terça-feira, 19 de maio de 2009

HUMANIZAÇÃO DO NASCIMENTO

Dani Franco


Parir de cócoras ou na água. Esperar o trabalho de parto em casa. Ter uma doula… Até pouquíssimo tempo, ideias como essas eram vistas com estranhamento e, muitas vezes, desdém, pela maioria das grávidas e seus parceiros. Algumas até já tinham “ouvido falar” de parto natural ou humanizado, mas encontrar, em Belém (PA), obstetra que colocasse os conceitos em prática era uma luta árdua e praticamente impossível.

Informações sobre o assunto? Só via internet e nunca na região Norte. Uma realidade que, aos poucos, vem sendo modificada, graças à iniciativa da Rede Parto do Princípio, um grupo que se reúne via internet e que mobiliza hoje 250 mulheres, mães e profissionais que buscam e levam informações sobre o parto humanizado e ativo.

Leia o artigo da jornalista paraense Dani Franco no Blog da Amazônia.

7 comentários:

Luísa disse...

Na hora dos “filhotes” nascerem o que menos importa é a “POSE”.
Contando que haja segurança para o bebê.
A “racionalização” de como deve ser acontece na hora. Claro que o parto “NORMAL” segue o curso da natureza humana e animal.
Agora se é de “Cócoras na “Água” ou no “AR” quem vai dizer é o desempenho emocional e psicológico do momento e as condições que se encontra a criança. Muitas vezes há até necessidade de um procedimento cirúrgico (Cesariana).
“Parir” em casa não é nenhuma novidade, sobre tudo no interior.
Reeditar esses procedimentos com segurança para o filho e mãe é que a grande questão.
“Modismos” não salvam nossos bebês!!!!

Beliza disse...

Convenhamos que na hora do bebê nascer o que menos importa, mesmo, é a “POSE”.
É tanta “informação”, tanta expectativa! DOR, CONTENTAMENTO! Que nós mães só nos importamos com uma coisa: “Ele está bem? Ele é perfeito?”
Sentada, em pé, deitada, de cócoras, na água, só queremos garantir a segurança deles!

Quanto ao título a ‘HUMANIZAÇÃO DO NASCIMENTO’, acho pretensioso!
Partos difíceis, SIM!
Mas todos HUMANOS, afinal nunca soube que um ANIMAL tenha parido uma criança.

Pati Merlin disse...

Humanizar não é tornar humano, mas centrar o momento e os procedimentos na PESSOA. Vem de humanismo e não de humano.
É evidente que pouco importa a posição, mas se você permite que uma mulher escolha, ela certamente escolherá qualquer posição que não a 'deitada de barriga pra cima', a posição praticada pelos hospitais.
Somento quem não sabe nada sobre o movimento de humanização do nascimento pode chamar a posição escolhida pela mulher para o parto (que aliás não se faz antes do exato momento de parir), de POSE.

Thay disse...

Humanizar é restituir o protagonismo à mulher.

"Pose" ruim mesmo é aquela tradicional, denominada LITOTOMIA, onde a mulher fica com as penas penduradas, na posição ginecológica. Ruim pra ela (dói mais) e para o bebê (que recebe menor aporte de oxigênio).
Esse retorno às raízes não é moda, é um movimento sem volta, de conscientização da população. Não decidimos parir 'de cócoras' (ou em outra posição qualquer) só para fazer moda, mas sim por motivos de SAÚDE, que realmente é o que mais importa para a mãe: saber que o filho teve um parto saudável.

Thay - que pariu de cócoras!

Luísa disse...

Maravilha! Estão reinventando a “RODA”
Vai vê só vamos poder parir agora de “Cócoras”

Beliza disse...

“HUMANIZAR É RESTITUIR O PROTAGONISMO A MULHER”

Ora!Tenho certeza que todas nós mulheres somos as PROTAGONISTAS dos nossos próprios partos! Nas duas vezes, por exemplo, que fui ter meus bebês, não havia ninguém lá para parir por mim. Nem meu marido pode fazer isso.
Tenho certeza que também tem sido assim com as demais mulheres.

Fiquei deveras curiosa quanto ao significado etimológico de seu HUMANISMO.


*Aurélio (acesso fácil):

HUMANIZAR => Tornar humano,civilizar
HUMANISMO => Pensamento Humanista baseou-se no antropocentrismo

Bruno Pereira disse...

Só para quebrar a sequência dos muito pertinentes comentários femininos...

Creio que não haja nada mais humano que lançar mão de todos os meios e técnicas até hoje desenvolvidos para proporcionar maior conforto e segurança em momento tão especial. Negar tal fato, é retroagir a tempos nebulosos e selvagens em que as perdas eram absurdamente elevadas.
Contudo, se com o desenvolvimento de tais técnicas, ao ganhar-se em segurança ou praticidade para aquele que assiste o parto (e, quando necessário, também assiste AO parto), perdeu-se em conforto para a genitora, há realmente que se pensar em alternativas que aliem os pontos positivos de ambos os métodos.