sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A KARAS DO BOTTO

Semana muito divertida na imprensa acreana. A última é digna do Prêmio José Chalub Leite: alguém enviou para o colunista Michelângelo Botto, do diário A Gazeta, a capa da imaginária revista Karas.

Ilustrada com a imagem acima, Botto destacou sem dó nem piedade a seguinte nota:

"Acreana de Cruzeiro do Sul foi destaque de capa em uma famosa revista de circulação nacional. Dona Lily do grupo da terceira idade do SESC, esteve na badalada ilha de Karas em Florianópolis e chamou a atenção dos paparazzis de plantão virando celebridade aos 81 anos, promete curtir o "glamour" em outras paragens. É isso aí, juventude está na alma, parabéns!"

RIO MADEIRA


Pausa para almoçar e contemplar o Rio Madeira, em Porto Velho (RO), tendo ao fundo o canteiro de obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio. O Festcine Amazônia continua.

NOVO CARGO


Muita gente desiste da leitura da Agência de Notícias do Acre. A última: "Presidente do TJ, Pedro Ranzi, assume cargo de governador em exercício". Alguém precisa avisar à repórter Golby Pullig que não existe o cargo de governador em exercício. O certo seria dizer que Ranzi assumiu o cargo de governador, ou que é o governador em exercício. Ainda dizem que não colaboro, que minha crítica não é construtiva etc.

PALHAÇO XUXU

Interpretado pelo ator Luiz Carlos Vasconcelos, Xuxu fala sobre o Dia Internacional do Palhaço, após apresentação num circo na periferia de Porto Velho (RO), promovido pelo Festcine

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

ÍNDIO DO BURACO


A ONG inglesa Survival International amplificou nesta quarta-feira a denúncia de que o último sobrevivente de um povo indígena em Rondônia, conhecido como “Índio do Buraco”, tem sido alvo da ação de pistoleiros na Terra Indígena Tanarú. Fazendeiros da região se sentem prejudicados com o reconhecimento jurídico de áreas de proteção à sobrevivência do índio.

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TÃO ACRE

O humor acreano de todos os tempos II


Circula convite do presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Pedro Ranzi, e do presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre, Marcos Vicentti, para o lançamento do livro “Tão Acre – O humor acreano de todos os tempos II”, de José Chalub Leite (1939-1998), marcado para às 19 horas desta quinta-feira, 10, na filmoteca da Biblioteca Pública de Rio Branco.

Decisão acertada de ambos, pois a impressão da obra inédita do jornalista acreano foi desconsiderada por órgãos públicos que supostamente zelam por nossa cultura e história. Ranzi aceitou prontamente a proposta de Vicentti e determinou que a gráfica do Judiciário ficasse dedicada nas últimas duas semanas ao trabalho de edição e impressão da obra deixada inacabada pelo autor, mas concluída por sua família.

São quase 800 páginas de artigos, crônicas e outros escritos tendo o Acre como pano de fundo. Os 500 exemplares serão distribuídos basicamente nas bibliotecas. Versão digital estará disponível para download no site do Tribunal de Justiça e do Sindicato dos Jornalistas.

Reproduzo a seguir três notas de autoria de José Chalub Leite, contidas em “Tão Acre – O humor acreano de todos os tempos II”:

TOINHO ALVES E CHICO MENDES
A imprensa galhofava, não acreditava quando o sindicalista Chico Mendes denunciava estar marcado para morrer. Eu mesmo quantas vezes não glosei o mártir da floresta por escrito e pessoalmente. Um só vestiu a camisa da credulidade, o Toinho Alves, premonitoriamente, sete meses antes da emboscada fatídica, na crônica “A Coisa em Si”, de O Rio Branco, de 3 de maio de 1988:

- Deve-se pensar duas vezes antes de dizer que as ameaças contra Chico Mendes são de brincadeirinha. A máfia não está brincando não, gente.

Não estava mesmo: aos 22 de dezembro de 1988 Chico Mendes era abatido em Xapuri.

Toinho foi demitido duas vezes de O Rio Branco. A primeira, em 1985, sem muita comoção. A segunda, em 1988, na debandada em massa da qualificada equipe editorial do decano dos jornais acreanos.

A estréia da degola por exercer o direito de crítica deu-se no Governo Flaviano Melo quando desnudou as presepadas de dondoca do PMDB chegado a raspagem de cofre público.

O método mais fácil para calar jornalista abusado é chamar o dono do jornal e determinar o pontapé na bunda do escriba.

O aflito diretor Walter Gomes da Silva, que adorava o Toinho Alves, tentou contemporizar e colidiu com a intransigência do governador: ou demite ou cortamos o dinheiro do jornal.

A gota d’água foi uma frase cruel condenando a forma servil da acocorada imprensa sempre atrelada:

- Fazemos no Acre um jornalismo de terceira categoria para sustentar um governo vagabundo.

SE NÃO TEM TU...
O gravador de um repórter apresentou defeito na hora do início de conturbada sessão legislativa. Choveram palpites dos “técnicos” amadores em eletrônica, com alguém achando que como era sujeira no cabeçote bastava limpar com algodão molhado em álcool que ficaria bom.

O jornalista José Altino Machado, mais prático, acenou para o colega Francisco Araújo, na época ainda não filiado aos Alcóolicos Anônimos:

– Chico Araújo, vem cá e dá uma baforada de álcool no cabeçote para limpar o gravador do colega.

Quase saiu tapa.

NO RASTRO
O Acre em dezembro de 1988 era o centro das atenções do Brasil e Xapuri o umbigo do mundo por causa da emboscada que liquidou o líder seringueiro Chico Mendes.

O diretor-geral da Polícia Federal, Romeu Tuma, no desembarque no aeroporto de Rio Branco atraiu autoridades, políticos, sindicalistas, populares e chusma ululante de jornalistas da terra e de fora.

Cercado pelos repórteres para a clássica entrevista, os jornalistas escutavam atentamente o relato da situação que o secretário de Segurança, coronel José Carlos Castello Branco expunha ao xerife federal.

Castello Branco, a uma indagação de Tuma sobre se havia vestígios do Alvarino, irmão de Darli Alves da Silva e de seu bando de pistoleiros embrenhados nas matas de Xapuri, esclareceu:

– Doutor, um policial nosso há coisa de três dias viu o pistoleiro Alvarino na floresta.

O jornalista José Altino Machado, à época correspondente d’O Estado de São Paulo, sempre gaiato, estragou o impacto da revelação com uma pergunta cretina mas pertinente que lhe garantiu olhares mortíferos do secretário:

– Coronel, e não deu para o seu policial dar uma corridinha atrás do gajo?

Leia mais sobre o livro no site do Tribunal de Justiça do Acre.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

JUSTIÇA CONDENA DEFENSORA PÚBLICA

A defensora pública Maria Auxiliadora Queiroga de Almeida foi condenada nesta quarta-feira, 9, a três anos e seis meses de prisão em regime semi-aberto, em decisão unânime dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Acre.

Maria Queiroga foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Acre pela prática de crime contra a administração (corrupção passiva), acusada de receber vantagem indevida para defender um cidadão em um processo judicial, apesar de haver sido designada pelo Estado para tal finalidade.

Ela foi condenada, ainda, ao pagamento de 200 dias de multa. Para a procuradora de Justiça Patrícia Rego, a decisão do Pleno do Tribunal é emblemática e pedagógica, no sentido de não criar na sociedade uma sensação de impunidade para as pessoas que ocupam cargo no Estado.

- O Tribunal demonstrou o seu senso de justiça, de respeito à sociedade acreana, no sentido em que mostra que está aqui para julgar de forma justa qualquer cidadão, inclusive cidadãos do nosso Estado que detêm cargos públicos de alta relevância, como é o caso da ré, que é defensora pública - assinalou.

O relator do processo foi o desembargador Francisco Praça e o revisor o desembargador Arquilau Melo. A defesa da ré foi patrocinada pelo advogado José Wilson Mendes Leão. A ré ainda pode recorrer da sentença.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

EXILADOS NA FOME


Arnaldo Carvalho, do Jornal do Commercio, de Pernambuco, é o vencedor do Prêmio Esso de Fotografia, com a foto Fome, da reportagem especial "Feridas abertas da fome".

- Essas fotos foram feitas no país do Fome Zero. É incrível como em pleno século XXI pessoas ainda morram de fome - assinala Carvalho, no álbum
"Exilados na fome".

O Jornal do Commercio foi o grande vencedor da mais importante e tradicional premiação da imprensa brasileira.

O JC levou os troféus de melhor trabalho jornalístico, com o caderno especial
"Os Sertões", da repórter especial Fabiana Moraes e do repórter do Caderno C, Schineider Carpeggiani.

- É a primeira vez na história de mais de 50 anos do Esso que o prêmio máximo é concedido a um jornal de fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília - observou o blogueiro pernambucano Ricardo Noblat.

ESTRELÃO

MPF abre inquérito contra a compra de helicóptero do governo do Acre por R$ 7,9 milhões

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para investigar a possível prática de ilícitos pela empresa Helicópteros do Brasil S.A. (Helibras) no âmbito do processo licitatório (pregão) de compra de um helicóptero pelo governo do Acre.

O helicóptero, modelo Esquilo AS 350 B2, foi comprado por R$ 7,9 milhões com recursos provenientes de convênio do governo estadual com o Ministério da Justiça, por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

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COGUMELO

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ATO FALHO


O governador Binho Marques (PT) trata como "espírito de porco" a oposição. Na Assembléia Legislativa, os deputados da oposição votaram contra a concessão de empréstimo de R$ 200 milhões pelo BNDES.

Poder é poder. Para Binho, o ex-governador Jorge Viana ainda é governador:

- Quero agradecer ao governador Jorge Viana, que tem sido um parceiro, um conselheiro.

Clique aqui e ouça "Dois dedos de prosa com o governador".

REPÓRTER COM AFTOSA


Leio na Agência de Notícias do Acre mais um relato sobre aquelas infindáveis e inócuas reuniões de brasileiros, peruanos e bolivianos.

O texto da repórter Tatiana Campos, vencedora de não sei quantos prêmios de jornalismo Chalub Leite, nos informa:


- Outra questão, discutida com o Ministério do Turismo da Bolívia, foi o fim da exigência de apresentação da carteira de vacinação contra febre aftosa para turistas acreanos, bolivianos ou peruanos, como já ocorre com o Peru.


sábado, 5 de dezembro de 2009

PATÉTICO

Antonio Muniz vira "herói" da imprensa do Acre

Patética a atitude da imprensa do Acre ao tentar transformar em herói Antonio Muniz, do jornal O Rio Branco. Ele foi preso durante a semana por ter desacatado a Justiça e não por causa das calúnias contra o senador Tião Viana (PT) e outros, pelas quais realmente foi condenado e deixara de cumprir o acordo de execução da pena.

Muniz sempre foi um repórter e colunista político medíocre. Com o advento da internet, por exemplo, costuma copiar, colar e publicar como sendo da autoria dele aquilo que é opinião de autoria alheia.

No longevo 1996, quando era correspondente do Jornal do Brasil, revelei que o então governador do Acre Orleir Cameli possuía quatro CPFs. Dois dias depois, alguém deu tiros de revólver na fachada de minha casa e eu tive que ir embora do Estado.

Muniz, que comia na mão de Cameli junto com o empreiteiro Narciso Mendes, dono de O Rio Branco, preferiu contrariar o laudo da polícia.

Junto com Raimundo Fernandes, outro colunista tão medíocre quanto ele, escreviam diariamente que o episódio dos tiros era invenção minha e que eu havia usado canivete para esculpir na parede as marcas das balas.


Cameli e Narciso, que eram os principais adversários do PT, agora são aliados políticos dos petistas e da família Viana.

Como a imprensa considera inconveniente mencionar os personagens envolvidos no processo, é mais fácil tratar como "vítima" alguém que foi preso e algemado porque desacatava a Justiça ao deixar de cumprir a pena, após condenado por calúnia e difamação, entre outros, contra o senador Tião Viana.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

VITÓRIA


Paisagem nova nesta sexta-feira. Estou em Vitória (ES), para participar do Fórum de Mídia Livre, na Universidade Federal do Espírito Santo. Estarei num grupo sobre fazedores de mídia colaborativa sob coordenação do professor Fábio Malini. Amanhã, com os jornalistas Rudolfo Lago, Alon Feuerwerker e Carlo Nepomuceno (via Skype) numa mesa comandada por Luis Nassif sobre "Postar uma Informação Política - três conselhos para melhorar a cobertura política em blogs e mídias sociais no Brasil".

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

UNIVERSIDADE FEDERAL DA FLORESTA

Os membros da Comissão da Amazônia, Integração e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados aprovaram por unanimidade nesta quinta-feira, 3, o envio de uma indicação ao Ministério da Educação sugerindo que o Campus UFAC Floresta de Cruzeiro do Sul seja transformado em Universidade Federal da Floresta.

Ao reconheceram os avanços, conquistas e metas já alcançadas pelo Campus UFAC- Floresta, os membros da Comissão da Amazônia entenderam que é o momento de se manifestarem oficialmente junto ao MEC em favor da transformação do campus em universidade.

Durante debate na Comissão da Amazônia foi destacado que o maior motivo para que fosse aprovado o envio da sugestão ao Ministério da Educação é o diferencial projetado para a nova universidade - a união do rico conhecimento popular dos povos da floresta com o conhecimento cientifico de professores e pesquisadores, auxiliados por leis que regulem o conhecimento nativo, além de gerar ciência e tecnologia colaborar no combate a biopirataria.

O RITMO DA CHUVA

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O CUSTO DO CIGARRO

Marina Silva

O que sabemos hoje sobre os danos causados pelo cigarro e pela produção de tabaco na saúde das pessoas e na biodiversidade nos obriga a buscar uma nova forma de lidar com o problema.

Já existem dados e pesquisas suficientes não só para desestimular o consumo e a produção do fumo, mas para garantir ambientes 100% livres do tabaco. É por isso que meu parecer é pela aprovação do projeto do senador Tião Viana, que segue nesta direção. A proposta (PLS nº 315/08), que vem provocando muita discussão, deve ser votada hoje (02/12) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

O cigarro é um grave problema de saúde pública. Os números são assustadores. O fumo mata mais que a AIDS, a malária e a varíola juntas, segundo o Ministério da Saúde, que registra a morte de cerca de 200 mil pessoas em decorrência dele por ano.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) não são menos alarmantes. Nos últimos 30 anos, o cigarro foi responsável por um milhão de óbitos e deve provocar, nos próximos 15 anos, mais de sete milhões de mortes. Recente pesquisa do IBGE revela que há 24,6 milhões de fumantes no Brasil.

Do ponto de vista ambiental, o fumo é igualmente destrutivo. Florestas inteiras são devastadas para alimentar os fornos à lenha que secam as folhas antes de serem industrializadas. E para a obtenção de safras cada vez melhores, os plantadores de fumo usam agrotóxicos em grande quantidade, causando danos à própria saúde e ao ecossistema.

E o que dizer das sobras? Os filtros atirados em lagos, rios, mares, florestas e jardins demoram muitos anos para se degradarem. Quando não provocam incêndios ou a morte de peixes e plantas aquáticas.

Para os que não fumam, mas estão expostos à fumaça do cigarro, os prognósticos não são nada alentadores. Dados científicos divulgados pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) comprovam que a fumaça assimilada pelo fumante passivo - que se expõe involuntariamente ao fumo - tem três vezes mais nicotina e 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a expirada pelos tabagistas.

Em um recinto fechado onde o fumo é permitido, ao fim de oito horas, o não-fumante terá consumido o equivalente a dez cigarros, aumentando em até duas vezes a chance de contrair câncer de pulmão.

Temos ainda que considerar as conseqüências do cigarro para os cofres públicos e privados. Para se ter uma idéia, relatório do Banco Mundial aponta que, de 1996 a 2005, houve mais de 1 milhão de hospitalizações relacionadas ao tabagismo no SUS, com custos em torno de meio bilhão de dólares.

Por sua vez, não há estudo legítimo sobre impacto econômico que demonstre efeito negativo sobre a indústria hoteleira, de turismo, vendas ou qualquer que seja a atividade quando uma lei antifumo passa a vigorar.

Em 2003, o Brasil assinou a Convenção-Quadro para o controle do uso do tabaco. Foi o primeiro tratado internacional de saúde pública com o objetivo de "proteger as gerações presentes e futuras das devastadoras conseqüências sanitárias, sociais, ambientais e econômicas geradas pelo consumo e exposição à fumaça do tabaco".

É verdade que já temos a Lei nº 9.294/96, impondo restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígenos. Mas ela precisa ser atualizada. Não só para ajustar-se aos preceitos e diretrizes da Convenção, mas para garantirmos ambientes 100% livres da fumaça do tabaco, única estratégia eficaz para eliminar a exposição à fumaça do tabaco em ambientes fechados.

A medida, que já vem sendo adotada em muitos estados, como São Paulo, vai ao encontro dos anseios da população brasileira. Segundo pesquisa realizada pela organização não-governamental Aliança de Controle do Tabagismo (ACTbr), 88% dos brasileiros são contrários ao fumo em locais coletivos fechados.

As leis devem assegurar igual proteção a todos. O direito de fumar, tão defendido por alguns como exercício da liberdade do indivíduo, não pode ser justificativa para que não adotemos leis que garantam aos não-fumantes o exercício do direito a um meio ambiente sem poluição de tabaco e à preservação de sua saúde.

♦ Marina Silva é professora de ensino médio, ex-ministra do Meio Ambiente, senadora do Acre pelo PV e colunista da Terra Magazine.

ENCONTRO BRASIL-PERU

Concessões de petróleo e madeira dificultam reconhecimento de índios isolados

Antropólogos brasileiros e peruanos estarão reunidos nesta quinta-feira, 3, em Lima, numa conferência sobre metodologia de investigação de território de povos indígenas em isolamento voluntário. A iniciativa partiu da equipe do Centro de Trabalho Indigenista (CTI), que trabalha na região do Vale do Javari (AM), na fronteira com o Peru.

- Urge reconhecer oficialmente os territórios dos povos indígenas em isolamento voluntário para garantir sua integridade - afirma Gilberto Azanha, diretor do CTI.

Brasil e Peru compartilham amplos espaços da Amazônia habitados por povos indígenas em isolamento, também conhecidos como não contatados, que recusam relações de interação com estranhos, mantendo-se em isolamento cultural e geográfico, assim como altos níveis de autonomia.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CALIFÓRNIA

Da Agência de Notícias do Acre, nesta terça-feira, 1, após o governador Binho Marques (PT) ter visitado o governador da Califórnia (EUA) Arnold Schwarznegger:

"O governador destacou ainda que o Estado tem sido vitrine para outros países, como a Noruega, Califórnia (sic) e Suécia com a vinda de comitivas para conhecer as experiências de desenvolvimento com base florestal."

JACARÉS DA PRÉ-HISTÓRIA AMAZÔNICA


Existiu na Amazônia um jacaré gigante que viveu há cerca de 8 milhões de anos. O Purussaurus brasiliensis foi descrito pela primeira vez, em 1892, pelo naturalista brasileiro Barbosa Rodrigues (1842-1909), a partir de placas dérmicas e fragmentos de mandíbula.

Mas foi o paleontólogo acreano Jonas Souza Filho, ex-reitor da Universidade Federal do Acre, que liderou a equipe responsável pelo achado fóssil mais completo do Purussaurus, em 1985.

Uma mandíbula de Purussaurus, com 1,30m, coletada no Rio Acre, no município de Asssis Brasil (AC), serviu para reforçar a tese da existência dos jacarés gigantes da Amazônia.

- A extinção deste grupo de crocodilianos gigantescos, ainda intriga os pesquisadores, mas pode estar estreitamente ligada a profundas variações climáticas que aconteceram no final do Período Mioceno e início do Plioceno, há cerca de 5 milhões de anos passados - assinala o paleontólogo.

Jonas Filho vem se dedicando há 25 anos aos estudos dos vertebrados fósseis do Acre, tendo se especializado no grupo dos jacarés. Além da atualização de artigos, o pós-doutorado dele na Univerisade de Brasília inclui um livro infantil sobre o Purussaurus.

- Quero com essa contribuição possibilitar a divulgação deste que é o maior jacaré conhecido no planeta.

Leia os melhores trechso da entrevista com Jonas Souza Filho no Blog da Amazônia.