segunda-feira, 15 de agosto de 2011

OXI NÃO É NOVA DROGA, DIZ POLÍCIA FEDERAL


Perícia do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal (PF) analisou o perfil químico de amostras do entorpecente denominado oxi, oriundas do Acre, e concluiu que na verdade se constituem de cocaína nas formas de pasta base e cocaína base, que é a pasta base refinada.

Logo, de acordo com o laudo assinado pelo farmacêutico e perito criminal da PF, Ronaldo Carneiro da Silva Junior, não há o que se dizer de “nova droga”, uma vez que a substância entorpecente (cocaína) já é conhecida.

- Nem mesmo há o que se falar de “nova forma de apresentação” tendo em vista que os componentes majoritários, minoritários e até mesmo os eventuais adulterantes encontrados nas amostras do suposto “oxi” são os mesmos encontrados na pasta base de cocaína e na cocaína base apreendidas pela Polícia Federal no Estado do Acre - afirma.

O estudo revela que, além do crack e da cocaína sal, comercializados nas ruas, os usuários do Acre estão consumindo diretamente pasta base (sem refino) e cocaína base (refinada) com elevados teores da droga (acima de 60% de cocaína).

- Isso pode contribuir para gerar pronunciados efeitos estimulantes e psicotrópicos e aumentar a possibilidade de efeitos deletérios como overdose, por exemplo - alerta o perito.

Os primeiros relatos da existência de uma forma de apresentação da cocaína denominada como oxi foram feitos no Acre, em 2005, através de trabalho publicado pela Polícia Federal. A partir disso, a mídia passou a sugerir que o oxi era uma nova substância entorpecente, que estaria se espalhando pelos estados brasileiros.

O oxi é consumido na forma fumada, geralmente em cachimbos ou cigarros artesanais. É muito semelhante ao crack, ou seja, pedras pequenas de cores normalmente pardas, brancas ou amareladas.

Conforme se divulga nos meios de comunicação, o oxi se diferenciaria do crack pelo fato do crack conter sais de carbonato e/ou bicarbonato na sua formulação, ao passo que o oxi seria adicionado de óxido de cálcio (cal virgem) e querosene (ou gasolina).

- O que se observa são diferentes formas de apresentação típicas da cocaína (sal, crack, pasta base, cocaína base) sendo arbitrariamente classificadas como “oxi”, sem que sejam utilizados para este processo critérios objetivos e técnicos - assinala o laudo.

O INC analisou 20 amostras de oxi, além de 23 amostras de cocaína base livre que foram apreendidas por agentes da Polícia Federal. O estudo comparativo buscou semelhanças e diferenças entre amostras apreendidas pela Polícia Civil do Acre, que representariam amostras de oxi, e amostras da PF, apreendidas em situações mais características de tráfico de drogas internacional ou interestadual.

Ao excluir as amostras de cocaína na forma de crack e sal (cloridrato), os demais entorpecentes apreendidos pela Polícia Civil como sendo oxi constituem-se pasta base e cocaína base (pasta base refinada), com características químicas idênticas àquelas encontradas nas substâncias apreendidas pela PF.

2 comentários:

Marcel Marques disse...

Parece umas rapaduras que vendem no mercado, deu até vontade de comer com castanha.. HuMMmMm.

Lagarta Pintada disse...

Olha, não tenho dúvidas que essa história toda foi jogada de marketing de algum traficante..