sábado, 25 de novembro de 2006

LULA É REPUDIADO

Organizações da sociedade civil, movimentos sociais, entidades ambientalistas e indígenas divulgam nota na qual repudiam as declarações dadas pelo Presidente da República, em Barra do Bugres (MT), na terça-feira, de que as questões dos índios, quilombolas, ambientalistas e Ministério Público travam o desenvolvimento do País.

"A declaração do Presidente da República de que as questões dos índios, quilombolas, ambientalistas e Ministério Público travam o desenvolvimento do País, causa-nos profunda indignação.

Informações do próprio governo atestam que a morosidade na tramitação de alguns projetos de infra-estrutura se deve à sua má qualidade ambiental, ao não-cumprimento de prazos por parte dos empreendedores e à insuficiência de quadros e de recursos nos órgãos públicos responsáveis pelo licenciamento.

“Destravar” o desenvolvimento não deveria significar a supressão de direitos ou degarantias legais, e sim a superação de fragilidades técnicas dos empreendedores e do governo. Ao atacar minoria, o Presidente recorre a um pretexto obviamente inconsistente e comete inominável injustiça.

O exercício da função de fiscal da lei pelo Ministério Público só pode ocasionar eventual atraso na implementação de projetos de infra-estrutura quando é acolhido por decisões do Poder Judiciário, que aos governantes, em regime democrático, cabe cumprir.

A todos interessa o desenvolvimento do País, que não é apenas crescimento econômico, lição aprendida desde os tempos da ditadura. Estamos à disposição do Presidente para um diálogo franco e direto sobre o interesse comum pelo desenvolvimento em sentido amplo.

DESENVOLVIMENTO, SIM. DE QUALQUER JEITO, NÃO".

A nota de repúdio às declarações do presidente Lula é assinada por 51 entidades e mais adesões estão sendo incorporadas.

8 comentários:

Lindomar Padilha disse...

Caro Altino,

Não me espanta a posição do Presidente, basta vermos quem são suas companhias. É o velho ditado Diga-me com quem andas que direi quem és. Mas, espanta muito um presidente eleito democraticamente supor que devam ser suprimidos direitos conquistados a duras penas.
Pior ainda é falar em desenvolvimento com uma mentalidade ainda colonial e de submissão ao grande capital.
A semocracia nos tem custado muito caro e não podemos abrir mão dela sob pena de passarmos para a história como uma geração inteira de traidores.É hora de levantarmos as nossas vozes para fazer valer nossos direitos e, principalmente, a democracia.

Lindomar Padilha

Marcos Diniz disse...

A empresa na qual trabalho há tempos tenta conseguir uma licença para explorar material de consumo direto na construção civil. Sem sucesso, no entanto, devido a burocracia e a total ineficiência dos órgãos responsáveis, sem falar que o atendimento é péssimo. Enquanto isso a empresa fica estagnada, não produz, não contrata mão-de-obra, as construtoras compram material de fora mais caros. O presidente Lula está corretíssimo. Toda essa morosidade só emperra o desenvolvimento. Os órgãos precisam agir com eficiência e celeridade. Eu acho que ficar numa cadeira escrevendo críticas sobre o que o presidente fala é muito fácil. Ao contrário disso todos deveriam fazer uma reflexão sobre o assunto e procurar informar-se mais sobre o funcionamento desses órgãos ambientais.

Mário disse...

Marcos Diniz, o que é isso: "licença para explorar material de consumo direto na construção civil."?

Marcos Diniz disse...

É só um exemplo.

FRQSTR=19220847x291067:1:1440|19220847|19220847|19220847|19220847 disse...

Altino Querido!

Nos valei! Então voce substitui "material de consumo na construção..." por "um exemplo" e fica tudo certo? Mais alguém deveria levantar-se da cadeira.... Abraço, Mara.

Juarez Nogueira disse...

"Material de consumo na construção" e "um exemplo" são algo ou qualquer coisa como aquilo que o Millôr chama de "vaguidão inespecífica". Devem ser metáforas sucupiranas, lulísticamente governamentícias, insculpidas em idioleto petês. Quanto ao Lula, quando estive no Acre em janeiro deste ano, ouvi dos indígenas, lideranças inclusive, Cruzeiro do Sul afora, que FHC, que era inimigo deles (sic), estava melhor do que esse aí. Mas há quem tenha visto, por exemplo, o Lula de abraço com o Sarney lá no Maranhão, dizer em palanque que a oligarquia no Brasil acabou, e ainda assim votou nele. É compreensível o que a filósofa Marilena Chauí quis dizer ao declarar incerta vez que "Quando Lula fala, o mundo se ilumina." - e não faltou quem a criticasse. Desde então passei a prestar mais atenção no que ele diz e noto coerência. Tem muita trava por aí e a declaração do presidente não deixa dúvida.

Marcos Diniz disse...

Esclarecendo
Prezada Mara, material de consumo direto na construção civil trata-se de argila, areia, entre outros. Citei este caso apenas para exemplificar como a burocracia e a morosidade dos órgãos ambientais desestimulam o desenvolmento. Uma coisa é a retórica, outra é a realidade.

Almeida disse...

Tres prefectos buscan construir la línea férrea transamazónica.

Los gobiernos seccionales del sur del país se reunieron ayer en Machala para analizar la construcción de una línea férrea denominada Transamazónica.
Sánchez agregó que el objetivo final de la obra es edificar una vía que permita el comercio entre Brasil, Perú y Ecuador.
“Brasil es el mercado más grande de Sudamérica y tiene la necesidad de encontrar una salida por puertos del Pacífico para vender sus productos de exportación”, sostuvo el funcionario.

BUSCAN PROTEGER MEDIO AMBIENTE

Wílmer Encalada, asesor técnico del gobierno seccional de El Oro, aseguró ayer que el ferrocarril -que se pretende construir en Loja, El Oro y Zamora- disminuirá la contaminación en las ciudades y poblados por donde podría circular.

“Este medio de transporte ofrece indiscutibles ventajas en la protección del medio ambiente. Además, disminuye el impacto negativo de la carga pesada sobre las carreteras reduciendo el índice de accidentes”, enfatizó.

Encalada recalcó que la apertura de la economía ha acentuado la demanda de medios de transporte eficientes que permitan incrementar la competitividad de los productos en los mercados internacionales.

“En la práctica los usuarios de la región han gastado más en transporte y seguros”, añadió el experto. (PVL)