude, prisão e liberdade, serve também para causar indignação frente a capacidade que tem o Estado de agir com rapidez na prisão de pequenos infratores pobres, mantê-los nas unidades por um tempo superior ao necessário, face a morosidade da justiça e, por outro lado, é incapaz de prender o grande infrator, e quando o faz, é comum não manter preso este que é capaz de causar dano muito maior a sociedade ao encontrar-se em liberdade.
Os presos de Tarauacá servem para refletir e também indignar-se pelos altos investimentos financeiros destinados às obras públicas, contrapondo ao baixo ou até a ausência de investimentos para a ressocialização do indivíduo, exemplo disso é a facilidade para a realização das obras e a dificuldade de implantação de escolas eficientes, salvo raras exceções. Observa-se que mudou a nomenclatura do tratamento do preso, mudou a estrutura física das antigas penitenciárias no Brasil, hoje elas são mais onerosas aos cofres públicos, mas o público ao qual elas se destinam ainda é o pobre e o resultado ainda é excluí-lo ainda mais da sociedade.

Eliana Ferreira de Castela
Geógrafa e Msc em Extensão rural
elianacastela@yahoo.com.br

Beneditino disse...

Se fosse um bambino italiano que tivesse matado uns quatro por lá provavelmente estaria solto e lançando um livro hoje.

@MarcelFla disse...

Isso é resultado das defensorias jogadas as traças, quase não há advogados públicos, e os poucos existem são mal remunerados e atolados em vários processos.

Quem redige todas as peças são estagiários o que compromete o direito de um julgamento justo.

Enfim... Isso ocorre todos dias, a todo momento.

Denis disse...

Altino,
O que estamos vendo não é exceção, é regra... O detalhe é que alguém griou, alguém falou, essas vozes com certeza serão ouvidas. Comparemos com o caso dos "playboys", que matam no trânsito. Basta constituir um advogado, simular uma doença, ir a uma clínica particular ficar hospitalizado/escondido, depois é só pedir o habeas corpus quando a poeira baixar. Tudo resolvido. Me diga se algum desses foi preso. Enquanto isso o pobre/índio/negro serve de exemplo. Recentemente o sujeito matou na madrugada e conseguiu a liberadade antes do dia amanhacer (ocorreu na gameleira, já deve estar esquecido esse caso). É apenas um jogo. E os menos afortunados sempre perdem.

ALTINO MACHADO disse...

Comentário do professor Alceu Ranzi:

"Caro Altino:
Como pai posso imaginar o sofrimento e angústia do Terri com a prisão do filho.
Transmita ao Terri o meu apoio e conforto.
Mais de 120 dias na cadeia, sem julgamento, já seria suficiente pelo
"crime" cometido.
A publicidade do teu Blog será uma das ferramentas para libertar o "moleque"
do Terri.
Parabéns por mais essa, teu Blog sempre serve.
Um abraço,
Alceu"

Iluminações disse...

Lendo este blog a gente fica pensando: será que esse excesso da justiça, em favor da propriedade de reles mercadorias,não estaria simbolicamente punindo, ou tentando anular, a história do Terri no Acre? Por ele ter trabalhado e continuar trabalhando tanto pelos direitos indígenas, sobretudo a seus territórios...Assim creio que a campanha por uma verdadeira justiça no caso do seu filho é mais um capítulo dessa história,que interessa a todos nós que estamos do lado dos índios.
Maria Inês de Almeida (Belo Horizonte - diretora do Centro Cultural UFMG)

Mara Vanessa disse...

Esse caso reflete o absurdo da "justiça" brasileira. Terri, estamos com você nessa luta! Qual é o propósito de manter um jovem Kaxinawá de 19 anos preso, nessa situação kafkiana? A contradição de manter nessa condição o jovem filho de Terri - um tão conhecido defensor dos direitos indígenas - é revoltante. Nossa indignação tem que ser mostrada e deve ser ouvida! Terri, estou, como tantas outras pessoas, solidária com você; apóio a sugestão (feita em um dos comentários) de procurar constituir um advogado que possa libertar seu filho - já que parece que há caminhos que nós, cidadãos comuns, não conseguimos sequer compreender. Que Irineu volte para o convívio e o cuidado de seu povo e possa cumprir sua "pena" (já foi penalizado suficientemente!!) prestando serviços comunitários, como você sugere. Com certeza o apoio deste blog vai ajudar a que o caso seja resolvido...
Mara Vanessa, jornalista

Diogo disse...

Até que dá para entender a situação do Terri, afinal é um pai desesperado, agora não podemos admitir, que quem comete pequenos furtos não seja punido, afinal roubo é roubo, se não houver punição no futuro estarão comentendo grandes furtos ou até assaltos, ai sim a sociedade vai pedir punição..

Almanacre disse...

Altino:
A Comissão Pro-Índio do Acre criada pelo Terri aquino na sede do jornal Varadouro, plos idos de 1977, estaria acompanhando o caso Irineu? E a Secretaria de Governo para Assuntos Indígenas, o que pretende fazer?

elson martins

Nilton disse...

O que está exposto é a forma da punição para pequenos delitos. Por exemplo: "Certa vez um cidadão atrasou a pensão e foi para penal, lá encontraram droga na cela, ele como não era bandido foi obrigado a assumir a droga, assim ganhou mais alguns anos, condenado mataram um na cela onde estava, ele novamente foi obrigado pelos outros a assumir o crime". Se exite a pena alternativa que seja dado a esse indígena, que por lei é até isento de cometer crime, um indígena que mal fala o português. Para os positivistas vai uma frase: "Se é para condenar furtos pequenos para se evitar furtos maiores, então que sejam condenados os colarinhos brancos com penas restritiva de liberdade para servir de exemplo para os menores". O que deve ser feito é evitar que crimes menores sejam tratados com todo rigor com reclusão, pois o sistema penitenciário, principalmente o de Tarauacá, não é capaz de reeducar, e sim vingar nos pobres a ira dos ricos, além de criar monstros. As relações humanas não é fácil de se resolver como cáuculos matemáticos, se fosse os positivistas já tinham resolvido o problema da humanidade.

Pietra Dollamita disse...

Belo trabalho Caro Jornalista! Como sempre te falo, ainda bem que o Acre tem voz, escrita pelas suas mãos que nos ensinam um lição de liberdade.
Soltem o rapaz, que poderá pagar a sociedade de outra forma, não dentro de uma cadeia suja.
Que vergonha! Aqui no Brasil gostam de fazer (in)justiça com pobre, negros e índios.
E como sou uma índia Apurinã sinto-me profundamente triste com este episodio no Acre.

Nome de Tela disse...

Txai Terry, minha solidariedade. Se tem uma coisa nesse país que é profundamente desigual é o olhar dos juizes. Cada um julga como quer, segundo sua consciência. Juiz prende, desembargador solta, STF desfaz e assim vai. Se ele tivesse desviado 1 milhão de dolares ia ser convidado para ser vice na chapa de alguem. Boa sorte amigo. Vc tem amigos em Brasilia??