terça-feira, 31 de agosto de 2010

GOVERNO DO ACRE

Pesquisa mostra vitória de Tião Viana no 1º turno

O senador Tião Viana (PT) lidera com 58% a preferência do eleitorado do Acre na disputa pelo governo estadual, de acordo com o resultado da segunda pesquisa do Ibope, encomendada pela Rede Amazônica de Televisão, divulgada na tarde desta terça-feira (31) em Rio Branco.


Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são citados pelo entrevistador, o candidato Tião Bocalom (PSDB), aparece com 25%. O candidato Antonio Gouveia (PRTB), conhecido como Tijolinho, tem apenas 1%. Foram registrados 4% de brancos e nulos e 12% de indecisos.

O ex-prefeito de Rio Branco e ex-governador do Acre, Jorge Viana (PT), irmão de Tião Viana, lidera a disputa pelo Senado com 63% da preferência dos entrevistados pela pesquisa Ibope/Rede Amazônica.

O deputado federal Sérgio Petecão (PMN), com 38%, é o segundo colocado na disputa pelo Senado, seguido de Edvaldo Magalhães (PCdoB), com 31%, e de João Correia (PMDB), que tem apenas 11%. A pesquisa registrou 6% de branco e nulos e 29% de indecisos.

Realizada entre os dias 28 e 31 de agosto, a pesquisa entrevistou 812 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Acre com o número 8262/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral com o número 26.960/2010.

AMAZÔNIA LEGAL

Desmatamento caiu 71% em julho, diz Imazon

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), detectou, em julho de 2010, 155 km² de desmatamento na Amazônia Legal, o que representa uma redução de 71% em relação a julho do ano passado quando o desmatamento somou 532 km².

O desmatamento acumulado, até junho deste ano, apresentava um aumento de 8% em comparação com o período anterior (agosto 2008 a junho 2009). Porém, com a queda expressiva no desmatamento em julho de 2010 em relação a julho de 2009, houve uma queda também no desmatamento acumulado do ano (agosto 2009 a julho 2010).

O desmatamento acumulado nesse período atingiu 1.488 km², o que representou uma redução de 16% no desmatamento em relação ao mesmo período do ano anterior (agosto de 2008 a julho de 2009) quando o desmatamento foi 1.766 km².

De acordo com o Imazon, no acumulado do ano (agosto de 2009 a julho de 2010), o desmatamento atingiu 1.766 km². Em comparação com o período anterior (agosto 2008 a julho 2009), quando o desmatamento somou 1.766 km², houve redução de 16%.

Em junho de 2010, a maioria do desmatamento ocorreu no Pará (51%), seguido por Mato Grosso (23%), Rondônia (9%), Amazonas (8%), Acre (8%) e Tocantins (1%).

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2009 a julho de 2010 resultou no comprometimento de 95,6 milhões de toneladas de C02 equivalentes, as quais estão sujeitas a emissões diretas e futuras por eventos de queimadas e decomposição.

Houve uma redução de 20% em relação ao período anterior (agosto de 2008 a julho de 2009) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento foi cerca de 121 milhões de toneladas de C02 equivalente.

As florestas degradadas (florestas intensamente exploradas pela atividade madeireira e/ou queimadas) na Amazônia Legal somaram 159 km² em julho de 2010. Desse total, a maioria ocorreu no Pará (57%), Mato Grosso (32%), Rondônia (5%), Acre (3%) e Amazonas (3%).

O amazona analisou a situação dos 43 municípios considerado “críticos do desmatamento”. Nesses municípios, de acordo com o SAD, o desmatamento de agosto de 2009 a julho de 2010, foi 631 km². Se comparado com o mesmo período anterior (agosto de 2008 a julho de 2009), quando o desmatamento nesses municípios atingiu 1.033 km², houve redução de 40% no desmatamento.

Em julho de 2010, foi possível monitorar 79% da área com cobertura florestal na Amazônia Legal. O boletim do Imazon apresenta também resultados da verificação dos dados do SAD através de sobrevôos, em parceria com o Greenpeace, e levantamentos de campo conduzidos por técnicos do município de Paragominas (PA).

Foram monitorados 79% da área com cobertura florestal na Amazônia Legal, pois somente 21% da região estavam cobertos por nuvens. A região não mapeada corresponde a área de floresta do Amapá, de Roraima, norte do Pará e Amazonas. A parte do Maranhão que integra a Amazônia Legal não foi analisada.

ACRE PODE FICAR ISOLADO

O nível do Rio Madeira está tão baixo em decorrência da estiagem na Amazônia, que ameaça interromper a ligação de Rondônia com o Acre e com o Amazonas, via BR-364 e BR-319, cuja travessia de veículos é feita com o uso de balsas. A interrupção poderá afetar o transporte de alimentos e combustível para o Acre.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou nesta terça-feira (31) que a travessia em direção ao Acre, em Abunã, distrito de Porto Velho RO), está muito lenta. Uma das balsas está avariada, existe uma fila de veículos de quase quatro quilômetros e a espera pela travessia chega a demorar até cinco horas.

As manobras do rebocador da balsa tentam evitar os bancos de areia que se formaram no Madeira, mas a situação considerada mais crítica é na balsa que liga a BR-319, entre Porto Velho e Humaitá (AM).

Existem duas balsas encalhadas, lotadas de carretas, num trecho navegável do Madeira, na localidade de Calama, a 20 quilômetros de Porto Velho.

De acordo com a PRF, no ponto de travessia de Abunã, por volta das 23 horas da segunda-feira (30), houve um encalhe de uma das balsas que opera no local, por causa de avarias em seu casco.

O local do encalhe impossibilitava a utilização do embarcador existente, ocasionando a interrupção total da travessia. Mesmo com a utilização de três rebocadores e um pá carregadeira, a retirada somente ocorreu por volta das 9 horas da manhã desta terça-feira.

A balsa avariada conseguiu fazer a travessia com a utilização de uma bomba para a retirada da água que entrava pela fissura existente, porém ficará inoperante até seu conserto.

A PRF informou que a balsa avariada foi substituída por outra de menor porte, o que fez aumentar o tempo de espera para a travessia, que já estava próximo da normalidade.

A situação, na avaliação da PRF, poderá se agravar devido a ultima chuva. O terreno próximo ao embarcador encontra-se encharcado e com possibilidade de formação de atoleiros.

A previsão de finalização da reconstrução de outro embarcador é para acontecer até a sexta-feira. A PRF recomenda o adiamento de viagens terrestres para o Acre.

TIÃO VIANA ANTES E DEPOIS


Imagem do candidato a governador do Acre Tião Viana (PT) no último programa eleitoral na TV, com a cabeça parcialmente pavimentada com o implante de algumas centenas de fios de cabelo. Na imagem abaixo, de 2008, quando já havia começado a mudança estética, o enorme vazio demográfico capilar.

Alguém dirá que foi mais um "milagre" do xampu Esperança?

Do alto de sua calvície, o jornalista Aníbal Diniz, suplente de Tião Viana no Senado avisa:

- Gostaria de fazer implante de algumas boas idéias, mas de cabelo ainda não senti necessidade.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

PROMESSAS ELEITORAIS


Cartunista Braga reúne os candidatos ao governo do Acre Tião Viana (PT), Tião Bocalom (PSDB) e Tijolinho (PRTB).

SABIÁ

ANÚNCIO


"Em breve, futuro empreendimento imobiliário"

domingo, 29 de agosto de 2010

DIA DE SOL NO RIO ACRE

Kemis Viana flagrou a cena, às 12h30 deste domingo (29), no centro de Rio Branco. Por causa da estiagem e do forte calor, pessoas se instalam num banco de areia e se banham no trecho mais poluído do Rio Acre, para onde converge o esgoto da cidade.



AGORA VALEM O DEBOCHE E A GOZAÇÃO

POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE

- O debate entre as sogras dos candidatos deu o maior ibope. E, agora, doutor, como é que fica depois da liminar do Supremo Tribunal Federal (STF)? Será que os promotores do debate, que foram censurados, podem reclamar seus direitos entrando com algum tipo de ação legal?

A pergunta, feita pelo acadêmico de direito ao seu professor, especialista em legislação eleitoral, recebeu resposta imediata:

- Cerrrrrtamente, meu jovem. A liminar concedida na quinta-feira, 26 de agosto, pelo ministro Ayres Britto, permite impetrar uma ação redibitória. Digo mais: o impetrante pode ficar podre de rico, porque não se trata de uma açãozinha redibitoriazinha vagabundinha qualquer. Não! Aqui cabe, claramente, uma ação redibitória quanti minoris com pleno efeito repristinatório.

O diálogo acima só pode ser entendido se informamos como transcorreu o debate entre as sogras e o que é que ele tem a ver com a liminar do STF, esclarecendo ainda que diabo é uma ação redibitória.

Debate de sogras

O evento ficou conhecido no meio jurídico –eles metem o latim em tudo- como Discursio Jararacorum ou, em bom tucanês, Discursio Mater Matris Conjungium Candidatorum.

- Esse sim vai pegar fogo, porque é um debate boca – explicou José Simão, cuja coluna na Folha de São Paulo serviu de palco para o confronto.

Simão, que é o Esculhambador Geral da República, além de presidente de honra do PGN –Partido da Genitália Nacional– serviu de mediador. Quem começou a falar, escolhida por sorteio, foi a sogra do José Serra (PSDB), que é chilena. Ela fez revelação bombástica “al tirito nomes”, contando intimidades do genro:

- Sierra tiene explosiones intestinales, se tira cuescos fétidos en la hora del almuerzo. Es un pedorrero. Además, es un perdulario, cada vez que va al toilette gasta varios rollos de papel higiénico.

A sogra da Marina Silva (PV) também fez uma confissão que pode mudar o voto de muitos eleitores:

- Marina fazia fogueira na Amazônia quando criança, nas festas juninas.

Dilma (PT) levou vantagem. Casada duas vezes, ela já bateu de frente com duas sogras e, por isso, teve o dobro do tempo.

- Sogra da Dilma é pleonasmo! A Dilma é a sogra do Brasil, no sentido atribuído por Dicró ao termo – comentou Simão.

Já a mãe da mãe da mulher do candidato do PSOL fofocou sobre o Velhinho Traquinas:

- Quando o Plínio bebe mais de um copo de cerveja, fala se cuspindo todo, diz que seu sonho é ser fazendeiro no Mato Grosso pra plantar soja.

A sogra do Eymael (PSDC) não hesitou em condená-lo por cultivar o hábito execrável de tirar cera do ouvido com tampinha de caneta Bic: “Além disso, ele é caspento e tem chulé”.

A idéia de sogras na campanha eleitoral se alastrou pelo Brasil inteiro, convocando sogras federais, estaduais e municipais. A democracia ganha com uma interatividade maior com os eleitores.

Enquanto no confronto só de candidatos, cada debatedor diz, hipocritamente, apenas aquilo que acha que o eleitor quer ouvir, no debate entre sogras é o eleitor que escolhe o que ele próprio quer ouvir, inventando o discurso das sogras. É, portanto, mais autêntico e altamente revelador.

Dessa forma, cada Estado pode organizar debates imaginários entre as sogras locais e, especialmente, ouvir a voz das ex-sogras. Em Minas Gerais, por exemplo, um deles já tem até nome de sogra: Anastasia.

A sogra do outro, Hélio Costa (vixe vixe!), pode nos contar o que ele fazia com o Dan Mitrione na época da ditadura militar. Imagine a riqueza do discurso das sogras e ex-sogras de Collor (AL), de Alkmin (SP), da Mammy Murad, sogra e ex-sogra da Roseana Sarney.

No Rio Grande do Sul, o Tasso já é mesmo genro de todas, e no Ceará, o governador Ciro Gomes impetrou um habeas-sogra preventivo, quando levou a mãe de sua mulher para a Europa, com despesas pagas pelo contribuinte. No Amazonas, meu Deus do céu, o que diriam as sogras do Omar Aziz e do Alfredo Nascimento sobre seus respectivos genros? (Cartas para a redação).

Efeito repristinatório

Acontece que a Lei das Eleições, em vigência desde 1º de outubro de 1997, em seu artigo 45, proíbe o humor em período eleitoral –atenção, só em período eleitoral- vetando qualquer gozação, sátira, ironia ou deboche com os candidatos. Portanto, sogras não podem debater, a regra é clara, como diz Arnaldo Cézar Coelho. A multa pra quem não respeitar a lei é de R$ 200 mil, levando um recuo de programas humorísticos como Casseta & Planeta, CQC e Pânico na TV.

A eleição ficou triste, como denunciaram os manifestantes na passeata de protesto na orla de Copacabana, no Rio, domingo passado. Mas desde a última quinta-feira, à noite, a situação mudou. O ministro Ayres Britto, do STF, aquele mesmo que deu razão aos índios no caso Raposa/Serra do Sol, atendeu em menos de 24 horas uma ação de inconstitucionalidade e concedeu liminar suspendendo a censura ao humor na campanha eleitoral.

A ação vai ao pleno do STF na próxima quarta-feira para definir se o medo que o Poder tem do riso justifica a censura. Afinal, em que distúrbios gástricos e chulés de candidatos atentam contra a democracia? Por enquanto, vale a liminar de Ayres Britto, que argumentou:

- O humor concorre, e muito, para o fortalecimento da democracia. Isso é sinal de maturidade democrática. Em todo o mundo, o humor é reconhecido como expressão de liberdade de imprensa. Criticar e ironizar são atividades inerentes ao humor. Programas humorísticos, charges e modo caricatural de pôr em circulação idéias, opiniões, frases e quadros espirituosos compõem as atividades de imprensa, sinônimo perfeito de informação jornalística A liberdade de imprensa livre não é de sofrer constrições em período eleitoral. Ela é plena em todo tempo, lugar e circunstâncias.

Se o STF confirmar a liminar, os humoristas que foram prejudicados poderão entrar com uma ação redibitória. Quem diz isso? Não, não foi um especialista em legislação eleitoral, personagem inventado aqui tanto quanto o discurso das sogras. Trata-se apenas de uma lembrança dos meus tempos da Faculdade Nacional de Direito, onde estudei durante três anos num curso que não concluí. Lá, fui aluno relapso de Direito Civil de Clóvis Paulo da Rocha, que em todas as aulas, só falava disso. Fui reprovado na prova em que ele perguntava o que é ação redibitória com efeito repristinatório.

Fiquei com traumas, mas encantado com a sonoridade das palavras “redibitória” e “repristinatório”, que nunca esqueci. Até hoje não sei muito bem o que é isso. Redibir é anular judicialmente um contrato em que a coisa negociada foi entregue com vícios ou defeitos ocultos. Se for provado que uma das partes interessadas conhecia o vício, a outra pode entrar com uma ação redibitória de perdas e danos. É o caso do debate das sogras dentro da Lei Eleitoral. O macaco Simão vai ficar podre de rico, processando o Marco Maciel que assinou a lei, como presidente interino da República.

E o efeito repristinatório? Boa pergunta. Quando uma lei que revoga uma lei anterior é declarada inconstitucional, a primeira lei volta a ter a validade restaurada. É isso que se chama efeito repristinatório. A partir de agora, portanto, vale a lei anterior, ou seja, o deboche e a gozação. Atenção, sogras, ex-sogras, quase-sogras e futuras sogras de todos os candidatos do Brasil, entrem em ação: ação redibitória neles.

P.S.: Estou sendo processado por uma juíza do Amazonas. Ela também, a seu momento, terá a ação redibitória que merece.

O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO) e edita o site-blog Taqui Pra Ti .

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

DE TIJOLINHO EM TIJOLINHO


Futuro governador do Acre, Tião Viana (PT) promete pavimentar com tijolo todas as ruas das cidades do Estado. Todas, entenderam? Para que não paire dúvida no futuro, mostro a "ruazinha" de tijolo que já mandei construir no quintal de minha casa.

SAMUEL NA CHUVA


Clique na foto pra ver direito os pingos da chuva em Rio Branco e o gatíssimo neto no banho

BEBETO FICHA SUJA


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o registro de candidatura de Bebeto Junior (PSDB) ao cargo de deputadao estadual, a partir de um recurso do Ministério Público Eleitoral no Acre.

Por maioria, o Tribunal Regional Eleitoral havia deferido o registro de candidatura sob a alegação de que uma condenção por crime contra o patrimônio, sofrida por Bebeto Junior, ainda não transitou em julgado. Os juízes eleitorais entendiam que deveria prevaler o princípio constitucional da presunção de inocência.

Mas o MPE argumentou que a aplicação do princípio da presunção de inocência está em discordância com os princípios da moralidade e da probidade administrativa.

- A ser assim, o princípio da presunção de inocência alcançaria o grau extremo de importância, a ignorar, por conseguinte, toda uma normatividade que se tenta construir para alicerçar outros princípios constitucionais.

Segundo o MPE, a lei da Ficha Limpa não tem o objetivo de ofender qualquer princípio fundamental, “mas também não se busca mais aceitar aquele que já demonstrou, ou menos a priori, não possuir capacidade de administrar o bem público”.

Ao acolher o recurso do MPE, o ministro Arnando Versiani assinalou que, independentemente de saber se o dispositivo da presunção de inocência se aplica exclusivamente a processos criminais, como nele está dito, “certo é que, quando se trata de inelegibilidade, ninguém está sendo considerado culpado do que quer que seja”.

- No caso, como a inelegibilidade não constitui pena, o fato de ela incidir em hipótese prevista em lei não significa que se esteja antecipando o cumprimento de qualquer pena - acrescentou ministro.

Versiani disse que a presunção de inocência pode até persistir, “não só no processo criminal, como também em outras espécies de processos, mas o cidadão ficará inelegível se houver decisão por órgão colegiado que o condene naqueles casos estabelecidos em lei”.

Por fim, o ministro do TSE mencionou o risco que representaria para a sociedade alguém exercer mandato, quando já tivesse sido condenado, por decisão de órgão colegiado, nas espécies de processos indicados na nova Lei da Ficha Limpa.

MÁQUINA NOVA, IMAGEM VELHA


Aprendendo a manusear uma Nikon D90, flagrei um sabiá consumindo frutos do meu pé de açaí branco. Clique em "Açaí branco" e em "Um açaí diferente" aquele que não conhece. Mas clique antes na imagem do belo sabiá.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ELIÉZER AYACHE

Justiça nega liberdade ao jovem, que responderá por homicídio doloso em júri popular

Dois dos três desembargadores da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre negaram nesta quinta-feira (26) liberdade ao jovem Eliézer Ayache, 25, que cumpre prisão preventiva na penitenciária Francisco D'Oliveira Conde, após ter causado na madrugada de sexta-feira (20), no Parque da Maternidade, em Rio Branco, grave acidente de trânsito em que morreu uma garota de 13 anos.


O desembargador Arquilau de Castro Melo, relator do julgamento do mérito de um habeas corpus impetrado pela defesa de Eliézer Ayache, como o jovem é conhecido, considerou legais os requisitos para cumprimento da prisão preventiva em flagrante.

O julgamento foi acompanhado pela família de Eliézer, incluindo a mãe adotiva, a servidora aposentada da Assembléia Legislativa, Yacut Ayache.

Os desembargadores argumentaram que a manutenção da prisão servirá para que a sociedade e o jovem possam refletir sobre as circunstâncias do acidente.


O processo agora seguirá para a Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, onde Eliézer Ayache será submetido a julgamento por homicídio doloso.

Segundo a jurisprudência brasileira, quem dirige embriagado e em alta velocidade pode não ter a intenção de matar, mas, certamente, está assumindo o risco pela tragédia.

Por causa disso, a qualificadora de perigo comum desclassifica o crime de trânsito de doloso simples para qualificado e transfere a competência do julgamento para o Tribunal do Júri.

Ayache morava sozinho numa mansão construída pela mãe no Parque da Maternidade. Compartilha agora a superlotação de uma cela com 15 presidiários.

São raros os casos de acidente de trânsito cujos autores são encaminhados a júri popular no Brasil. No Acre, só há registro de um outro caso dessa natureza.

Em tempo: injustificável a fofoca que tomou conta da cidade, segundo a qual a repórter Lenilda Cavalcante foi presa com droga pela Polícia Federal no aeroporto de Rio Branco.

- Avise que estou bem, por favor. A fofoca causou a preocupação de amigos. Estou em São Paulo, após 19 dias internada para tratamento de saúde, e já estou de volta - disse Lenilda ao telefone, às 23h15 desta quinta-feira.

SE ESSA RUA FOSSE MINHA


Pra vencer na vida, sobretudo a disputa para o governo do Acre, o candidato Tião Viana (PT) não precisa prometer o que não poderá cumprir em quatro ou até mesmo oito anos de mandato.

Ele tem usado o programa eleitoral no rádio e na TV para fazer a promessa de que pavimentará de tijolos todas as ruas, de todos os bairros, nos 22 municípios do Acre.

Caso as ruas das cidades fossem minhas, eu prometeria logo era ladrilhar todas com pedrinhas de brilhante. Sei que o eleitorado não me levaria a sério. Torço para que eu esteja equivocado.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

CHOVENDO NA ROSEIRA

TRABALHO ESCRAVO NO ACRE

MPF denuncia pecuarista à Justiça Federal

O pecuarista Alonso Souza da Rocha, proprietário da fazenda Bom Futuro, em Rio Branco (AC), foi denunciado nesta quarta-feira (25) à Justiça Federal pelo Ministério Público Federal no Acre por ter mantido em condição análoga à escravidão o trabalhador Eliseu Xavier dos Reis, em julho de 2009.


Assinada pelo procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, a denúncia afirma que o trabalhador foi aliciado pelo pecuarista em Goiânia (GO), tendo recebido promessas de emprego em boas condições de trabalho para cuidar da fazenda de gado no Acre.

Ao chegar na fazenda, o trabalhador Eliseu Xavier dos Reis verificou que as condições de trabalho eram péssimas, com jornada das 7 horas às 19 horas, com intervalo de 30 minutos para se alimentar e sem descanso em fim de semana ou feriado.

De acordo com a denúncia do MPF, a água oferecida ao trabalhador para beber, fazer sua higiene ou alimentação, provinha de uma poça barrenta sem qualquer condição de potabilidade.

Clique aqui para ler mais no Blog da Amazônia.

POLÍCIA PRENDE, MAS JUSTIÇA SOLTA

Por força dos últimos acontecimentos, que põem em xeque a eficiência do sistema de justiça e segurança pública do Acre, aliado ao momento de intensa campanha eleitoral, onde o grupo político da situação pretende manter-se no poder, o bordão da hora afirma que “a polícia prende, mas a justiça solta”.

Dirigentes da Secretaria de Segurança Pública, delegados, policiais, políticos e até a mídia repetem isso aos quatro cantos do Acre. A quem interessa essa ideologia? Certamente que ela justifica o trabalho da polícia ao mesmo tempo em que coloca o sistema judiciário em situação delicada, liberando os criminosos presos pela polícia.

Aos olhos da sociedade, o trabalho da polícia estaria justificado, a culpa então dos índices alarmantes de criminalidade recairia sobre os tribunais que relaxam as prisões efetuadas pelos policiais. Mas será que tudo é tão simples assim? Com certeza, não.

O contexto social do Estado está bastante acirrado e é interessante ver os gestores da segurança pública, por meio de uma lógica mecânica, buscar culpados imediatos.

Quer dizer então que é suficiente prender? Prender mais e mais? Esquecem eles que o sistema penitenciário do Estado apresenta hoje um déficit de 2 mil vagas para acolher todas essas pessoas.

Por outro lado, a Lei de Execuções é clara ao dizer que compete ao Estado viabilizar mecanismos de recolocação dessas pessoas na sociedade, principalmente pela oferta de trabalho. Isso tem acontecido no Acre?

Portanto, é preciso enfrentar com coragem o problema em todas as suas dimensões, superando a falácia da “polícia prende, mas a justiça solta”.

O bordão não resolve a crise, confunde a opinião pública e deixa a população ainda mais descrente da possibilidade de vivermos no melhor lugar da Amazônia.

Destaque para o comentário da professora Fátima Almeida:

"A lição mais simples da economia diz o seguinte: para se fazer um monte de areia é preciso deixar um buraco em algum lugar. Pois bem, muito foi feito para acabar com grupo de extermínio ou esquadrão da morte no Acre. Mas o buraco permaneceu: o narcotráfico e a marginalização. Os direitos humanos venceram, fizeram a sua parte sob a batuta de Dom Moacir Grecchi. Mas os demais setores do Governo, em especial os responsáveis pelo Planejamento, pela Educação, Assistência Social e Produção, não elaboraram políticas integradas para resolver o desemprego progressivo em nossa cidade, onde tanto cresce o número de jovens desempregados como chegam levas de desocupados em busca de ocupação. Os bandidos atiram em pessoas indefesas, matam mães de família porque estão cheios de ódio. Deflagaram uma guerra social sem nenhum guia norteador, como a literatura marxista que era lida pelas velhas lideranças sindicais, que hoje moram em casas com piscinas. Só nesta semana existem 32 crianças, inclusive recém-nascidas, no Educandário, filhos de mães e pais dependentes químicos."

FPA TERÁ QUE RETIRAR OUTDOOR

Sob pena de pagamento de multa diária individual no valor de R$ 1 mil, a coligação Frente Popular do Acre (FPA), o candidato ao governo Tião Viana (PT) e os candidatos ao Senado Jorge Viana (PT) e Edvaldo Magalhães (PC do B), terão que retirar imediatamente uma placa com dimensões muito acima do limite de 4m² permitido por Lei, exposta em toda a frente do Comitê Central da FPA, na Av. Brasil, centro de Rio Branco.

Na semana passada (leia), o Ministério Público Eleitoral (MPE) moveu junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) uma representação contra a coligação e seus candidatos majoritários. O juiz auxiliar do TRE-AC, Elcio Sabo Mendes, determinou, em medida liminar, a retirada da propaganda.

O juiz Elcio Mendes disse que o painel publicitário exposto na sede do comitê da coligação “infringe as normas eleitorais, uma vez que visivelmente ultrapassa as dimensões estabelecidas para essa espécie de publicidade, comprometendo, dessa forma, o princípio isonômico inerente ao processo eleitoral”.

“Há grande probabilidade de que a permanência da publicidade, nas dimensões em que se apresenta, atinja um público ainda maior, e, assim, comprometa, ainda mais, a igualdade que deve existir entre os participantes do certame eleitoral”, argumentou o juiz eleitoral ao deferir a liminar pedida pelo MPE.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

AGORA COM FLECHAS

Cansado da minha cara de menino numa foto que já durava mais de cinco anos, o cartunista Francisco Braga fez a gentileza de criar nova ilustração para o cabeçalho deste blog.

- Agora é Altino com flechas - disse Braga, que
usou imagens de autoria dos fotógrafos Gleilson Miranda e Talita Oliveira.

Grato pelas armas, amigo.

RECADOS AOS AMIGOS DO PT

Antonio Alves

O Correio Braziliense publicou mais uma daquelas matérias safadinhas, tão freqüentes em campanhas eleitorais, atribuindo intenções, especulando, tirando conclusões apressadas... essas coisas que não se deve ensinar aos jovens jornalistas. A brincadeira de mau gosto, no caso, é contra a candidatura de Marina Silva. A reportagem descobre uma suposta estratégia dela de se aproximar do PT, de atacar o Serra, de apoiar Dilma num remotamente possível segundo turno e outras especulações. Tudo besteira.


Marina não está fazendo nenhum joguinho. Ela tem uma mensagem e quer alcançar o maior número de pessoas, o que significa ter o maior número possível de votos e ser uma alternativa real de governo para o Brasil. Ela jamais esvaziaria sua mensagem. Aliás, ninguém seria burro de fazer isso faltando ainda 40 dias para as eleições.

Mas o que me arrepiou, na matéria, foi a participação dos companheiros apelidados de “acrianos”. Vou transcrever os dois parágrafos em que isso ocorre.

"Se a disputa seguir para o segundo turno e, confirmado o favoritismo de Dilma e Serra, o PT já tem escalados companheiros históricos de Marina para fazer a ponte dela com a candidata petista. Os responsáveis são os irmãos acrianos Tião Viana e Jorge Viana, candidatos pelo PT ao governo e ao Senado, respectivamente. “Os embaixadores do PT no Acre estariam imbuídos nessa missão”, afirma o suplente de Marina no Senado e candidato a deputado federal e ex-senador Sibá Machado (PT-AC)."

"No estado, em eventos políticos do PT, não raro os banners de Marina convivem com as faixas de Dilma dispostas no mesmo salão, conta Sibá. Segundo o ele, apesar de Marina se recusar a antecipar cenários de segundo turno nos discursos públicos, em conversas internas a ex-ministra do Meio Ambiente teria mostrado que superou as rusgas com Dilma e acenou pelo apoio ao PT em um possível segundo turno. Jorge Viana desconversa sobre possível assédio do PT ao PV de olho no segundo turno. “Qualquer tentativa de alguém do PT falar com Marina seria um desrespeito com a candidatura dela”, diz."

Jorge Viana é inteligente e diz uma verdade: falar disso com a Marina seria um desrespeito. Mas o Sibá se coloca numa posição de menino de recados, merecendo, por isso, levar um cascudo. Que “conversas internas” são essas, em que galáxia ele viu Marina “acenando”? E se existem banners da Marina perto das faixas da Dilma é apenas porque, no Acre, PT e PV estão na mesma coligação. Marina apóia Tião Viana para governador, Jorge e Edvaldo para o Senado (Julinho, do PV, é o primeiro suplente de Edvaldo).

Mas, ao invés de cascudo no Sibá, vou mandar por ele um recado aos amigos do PT. Querem ter a chance de ganhar os votos dos acreanos para Dilma num eventual segundo turno em que Marina não esteja? Então deixem de ser “acrianos”, encham-se de legítimo orgulho acreano e trabalhem para que Marina seja amplamente vitoriosa no nosso Estado, o Estado dela. Digam ao Lula: presidente, dá licença, nós somos acreanos e votamos na Marina. Se vocês tiverem a coragem de reconhecer que Marina representa o Acre e o sonho do desenvolvimento sustentável, ganharão o voto de muitos acreanos.

Quanto ao voto da Marina em alguma eleição onde ela não seja candidata, isso é com ela. Do meu voto saberei, quando e se isso acontecer. E não sei se direi a vocês.

Antonio Alves é assessor especial do governador Binho Marques (PT), poeta, cronista e desenvolveu o conceito de florestania; sem partido atualmente, se desfiliou do PT junto com Marina Silva.

ELIÉZER AYACHE

Ministério Publico pede manutenção da prisão do jovem

A procuradora Gisele Detoni, do Ministério Público do Acre, já se manifestou pela manutenção da prisão preventiva do jovem Eliézer Ayache, 25, que está na penitenciária Francisco D'Oliveira Conde, em Rio Branco, por ter causado, na madrugada de sexta-feira (20), um grave acidente de trânsito que culminou com a morte de uma garota de 13 anos.


A juíza Cezarinete de Souza Augusto Angelim decretou a prisão de Eliézer Ayache com o argumento da necessidade de garantia da ordem pública, mas o advogado Assem Ayache, na madrugada de domingo, acionou o plantão do 2º Grau do Tribunal de Justiça para ingressar com pedido de habeas corpus.

Leia mais

Eliézer Ayache já está na penal

O pedido liminar foi indeferido pela desembargadora Eva Evangelista, que solicitiou informações ao juiz Laudivon Nogueira. Na segunda-feira (23), com base nas informações anexadas, o processo foi remetido para manifestação do Ministério Público.

O processo por crimes de trânsito foi devolvido nesta terça-feira (veja) pelo Ministério Público ao 2º Grau do Tribunal de Justiça e já foi redistribuído.

O desembargador Arquilau de Castro Melo, da Câmara Criminal, foi sorteado como relator do julgamento do mérito do habeas corpus, com início marcado para às 8 horas desta quinta-feira (26).

DELEGADO VIRA HERÓI NO TWITTER

Enquanto a violência domina o Acre, o chefe do Grupo Anti-Assalto da Polícia Civil se empenha em resgatar o cachorrinho da namorada

O delegado Roberth Alencar, do Grupo Anti-Assalto da Policia Civil do Acre, virou herói da namorada dele, a apresentadora Mayara Padrão, e das amigas dela, após a proeza de encontrar o cachorrinho Bell, da raça golden retriever.

Mensagens publicadas no Twitter do delegado, da namorada e de uma amiga deles, comprovam que o trabalho de Roberth Alencar foi essencial para que o cachorro Bell, que havia desaparecido misteriosamente e pertence à apresentadora, fosse resgatado.


Muito experiente, o delegado chegou a espalhar cartazes para localizar o cachorrinho da namorada.

- Esse é meu dever… ser o herói de nossa família… e proteger quem eu amo - afirmou a autoridade policial.






Recebi de Fernanda Ramalho, do blog Brindo a Vida, nesta terça-feira (24), a seguinte mensagem:

"Se já não bastasse os crimes contra as pessoas, temos que aturar os crimes contra os animais e de nada a polícia faz.

Há quase um mês, uma cadela da raça Beagle que pertence à minha irmã foi roubada no conjunto Tropical. Ali é comum animais sumirem porque existem ladrões especializados nesse tipo de roubo.

Foi feito BO, mas eu e minha irmã fizemos o trabalho da policia. Fomos até onde chamam de Aldeia, ali mesmo, na entrada do conjunto Tropical. É um lugar cheio de becos, onde moram traficantes, ladrões enfim. Gente de toda espécie, principalmente gente de coração bom. Tivemos informações que a cadela estava lá, mas de nada a polícia fez. Eu e minha irmã arriscamos nossas vidas para fazer o trabalho da polícia.

Há alguns dias um cão da raça golden retriever, que pertence a uma apresentadora de TV, foi supostamente roubado. Como o namorado dela é delegado, acredito que logo ele tenha mobilizado seus homens para encontrarem o cão.

O cão foi encontrado bem rápido. Fico feliz que isso tenha acontecido, pois quem tem um animal sabe como é doloroso quando qualquer coisa acontece a eles. Mas ao mesmo tempo fiquei revoltada em saber que se eu e minha irmã não temos ninguém na polícia não poderemos recuperar a cadela. Nós espalhamos cartazes e fizemos de tudo e quase um mês depois não tivemos uma informação se quer.

Mas o que podemos esperar de uma polícia que não consegue se mobilizar nem para encontrar o corpo do pequeno Fabrício. Não é mesmo?".

Minha dica: Fernanda, procure com urgência o delegado Roberth Alencar. Torça para que ele a ame e a seu caozinho.

ARQUIPÉLAGO DO MARAJÓ

Maior conjunto de ilhas flúvio-marinhas do Planeta quer ser Reserva da Biosfera


O arquipélago do Marajó, no Estado do Pará, é conhecido mundialmente como o maior conjunto de ilhas flúvio-marinhas do Planeta. A mesoregião tem ao todo 104 mil km2 e o arquipélago mesmo 68 mil Km2. É uma área de dimensões de Portugal, sendo maior que oito Estados brasileiros. São 425 mil habitantes em 16 municípios e centenas de comunidades rurais, a maioria acessível apenas de barco. 75% dos habitantes não recebem água tratada em suas casas e 505 não têm eletricidade.

A região registra índices alarmantes nas questões de gênero, de trabalho infantil, violência contra mulher, pedofilia, prostituição infantil, mas nesta terça-feira (24), no Museu Histórico do Pará, em Belém, a organização Instituto Peabiru dá os primeiros passos para estabelecer uma rede da sociedade em defesa do Marajó, a Rede Marajó.

O arquipélago reúne três biomas – o amazônico, o costeiro e o marinho, chamado por muitos de Amazônia Azul. Existem 48 paisagens diferente na porção terrestre, sendo algumas exclusivas, como as savanas-parque em Chaves.

- Não há uma única unidade de proteção integral, apenas reservas extrativistas federais - alerta João Meirelles, do Instituto Peabiru.

Meirelles coordena o programa “Viva Marajó”, que aceitou desafio do Fundo Vale para o Desenvolvimento Sustentável, de contribuir para a candidatura do Marajó como Reserva da Biosfera, pelo programa Homem e Biosfera, da Unesco, proposta a cargo da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará.

- A Reserva da Biosfera é apenas um dos aspectos abordados pelo “Viva Marajó”. São muitas as questões para promover a sustentabilidade e garantir a conservação do meio ambiente e da cultura do Marajó. Acho que todos nós, amazônidas, e brasileiros, ganharemos com isto. Precisamos reconhecer que no afã de progredir deixamos muitas regiões para trás, que, ao invés de acompanhar as locomotivas do progresso, entram em colapso e estão na UTI. E o Marajó encabeça esta lista - acrescenta.

O marajoara é mestre em sobreviver ao tempo adverso, aos extremos da chuva e da seca, às marés diárias, ao clima equatorial, à abundancia e à escassez, aos abusos do período colonial, aos senhores da borracha e da pecuária e da madeira.

Leia no Blog da Amazônia a entrevista com João Meirelles, do Instituto Peabiru.

domingo, 22 de agosto de 2010

ELIÉZER AYACHE JÁ ESTÁ NA PENAL


O jovem de 25 anos que aparece na foto com o braço direito tatuado, já está na penitenciária Francisco D'Oliveira Conde, em Rio Branco, por ter protagonizado, às 4h30 da madrugada de sexta-feira (20), um grave acidente de trânsito.

Embriagado, perdeu o controle de uma caminhonete de luxo que capotou várias vezes no Parque da Maternidade. Estava acompanhado de quatro mulheres, sendo duas menores -uma garota de 14 anos e outra de 13 anos, que morreu ao dar entrada no hospital.

Detalhe sórdido: paramédicos encontraram um "consolo" na vagina da vítima de 13 anos.

Leia mais:
Outro acidente de Eliézer Ayache com carro importado


Na primeira foto, capturada da Giro Geral, do colunista social e assessor do Ministério Público do Estado do Acre, Moisés Alencastro, o jovem aparece com amigos na chácara de sua família. Foi apresentado pelo colunista como Eliézer Aiache.

E era assim mesmo que costumava se apresentar na cidade pelo fato de ser criado por Yacut Ayache, servidora aposentada da procuradoria jurídica da Assembléia Legislativa do Acre. O nome dele na verdade é Eliézer dos Santos Almeida. É filho de uma filha adotiva de Yacut Ayache.

A testemunha Ailton Braga disse à reportagem da TV Gazeta que o motorista e as menores estavam muito bêbados. O exame bafométrico revelou 0,79 mmHg/l no motorista.

Avisados do acidente, familiares e amigos de Eliézer realizaram a proeza de retirar a caminhonete do local e evitaram o trabalho dos peritos da polícia.

Ainda na sexta-feira, o delegado do 1º Distrito Policial autuou o flagrante, arbitrou fiança e encaminhou o caso para a juíza plantonista Cezarinete de Souza Augusto Angelim.

A juíza decretou a prisão de Eliézer, que dormiu na delegacia e na manhã deste domingo (22) foi encaminhado para a penal. A prisão foi decretada sob o argumento da necessidade de garantia da ordem pública.

A tipificação inicial feita pelo delegado, por culpa, foi reformada pelo Ministério Público e pela Justiça.


Além de decretar a prisão, a juíza, como medida cautelar, suspendeu o direto de Eliézer dirigir por um ano e determinou a busca e apreensão da caminhonete.

Eliezer é reincidente em vários casos de acidentes de trânsito com carro de luxo. Já teve a carteira cassada, mas continuava dirigindo livremente.

Yacut Ayache outra vez intercedeu em defesa do "filho" Eliézer. Quando a prisão foi decretada se deslocou até à casa da juíza. Queria reverter a situação, mas sequer foi atendida. E teve que ser internada em estado de choque.

Às 2 horas da madrugada deste domingo, o advogado Assem Ayache, sobrinho de Yacut, acionou o plantão do 2º Grau do Tribunal de Justiça e ingressou com pedido de habeas corpus.

A desembargadora Eva Evangelista indeferiu o pedido liminar e solicitiou informações ao juiz de plantão Laudivon Nogueira.

Na manhã desta segunda-feira (23), com base nas informações a serem anexadas ao processo, este será redistribuído e passará a ter um relator para o julgamento do mérito do habeas corpus.

Meu comentário: A imprensa sabia o nome do causador do acidente e da morte, mas evitou mencioná-lo. Gente assim não costuma permanecer presa, especialmente no Acre. Como se trata de um conhecido reincidente em acidentes de trânsito com carro de luxo (veja), sempre em nome de
Yacut Ayache, em poucos dias estará novamente solto pelas ruas da cidade para causar novos danos à sociedade. A nota foi atualizada às 12h30 da segunda-feira (23).

Vídeo da reportagem da TV Gazeta

ACIDENTE SEM VÍTIMAS


Fotografei o caminhão às 14h34 deste sábado (21), na BR-317, minutos após o mesmo se desgovernar e ficar inclinado na pista. Encontrei o motorista e um passageiro à sombra de uma árvore. Ambos não conseguiam esconder a alegria de estar vivos. Apenas o motorista sofreu um leve arranhão no braço. Ele contou ter tido a impressão de que uma das rodas teria travado. O caminhão teria tomado a direção de um barranco e ele girou o volante abruptamente na direção oposta. O caminhão inclinou e escorregou na pista por menos de 20 metros. O acidente não afetou o tráfego. Não pretendia publicar a foto até o momento em que li o relato surreal (sem foto) da reportagem do AC 24 Horas nesta tarde de domingo (22). Clique aqui e leia também.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

MEU DESPERDÍCIO DE ÁGUA

Também contribuo para o desperdício de água potável durante esse período de estiagem amazônica em ano eleitoral, quando colonos e pecuaristas queimam o que bem entendem e nos castigam com muita fumaça.

Ligo a bomba elétrica do poço semi-artesiano e deixo a água jorrar livre debaixo do pé de caju. Por perto, digamos, existe gente com fome, sede e necessidade de banho para aliviar a temperatura de 39ºC desta tarde, com 21% de umidade relativa.




DESPERDÍCIO


Embora a população seja precariamente abastecida com água tratada em Rio Branco, as autoridades reforçaram nesta sexta-feira o apelo para que os consumidores evitem o desperdício. Citam como exemplo de desperdício a lavagem de calçadas. Caso o nível do rio Acre atinja 1,64m, a cidade começará a sofrer desabastecimento. Mas é fato que nem os órgãos públicos correspondem ao apelo de suas autoridades, conforme constatei casualmente em duas unidades de saúde por onde passei nesta manhã.

AUMENTO DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS


A Secretaria de Saúde do Acre constatou aumento de 30% nos casos de internação por infecção respiratória em Rio Branco, nas últimas duas semanas, por causa da gigantesca nuvem de fumaça que tomou conta do Estado, originada pelas queimadas de florestas e pastagens na região.

Pessoas de todas as idades são afetadas pela baixa umidade relativa do ar, ausência de chuva, calor, ventos e alta concentração de poluentes, mas crianças e velhos são os que mais sofrem com a situação. Apresentam tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta, além de falta de ar e respiração ofegante.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2º Distrito de Rio Branco, entre os dias 1 e 17 de julho, foram atendidos 1,5 mil casos de crianças e adultos com problemas respiratórios. No mesmo período de agosto, já foram atendidas mais de 1,7 mil pessoas.

- Os números provam que mais pessoas têm tido problema em decorrência da inalação de fumaça - assinalou o secretário de Saúde, Oswaldo Leal Jr.

Leia mais no Blog da Amazônia.

VIAGEM NO SUBMUNDO DO ACRE

"Prisão não educa, nem socializa ninguém, seja preso provisório ou condenado"

A maioria de nós nasce, cresce e morre com a ilusão de que conhece plenamente o Acre. Quem lê o relatório final do Mutirão Carcerário do Acre, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no período 8 de junho a 9 de julho, se desfaz dessa ilusão em relação ao Estado que detém a maior taxa de encarceramento do País.

Ao contrário do que tem sido apregoado no Acre, não é boa a situação dos presídios. O relatório do CNJ apela aos órgãos que compõem o sistema criminal acreano a necessidade de que se mantenha o pulso firme, porém percebendo que o Estado-Juiz deve combater não o criminoso e sim o crime.

Sugere que os réus não sejam vistos apenas como algozes de suas vítimas, mas também como vítimas de situações que, muitas vezes, sequer serão postas nos autos.

- Com tal olhar, certamente será muito mais incômodo ver um cidadão preso por prazo superior ao necessário, ainda que este prazo seja inferior ao que diz a Lei, até porque já é consenso mundial que a prisão não educa, nem socializa ninguém, seja preso provisório ou condenado. A tarefa não é fácil, empreende muito esforço, conscientização e interiorização de valores que nem sempre são de pouca abrangência, mas certamente será cumprida, muito em breve - acrescenta a juíza Selma Rosane Santos Arruda, que coordenou o Mutirão Carcerário do Acre.

Desça ao submundo do Acre a partir do documento digitalizado em 95 laudas, que contém fotos e anexos que podem ser visualizados com recurso hiperlink durante a leitura do texto. O relatório foi divulgado na íntegra pelo portal do Tribunal de Justiça do Acre, numa demonstração de trasnparência. Clique aqui.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

NOTA DO POVO ASHANINKA

Etnia repudia atuação do ministro Mauro Campbell Marques, do STJ

"Por desmatar ilegalmente 1/3 da Terra Indígena do povo Ashaninka da aldeia Apiwtxa, Abrahão Cândido e Orleir Cameli foram condenados em 1ª instância, na Justiça Federal no Acre, a indenização.

Os réus Abrahão e Cameli apelaram. Mas perderam também em 2ª Instância: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento e a relatora Ministra Eliana Calmon rejeitou os Embargos Declaratórios.

Os réus perderam em 1ª e 2ª instâncias, foram condenados, faltando apenas publicar a sentença. Mas o Ministro Mauro Campbell Marques pediu vista.

Para publicar a sentença de condenação de Abrahão e Cameli por desmatar 1/3 da Terra Ashaninka, o STJ precisa terminar de julgar o Recurso dos réus.

No entanto, toda vez que o processo volta à mesa de julgamento o Ministro Mauro Campbell Marques determina adiar a decisão.


O julgamento vem sendo marcado, vai à mesa e então é adiado pelo Ministro Mauro Campbell Marques, repetidas vezes, nas datas de 18/2, 17/6, 22/6, 3/8 e 17/8.

Hoje, dia 19/8, às 14h, o recurso de Abrahão e Cameli irá, pela sexta vez, para a mesa de julgamento da Segunda Turma do STJ.

Será que o Ministro Mauro Campbell Marques, às 14h, adiará novamente a decisão do STJ, em benefício de desmatadores criminosos?

Ou será que o Ministro Mauro Campbell Marques não considera crime invasão de terra indígena, abertura de estradas e derrubada ilegal de árvores?

Será que o Ministro Mauro Campbell Marques não considera crime a retirada ilegal de 1.374 metros cúbicos de mogno e 1.374 metros cúbicos de cedro?

Amigos, a comunidade Apiwtxa acompanha com tristeza esse longo processo e os adiamentos da decisão final pelo Ministro Mauro Campbell Marques.

Repudiamos a atuação do Sr. Ministro Mauro Campbell Marques da Segunda Turma do STJ neste caso.

Não temos como não responsabilizar o Ministro Mauro Campbell Marques por tanto adiamento.

Estamos em estado de alerta. Preparados para o combate.

Os crimes de Abrahão Candido e Oleir Cameli não podem ficar impunes. A derrubada da floresta é crime contra o nosso povo e contra o planeta.

O Brasil não pode engolir o desmatamento cruel e devastador de 29 mil hectares de madeira de Lei pela cobiça de Abrahão Cândido e Oleir Cameli.

O povo Ashaninka da Apiwtxa não aceita o crime de Abrahão e Cameli.

Já estivemos antes em Brasília. E se preciso retornaremos a Brasília, até o Ministro Mauro Campbell Marques.

Queremos justiça!

Benki Piyãko Ashaninka e Isaac Pinhanta Ashaninka"

Nota do blog: a decisão foi novamente adiada nesta quinta-feira (19), a pedido do ministro Mauro Campbell Marques. Leia mais sobre o caso no Blog da Amazônia. O ministro é amigo de várias autoridades no Acre, que sua vez são amigas de aliados políticos e econômicos de Abrahão Cândido e Orleir Cameli. O ministro nasceu no Amazonas, onde Cameli também é muito influente como empreiteiro.

EU TE AMO

MPE CONTRA A FRENTE POPULAR

A coligação Frente Popular do Acre (FPA), o candidato ao governo Tião Viana (PT), e os candidatos ao Senado Jorge Viana (PT) e Edvaldo Magalhães (PC do B) estão sendo alvo de uma representação do Ministério Público Eleitoral(MPE) junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC).

O MPE denunciou a existência de uma placa com dimensões muito acima do limite de 4m² permitido por Lei, exposto em toda a frente do Comitê Central da FPA, no centro de Rio Branco.

De acordo com a representação do procurador regional eleitoral substituto Paulo Henrique Ferreira Brito, as dimensões da placa publicitária assemelham-se a outdoor, tipo de peça vedada pela legislação eleitoral.

"A vedação objetiva assegurar aos candidatos igualdade de condições, impedindo que aqueles que detenham maiores recursos realizem maciçamente essa espécie de propaganda, sem observância do limite regulamentar, provocando o desequilíbrio da disputa", argumenta o procurador.

Além das dimensões da peça publicitária, em recente entendimento do Tribunal Superior Eleitoral foi dito que outdoor é “toda propaganda veiculada ao ar livre, exposta em via pública de intenso fluxo ou de pontos de boa visibilidade humana, com forte apelo visual e amplo poder de comunicação”.

O pedido da representação, baseado na Resolução TSE n 23.121//2009, pede a imediata retirada da propaganda irregular e pagamento de multa no valor que pode variar entre R$ 5.320,50 e R$ 15.961,50.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

BOCALOM IGNORA SERRA NA TV

O tucano Tião Bocalom, candidato ao governo do Acre pela coligação "Liberdade, Produzir para Empregar", não mencionou o nome do presidenciável José Serra durante o programa eleitoral na TV, transmitido às 13 horas desta quarta-feira (18). Apenas um candidato a deputado estadual chegou a pedir votos para Serra.

Apresentado como grande conhecedor da agricultura, pecuária e indústria madeireira e ex-prefeito do município de Acrelândia por três mandatos, Bocalom defendeu que "chegou a hora de o povo dar um basta em 12 anos de promessas furadas, maracutaias e perseguições" dos petistas que governam o Acre.

Bocalom disse que é candidato "para enfrentar essa panelinha de irmãos e amiguinhos", referindo-se aos irmãos petistas Jorge Viana, ex-governador e candidato ao Senado, e ao senador Tião Viana, que concorre ao governo.

"Conto com você e seu voto para dar um basta na mentira e na perseguição e nos deixar governar para o ser humano. Com todo o respeito que temos ao meio ambiente, para mim o ser humano tem mais valor que um macaco ou uma árvore. O ser humano é o centro da vida", afirmou o candidato do PSDB.

Bocalom citou os três governos consecutivos do PT no Acre e acrescentou que não foram capazes de cumprir a promessa de gerar 40 mil empregos ou de construir 20 mil casas populares.

"A saúde de primeiro mundo também não chegou. Temos saúde de quarto mundo, pois o povo ainda morre de malária e dengue nas filas dos hospitais", acrescentou.

Segundo Bocalom, o Acre tem mais de 200 mil desempregados e entre suas metas está a construção de casas populares para quem realmente não tem renda, além de possibilitar a produção de alimentos.

"Para isso, temos o programa "Panela Cheia", para baixar, para quem depende do Bolsa-Familia, o preço dos alimentos pela metade", prometeu o candidato do PSDB.

Veja no portal Terra o que disse Tião Viana.

ANDRÉA ZÍLIO

Muito boa a performance da jornalista Andréa Zílio, do Sistema Público de Comunicação do Governo do Acre e do UOL Eleições em Rio Branco (AC), como apresentadora do programa eleitoral do PT.

GAFE CONTRA SIBÁ MACHADO


O suplente de senador Sibá Machado (PT-AC), candidato a deputado federal, foi apresentado com número errado no programa eleitoral da coligação Frente Poular do Acre.

Sibá Machado ficou uma arara com os marqueteiros do PT por ter sido apresentado com o número 2212, do PR, e não com o 1313 registrado no Tribunal Regional Eleitoral.

Os marqueteiros da Cia. de Selva ganham suficiente para contratar um revisor, pois são detentotes das contas de publicidade do governo do Acre e da prefeitura de Rio Branco.

O ACRE EM CHAMAS

Eis o cenário que vejo ao abrir a janela do quarto de dormir e percorrer, às 8h10 desta quarta-feira (18), menos de 500 metros da estrada da Área de Proteção Ambiental Raimundo Irineu Serra, a mais verde do entorno urbano de Rio Branco. Clique nas imagens para visualizá-las ampliadas.




Entre os dias 13 e 17 de agosto foram registrados 240 focos de calor no Acre. Os municípios com maior incidência de focos no período foram Rio Branco (40), Feijó (26), Acrelândia (25), Rodrigues Alves (21)
Plácido de Castro (199), Acrelândia (178), Senador Guiomard (144) Senador Quiomard (33), Plácido de Castro (23), e Sena Madureira (17).

O risco de fogo para esta quarta-feira nas regionais do Alto Acre, Baixo Acre e purus é considerado critico. Para as regionais de Tarauacá-Envira e Juruá é considerado critico, com poucas área de risco alto a minimo. A ausência de chuva, a baixa umidade do ar, em conjunto com o vento podem aumentar a suscetibilidade das áreas verdes ao fogo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

JESSÉ SANTIAGO MORRE EM ACIDENTE


O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, vereador Jessé Santiago (PSB), morreu na manhã desta terça-feira (17) após acidente na BR-364, a 70 quilômetros de Cruzeiro do Sul.

Santiago pegou carona numa caminhonete porque o avião em que pretendia viajar para Rio Branco não pousou em Cruzeiro do Sul em decorrência da gigantesca nuvem de fumaça que tomou conta do Acre.

O vereador havia agendado para esta terça compromisso de gravação de sua participação no horário eleitoral, pois era candidato a deputado federal.

Outras duas pessoas morreram no acidente -uma assessora parlamentar e uma criança- e quatro permanecem internadas em estado grave.


A fumaça na região certamente dificultou a visão do motorista e causou o acidente no trecho em obras da BR-364, além da precária sinalização.

O prefeito de Rio Branco Raimudno Angelim (PT) divulgou nota de pesar e decretou luto oficial de três dias na cidade.

Saiba mais na Tribuna do Juruá
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FLORESTA ESCURA

José Augusto Fontes

É dia na floresta, na nossa clareira. Mas o céu é escuro, sem o azul nativo. Antes, nem é o céu, só há nuvens de fumaça, nenhuma clara, nenhuma branca, todas feias. O céu saiu para longe, quase mudou-se, e deixou o sol escondido pra lá do horizonte, sem jeito de participar da cena. Na terra é calor, é tudo cheiro de queimada, é tudo um abafado só, que a gente sente nas narinas, nos olhos, no corpo todo, na tristeza de ver, no desgosto de vivenciar.

É dia na floresta, na aldeia que me viu crescer. Mas quase não se vê água no rio, ele está cheio de ilhas. Não se vê caminho para os barcos, para os peixes, para o ir e vir de tudo que dele depende, não se vê água para abastecer, para saciar, para molhar. A manhã perdeu a hora, uma antiga música diz que a seringueira chora. Não há chuva que dê para lavar o enredo, o céu não sorri, o sol é figurante, tudo espera, a flora, a gente, os animais, toda a moldura.

É dia na floresta, no meu lugar. Mas as matas não têm a cor de antes, minha velha conhecida, não têm a umidade que era abundante, não têm a natural originalidade, agora são projeto, certificação, algo mais adiante. O canto dos pássaros ficou distante, a lua, escondida, que sai e se põe sem dar notícia aos bichos, aos peixes, aos jeitos matutos. Nesse desencontro, no desentendimento dos ventos e águas sobre a terra em brasa, surgem friagens, escurece mais.

É dia na floresta, na trilha do meu caminho. Mas assim que acordo, eu que não queimei nem desmatei nem nada, e que até plantei um pouco, tenho que ver a cinza bem de frente, tenho que respirar e engolir a nuvem negra, tenho que sentir o ardor nos olhos, tenho que ouvir a versão da fumaça que vem de longe, e eu nem entendo de pedágio, muito menos nos ares, apenas conheço meu lugar, só quero navegar meu rio, percorrer meu varadouro, ser do mato.

É dia na floresta encoberta, aviões não pousam, ideias não decolam. Mas não há magia nem véu, é a realidade que escurece. Estou esperando clarear. E sempre bom estar aqui, faço juras de amor desde que nasci, há muito cravei meu varejão neste porto, logo depois que o regatão do meu pai deixou de se aventurar. Vejo tempos mudados, vejo homens que não percebem a situação, sinto o sol e a lua escondidos, mas sei que voltará o dia claro na floresta.

Ainda é dia na minha floresta. Mas eu tenho que tatear as teclas para dizer que logo mais virão as chuvas, que os ipês vão colorir nossa vida, que o rio vai pegar água, no tranco, vai parir peixes. Que as matas vão recuperar algo na cor, na fauna, para perder adiante, com o encanto. Eu precisaria entender que com os pastos vêm os lucros, as oportunidades, o desenvolvimento. Que o fogo é passageiro e que respirar vai ser sempre possível, daqui a pouco, é só esperar.

José Augusto Fontes é poeta, cronista e juiz de direito no Acre

RIO BRANCO SUMIU


Ao tomar posse, Binho Marques (PT) nos fez a principal promessa como governador: até o final de 2010 o Acre será o melhor lugar para se viver na Amazônia.


Como faltam mais de quatro meses para o término do mandato do governador, não podemos perder esperança que a promessa tão bonita se tornará real logo mais, embora haja muita fumaça decorrente de queimadas de florestas e pastagens, ar poluído, risco de desabastecimendo de água na capital do Estado, falta de energia elétrica, de vagas nos aviões, e o aeroporto esteja fechado.

A generosidade da política em ano eleitoral é uma das causas das queimadas de florestas e pastagens cuja fumaça castiga várias cidades no País.


Leia mais no Blog da Amazônia.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

AEROPORTOS FECHADOS


Com visibilidade de apenas 900 metros, os aeroportos de Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO) estão fechados nesta segunda-feira (16) para pouso e decolagem por causa da densa nuvem de fumaça que encobre as duas capitais.

Na tarde de domingo (15), a péssima condição de visibilidade causada pela fumaça das queimadas de florestas e pastagens impediu que um avião da Gol pousasse em Rio Branco. O vôo teve que ser desviado para Manaus (AM).

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à superintendência da Infrareo no Acre e ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo em Rio Branco que não autorizem nenhuma atividade de decolagem ou pouso de aeronaves em período noturno até o final de outubro.

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domingo, 15 de agosto de 2010

EM BUSCA DE ÁGUA


Passarinho bebe água em vazamento no cano. Clique na imagem para visualizá-la ampliada.

PARA NÃO FALAR COM O ESPELHO

POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE

Escrevo da aldeia Cachoeirinha, em Miranda (MS), onde acabo de presenciar uma operação arriscada. Vi como desmontaram o gatilho de uma arma infernal que já causou mortes e emudeceu vozes, criando um silêncio de cemitério. O gatilho assassino foi desarmado por dois Terena - a professora Maria de Lourdes Elias Sobrinho, ex-empregada doméstica, filha de um índio plantador de milho, arroz, feijão e banana - e seu colega, o professor Celinho Belizário, ex-cortador de cana.

Nessa sexta-feira, 13 de agosto, cada um deles defendeu sua dissertação de mestrado na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) de Campo Grande (MS), que abriu seu Programa de Pós-Graduação em Educação para formar pesquisadores indígenas, com apoio da Fundação Ford.

No entanto, a defesa aconteceu - o que é inédito no Brasil - não no campus universitário, mas dentro da própria aldeia. Fomos nós, os professores da banca de avaliação, que nos deslocamos até lá, num movimento que não se limitou a uma simples troca de espaço, mas implicou mudança de perspectiva: a universidade desceu de suas tamancas e com isso ampliou seu universo de conhecimentos.

Maria de Lourdes fez a apresentação oral, toda ela em língua terena, para compartilhar sua pesquisa com os índios ali presentes. Na medida em que falava, o data-show ia projetando o texto da tradução ao português, permitindo que a banca e o público não-indígena acompanhassem sua fala. O trabalho escrito também é, em grande medida, bilíngue em terena e português. Essa foi, talvez, a primeira vez no Brasil que um índio não precisou renunciar à sua língua para ter um diploma reconhecendo aquilo que sabe.

O boi baba

A pesquisa de Maria de Lourdes procura identificar, justamente, os mecanismos engatilhados contra a língua terena, buscando um escudo para protegê-la. Através desse caso particular, é possível entender o extermínio, em cinco séculos, de mais de mil línguas indígenas, que deixaram de ser faladas no Brasil. Cerca de 180 delas continuam ainda resistindo, como a língua terena. De que forma foi possível silenciar tantas vozes que enriqueciam o patrimônio cultural da humanidade, sepultando com elas cantos, narrativas, poesia, músicas e saberes?

As tentativas de sufocar a língua terena - um crime de glotocídio - foram testemunhadas pela própria Maria de Lourdes, em sua infância. “Da primeira até a quarta série do Ensino Fundamental, cursei na Aldeia Cachoeirinha de 1968 a 1972, minha professora era purutuye (branca). Quando cheguei à sala de aula, meu primeiro impacto foi com a questão da língua, isto é, eu, falante da língua terena e a professora da língua portuguesa. Quando ela começou a explicar a matéria, parecia que eu estava em outro mundo, pois não entendia nada do que ela estava falando”.

Lourdes se lembra de sua primeira cartilha - O caminho suave - onde lia que “o boi baba”, em voz alta, mas não entendia bulhufas. “Em 1976, na cidade de Miranda, fui para uma escola pública cursar a 5ª série à noite. Numa das aulas, a professora pediu para eu ler um texto de história. Li. Depois ela me pediu para explicar aos colegas o que tinha lido. Sem dizer nada, comecei a chorar, pois não sabia o que o texto dizia, eu não falava a língua portuguesa”.

Lourdes chegou a estudar num convento de freiras, em 1975. Lá, “era tudo estranho, a começar pela língua. Não entendia o que as freiras falavam comigo. Lembro quando uma freira me pediu água. Fiquei parada na cozinha sem saber o que ela tinha pedido. Eu não perguntava o que ela queria, pois não sabia nem como perguntar. A minha comunicação com elas era bom dia, boa tarde e boa noite. Essas foram as primeiras palavras que me ensinaram”.

Quando saiu do convento, Lourdes foi trabalhar como empregada doméstica. “Trabalhava de dia, e à noite estudava o segundo grau numa escola pública, mas tinha vergonha de falar a língua terena no meio dos brancos, isto porque não queria que eles percebessem que eu era índia, pois quando percebiam me isolavam do grupo”. Com a língua, ela silenciou também brincadeiras infantis, danças, benzimentos, cantos, pajelança e até a culinária terena, especialmente o lapâpe - uma massa de mandioca aberta como uma pizza e preparada na frigideira quente.

Lourdes foi atingida no próprio corpo pelos disparos de uma arma letal, que assassina almas e emudece vozes. Dessa forma, descobriu o mecanismo de extermínio, que começa com a discriminação da língua indígena considerada pelo senso comum preconceituoso como “inferior” ou “pobre”. Depois vem a proibição de falar essa língua, o que significa enxotar da escola os conhecimentos tradicionais que ela veicula. Em seguida, a obrigação de aprender a ler em português, uma língua desconhecida. Por último, o falante se automutila, na medida em que é obrigado a esconder sua identidade.

Rito de passagem

Quando Lourdes se formou no Curso Normal Superior Indígena e foi lecionar na primeira série do ensino fundamental, na Aldeia Cachoeirinha, constatou que apesar das garantias constitucionais e do direito dos índios de serem alfabetizados em suas línguas maternas, a escola continuava fazendo com as crianças aquilo que havia feito com ela. As crianças não aprendiam a ler em terena, apresentando alto índice de repetência e evasão escolar.

Foi aí que Lourdes decidiu romper esse círculo vicioso, organizando a resistência ao desmontar os mecanismos que acabariam com sua língua materna. Como coordenadora pedagógica da escola, ela elaborou e implantou em 2007 o projeto de alfabetização e produziu a cartilha “Ler e Escrever na Língua Terena”. O português passou a ser ensinado como segunda língua.

A pesquisa de Lourdes no mestrado teve como objetivo analisar essa experiência. Ela realizou testes de leitura e compreensão de texto com crianças terena alfabetizadas na língua indígena e com outros alfabetizados em português. Os resultados foram surpreendentes: no primeiro caso, as crianças que liam e escreviam em Terena, se expressavam com mais fluência inclusive em português e interpretavam textos com mais facilidade nas duas línguas.

As duas pesquisas - a de Lourdes e a de seu colega Celinho, que analisou o projeto político pedagógico da escola - se apropriaram das teorias e dos conceitos dos autores nacionais e estrangeiros indicados por seus respectivos orientadores: a doutora Adir Casaro e o doutor Antônio Brand da UCDB. No início não foi fácil: “O Homi Bhabha não queria conversar comigo” - disse Lourdes, com humor, referindo-se ao teórico indo-britânico, que analisou o confronto de sistemas culturais e cuja noção de entre-lugar como local da cultura acabou se tornando familiar a ela.

Alguns autores brasileiros como Aryon Rodrigues, Ruth Monserrat e Roberto Cardoso de Oliveira, serviram aos dois pesquisadores que, além disso, realizaram observações na aldeia e na escola. Entrevistaram velhos, professores, alunos, pais de alunos, registraram as falas nas reuniões de trabalho, consultaram os textos de autores indígenas de outras línguas como Higino Tuyuka, Chiquinha Pareci e Darlene Taukane, cruzaram as fontes orais com as fontes escritas. Enfim, produziram uma pesquisa de qualidade, como assinalou a doutora Marta Azevedo, da Unicamp, membro da banca.

“Os Terena estão buscando novas formas de sobreviver em meio a essa cruzada de flechas e às novas e gigantescas colunas de fogo que se alastram em direção a nós, vindas do entorno regional” - escreveu Celinho, que definiu sua pesquisa como “a semente de um sonho”, porque “outros pesquisadores indígenas continuarão essa reflexão”.

Na ocasião, duas cerimônias foram realizadas pela comunidade terena para celebrar o nascimento dos novos mestres. Lourdes entrou no recinto, acompanhada dos membros da banca, passando no meio de duas fileiras formadas por meninas que dançaram o Xiputrena, animadas por um tocador de pife (oxoti étakati) e um tocador de tambor (ixúkoti pepêke). Já Celinho foi recebido com o Kohitoxi Kipâhi ou dança do bate-pau, numa fileira meninos com os corpos pintados de vermelho e na outra, de azul. Tinha algo de belo e de sagrado na reverência daquelas crianças aos novos suportes do saber.

Há alguns anos, o último falante de uma língua indígena foi considerado doido, porque conversava em língua xetá com sua imagem projetada no espelho, como uma forma dramática de manter sua identidade e sua memória. As pesquisas dos dois novos mestres fazem parte de uma estratégia, uma esperança para que nenhum terena jamais precise conversar com o espelho. Que Orekajuvakai nos ouça!

O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO) e edita o site-blog Taqui Pra Ti .

Foto: Caroline Maldonado