segunda-feira, 18 de maio de 2009

GLADSON CAMELI

Ricardo Augusto França da Silva, homem da “máfia das ambulâncias”, chefia gabinete de deputado do Acre

O chefe de gabinete do deputado Gladson Cameli (PP-AC), Ricardo Augusto França da Silva, é um dos 81 envolvidos no escândalo das sanguessugas, também conhecido como máfia das ambulâncias, uma quadrilha que desviava recursos do Orçamento da União por meio da venda de ambulâncias superfaturadas a prefeituras do país. Todos foram denunciados pelo Ministério Publico Federal à Justiça, entre outros, por crimes de corrupção ativa, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Ricardo Augusto França da Silva era funcionário da Câmara dos Deputados até dezembro de 2005 como assessor do ex-deputado federal Ronivon Santiago (PP-AC). De acordo com a investigação da Polícia Federal, ele tinha interação com a organização criminosa, com contatos freqüentes principalmente com Luiz Antônio Trevisan, um dos sócios da empresa Planam, e se beneficiava com pagamentos indevidos.

A PF deflagrou a Operação Sanguessuga em 4 de maio de 2006. Foram presas, na ocasião, 48 pessoas e cumpridos 53 mandados de busca e apreensão por 250 policiais. Todos foram soltos e respondem a processos em liberdade.

O esquema, que contava com um integrante ocupando cargo no Ministério da Saúde, manipulava as licitações valendo-se de empresas de fachada. Os preços da licitação eram superfaturados, chegando a ser até 120% superiores aos valores de mercado.

O "lucro" era distribuído entre os participantes do esquema. Dezenas de deputados foram acusados. Segundo a Polícia Federal, a organização negociou o fornecimento de mais de mil ambulâncias em todo o País. A movimentação financeira total do esquema teria sido de cerca de R$ 110 milhões.

Ricardo Augusto França da Silva trabalhou com o ex-corregedor da Câmara e ex-segundo vice-presidente da Casa, Ciro Nogueira (PP-PI), até um mês antes da PF deflagrar a Operação Sanguessugas. Seu nome e os dados de sua conta bancária (Banco do Brasil, agência 3596-3, conta 266093-8) estão registrados na contabilidade da Planam, empresa que teria chefiado a fraude ao vender os veículos superfaturados às prefeituras.

A atuação do esquema Planam foi detectada pela primeira vez em 2002, no Acre, quando o Ministério Público Federal constatou a existência de manipulação de licitações a fim de desviar recursos do Fundo Nacional de Saúde. O caso foi comunicado à Procuradoria da República no Mato Grosso, onde estavam sediadas as empresas responsáveis pelas fraudes.

A reportagem conversou com o deputado Gladson Cameli. Leia no Blog da Amazônia.

4 comentários:

Nilton disse...

Para ser chefe de gabinete do Gladson Cameli tem que ter esse currículo é? crimes de corrupção ativa, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Pode ter certeza que também estão investigando os "rabos presos" que dão cargos por favores.

Txai Dinho da Silva disse...

São "farinha" do mesmo saco...

Beliza disse...

Uma questão de “afinidade” “identidade” de sentir-se mais a vontade junto aos seus “pares”. Em Frances seria “bien a laise dans sa peau “ ou seja ” Estar a vontade!” “Sentir-se bem na própria pele!”

Fernando disse...

Caro "jornalista",
Certamente vc não conhece o Sr. Ricardo, pois se o conhecesse não publicaria tal matéria. Todos que o conhecem sabem que a acusação é injusta, tão quanto esta que vc está fazendo. Isso não passa de politicagem suja e barata em desfavor do Dep. Gladson e só porque ele vem fazendo um excelente trabalho, juntamente com a sua equipe, em prol do povo acreano. Repense suas atitudes.