quarta-feira, 27 de abril de 2011

ASSUERO ACUSA BNDES DE COAGIR JBS


Do vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Assuero Veronez, sobre o termo de acordo judicial (leia) que compromete o frigorífico JBS-Friboi a não comprar carne originária de áreas embargadas em decorrência da exploração de trabalho e crime ambiental na Amazônia:

- JBS assinou por falta de coragem. Rabo preso mesmo. Coação do BNDES que é dono de 22% da empresa. Foi obrigado a assinar - afirmou.

Veronez, que é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, comemorou:

- Deputados e senadores do Acre apoiando os frigoríficos e pecuaristas. Parabéns. Sabem que a pecuária é um patrimônio do Acre.

O pecuarista se manifestou no Twitter após ser questionado pelo blog. Ele continua coerente com o que sempre defendeu, ao contrário de seus novos aliados políticos, que discursavam em defesa da necessidade da legalidade na exploração dos recursos naturais do Estado.

A indagação é: se é verdade o que Veronez diz a respeito do JBS-Friboi e do BNDES do governo Dilma Roussef, por que o governador Tião Viana (PT) e os parlamentares do Acre são contra o acordo?

Além de conseguir encerrar o processo contra si, o JBS-Friboi se livrou da possibilidade de ser multado em R$ 57,8 milhões. Veja o comunicado da maior empresa de proteína animal do mundo:

- Para a JBS, esse acordo (válido em todo o território nacional) materializa sua permanente conduta e práticas sustentáveis na região amazônica, e reafirma seu compromisso com a transparência e com o desenvolvimento socioambiental. Esse compromisso está alinhado com os principais acionistas da JBS, incluindo o BNDES, com os quais a companhia já tem um acordo de práticas ambientais avançadas e que contempla toda a cadeia produtiva.

A parvoíce da polêmica ficou por conta de nossos três senadores e sete deputados federais que enviaram um pedido aos procuradores e promotores de justiça para que a ação civil pública (leia) ajuizada contra 13 frigoríficos seja suspensa.

Que esperem a volta do cacique Touro Sentado.

5 comentários:

padilha disse...

Caro Altino e carísimos leitores,

Até chegássemos a este ponto, de o frigorífico JBS assnar o TAC, várias ameaças e chantagens foram feitas contra a população e contra a órdem econômica do Estado do Acre. Estranho mesmo é notar que que nossos políticos, representantes justamente do povo e do Estado, estejam do lado dos chantagistas. Não acham isso o cúmulo da inversão de responsabilidades?

A coisa é mais ou menos assim: Um grande fazendeiro que tem como base de sua produção a mão-de-obra escrava, resolve parar a produção e exigir que o governo alimente seus escravos sobre ameaça de a fazenda deixar de produzir e, pior ainda, libertar todos os escravos e comprometer definitivamente a economia. è isso que estão dizendo para nós.

Senhores, senhores, há muita coisa de podre no reino e não é no da Dinamarca!!

Lindomar Padilha

Victor Mattos disse...

Estranho é saber que alguns de nossos politicos estão do lado desses chantagistas... Será que o povo não cansa de ser roubado por meia duzia de pecuáristas que devastam tudo que encontram pela frente em nome do pasto? A atividade pecuária na região amazonica tinha que ser EXTINTA. O dia que contabilizarem o custo ambiental da pecuária na nossa região ela irá se tornar completamente inviável.

eliomar m. disse...

É Victor, se o povo tivesse canssado de ser roubado por essa gente do PTZÃO. Não os teria reelegido os mesmos caras que ai estão de novo, ´so que existe um detalhe estes mesmos ali babás, do dinheiro público, estão para irem embora do poder curtir suas riquezas em outros estados. E viva o boi nosso de cada dia.

Josafá Batista disse...

Em 1979 o economista Celso Furtado publicou "O Mito do Desenvolvimento Econômico".
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Em 2006 o engenheiro Gilberto Dupas escreveu "O Mito do Progresso, ou: O Progresso Como Ideologia". E incluiu nele esse embuste do "desenvolvimento sustentável"
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Aqui o professor Elder Andrade já lançou o Desenvolvimento (In)Sustentável na Amazônia Ocidental", revelando como o Ufanismo e o Pseudo-ambientalismo são usados como instrumentos de controle político e econômico.
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Mas as pessoas continuam tentando entender a realidade a partir das suas tevês.
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Admirável gado novo!

Je vois tout disse...

kkkk da pra ver que esse senhor não tem caráter mesmo, vir com esse papo que a pecuária é um patrimônio do Acre, aff cala pilantra que vou dizer viu.