quarta-feira, 31 de agosto de 2011

NO MEIO DO RIO ACRE

Pior seca dos últimos 40 anos


O Rio Acre, que enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos, amanheceu nesta quarta-feira (31) com apenas 1,57m de profundidade. O menor volume de água registrado antes (1,64m) pela Defesa Civil do Acre foi em setembro de 2005, quando a estiagem amazônica na região leste do Estado resultou em mais de 200 mil hectares de florestas devastados por megaincêndio.

Leia mais no Blog da Amazônia.

27 comentários:

aurelio disse...

O Velho Rio está morrendo...

Roberto Feres disse...

Tem coisas que acontecem no Acre que eu nem conto fora para não passar por mentiroso...
Será que alguém acreditaria que há escassez de água em plena Amazônia???

Jão disse...

Assim como tantos outros... O Brasil está morrendo.

Andarilho disse...

Há dez anos o prof Clodomir falou sobre a morte do Rio Acre e, muitos, riram dele. Pelo andar das coisas, espero que não aconteça o pior.
Mas, temos uma luz no fim do túnel. Teremos um sabado para limpeza do Rio Acre. Não sei q servintia isso irá ter. Creio para marketing político.
Mas, leis, projetos e educação isso não se ver acontecer. O que ser é mais bombas flutuantes no rio. Não faltando água o povo não irá reclamar pelo 12 anos do governo. Será esse o pensamento?

beth5050 disse...

É... o nosso RIO ACRE ONDE aprendi nadar na base. Eu sempre soube q o rio seria eterno...cesci, cheguei na terceira idade. Me enganaram... e foram enganados. q dó.

. disse...

Milagre ainda não ter aparecido nenhum intelectual e colocar as culpa no produtor rural

Eu disse...

E porque nao adianta colocar a culpa em ninguem, o que precisamos e encontrar meios e solucoes para os problemas. Ficar discutindo o problema nao resolvera nada. Precisamos de acoes concretas e urgentes para que o Rio Acre nao seque! Alguem tem alguma sugestao? Se for por causa de desmatamento, o que podemos fazer? Se for por outros motivos, quais sao eles?

Eu disse...

Se a questao e falta de acao do poder publico, como podemos cobrar isto deles? Se cabe nos mudarmos nossos habitos e parar de sujar as ruas e leito dos rios, porque nao o fazemos? Como podemos conscientizar as pessoas? Como podemos encontrar uma solucao para que o pqueno produtor rural possa exercer suas atividades de forma ambientalmente correta?
Pode parecer utopia, mas ja que o poder publico nao faz, facamos nos! Comecemos analizando nossas atitudes e mudando nossos habitos. Digo isso nao apenas ao povo do Acre, mas ao povo do resto do pais. Isso precisa ser uma acao conjunta. Entao, como podemos fazer isso?

Marcel Marques disse...

Modelo de sustentabilidade do governo da floresta... :D

Não precisa ser expert para saber que em alguns anos, o Rio Acre vai ser como o igarapé São Francisco, um esgoto no verão e motivo de preocupação no inverno, e eu, dizendo (com sorte) aos meus filhos: "É... acreditam que já pesquei e tomei banho neste rio? Praia do amapá, do riozinho, etc.", como alguns antigos lembram do nosso velho Chico.

Enzo Mercurio disse...

Será que agora com o rio bem seco , podemos achar a cobra que mora embaixo da igreja.
Quem sabe resolvemos esse grande mistério antigo.

Fátima Almeida disse...

O rio seca mesmo assim durante agosto. Eu já atravessei esse rio com água nos tornozelos quando morava numa rua que existia entre as duas pontes, há quatro décadas. O que é nefasto, na minha opinião, é a política do IMAC de conceder licenciamento para treze dragas que atuam nas imediações da cidade, em especial na região do Amapá. Esse empenho em desenvolvimento é isso mesmo: (des) prefixo grego que quer dizer "sem", "ausência de" envolvimento, no caso, das pessoas com o ambiente natural, pois o desenvolvimento da construção civil custou a extinção dos balneários que existiam para a população como praia da Base e Praia do Amapá. Assim as novas gerações vão crescendo sem contato físico com o rio e por conseguinte sem relação afetiva com ele, do mesmo modo como os paulistanos são indiferentes ao Tietê negro de tanta poluição das indústrias..É para isso que existe o IMAC dirigido por uma pessoa que não passou a infância nem a adolescência aqui, não tem relação afetiva com a cidade e fica lá para isso, conceder licenciamento ambiental para os predadores de todas as estirpes. Além disso eles separam a cultura, ou políticas culturais do ambiente por isso que as atividades culturais e eventos patrocinados são coisas aparentemente soltas, sem elos de inteligibilidade e significados..

Janu Schwab disse...

Fátima disse tudo. Estiagem é estiagem. Já a postura do IMAC é só sacanagem mesmo.

Paulo Henrique disse...

Dona Fátima
Moro no Acre, trabalho no Acre, terei filhos no Acre e provavelmente desprezarei meu corpo em uma sepultura do Acre... Não nascí no Acre.
O seu argumento de atribuir relação causal ao fato de "não ter nascido no Acre" é amostra indubitável do mais puro e genuíno xenofobismo, primo-irmão do racismo, base de obscurantismo e retrocesso político-cultural.
A história do Acre foi, é e será construída por pessoas que amam de verdade este estado.
Não importa se "daquí" ou "Darlí"; "Eles", os inimigos do Acre, continuarão a ferir e assassinar os sonhos e o futuro deste estado enquanto nós assim permitamos!

Fátima Almeida disse...

Concordo com você Paulo Henrique que os piores inimigos do Acre são acrianos, das famílias dos seringalistas que falidos se apropriaram da máquina governamental para construir o patrimônio. Isso não é de hoje. Muitos, aliás, construíram patrimônio longe daqui. Mas, não existe nenhuma história sendo construída os conflitos não vêm a termo e são abafados. Aliás, nenhuma história foi construída: aventureiros vieram em função do ouro negro; tomaram o território da Bolívia porque não queriam pagar impostos. E cuidaram de colocar uma roupa vistosa nisso tudo com símbolos, heróis, hinos, etc Uma tentativa de virada aconteceu no período Chico Mendes, mas morreu na praia. Hoje os pecuaristas e madeireiros estão no poder. O Governo corre atrás de arrecadação a qualquer preço, com o outro olho nos repasses do governo federal. é uma "arte" governar esse Estado. Aliás essa preocupação com uma provável eleição de Bocalon deve-se a isso mesmo, porque ele não tem vínculos com as castas locais. Se houvesse um acriano no IMAC provavelmente ele teria tb fornecido licenciamento para as dragas destruíram as nossas praias porque consciência e ética é algo limitado pela conta no Banco e não tem mesmo a ver com o fato de ter nascido aqui ou ali, você tem razão, sim. Quanto a mim, não tenho amor nenhum pelo Estado do Acre, aliás, por Estado algum eu sinto nem jamais sentiria amor... queira desculpar mas eu já ultrapassei esses romantismos..

Janu Schwab disse...

Fátima, francamente: sou teu fã.

Enzo Mercurio disse...

Fátima eu lembro dessa rua que ficava entre as pontes; lembro que o rio acabou derrubando as encostas .Me lembro de uma professora antiga , muito antiga , Dona MORZINHA ,LEMBRA ?

Eduardo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduardo disse...

Altino, desconsidera a anterior e apaga esta frase.

Se a memória não me trai, chamava-se Rua 1º de Maio, também conhecida como Rua África, pois nos "primórdios" era o reduto de negros trabalhadores na estiva (carregadores/descarregadores de borracha e castanha/mercadorias dos navios que aportavam vindos de Belém e Manaus). Naquela época começou a concentrar as residências dos fortes comerciantes do 2º Distrito, principalmente libaneses (que erroneamente a população chamava de "turcos"), como as famílias Fecury, Yunes, Satut, El Hassani, Barakat, Zeque, Chalub, Beiruth, Zaire, entre outros e, "enfronhados", a família Feitosa, (Fátima Almeida, com a minha queridíssima e saudosa professora Mozinha e o seu José Feitosa, o não menos querido professor e amigo Rui e um dos meus ídolos futebolísticos Pedro Feitosa (estes, irmãos da Fátima) (o povo de hoje não sabe o que é jogar futebol...) . Arrematando: na esquina, a Sorveteria Pinto, do Joaquim Pinto... Como dizem hoje: Pense num sorvete gostoso!

Ana Cláudia Pupim disse...

Nestes comentários se encontra aula de história de um rio, de um Acre, dentre tantos rios e tantos acres.
E o caminho se faz navegando, destino da foz a jusante...

beth5050 disse...

Que belo, maravilhoso esse resgate de nossa memória.Apesar de não conhecê-los pessoalmente. As vezes fico querendo reuní-los somente para recordar. Trago vivo dentro de mim as memórias de antes. "Quem não tem dinheiro, conta história". bom feriadão pra vcs..

Fátima Almeida disse...

Amei a expressão "enfronhados". Minha casa era uma biblioteca, uma casa de leitores. O Rui me levava para os banhos de rio e igarapé da judia, mas também me incentivava a ler livros como Geografia da Fome e Homens e Caranguejos do Josué de Castro, eu, com pouco mais de doze anos, afora contar sobre os filmes que eram projetados no Cine Recreio nas sessões "proibidas para menores de 18 anos"... Façam uma ideia... Qualquer hora vou escrever um livro sobre a 1º de Maio, a pedido do Pedro que se mudou antes que eu tivesse feito isso....

Janu Schwab disse...

Escreve, que eu publico! :)

Fátima Almeida disse...

A propósito, recebi um e-mail da prof. Adízia Mesquita (temos a mesma idade) dizendo que lembra do tempo em que as pessoas caminhavam a pé com água abaixo dos joelhos. A diferença, disse ela, é que hoje está contaminada por esgoto, e é perigoso molhar os pés. E ainda: " todos falam de queimadas, derrubadas, fazendeiros e seus bois, mas pouquíssimos lembram que a maior agressão ao Rio Acre vem das cidades, das regiões urbanas. Mas é chique falar mal dos produtores rurais; e também inútil, pois não se resolve nada. E o povo da cidade pode ficar com a consciência mais limpinha".

Enzo Mercurio disse...

Fátima você é filha da professora Mozinha ?
Nao esqueço dessa ilustre professora que na minha infância ensinou o que é uma verdadeira palmatoria.

Fátima Almeida disse...

Acho um pouco estranho, Enzo, você saber dela, ter sido aluno dela, ter conhecido a sua palmatória e não saber de mim, nem eu de você. Então, você deve ter outro nome ou ter sessenta e poucos anos e ter ido embora do Acre e só voltado agora..porque eu vivo no coração dela e ela vive no meu, quem sabe dela sabe de mim..

Eduardo disse...

Hehehehe... Meu trio parada dura especial, para sempre nesse músculo involuntário que hoje mais apanha do que bate: Mozinha, Palmira e América...

Enzo Mercurio disse...

Eu tenho 44 , fui aluno dela e nao lembro de vc , pois sai cedo do Acre com 15 anos .
Me desculpe mais tenho poucas lembrança desse tempo.
Nao moro mais no Acre desde os 15 anos.
Mais das palmatorias lembro bem , me ensinaram muito.