domingo, 28 de dezembro de 2008

POST DE UM FRACASSADO

Aldo Nascimento

Primeiro, ouvi o que o jornalista Antônio Alves expressou quando recebeu o Prêmio Chico Mendes. Depois, com muita atenção, li o texto. Em blog e em jornal, propagou-se a idéia de que Antônio Alves é uma voz crítica dentro do poder, até Altino Machado concordou com isso.

Se fosse voz crítica, o bom Toinho Alves não estaria no poder. Como permanecer nele se sua fala se opõe à pensão vitalícia dos governadores? Como permanecer nele se sua fala propaga que não houve revolução na educação acreana? Sobre pensão e pseudo-revolução, silêncio.

Quando digo voz crítica, refiro-me a uma voz que emite rupturas. No poder, com seus amigos, Toinho não promove rupturas, mas se conserva no poder para pagar a conta de luz, as compras do mês, o crediário, para receber prêmios - coisa de que não gosta, disse certa vez.

Quando os senhores falarem de voz crítica, por favor, citem Frei Beto, por exemplo. Ele saiu do poder e revelou em livros o que blogs e jornais não publicam.

Neste pequeno mundo chamado blog, deixo aos teus olhos meu último artigo deste ano. Queria muito, minha mãe, que a senhora o lesse para comentá-lo, porque a senhora é a única que acessa minhas vãs palavras. Meu sonho desde criança, a senhora sabe, era ser um Altino Machado para não ser acessado só pela senhora. Paciência, sou um fracassado.

■ Leia no blog Língua, de Aldo Nascimento, "Do gado da reserva extrativista ao gado do rodeio". Além de blogueiro, Aldo Nascimento é revisor da Tribuna e professor de português na rede pública estadual. Meu comentário: cada um faz o que pode para pagar as contas.

14 comentários:

  1. Anônimo10:31 PM

    ENTÃO QUE DIZER QUE ESTE RAPAZ É O QUE TEM A MANIA HORRÍVEL DE CORRIGIR OS TEXTOS DO PERIÓDICO A TRIBUNA? MEU DEUS!

    ELE TEM O VÍCIO GROTESCO DE "ABRASILEIRAR" AS PALAVRAS. INTERNET, VIRA INTERNETE. ORKUT, E TORNA ORKUTE E REPÓRTER, POR IRÔNIA DO DESTINO E TORNA REPORTE. ME AJUDE!

    OS ERROS ENTÃO NÃO SÃO DOS JORNALISYAS, MAS SIM DO REVISOR?

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  2. Anônimo11:49 AM

    É ISSO AIM MEU CARO EDUARDO 200ZEK, O ERRO É DO "ERREVISOR".

    E É DOIDO PRA PEGAR UMA BOQUINHA TAMBÉM NO GOVERNO, MAIS SO ELE NÃO SABE QUE O GOVERNO NÃO QUER ABRASILEIRAR UM CARIOCA...

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  3. Anônimo2:21 PM

    Toinho é um cara lúcido. E ajuda na contínua busca pela lucidez dentro Sistema - que nem sempre é tão lúcido assim. Agora, abrasileirar um carioca? Não entendi. Cariocas não são brasileiros?

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  4. Anônimo3:45 PM

    O Toinho é como diria seu guru: Tão Acre!

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  5. Anônimo3:50 PM

    Carioca é Disney.

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  6. Anônimo3:53 PM

    Acho que a questão seria assim: "Acariocar o brasileiro", assim como o personagem do Disney, dos gibis.

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  7. Anônimo4:00 PM

    Você tem que publicar mais aqui no Altino, daí a turma passa a conhcer o seu blog, que aliás é muito bom.

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  8. Anônimo5:56 PM

    Duzek, meu querido, quando eu retornar das férias, dar-lhe-ei algumas explicações sobre "internete", sobre estrangeirismo. Acho que você irá amá-las.

    Caso queira debater comigo - e aldoro isso -, é bom retirar seus livros de sua biblioteca. Quanto a mim, só leio as orelhas(kkkkk).

    Um abraço!

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  9. Anônimo6:01 PM

    Anônimo, não troco a minha liberdade lúcida de escrever por uma vaguinha no governo. Pago minhas contas como professor e como revisor.

    Quanto a Altino, ele é ótimo, tenho por ele uma admiração sincera, um acreano que rompe com o silêncio. Espero que ele nunca seja cooptado pelo poder. Claro que comete alguns vacilos, mas, como um todo, vale pela obra.

    Vida longa, Altino!

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  10. Anônimo6:16 PM

    Este apóstolo das Letras tem virtudes inquestionáveis:
    -A humildade de um Jó que assume, no texto, a realidade de sua condição de fracassado.
    -O humanismo de um franciscano que se preocupa, por mais de uma oportunidade, com as contas mensais de um irmão, o qual afirma ser um bom homem e de quem gosta tanto. Emocionei-me ao ler, tanto este texto, quanto seu comentário anterior. Vai ser sincero assim lá no Rio de Janeiro!

    Walmir

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  11. Anônimo8:47 AM

    Brincadeira esse revisor do Jornal A Tribuna, bom pensava que nem tinha revisor, faltou o MEGA-SENA QUE ELE ESCREVE ASSSIM MEGASSENA. Meu amigo para de puxa o saco do Antônio Alves.

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  12. Ao anônimo, digo-lhe: não sou puxar-saco de Toinho Alves, porque tenho o meu próprio saco.

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  13. Anônimo1:06 AM

    É Altino... o sr. sempre me supreende com as verdades nuas e cruas existentes nos mais diversificados desfiles de vaidade que imperam no meu Estado! Quando o assunto é "poder" os corajosos e os covardes facilmente são identificados! PARABÉNS pelo TRABALHO ALTINO!

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  14. Anônimo1:02 AM

    Estudei no Ideal e precisei mudar de turno para poder ver o conteúdo de literatura porque o "prof." Aldo só enrolava e não dava aula. Ele também escrevia errado no quadro, e no blog dele é a maior empáfia, se apresenta como um profundo conhecedor da língua. KKKKKKKKKKKKK

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