sábado, 28 de junho de 2008

A QUEM ESTAMOS ENTREGUES

Entre um cerradinho e a soja


Do chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, entrevistado de Veja da semana:

- A cabeça de Lula é a do peão do ABC. O núcleo da preocupação do presidente é com emprego e salário. Vejo isso todo dia. Assim, se o banqueiro tiver lucro, tudo bem. Ele diz: "Eu prefiro que esses caras tenham lucro do que fazer um Proer para eles depois". Mesmo em relação à reforma agrária, eu não sinto que ele se empenhe tanto quanto por salário e emprego. Nem quanto ao ambiente. Vou ser bem claro aqui: ele acha importante a preservação, mas, entre um cerradinho e a soja, ele é soja. O ambiente é uma questão importante, mas não é decisiva. O que é decisivo é a economia.

5 comentários:

. disse...

faz sentido

Unknown disse...

chefe-de-gabinete?

Juruá disse...

Vindo de VEJA, eu prefiro ter um pé atrás em relação a essas afirmações. Não sei até onde ele usaria esses termos numa entrevista para um veículo de comunicação com a abrangência que tem VEJA.
Vai saber....

Acreucho disse...

Por este comentário, o Gilberto levou um pito do Luiz, vi isso acho que num jornal do nordeste...mas faz sentido...pensar pequeno é dele mesmo...

Unknown disse...

A interação que o blog permite entre as pessoas e os autores dos textos lembra o clima de conversas de bar. Ali a gente fala de tudo e de qualquer forma, passando de um assunto para outro sem, por vezes, terminar o assunto anterior. Nesse clima, prevalece, quase sempre, alguma exclamação ou, por vezes, uma palavra solta, mas, que capaz de provocar algum riso ou mesmo uma ou outra reação, mesmo xingamentos do interlocutor. A intensidade da troca de informação, num bar, chega ao limite de, algumas vezes, entrarmos na conversa da mesa vizinha. Pois é.

Cai no clima e larguei uma dessas intervenções para o tema do Altino, limitando-me a indagar sobre a posição ocupada pelo entrevistado da Veja (chefe de gabinete?). Com a minha intervenção, no entanto, abri muitas possibilidades quanto ao sentido do que queria dizer. Eu queria ressaltar que o entrevistado quebrara a postura de alguém em carga tão íntimo. Pode-se, mesmo, dizer que chegou aos limites da infidelidade, desmontando o que deveria ser a imagem de um estadista para a de um improvisador pensando nos limites do mais vulgar senso comum.

Não é por acaso que a revista inicia a matéria chamando a atenção para o fato de se tratar de uma pessoa ocupando função que lhe permite ver com muita clareza as ações presidenciais. O resultado é lamentável para o presidente. O pior mesmo é que continua chefe de gabinete diante das bobagens que disse sobre o presidente e sobre a política governamental.

Imaginem se não fosse chefe de gabinete?