sábado, 25 de agosto de 2012

O HOMEM DO BOLO

Mayco Sampaio, 30, casado, pai de dois filhos, 24 horas no ar


Além de fabricar e vender bolo caseiro, que produz com a família, é entregador de moqueca em um restaurante.

É respeitado nas residências, repartições e no comércio pela simpatia e dedicação ao trabalho.

O "Homem do Bolo", como é mais conhecido, é expressão da economia informal que predomina no Acre.

Ele não é obrigado a balançar bandeirinha de nenhum político nas esquinas. É livre para votar em quem quiser.

O aspone André Kamai, 31, presidente do PT de Rio Branco, escreveu que este blog não é fonte de informação útil.

Aqui vai uma opinião: o trabalho do "Homem do Bolo" é mais útil para o presente e o futuro do Acre que o "trabalho" do Kamai.

Aos leitores, o blog sugere encomendas ao "Homem do Bolo". Não recomenda o blog "Um palpite a cada dia", do Kamai.

7 comentários:

Anonynimmo disse...

Isso é a pura verdade. Para trabalhar no serviço público do estado é obrigado a segurar bandeira. No meu caso, toda quarta-feira depois do expediente (a partir das 18h00 na rua do CEBRB. Triste, mas, fazer o quê? A única solução é votar certo e rezar para que certas máfias saim o mais rápido possível do poder.

ELSOUZA disse...

Caro Altino! Com todo o respeito, entendo que quem exerce cargo de confiança dentro do governo Estadual ou Municipal tem a obrigação de participar de bandeiradas ou bandeirolas, seja lá como for, ao contrário do agente público que ingressou em carreira pública mediante concurso público. Duvido que vc encontre nas esquinas de Rio Branco qualquer agente público concursado participando dessas bandeiradas. Tenho alguns vizinhos ocupantes de cargos comissionados que chegam em casa todas as noites em exaustão. Fazer o que? Estão defendendo o pão de cada dia. Alguns até outro dia não tinham o que comer e agora compraram até carros novos acreditando estarem ocupando um cargo de confiança eterno. Esse senhor KAMAI por exemplo, talvez não saiba que ocupa cargo passageiro e amanhã poderá ser seu amigo. O seu BLOG é tão útil que inclusive recebe crônicas de profissionais renomados e de notório saber. Vc já esteve do outro lado do muro apoiando a atual situação. Hoje está do lado de cá e jamais me interessou saber o porque. Deixe que quando necessário seus leitores o defenderão. E que vença o verdadeiro candidato nessas eleições.

Anonynimmo disse...

ELSOUZA você não deve conhecer como estão as coisas nessa campanha mesmo. Onde trabalho sempre umas duas vezes por semana, no fim do expediente o chefe da sala chama todo mundo ou pra ir fazer alguma coisa no comitê ou bandeiraço (que ocorre agora toda quarta-feira). Às vezes as pessoas são pegas de surpresa, mas, no bandeiraço todos vão. Sejam funcionários com cargos comicionados ou não a ordem é ir e sem questionar. Além disso, já se instarou uma ordem de contenção de custos (luz, água, papel, copos). Tudo agora está sendo poupado ao máximo. Algo um tanto estranho nesse ano de campanha, não acha?

ELSOUZA disse...

Amigo Anonynimmo! Respeito sua opinião mas não abdico da minha. Me aposentei após 37 anos, dois meses e 17 dias de trabalho intenso em prol da sociedade que muitas das vezes foi ingrata. Sempre ocupei cargos essencialmente técnicos, alguns de confiança do Governador, mas sempre optei pelo meu salário técnico porque o salário da confiança era inferior e não podia receber os dois. Ingressei na vida pública por concurso público. Nunca tive padrinho político. Mas também nunca tive o desprazer de recusar ordem absurda ou ilegal de qualquer de meus ex-chefes. Algumas vezes fui criticado pelo Altino Machado, mas o entendia e até o admirava, pela sua retidão de caráter e lealdade aos seus ex-companheiros. Hoje sei que a lealdade é igualzinho ao amor. É ETERNA ENQUANTO DURA. E que vença o melhor dos candidatos. Eu já escolhi o meu.

joaomaci disse...

Ora essa! ocupantes de cargos comissionados são agentes públicos, pagos com dinheiro público, portanto, seu dever não seria outro senão dar um retorno a quem lhes paga o salário e não ficar balançando bandeira! É impressionante como há quem considere isto natural. Se houvesse alguma coerência ética e legal que lhes atribuísse o cargo de "balançador de bandeira no período eleitoral" não precisavam ficar ganhando dos cofres públicos durante 48 meses.

@MarcelFla disse...

Pô bateu uma vontade desse bolo, já ligar..

Carlos disse...

Se eles não balançarem as bandeiras perdem o cargo, simples assim.