quinta-feira, 19 de maio de 2011

ESTUDANTE É ESTUPRADA NO CAMPUS DA UFAC

Uma estudante do curso de enfermagem foi estuprada por volta das 18 horas desta quinta-feira (19) no campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, próximo ao bloco do curso de direito.

A estudante, de 19 anos, esperava o namorado num ponto de ônibus quando um homem se aproximou e apontou uma arma para a cabeça dela.

A acadêmica estava sozinha e foi obrigada a entrar num carro, sendo levada para o local conhecido como “Vai quem quer”, dentro do campus.

Além do estupro, a estudante foi vítima de espancamento. Ela pediu socorro a outras estudantes após ter sido abandonada pelo bandido.

A jovem recebeu atendimento no Pronto Socorro, mas, a pedido da família, foi transferida para uma clínica particular.

A família ainda não procurou a Delegacia da Mulher para registrar o crime. A polícia esteve no local, mas não conseguiu prender o tarado.

Após o estupro da estudante, acadêmicos de enfermagem e membros do Diretório Central dos Estudantes começaram a organizar um protesto contra a falta de segurança no campus. A manifestação está marcada para acontecer a partir das 10 horas desta sexta-feira (20).

10 comentários:

Marcel Marques disse...

Absurdo, a Ufac peca por segurança à muito tempo, os funcionários responsáveis pela segurança do campus ficam tomando café na guarita, e os outros são terceirizados, mas isso só no PZ, isso é inaceitável, parece que a gestão da senhora Olinda será marcada puramente por tropeços, trapalhadas e pura incompetência, irônico, para quem começou como se o mundo fosse acabar.

PS: Vai quem quer durante o dia é sinistro, imagino a noite.

Roberto Feres disse...

É interessante lembrar que o projeto do campus da Ufac é do início da década de 70, quando o conceito de segurança era evitar manifestações estudantis, e foi concebido para "espalhar" todo mundo.
Isso aconteceu em diversas outras universidades. O resultado é que essa dispersão de espaços exige muito mais servidores nas atividades meio, encarece muito o custo administrativo e dificulta a proteção do patrimonio e, como temos assistido, das pessoas.

Igor Diore disse...

Que onda macabra nos campi das universidades. Antes de ontem um aluno da FEA/USP foi assassinado no próprio campus da USP, num assalto. Um dia depois esse desagradável acontecimento no campus da UFAC. Também nos últimos meses foram divulgados vários casos. Por exemplo, estupro no campus da UFMT. Em todos os casos, o ritual é padrão, serão tomadas as medidas necessárias.

Janu Schwab disse...

O Feres disse tudo e mais um pouco.

Kátia Oliveira - Jornalista disse...

E triste termos notícia como essa nas dependências de uma Universidade. Não que o crime tenha menor impacto em outro local, mas, porque vamos a UFAC achando que um local apenas de aprendizado e não de uso de drogas ou práticas de crimes.
Temos que exigir mais segurança na UFAC, mas também é chegada a hora de refletir sobre comportamentos e atitudes.
Que Deus ilumine as mentes dos pais dessa jovem e lhe o alívio necessário a suportar tamanho sofrimento.

Luiz Matos disse...

Lembrando que, o acontecimento na UFAC é um retrato da insegurança ñ só nos campus das federais, mas também nos estados e nas cidades.
Basta citar que crimes também tem acontecido entre os muros das instituições privadas.

O interessante é que, ontem mesmo pela manhã, com a presença do ministro Mercadante (e de outras "otoriedades") a segurança estava em peso no campus.

--
Em tempo:
Ontem a noite furtaram uma bolsa e um notebook do carro de um amigo (o quinto, que eu conheço, contando comigo). O velho crime da lanterna, vela de carro e 2 caras em 1 moto.

A PM já está tão acostumada, que o policial disse: "Infelizmente, só pedindo a Deus para recuperar seus pertences". O mais irônico, é que esse servidor público é o mesmo que faz o policiamento (exclusivo) na residência de uma daquelas "otoriedades".

Diz aí Exc. Sr. Governador, onde está indo parar tanto notebook e mochila furtados dos automóveis? Cadê a tal da segurança pública?

Hashtags:
#maquiaréfacil
#segurancanoacrefacil #acremelhorlugarparaviver
#segurança-do-Acre

Luiz Matos disse...

Lembrando que, o acontecimento na UFAC é um retrato da insegurança ñ só nos campus das federais, mas também nos estados e nas cidades.
Basta citar que crimes também tem acontecido entre os muros das instituições privadas.

O interessante é que, ontem mesmo pela manhã, com a presença do ministro Mercadante (e de outras "otoriedades") a segurança estava em peso no campus.

--
Em tempo:
Ontem a noite furtaram uma bolsa e um notebook do carro de um amigo (o quinto, que eu conheço, contando comigo). O velho crime da lanterna, vela de carro e 2 caras em 1 moto.

A PM já está tão acostumada, que o policial disse: "Infelizmente, só pedindo a Deus para recuperar seus pertences". O mais irônico, é que esse servidor público é o mesmo que faz o policiamento (exclusivo) na residência de uma daquelas "otoriedades".

Diz aí Exc. Sr. Governador, onde está indo parar tanto notebook e mochila furtados dos automóveis? Cadê a tal da segurança pública?

Hashtags:
#maquiaréfacil
#segurancanoacrefail #acremelhorlugarparaviver
#segurança-do-Acre

Carina Menezes disse...

Como Diria meus colegas Universitários UFAC é ''terra sem Lei'' onde tudo e todos entram e fazem o que querem. é ''terra de ninguém''. Pena que é nessa ''terra sem lei'' que passamos boa parte de nosso tempo, na busca constante por qualificação e conhecimento. Óbvio que ninguem é insento de sofrer situações como essas, e que nem sempre se pode evitar, mas e daí. Ficaríamos mais convencidos e menos indgnados se vissemos ao menos o esforço em melhorar, se não se pode ter tudo, dêem-nos ao menos um pouco do que temos direito. Segurança! se não completa mais presente mesmo que de vez e nunca!

Enzo Mercurio disse...

Ontem na USP hoje na UFAC amanha onde será ?
O ladrao , estrupador etc tem apenas uma certeza , que é saber que nao será preso.
Assim ele fica tranquilo para fazer o que quer , na hora que quer.
Estudantes tem que ir para as ruas protestar .

Maria disse...

O interessante, Roberto Feres, é que as novas edificações da UFAC seguem a mesma concepção arquitetônica, com blocos independentes, mal ventilados e que, além de onerarem sua manutenção - pelas razões elencadas por você -, dificultam sobremaneira a convivência universitária. Ter errado no passado por uma questão ideológica, vá lá, mas, no presente, o que justifica manter a estrutura de uma escolona arcaíca, segregadora e desconfortável?