sexta-feira, 15 de julho de 2011

ACRE REAL


Pastagens e capoeiras de um trecho da Área de Proteção Ambiental Raimundo Irineu Serra, a 10 quilômetros em linha reta do Palácio Rio Branco, sede simbólica do governo do Acre, foram dizimadas nesta quinta-feira (14) por um incêndio que durou quase 10 horas.

Dezenas de chamadas foram feitas pelos moradores ao Corpo de Bombeiros. Em vão. Existem apenas 300 homens, incluindo o pessoal de apoio administrativo, para combater incêndios florestais nos 22 municípios do Acre.

Nesta quinta, em Rio Branco, havia apenas quatro homens do Corpo de Bombeiros de plantão para atender centenas de chamados da população contra os focos de incêndios que se intensificam nesta época de estiagem amazônica.

- Nós não podemos fazer nada. Somos quatro homens no plantão, sendo que um não pode abandonar o quartel. Três usam um caminhão, que, em tese, deveria ser operado por sete homens. Atendemos apenas os casos que avaliamos como realmente graves - relatou um bombeiro.

O drama é velho, conforme registrado (veja) na última vez, em julho do ano passado.

Alguém deveria investigar o destino de bilhões de reais que o Acre segue tomando emprestado a pretexto de financiar desenvolvimento sustentável.

A Assembleia Legislativa aprovou nesta semana um empréstimo de quase R$ 700 milhões do governo do Acre junto ao BNDES.

A moeda de troca continua sendo os investimentos em projetos que estruturam o Estado para a extração de madeira.

Como se vê, a realidade do Acre é bem diferente da que o governo estadual propagandeia nos veículos de comunicação que controla.

Mais fotos aqui.

5 comentários:

VÍTOR FARIAS disse...

Estava na pista de atletismo do ginásio do SESI e era possível ver, de lá, a altura do fogo. A fumaça invadiu a cidade e a fuligem se espalhou por todos os cantos. O ideal seria não haver queimadas, mas já que existem, e o governo sabe, por que não investem em equipamentos para combater esses incêndios? Todo ano é a mesma coisa; só o que muda mesmo é quantidade de bombeiros que só diminui e competência do administração pública de lidar com esses problemas, que também vai no mesmo rumo da inexistência.

Erick disse...

Esse sim é o verdadeiro Acre, do descaso, da desigualdade social da falta de saúde, da falta de uma educação de qualidade, da falta de segurança, da falta de emprego, da falta de moradia, da falta de produção principalmente na área agrícola, vamos parar por que o espaço não irá caber as coisas que faltam para o Acre se tornar um estado desenvolvido e melhor parar se viver, pois atualmente o estado do Acre real, se resume no que foi escrito acima, bem diferente do Acre virtual, que eles mostram tentando enganar a população.

Fátima Almeida disse...

Esta é a terceira ou a quarta ou a décima vez que falo em abafadores? Uns artefatos de borracha em forma laminar com um cabo de madeira como uma vassoura? Pois é, um desses custa 47 reais em Mato Grosso, onde existem seringueiras, se produz borracha e artefatos da mesma. Aqui eles pensam em apagar incendios com carros pipa no periodo da seca. É um contrasenso.Altino, vamos montar uma indústria de abafadores? Pelo amor de Deus alguem tem que fazer isso..

Ser ou Não Ser... disse...

Sem material humano, poderia se ter até um milhão de abafadores, cara Fátima, e mesmo assim o fogo venceria!
O governo tem que investir é em pessoas, concurso público, salários descentes, etc,

Pablo de Avila Saldo disse...

Sendo uma APA (Área de Proteção Ambiental), o bairro Irineu Serra e seus arredores merece uma melhor atenção, não só do Poder Público, mas principalmente de seus moradores, onde constam servidores da área ambiental e social das 3 esferas, lideranças religiosas e um bom número de gente ordeira e boa de serviço, mas que precisa se mobilizar e apresentar a união e a fraternidade preconizada pelo mestre que abençoa e dá nome ao bairro. Sem contar seus ilustres frequentadores que, tenho certeza, engajariam-se numa campanha pela proteção efetiva dessa área tão especial...